Meus 5 favoritos

A partir de hoje, todo domingo vai ser dia dos favoritos. Lugares, comidas, livros, obras de arte, lojas, qualquer coisa que esteja relacionada a viagens. E o melhor é que não serão apenas os meus preferidos, o blog vai receber convidados para contar pra você do que eles gostam.

Meu convidado, para a inauguração desta nova coluna, é o mais especial de todos: meu filho Dudu! Ele está com 8 anos e vai revelar a você quais os 5 lugares que ele mais amou, em todas as viagens que fez até hoje. Vamos conferir?

 

1- Rock’n roller coaster (Orlando)

Uma das principais atrações do Disney’s Hollywood Studios, foi a grande paixão do Dudu em nossa última visita à Disney. Ele estava com 7 anos.

 

Adrenalina ao som de Aerosmith
Adrenalina ao som de Aerosmith

 

2- Jedi Training Academy (Orlando)

Eu já perdi a conta de quantos diplomas de padawan ele já ganhou. Foram muitos duelos com Darth Vader e Darth Maul, aos 5 e aos 7 anos. O Disney’s Hollywood Studios é, de longe, o parque preferido do meu filhote.

 

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A força é poderosa em você, jovem padawan

 

3- Sherlock Holmes Museum (Londres)

Aos 4 anos, Dudu se encantou com a casa do famoso detetive, onde fomos recebidos pelo Dr. Watson “em pessoa”.

 

Elementar, meu caro Dudu!
Elementar, meu caro Dudu!

 

4- Pirate’s Island (Turks and Caicos)

Quando ele tinha 6 anos, fomos às ilhas caribenhas Turks and Caicos, com amigos queridos. O hotel Beaches é um paraíso que ainda merecerá um post exclusivo. Tem um parque aquático, o Pirate’s Island, que as crianças aproveitaram até mais do que a praia.

 

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Tobogã na ilha dos piratas

 

5- Rain Forest Café (Fort Lauderdale)

O restaurante temático, que também existe na Disney, é realmente divertido para as crianças. Dudu nunca esquece do grito de espanto da nossa amiguinha Mariana, então com quatro anos: Gente!!!!!!! O elefante está se mexendo!!!!!!!!

 

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Almoço selvagem!

 

Quais são os “top 5” do seu filho? Publique aqui, nos comentários! E aproveite as sugestões do Dudu nas próximas férias…

Boa semana!

Muffins ou madeleines?

Eu sou louca por chá. Desde criança, quando minha mãe saía mais cedo do trabalho às quartas-feiras e me levava ao Lord Jim Pub, em Ipanema, onde a inglesa Anne Philipps servia o tradicional chá completo, à moda britânica. Já na casa dos 20 anos, descobri os encantos do chá francês, graças a uma das mais belas passagens da literatura universal. O personagem de “Em Busca do Tempo Perdido” se vê invadido pelas reminiscências de uma vida inteira, a partir de uma experiência sensória deflagrada pelo cheiro e o sabor de uma madeleine mergulhada em chá de tília. Desde que tive o privilégio de ler Marcel Proust, cada madeleine mergulhada no chá é, para mim, uma experiência existencial.

Bem, este post não é sobre literatura e muito menos sobre minhas vivências pessoais, mas todos esses preâmbulos têm a intenção de deixar claro o espaço que o chá ocupa em minha vida. Porque os lugares que vou indicar para vocês são realmente especiais para mim. E estão localizados nas duas cidades que disputam, centímetro a centímetro, a posse do meu coração. Tanto que vou dividir este texto em duas partes, uma para cada cidade.

Vamos começar por Londres. Em Picadilly, desde 1707, existe um reino encantado para os amantes do chá. Um belíssimo edifício de seis andares, onde são produzidos todos os chás, biscoitos, geléias e bolos que abastecem o Palácio de Buckingham. A Fortnum and Mason funciona como uma loja de departamentos, dividida em sessões de biscoitos, chocolates, frios, louças, acessórios de cozinha, cestas de piquenique e muitas outras, além do chá, é claro. Este lugar de sonho conta com seis restaurantes, que vão desde uma sorveteria e um wine bar até o The Diamond Jubilee Tea Salon, que eles descrevem, apropriadamente, como um ícone britânico. Quando fiz 40 anos, em 2012, propus à minha mãe uma viagem só nós duas, para desfrutarmos nossas maiores paixões em comum: ballet e chá. Ainda contarei muitos detalhes em posts futuros, mas já posso adiantar que fizemos uma grande comemoração no chá das cinco deste salão fantástico, recentemente reformado em homenagem ao jubileu de diamante da rainha Elizabeth II. Ali, a tradição é respeitada em cada receita, na maneira de servir, na decoração, em todos os detalhes. Você pode visualizar os cardápios e fazer sua reserva pelo site. Só não esqueça de destinar um tempo para passear pela loja, você nunca viu tantas delícias reunidas num mesmo local!

