Dia da Criança Viajante

A alma da viagem
Viajar com o Dudu é tudo de bom!

O que significa viajar com uma criança? Por que levar os filhos? O que existe de tão especial em conhecer outros lugares ao lado deles?

Para mim, uma viagem é uma experiência afetiva, educativa, lúdica, emocional, até mesmo existencial. Quando viajo com o Dudu, tento criar uma atmosfera que torne cada momento uma experiência única. Eu me envolvo emocionalmente com cada detalhe. Em geral, escolho as atrações que quero visitar ou ver a partir deste envolvimento: o castelo que foi cenário de um livro especial, o quadro que estudei em história da arte na PUC, a madeleine que Proust molhou no chá. Quando essa referência não existe a priori, eu fabrico a referência. Por exemplo, lendo para o Dudu a obra do Dr. Seuss antes de ir à Disney, para que ele reconheça os personagens quando efetivamente os veja. Ou inventando histórias (na hora, de improviso mesmo!) para os monumentos antigos do British Museum.

Em resumo, o meu planejamento de viagem, mais do que criar um roteiro, tem como característica a atribuição de um sentido ao que será visitado. Um sentido vinculado ao afeto, à memória, à emoção, à história e às relações. Não importa se o Dudu vai “lembrar” de tudo. A experiência da viagem com os pais deixa marcas impressas para sempre na bagagem emocional, na construção dele como pessoa. Cada viagem foi um salto de amadurecimento muito perceptível, e cada viagem foi uma oportunidade para nós três nos fortalecermos como família.

Quando a gente sai de casa, entende melhor como é a nossa própria casa, pois percebe o que é diferente. Cada um desses fatores contribui para a formação de uma criança em todos os aspectos. Eu procuro cuidar dos preparativos de viagem de forma a potencializar isso e usufruir ao máximo deste processo delicioso.

Não tem nada melhor do que a experiência de tirar um tempo pra sair por aí com quem a gente mais ama. Só vivendo pra descobrir.

Feliz Dia da Criança Viajante para todos vocês!

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Encontro dos Viajantes, em São Paulo, com as dicas do Roteiro Renatours

Todos convidados!
Todos convidados!

O evento Encontro dos Viajantes é organizado mensalmente, desde 2010, pelo blogueiro Eder Rezende, do Quatro Cantos do Mundo. Em cada edição, um convidado diferente vem falar sobre um destino específico ou compartilhar sua experiência. A entrada é franca e todos os viajantes são bem vindos, amadores e profissionais, blogueiros e seguidores de blogs, enfim, todo mundo que curte viajar.

Na edição de 11 de outubro, às 17h, estarei no Hotel Ibis SP Expo, como palestrante deste já tradicional evento. Levarei também o Alexandre e o Dudu, meus companheiros de aventuras. Vou adorar contar meus segredos de como transformar a viagem com crianças em uma vivência mágica para pais e filhos. Na véspera do Dia da Criança, estas dicas podem vir bem a calhar!

Se você estiver pela cidade, vou adorar te encontrar por lá. Ouvi dizer que no final rola uma happy hour… 😉

 

Dicas básicas para viajar com crianças

1- Flexibilidade

É a coisa mais importante que eu poderia te falar. Tenha flexibilidade para tudo: horários, alimentação, sono, roteiro. Se não der pra manter a rotina dos orgânicos, ou mudar um pouco o horário de comer, tudo bem. Talvez também haja alguma alteração nos horários de sono. Ou não, caso o seu filho tope numa boa dormir no carrinho. Você não vai estar na “night” com uma criança pequena às 3 da madrugada, mas pode uma noite ficar até as 22h num restaurante, sem que isso impacte para sempre o desenvolvimento emocional do pequeno. Pode ser que você não consiga cumprir todo o roteiro que planejou, pois um dia seu filho ficou exausto e você voltou cedo pro hotel. Sem problemas, qualquer hora vocês voltam e fazem o que ficou faltando. Ou não, fazem outras coisas e visitam outros lugares. Viajar com os filhos é, em si, uma experiência maravilhosa para toda a família. Quando a gente flexibiliza, anula o stress e pode usufruir muito mais plenamente desta experiência.

