De carro pelo Velho Oeste – Parte 3: Monte Rushmore

Estamos chegando ao fim das aventuras de Gustavo e Edith pelo Velho Oeste americano. No post anterior, acompanhamos o intrépido casal desde Cody, a cidade de Buffalo Bill, até a misteriosa Devils Tower. Hoje eles chegarão ao destino final, Dakota do Sul, para visitar o célebre Mount Rushmore. Passo o bastão, mais uma vez, para Gustavo Monteiro:

 

“A apenas 30 minutos de Rapid City, Dakota do Sul, encontra-se o Monte Rushmore, com a efígie de quatro dos mais famosos presidentes americanos esculpidos na rocha viva.

Há uma ótima infraestrutura ao redor, com lanchonetes, bancos para descanso e toaletes em excelentes condições de higiene e limpeza.

Lanche com os presidentes, no Mount Rushmore
Lanche com os presidentes, no Mount Rushmore

Estivemos lá em setembro de 2013, a temperatura estava amena, agradabilíssima.

A entrada é paga e pode-se assistir a uma exibição de índios executando danças nativas. Os que se apresentaram diante de nós eram da tribo sioux, habitantes da região até a chegada dos europeus.

Índios Sioux exibem danças nativas
Índios Sioux exibem danças nativas

 

Paralisada há anos, há uma escultura não acabada, também em rocha viva, do grande chefe Cavalo Doido, que nasceu naquela região, da mesma tribo dos dançarinos, também denominada lakota ou dakota.

A efígie inacabada do Chefe Cavalo Doido, cenário para a dança dos índios Sioux
A efígie inacabada do Chefe Cavalo Doido, cenário para a dança dos índios Sioux

 

Pertinho de Rapid City, em Dakota do Sul, há a réplica de uma pequena capela norueguesa remontada naquela cidade americana pelos seus próprios projetistas. O madeirame foi transportado da Noruega para lá. É uma visita rapidíssima, que nos serviu para fazer uma prece agradecendo poder estar podendo viajar desfrutando de boa saúde e segurança.

A entrada é franca.”

Chapel in the Hills, South Dakota
Chapel in the Hills, South Dakota

 

Com tantas andanças na bagagem, acho que o Gustavo vai se tornar um colaborador regular do Roteiro Renatours. Só tenho a agradecer e esperar novas contribuições.

Um abraço e boas viagens!

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De carro pelo Velho Oeste – Parte 2: Buffalo Bill e ficção científica

No post anterior, seguimos Gustavo e Edith em sua “road trip” que começou em Las Vegas e fez sua primeira parada no Parque Yellowstone. Hoje, vamos acompanhar as andanças do intrépido casal pelo Wyoming. Com a palavra, mais uma vez, Gustavo Monteiro!

 

” Deixamos o Parque Yellowstone pela saída Leste e em menos de 3 horas estávamos na pequenina cidade de Cody,  batizada em homenagem a William Frederick Cody, o Buffalo Bill. Pouco depois da saída do Parque encontra-se a Pahaska Tepee, segundo dizem é no local onde Buffalo Bill tinha a cabana de caça dele.

Pahaska Tepee, onde ficava a cabana de caça de Buffalo Bill
Pahaska Tepee, onde ficava a cabana de caça de Buffalo Bill

 

Lá, em Cody, há um surpreendentemente amplo, belo e ilustrativo museu acerca dos hábitos, costumes, armas, equipamentos, utensílios, tendas indígenas e tudo que se relacione com a vida nas planícies no tempo do chamado Velho Oeste. É o Buffalo Bill Historical Center.

Uma imensa coleção de armas, um precursor do canivete suíço, zorras e peças do vestuário utilizados naquela época.

Organizadíssimo e bem cuidado, cobra entrada de US16,00 por pessoa, bilhete válido por dois dias. Dispõe de lanchonete, restaurante e banheiros. De maio a setembro abre às 8:00 e fecha às 18:00h.

Pensamos em visitá-lo em menos de uma hora, ficamos por 4 horas e saímos com a sensação de não termos visto tudo.

 

Estátua de Buffalo Bill
Estátua de Buffalo Bill
Acampamento indígena, da tribo Arapaho
Acampamento indígena, da tribo Arapaho
 Índia, bebê e zorra
Índia, bebê e zorra
Winchester 73, original em cima, embaixo a réplica usada no filme de mesmo nome
Winchester 73, original em cima, embaixo a réplica usada no filme de mesmo nome

 

Precursor do canivete suíço, fabricação alemã, com 100 lâminas e um revólver 22 com 5 tiros
Precursor do canivete suíço, fabricação alemã, com 100 lâminas e um revólver 22 com 5 tiros

 

Edith e a tenda indígena
Edith e a tenda indígena

 

Cody dispõe de um um aeroporto para vôos domésticos.

Na primeira vez que estivemos lá optamos por devolver o carro em Cody pois seguiríamos de avião para Nova York. Nosso vôo era às 7 da manhã do dia seguinte e achei pouco provável que houvesse alguém da locadora para receber o carro antes das 6 da manhã, optando por devolvê-lo na véspera. Papai do Céu nos protegeu, pois o quiosque da locadora estava fechado no dia seguinte. Assim, descobrimos que a cidade de menos de 10 mil habitantes não dispõe de sistema de táxis. Arranjamos uma carona para o hotel e lá há um esquema de transporte até o aeroporto feito pelos próprios moradores.