 

A fachada da Fortnum and Mason, em Piccadilly
A fachada da Fortnum and Mason, em Piccadilly, enfeitada para o Jubileu da rainha

 

Tradição nos mínimos detalhes
Tradição nos mínimos detalhes

 

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Scones que derretem na boca, mini-sanduiches, pequenas delícias…

 

Trouxe  para casa o Jubilee Tea Blend, criado especialmente para homenagear os 60 anos do reinado de Elizabeth II
Trouxe para casa o Jubilee Tea Blend, criado especialmente para homenagear os 60 anos do reinado de Elizabeth II

 

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Uma forma britânica de comemorar a chegada aos 40!

 

Um lugar muito simpático para o chá das cinco é, também, a famosa loja de departamentos Harrods. Há diversas opções, espalhadas nos sete andares, que oferecem desde lanches rápidos até jantares requintados. Para o chá, há o Georgian Restaurant, o The Tea Room e o The Harrods Terrace, entre outros.

 

Eu e Alexandre escolhemos o Georgian Restaurant, enquanto Dudu dormia no carrinho.
Eu e Alexandre escolhemos o Georgian Restaurant, enquanto Dudu dormia no carrinho.

 

Se a ideia é comprar chá para levar pra casa, meu lugar favorito é The Tea Palace, que fica no Convent Garden. Eles têm um Earl Grey with blue flowers que é de beber suspirando. A loja é uma experiência sensorial, os chás ficam em recipientes de vidro para que você sinta os aromas e veja a beleza das misturas de folhas. A maior parte dos meus acessórios foram comprados lá (infusores, coadores, medidores…).

 

No cantinho do chá que tenho na cozinha, há lugar reservado para as latinhas The Tea Palace
No cantinho do chá que tenho na cozinha, há lugar reservado para as latinhas The Tea Palace

 

A loja da Twinnings, a marca inglesa de chá mais conhecida no Brasil, foi uma decepção para mim. Achei totalmente sem graça. Entretanto, eles fizeram uma enorme reforma, que inclui a criação de um museu do chá, então imagino que agora seja um bom programa. Preciso voltar a Londres para conferir!

Eles continuam não tendo salão de degustação, então é só para comprar chá e acessórios. A novidade é que você pode escolher saquinhos avulsos para compor sua caixa, embora o chá em folhas seja bem melhor. Inclusive, se você está acostumado a comprar Twinnings no Brasil, saiba que o de lá é diferente: eles têm uma linha para exportação mais adaptada ao paladar internacional. Meu favorito da marca é o Lady Grey, e eu prefiro o que compro por lá.

De toda forma, você pode tomar chá com scones, muffins e short breads (os tradicionais biscoitos amanteigados escoceses) em qualquer lugar da Inglaterra. Dificilmente você sairá decepcionado, ainda que tenha escolhido um lugarzinho simples, que encontrou pelo caminho. Até mesmo no hotel, experimentei scones de tirar o fôlego, num típico ambiente vitoriano. Os ingleses realmente sabem valorizar as tradições, e mantê-las vivas para que possamos desfrutá-las. God save the queen!

No próximo post, vou te convidar para um chá em Paris. Você topa?

Ingressos na mão!

Como contei pra vocês no post Outono musical em Nova York, em breve embarco a trabalho para a França.

Faço visitas regulares ao norte deste país incrível, como parte das minhas atividades docentes na área da fisioterapia. Sou responsável, aqui no Rio de Janeiro, pela formação no método de Cadeias Musculares e Articulares GDS, então preciso fazer constantes reciclagens junto ao diretor mundial da formação, meu querido mestre Philippe Campignion.

O Centre de Formation Philippe Campignion fica em Camblain l’Abbé, quase na fronteira com a Bélgica, perto de Arras, uma cidade bastante interessante, a 50 minutos de trem de Paris. Ainda vou dedicar um post especialmente aos seus encantos…

 

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O Centre de Formation Philippe Campignion, na região francesa do Pas de Calais

 

Meu propósito agora, no entanto, é reafirmar o que já mencionei em Poupando suspiros: passarei apenas dois rápidos dias em Paris, mas por que não tentar aproveitá-los para conferir a agenda cultural?