 

2- Flexibilizando a flexibilidade 😉

Se o seu filho não dorme sem um copo de Ninho 3+, ou só bebe água de coco, ou come biscoito Maizena diariamente no lanche, não tenha dúvidas: leve na mala. A bagagem é sempre mais vazia na ida do que na volta, estes itens serão inteiramente consumidos ao longo da viagem e ficará mais fácil flexibilizar com o resto da alimentação se a criança tiver alguma referência dos seus hábitos caseiros. Eu viajo com carregamento de água de coco, na maior tranquilidade. Todo dia, saio do hotel com uma caixinha na bolsa e ele pode, a qualquer momento, ter um gostinho de casa. Na volta, o espaço é ocupado pelas compras!

Na Torre de Londres, pausa para uma Água de Coco
Na Torre de Londres, pausa para uma Água de Coco

 

3- Remédio para enjôo

Se o seu filho precisa tomar remédio para enjôo (prescrito pelo pediatra, é claro), espere para dá-lo dentro do avião. Se a criança tomar o remédio na sala de embarque e, de repente, ocorrer um atraso, você corre o risco do efeito do medicamento “vencer” quando ainda é necessário, sem que você já possa ministrar outra dose. Isso aconteceu com o Dudu uma vez, e foi horrível. O Alexandre foi sozinho com ele me encontrar na Europa, deu o remédio dentro do aeroporto e, logo depois, foi anunciado o atraso. O vôo só saiu mais de duas horas depois. Resultado: o pobrezinho passou mal cinco vezes no avião. Para não ter problemas com a decolagem (que pode nausear a criança), dê o remédio assim que embarcar. A acomodação dos passageiros e liberação para decolar vai te dar tempo suficiente para a medicação fazer efeito e você ficar mais “garantida”.

 

4- Maletinha de brinquedos

É importante levar alguns brinquedos favoritos do seu filho para distrai-lo no avião, no hotel ou em situações de longas esperas. Mas esta seleção deve ser prática e racional. Você não quer sair do Brasil já com excesso de bagagem, né? A criança precisa entender que não dá pra carregar a Bat Caverna do Imaginex nem o Castelo de Diamantes da Barbie na bagagem de mão. Não esqueça, inclusive, de que você provavelmente comprará novos brinquedos ao longo da viagem. Eu costumo fazer assim: separo uma maletinha pequena e digo ao Dudu que temos de escolher brinquedos que caibam ali. Quantos ele quiser, contanto que caibam na maletinha. Sempre incluo um caderno e lápis de cor. Esta ideia apareceu no blog Tempo Junto, e funciona super bem. Existem muitas opções bacanas que não ocupam espaço, como dedoches, super trunfo, carrinhos e bonequinhos. Ainda por cima, você já ensina ao seu filho como ser razoável na hora de arrumar as malas…

A maletinha do Dudu está no blog Tempo Junto
A maletinha do Dudu está no blog Tempo Junto

5- Lista de compras

Antes de viajar, faça um inventário das roupas e sapatos que seu filho já tem, para ter uma noção do que ele realmente precisa. Não esqueça de anotar os tamanhos, de acordo com o lugar para onde você está indo. Se você não viaja todo ano, é legal ter o planejamento de tamanhos que durem até a próxima vez. Assim, você pode criar uma lista básica, do tipo: 1 calça jeans tam 3 e tam 5; 3 pijamas de frio tam 3; calça de moletom tam 5; shorts tam 3 e tam 5; tênis tam 13,5 e tam 1Y.  A partir daí, você fica “situado” e pode até se permitir mais liberdade para comprar o vestidinho apaixonante ou a camisa igual à do papai, sem correr o risco de deixar a criança com uma coleção de itens semelhantes e absolutamente sem meias ou bermudas.

 

6- Menos bolsas

Quanto mais bolsinhas e mochilinhas você carregar, maiores as chances de se enrolar e perder alguma coisa. De preferência, reúna tudo em uma só mochila, ou mesmo na bolsa de fraldas do bebê. Reserve um compartimento só pra você, com carteira, óculos, caneta, etc., mas concentre seus pertences e os da criança em um só volume. Se quiser realmente separar suas coisas mais importantes, use uma daquelas bolsinhas a tiracolo, que você não tira pra nada, pois vai deixar suas mãos livres. Os brinquedos que ele leva do hotel têm que caber na bolsa! Você não quer se ver às voltas com mil sacolas, mais um bicho enorme de pelúcia, enquanto seu filho pede colo! Alguma coisa acaba largada pra trás…

7- Preparação

O segredo para uma criança aproveitar ao máximo uma viagem é a preparação. Familiarizá-la com o destino, com os lugares que ela visitará, pintar um quadro na imaginação dela, contribuem significativamente para o entusiasmo que ela expressará ao se deparar concretamente com todas as novidades do passeio. Escrevi um post exclusivamente sobre isso, para ler clique aqui.