Pois é, o ballet da Ópera de Paris vai se apresentar justo na minha noite livre. Anotei na agenda que hoje os ingressos começariam a ser vendidos, e à tarde já estavam quase esgotados!

Mas não é preciso entrar em pânico, eu e minhas três amigas – que me acompanharão nesta jornada – já temos nossos lugares garantidos!

 

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Lugares garantidos para quatro fisioterapeutas “perdidas” em Paris!

 

Só resta agora esperar setembro, para uma noite de ballet finalizada no Point bulles, a deliciosa champanheria que fica bem em frente ao meu hotel de sempre…

Afinal, como disse Pasteur, uma refeição sem champagne é como um dia sem sol!

 

Formulando encantamentos

Aqui no Rio de Janeiro, as férias escolares já chegaram. É tempo de escrever sobre viagens com crianças (talvez meu tema preferido…).

Em primeiro lugar, gostaria de dizer que não é preciso levar seu filho à Disney para que ele se sinta no reino da fantasia. Até mesmo logo ali, em Petrópolis, o Museu Imperial pode estar cercado de toda uma atmosfera mágica. Qualquer lugar do mundo pode ser encantado, basta um pouquinho de pó de fada. Para mim, o pó de fada se chama “preparação para a viagem”.

Dudu viaja conosco desde os 7 meses, mas foi aos 2 anos que começaram as “preparações”. Existem filmes e histórias infantis relacionados a quase qualquer roteiro que você puder escolher. Quando a criança toma contato com um local através de imagens e personagens que povoam seu imaginário, aquele lugar automaticamente se enche de magia. Por exemplo: aos 4 anos, quando Dudu visitou o Regent’s Park (Londres), ele estava passeando onde os dálmatas Pongo e Prenda (e seus donos) se conheceram. E o Big Ben é o relógio sobre cujos ponteiros Peter Pan pousou com Wendy e seus irmãos… Da mesma forma, o Zoo do Central Park (Nova York) é vivo na imaginação dos pequenos como cenário de Madagascar, e uma visita ao Museu de História Natural de Nova York pode ficar mais divertida após a exibição de Uma Noite no Museu. Paris é cenário de Aristogatas, Ratatouille, O Corcunda de Notre Dame, Os Três Mosqueteiros e tantos outros, e uma viagem ao interior da Itália merece ser precedida de uma sessão de Pinocchio (aliás, o boneco é presença garantida em lojas de brinquedos artesanais por aquelas bandas…). Mesmo a Disney ganha muito em aproveitamento, se a criança estiver mais familiarizada com o que ela verá.

 

O lago do Regent's Park, em Londres: cenário de 101 Dálmatas
O lago do Regent’s Park, em Londres: cenário de 101 Dálmatas

 

Harry Potter quebrou esta vitrine do Zoo de Londres, para libertar uma cobra e despertar a ira de seu tio Dursley!
Harry Potter fez desaparecer esta vitrine do Zoo de Londres, para libertar uma cobra e despertar a ira de seu tio Dursley!

 

Do alto da torre, Quasímodo e suas amigas gárgulas observavam Esmeralda lá embaixo, na praça de Notre Dame
Do alto da torre, Quasímodo e suas amigas gárgulas observavam Esmeralda lá embaixo, na praça de Notre Dame

 

A lista é quase infinita, passando pelos cinco continentes, entre desenhos animados, filmes “de pessoa” (como diz o Dudu) e livros que não viraram filmes, mas que nem por isso são menos estimulantes. Além disso, estratégias especiais também podem transformar museus e monumentos em grandes aventuras. Mas isso será assunto para próximos posts… Pouco a pouco, pretendo ir escrevendo sobre a preparação para meus destinos favoritos, e estou aberta a sugestões! Qual será o cenário das peripécias da sua família nestas férias?

 

Primeira parada: banca de jornal!

Se um amigo estivesse indo para Paris e eu tivesse a oportunidade de lhe dar uma única dica, eu certamente diria: Pariscope!

O Pariscope é uma revistinha semanal, que sai toda quarta-feira e é vendida em qualquer banca de jornal (inclusive no aeroporto, onde eu costumo comprar). Custa 50 centavos e cabe na bolsa. Ela contém toda a programação cultural daquela semana específica: shows, exposições, concertos, eventos, etc., além de listar os endereços e horários de funcionamento de todos os museus e galerias da Île de France.