8- Carrinho

Indispensável, incontornável, imprescindível. Quanto mais simples e leve, melhor. A menos que você esteja partindo para uma viagem muito longa com um bebê muito pequeno, aí talvez você precise de um mais “potente”. Na grande maioria das vezes, o ideal é um daqueles do tipo guarda-chuva, bem básico, que você abre e fecha com uma só mão, e será seu companheiro fiel toda vez que seu filho ficar cansado, tiver que esperar na fila, na loja, no aeroporto. Não abro mão! Também escrevi um post só sobre este assunto, leia aqui.

Carrinho: item indispensável!
Carrinho: item indispensável!

9- Chuteiras e camisas

Se você é mãe de menino, provavelmente sairá do Brasil com uma lista de pedidos de chuteiras e camisas de times de futebol. As mães de meninas não fazem ideia da quantidade infinita de opções. Os garotos sabem, inclusive, que determinada camisa do Paris Saint Germain é a da temporada passada, para jogar fora de casa, e te fazem solicitações ultra precisas, como o terceiro uniforme do Bayern do segundo semestre deste ano! O pai acha tudo isso muito natural, a mãe acaba se acostumando. A dica é a seguinte: antes de viajar, pesquise as “encomendas” nos sites nacionais da Nike e da Adidas, e também na Netshoes, e anote. Os produtos oficiais costumam ter o mesmo preço em qualquer parte do mundo. As chuteiras ocupam espaço na mala. Se, na volta, você descobrir que poderia ter comprado pelo mesmo valor, parcelado em reais, sem sair de casa, vai faltar parede pra bater com a cabeça… 🙂 Quanto às camisas, a diferença é que, na Europa, você vai encontrar uma variedade inexistente por aqui, especialmente em relação a times menos “badalados”, mas igualmente desejados pelos nossos pequenos fanáticos. Nos Estados Unidos, entretanto, quase não se encontram itens relacionados a futebol (soccer). Se estiver sem a criança na hora, cuidado para não trazer um tênis de futebol americano (football), como minha mãe fez certa vez, que não vai servir para nossa paixão nacional. Em Orlando, no Florida Mall, há uma loja chamada World of Soccer. Foi o único lugar onde encontrei alguma coisa. Mesmo assim, a chuteira específica do Neymar, que constava na cartinha do Papai Noel, ficou presa no trenó: não encontrei de jeito nenhum e tive que inventar uma história mirabolante, que eu conto pra você qualquer hora. Nas lojas da Nike e Adidas dos outlets, você vai garimpar uma coisa ou outra, de repente aquela básica para “bater” na escola, mas não espere comprar ali o objeto de desejo do seu filho. A menos que o lance dele seja basquete…

 

De uniforme do Milan, no Disney's Hollywood Studios
De uniforme do Milan, no Disney’s Hollywood Studios

E você? Tem uma dica super bacana pra compartilhar com a gente? Escreve aqui nos comentários!

Viajar com os filhos é tudo de bom!

O divertido troca-troca do Pin Trading na Disney

Eles estão por toda parte. Nas lojinhas, em quiosques, pendurados no pescoço de varredores e executivos, vendedores e recepcionistas, crianças e adultos. Nos mapas dos parques, estão marcadas as estações de “pin trading”, onde os pequenos broches podem ser “negociados”.

Funciona assim: você compra um kit de iniciante (starter set), que vem com alguns pins. Dependendo do modelo, custa em torno de 15 dólares. Em qualquer lugar do Walt Disney Resort (parques, hotéis, Downtown Disney, etc.), quando um membro do staff estiver usando o colar com broches, você pode propor uma troca. Eles são sempre simpáticos e solícitos. A criança escolhe um pin do colar do funcionário e troca por um dela mesma, à sua própria escolha (não é o funcionário que escolhe, é claro!).

Dudu com seu Starter Set, começando a brincadeira
Dudu com seu Starter Set, começando a brincadeira
Colecionar e trocar pins foi uma grande diversão!
Colecionar e trocar pins foi uma grande diversão!

À primeira vista, aquilo me pareceu uma grande bobagem, mas o Dudu se divertiu taaaanto com esse troca-troca! Foi bacana vê-lo interagindo e “se virando”, apesar de não falar inglês.

É claro que você acaba comprando vários pins, porque a idéia é que se torne uma coleção. E tem pins para todos os gostos, temas, brinquedos. Chegou um momento em que foi preciso comprar um estojo para acomodar o acervo. Escolhemos o pequeno, mas tem gente que que realmente se empolga! Dudu adora colecionar coisas e o pin trading foi, de fato, uma das marcas desta ida a Orlando.

No final da viagem, acabamos comprando um estojo para organizar a coleção
No final da viagem, acabamos comprando um estojo para organizar a coleção

 

No estojo, Dudu organizou e expôs todos os seus pins
No estojo, Dudu organizou e expôs todos os seus pins

 

Ele acabou comprando pins também em passeios  fora da Disney, como o Kennedy Space Center e o jogo da NBA
Ele acabou comprando pins também em passeios fora da Disney, como o Kennedy Space Center e o jogo da NBA

 

A gente até trouxe um starter set de presente para nosso amiguinho Bernardo, que iria pra Disney logo depois de nós. Segundo minha amiga Fernanda, a mãe, foi sucesso absoluto!

Uma vantagem adicional? As únicas lembranças que Dudu queria comprar nos parques eram os pins. O bom é  que, por mais que você traga, não ocupa nenhum espaço na mala! 😉

 

Fisioterapeutas a bordo

Dentro de um ano, 40 fisioterapeutas brasileiros realizarão um sonho: fazer um curso com o célebre professor Philippe Campignion, em seu próprio centro de formação, no norte da França. A partir de hoje, começarei a dedicar posts regulares a este projeto que venho desenvolvendo com tanta empolgação!

O curso será restrito a fisioterapeutas com formação completa no método de Cadeias Musculares e Articulares GDS. As vagas se esgotaram nas primeiras horas de divulgação. Conseguimos uma parceria com a Air France, que concederá desconto nas passagens de participantes e acompanhantes, e dentro de alguns dias poderemos dar a largada nos preparativos. Todas as informações estão no site da Kiné Clínica de Fisioterapia e Centro de Formação.

 

É assim que nosso curso aparece no site da Air France, quando entramos com o código de acesso
É assim que nosso curso aparece no site da Air France, quando entramos com o código de acesso

 

As atividades no pequeno vilarejo de Camblain l’Abbé durarão apenas 4 dias, sendo a primeira turma de 13 a 16 de julho e a segunda de 3 a 6 de agosto de 2015. É óbvio que ninguém vai se despachar para o outro lado do oceano pra bater lá e voltar, já soube até que vai ter uma caravana dos maridos… 🙂 Por isso, vou publicar muitas dicas sobre onde ir e o que fazer antes e depois de queimar os neurônios com os estudos de casos do nosso mago da biomecânica.

Estou disponível para ajudar também com as passagens de trem, é só me avisar!

 

A viagem de Paris a Arras dura 50 minutos no trem de alta velocidade (TGV)
cópia de Camblain
Da estação de trens em Arras, vamos de táxi até Camblain l’Abbé

 

Minha primeira visita à França foi em 1997. Uma viagem que mudou minha vida para sempre. Fui fazer minha formação em Cadeias Musculares e Articulares GDS, onde conheci Philippe Campignion, professor que se tornou minha grande referência profissional e com quem trabalho até hoje. Foi também a primeira grande viagem que planejei (os primórdios da Renatours), ainda na idade da pedra da internet. Depois do curso, passei um mês e meio de sonho, pela Europa, sozinha, foi uma experiência e tanto! Fiz outros pequenos cursos, rodei pela Provence e, principalmente, vivi uma das grandes emoções da minha história: o Festival de Salzburg, uma dos maiores ícones mundiais em música clássica. Mas tudo isso é tema para outras publicações…