Mesmo que você tenha um excelente guia da cidade, o Pariscope vai te informar se determinado museu está fechado naquela semana para reformas, evitando que você chegue lá e dê com a cara na porta. Ou talvez te mostre que, devido a um evento extraordinário, o mesmo museu estará aberto até mais tarde nos dias x, y e z, possibilitando um melhor planejamento do seu roteiro. Ou seja: ele é imprescindível.

Dependendo do seu dia de chegada e partida, não esqueça de que a programação de cada edição só cobre até a terça-feira, toda quarta-feira você deverá comprar uma nova.

Atualmente, existe o aplicativo do Pariscope, disponível para iPhone e Android. É grátis e vale muito à pena baixar. Entretanto, embora eu seja bastante adepta de tecnologias começadas pela letra i, ainda me mantenho apegada à boa e velha revistinha, que eu já vou marcando e sublinhando no trajeto do aeroporto até o hotel…

 

Qual a melhor idade para levar uma criança à Disney?

Todas! Principalmente se você tiver condições de planejar uma segunda visita, ou terceira, ou quarta… A Disney é como uma Terra do Nunca às avessas, ela vai se modificando à medida que a criança cresce. Ao ponto de ser o segundo destino mais procurado por casais em lua de mel (só perde para Paris), bem como por adolescentes que optam pelo Reino Mágico, em vez da festa de 15 anos.

Levei meu filho Dudu aos 3, aos 5 e aos 7 anos. Ele aproveitou loucamente as três viagens, de maneiras inteiramente diferentes.

Aos 3 anos, o encantamento de acreditar que tudo aquilo é de verdade: a emoção de abraçar o Mickey, de voar no tapete do Alladin, de andar no cavalo do Príncipe Encantado, de assistir a cada desfile com o coração aos pinotes. Tenho dezenas de fotos do rostinho dele, com uma expressão de puro deslumbramento.

 

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Aos 5 anos, ele olhou para o carrossel e falou:

  • Esse brinquedo, eu fui quando era pequeno. É de bebezinho…

Foi nesta ocasião que ele teve seu primeiro duelo – de muitos – com Darth Vader e se tornou um padawan diplomado. A Academia de Treinamento Jedi (Disney’s Hollywood Studios) praticamente define nossa segunda viagem.

 

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Aos 7 anos, ele descobriu as montanhas russas e os simuladores mais radicais. Foi a um jogo de basquete, ao Cirque du Soleil e ao Kennedy Space Center. E teve mais alguns embates com o velho amigo Vader e também com Darth Maul.

 

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Acho que 3 anos é uma boa idade para começar. Meu sobrinho aproveitou demais com 2 anos e meio, mas ele é bem maduro para a idade. Se você não acredita que poderá ir outras vezes, talvez seja melhor esperar até uns 5 ou 6 anos. A criança não vai andar na montanha russa do Hulk, mas quase te levará às lágrimas ao, literalmente, perder o fôlego porque conheceu o “verdadeiro Buzz Lightyear.”

No entanto, se as condições forem favoráveis, vá mais de uma vez! Pois cada uma delas será única. E a gente merece este momento de fantasia com nossos filhos…

O dia em que Renata virou Renatours

Nos últimos anos, tenho sido uma grande fornecedora de dicas de viagem. Perdi a conta de quantos cafés compartilhei, para ajudar pacientes, alunos e amigos a programar a viagem à Disney com os filhos, reservar um concerto em Paris, escolher a melhor opção para levar os netos. Até uma professora do meu filho recorreu a mim para o planejamento da lua de mel! Tenho e-mails semiprontos sobre várias cidades e informações na ponta da língua.

Durante uma sessão de fisioterapia, conversava sobre isso com meu queridíssimo paciente Gustavo Monteiro. Comentei, brincando, que um dia ainda abriria uma agência de turismo, ao que ele retrucou:

  • E vai se chamar Renatours!

Pronto, eu estava rebatizada. Todo mundo incorporou rapidamente o apelido, e passei a receber regularmente e-mails pedindo “consultoria Renatours”. Foi um outro paciente, o Bruno Marques, a primeira pessoa a me dizer:

  • Você TEM que fazer um blog!!!

Isso porque, também durante a sessão, eu esclareci mil dúvidas que ele tinha sobre duas viagens que estava planejando (Turks and Caicos com a esposa e Disney com toda a família).

Depois de ouvir esta frase repetidas vezes, das mais diferentes pessoas, resolvi me render. Toda viagem tem surpresas escondidas, mas é mais fácil encontrar os tesouros se soubermos quando e onde cavar. O objetivo deste blog é dividir com você minha forma de traçar mapas para estes tesouros, e eu te convido a cavar comigo.