Naquela época, quem quisesse aprender o Método GDS de Cadeias Musculares, tinha que iniciar o curso em São Paulo e depois fazer dois módulos super intensivos na Europa (um na França e outro na Bélgica). Isso durou até o ano 2000, quando passamos a ter a formação completa em São Paulo. Desde 2008, a formação acontece também aqui no Rio, sob minha coordenação e com uma equipe de professores super competente, e é por isso que eu viajo tanto para a França! Nestes 14 anos, mais de 300 fisioterapeutas se formaram no Brasil. E a gente começou a perceber que muitos tinham um desejo secreto… Conhecer pessoalmente o Centro de Formação Philippe Campignion, para beber diretamente da fonte. Mas como, sem falar francês?!

Foi então que pintou essa ideia bacana! Organizar um curso para fisioterapeutas brasileiros, lá em Camblain l’Abbé, com tradução para o português. A proposta fez tanto sucesso que tivemos de abrir uma segunda turma, e mesmo assim estamos com uma longa fila de espera. Estou desconfiada de que ainda faremos mais “excursões terapêuticas” deste tipo…

Enquanto isso, renovem seus passaportes e preparem-se para nossa contagem regressiva coletiva!

 

Philippe e Lori Campignion, com seus netos, nos esperam no ano que vem!
Philippe e Lori Campignion, com seus netos, nos esperam no ano que vem!

Direto do cinema para o aeroporto

Na coluna “Meus 5 favoritos” de hoje, o assunto é cinema. Quando parei pra pensar nos filmes que me deram uma irresistível vontade de viajar imediatamente, a lista cresceu rapidinho. Mas a proposta é escolher cinco, então fiz uma opção eclética e afetiva… Vamos lá:

 

1- Todos dizem eu te amo, de Woody Allen (EUA, 1997)

Não dá nem pra enumerar quantos filmes lindos foram rodados em Paris, mas Woody Allen, dançando com Goldie Hawn, às margens do Sena, dá vontade de sair correndo para o primeiro balcão da Air France!!!

2- Mediterrâneo, de Gabriele Salvatore (Itália, 1991)

Uma comédia deliciosa, em que um grupo de soldados italianos é deixado para trás numa pacata ilha grega, durante a Segunda Guerra. Os rapazes logo descobrem que não poderia ter lhes acontecido nada melhor! Paisagens mediterrâneas de tirar o fôlego e cinema da melhor qualidade.

3- Sob o sol da Toscana, de Audrey Wells (EUA e Itália, 2003)

Comédia romântica sessão da tarde, que te dá ímpetos incontroláveis de imitar a protagonista, partindo de mala e cuia para o interior da Itália.

4- Gabbeh, de Mohsen Makhmalbaf (Irã, França, Inglaterra e Alemanha, 1996)

Foi o primeiro de muitos filmes iranianos a que tive o prazer de assistir. Uma obra de arte cheia de sensibilidade, suavidade e beleza. A cultura persa desfiada nos detalhes de um tapete. Poucas vezes a fotografia e as paisagens em um filme me deixaram tão extasiada. Bateu um desejo de passear pelos desertos e oásis do Irã…

5- A noviça rebelde, de Robert Wise (EUA, 1965)

Por essa você não esperava, não é? Mas eu preciso confessar que, quando estive em Salzburg, em cada esquina me lembrava deste filme, um dos meus favoritos de toda a vida. A doida aqui chegou ao ponto de caminhar pela Mirabellplatz cantando Do Re Mi (na cabeça, em silêncio…), seguindo o trajeto (sem dançar…) e visualizando mentalmente a coreografia das crianças. Esse musical me lembra de como Salzburg é mágica e me faz querer voltar lá milhares de vezes.

 

As crianças von Trapp cantaram Do, Re, Mi na charmosa Mirabellplatz
As crianças von Trapp cantaram Do, Re, Mi na charmosa Mirabellplatz
Salzburg 2
Salzburg vista do convento em que viveu Maria von Trapp. Só no filme, pois na verdade a construção era uma fortaleza!

 

Esta é uma das minhas possíveis listas de 5 favoritos. E você? Que filmes te ejetam do sofá direto pro avião? Conta pra mim, aqui nos comentários! Já vou fazer a pipoca…

 

Há muito tempo atrás, numa galáxia muito distante…

Um grupo de 15 meninos e meninas espera a hora de começar o show. Enquanto aguardam, o membro do staff propõe um jogo de perguntas para avaliar os conhecimentos deles sobre a saga Star Wars. A primeira coisa que ele diz: Os pais não podem responder, só as crianças!

É fato. Guerra nas Estrelas é um clássico dos anos 80. Mesmo com os novos episódios e o desenho animado Guerra dos Clones, se uma criança de hoje é louca pela série, é porque seu pai e/ou sua mãe são fãs desde a adolescência, então ele ou ela já nasceu padawan e sonha com o dia em que Mestre Yoda vai solicitar sua contagem de midi-chlorians. E é por esta razão que, na Academia de Treinamento Jedi, do Disney’s Hollywood Studios, mães e pais ficam tão empolgados quanto as crianças que efetivamente participam.

 

Dudu enfrenta Darth Vader
Dudu enfrenta Darth Vader

 

Os soldados imperiais não são páreo para o poder da Força
Os soldados imperiais não são páreo para o poder da Força

 

O show acontece – em horários pré-programados – no palco ao lado do simulador Star Tours. O cenário é idêntico à entrada da base imperial na lua de Endor, de O Retorno de Jedi. Um mestre Jedi conduz os jovens padawans em um treinamento, que vai do juramento Jedi (usar a Força apenas para a defesa, nunca para o ataque, manter a paz na galáxia, etc.) ao ensaio de golpes com o sabre de luz. A trilha sonora, uma das mais famosas da história do cinema, contribui significativamente para aumentar a emoção. Aumente o som e veja os vídeos! Estão um pouco tremidos, porque a mamãe estava emocionada, mas vale à pena ter uma ideia de como é bacana a experiência!

 

 

De repente, entram soldados imperiais, seguidos de Darth Vader, o próprio! Além de falar com aquela voz inconfundível de James Earl Jones respirando por aparelhos, ele ainda por cima se comunica através de frases célebres dos filmes, tais como “Come to the dark side”, “Join me, it’s the only way”, “With our strenghts combined, we can rule the galaxy”, “Meet your destiny” e outras. É exatamente nesta hora que os nerds fanáticos (como eu) dão aquele sorriso cúmplice… Ele tenta atrair as crianças para o lado sombrio da Força, mas o mestre confia em seus pupilos, e tem sempre uma respostinha espirituosa, para dar um toque de humor. Cada padawan, individualmente, terá de se provar digno, em um duelo cara a cara com o vilão.

 

 

Em épocas de pico, ocorrem dois shows simultâneos, um no palco com Lord Vader e outro no chão, com Darth Maul.

 

 

No final, todas as crianças, juntas, usam a Força para expulsar Vader e seus soldados, sendo surpreendidas, então, pela voz de Yoda, declarando que estão aptas a se tornarem verdadeiros padawans.

 

Hora de partir, Darth Vader!
Hora de partir, Darth Vader!

 

Todos recebem um diploma e saem realizados. Dudu já tem 7 diplomas, um deles está pendurado na parede do quarto.

 

Padawans diplomados!
Padawans formados!

 

Atenção! Esta é uma atração extremamente concorrida. Para garantir a participação do seu filho ou filha, não esqueça as seguintes dicas:

–       A criança deve ter de 4 a 12 anos.

–       Você deve chegar bem cedo ao parque e ir diretamente ao ABC Sound Studio, perto do Star Tours, onde há uma placa indicando as inscrições. Todas as crianças que vão participar devem estar presentes neste momento, senão eles não inscrevem de jeito nenhum. O funcionário fará algumas perguntas, por exemplo, se a criança é capaz de ficar sem os pais no palco, ou se ela tem medo do lado sombrio da Força. Você receberá, então, um papel com o horário em que seu filho deve se apresentar para o show designado.

–       Na hora, a criança receberá a roupa Jedi e o sabre de luz, não é permitido levar seu próprio sabre.

 

Orgulho de ser um aprendiz de Jedi
Orgulho de ser um aprendiz de Jedi

 

Não deixe de conferir também o simulador Star Tours. As cenas são combinadas aleatoriamente, então você pode ir diversas vezes sem repetir a mesma experiência. Quando Dudu quis ir de novo pela décima vez, parei de contar e me deixei levar pelos desígnios da Força…

May the Force be with you. Always.