Nosso roteiro, que se iniciara em Las Vegas passando pelo Parque Yellowstone, incluía Gillete, Wyoming, a caminho de Rapid City, Dakota do Sul, onde veríamos o Monte Rushmore, de nosso interesse.

Acontece que, com um pequeno desvio da rota, para o norte, chegamos a um impressionante Monumento Nacional chamado Devils Tower. Trata-se de uma montanha muito particular em sua formação geológica e que surge do nada na planície, imponente e misteriosa.

Serviu de locação para o filme “Contatos imediatos do terceiro grau”, de Steven Spielberg, e valeu à pena termos nos desviado por apenas uma hora do nosso rumo. O local é mágico e cercado de interessantes lendas indígenas das várias tribos que habitaram a área.

Vimos pessoas, digamos, inusitadas, a tocar instrumentos de sopro e percussão indígenas, o que envolveu nossa passagem em um ambiente bem singular. No local havia uma família de índios da tribo  arapaho em uma tenda típica.

Uma sugestiva placa na entrada da lanchonete, dá o tom western do local.

 

Para manter a limpeza do local...
Para manter a limpeza do local…

 

Gustavo e a Devils Tower
Gustavo e a Devils Tower
Aqui os extraterrestres fizeram contatos imediatos, no filme de Spielberg
Aqui os extraterrestres fizeram contatos imediatos, no filme de Spielberg

 

No arredores, em torno da Torre, são encontrados, sem qualquer dificuldade, cães-da-pradaria, um roedor de cerca de 40cm de comprimento e que cava buracos e túneis nos campos. São muito graciosos e curiosos, aproximam-se da gente sem muito receio. É proibido alimentá-los mas é difícil resistir a essa tentação pois é um recurso que os faz aproximarem-se a poucos centímetros das câmaras fotográficas. Cuidado, no entanto, pois apesar da simpatia, eles podem morder.

De Rapid City a Devils Tower são apenas duas horas de carro; estradas excelentes.

A entrada custa US$10,00 por veículo e há lanchonete, banheiros e loja de souvenirs.”

 

Cães-da-pradaria
Cães-da-pradaria

 

Como resistir a esta meiguice?
Como resistir a esta meiguice?

 

Agora eu vou contar uma peculiaridade das viagens de Gustavo e Edith. Eles tem um hábito super simpático: antes de partir daqui do Brasil, passam em uma loja de souvenirs para turistas e compram uma porção de bonés. Então, eles os guardam na mala e, sempre que recebem um atendimento excepcionalmente bom, ou fazem amizade com alguém do local, que se mostre especialmente cordial, eles dão um boné de presente. Segundo o Gustavo, não tem satisfação maior do que os sorrisos que recebem em troca. Sempre que narra uma história de excelente atendimento ou relacionamento numa viagem, ele conclui perguntando: “Aí você já sabe, né Renata? E respondemos em uníssono: “Boné!” É uma nova categoria de avaliação de atendimento: o “padrão boné”. 😉

 

Domingo é dia de “Meus 5 favoritos, então só chegaremos ao fim desta jornada na semana que vem, com Dakota do Sul e o célebre Monte Rushmore. Enquanto isso, continue aproveitando todas as outras dicas do Roteiro Renatours!

 

 

 

De carro pelo Velho Oeste – Parte 1: Yellowstone

Hoje o blog abre oficialmente a sala de visitas! E o meu convidado para o primeiro post colaborativo não poderia ser outro além do Gustavo Monteiro, aquele que, de tanto trocarmos experiências de viagens, me deu o apelido de Renatours.

O Gustavo já rodou muita estrada nos Estados Unidos. Conhece a história e a geografia do oeste americano melhor do que muitos nativos. E vai compartilhar com a gente um pouco das suas aventuras e dicas preciosas.

Em setembro de 2013, Gustavo e Edith pegaram o carro em Las Vegas e foram até Dakota do Sul, passando pelo Parque Yellowstone (lar do Zé Colmeia), Gilette, Wyoming e muitas surpresas não programadas.

No post de hoje, o foco será Yellowstone, sobre o qual há muito a dizer. Com a palavra, Gustavo Monteiro!

 

“ O Parque Nacional de Yellowstone é completamente diferente de tudo o que se pode imaginar.

Apesar de um pouco “fora de mão”, fica no noroeste dos EEUU, na confluência dos estados de Idaho, Montana e Wyoming, vale a pena ! É inesquecível e único !

Fomos de Las Vegas até lá em duas etapas, de carro, com pernoite em Salt Lake City. A distância é de cerca de 1200km, a primeira etapa de 680km, sendo que o panorama é belíssimo nas duas “pernas”. Passa-se de terras áridas  às montanhas nevadas de Utah em poucas horas.

As estradas são excelentes e não há pedágio.

Há dois hotéis dentro do Parque. Muito mais econômico é hospedar-se em um dos vários hotéis tradicionais na pequenina cidade de West Yellowstone, Montana, que fica a não mais que 600 metros da entrada Oeste do Parque.

A entrada custa cerca de US$20,00 por veículo e vale por uma semana, não importa quantas pessoas estejam no carro; recebe-se um mapa detalhado do Parque.

Estivemos lá por duas vezes e recomendamos o mês de maio para quem vai pela primeira vez. Nesta época, os animais estão famintos devido ao inverno, que é muito rigoroso por lá, e se aproximam da rodovia do Parque, pastam livremente e sem qualquer receio com relação aos visitantes. São bisões, renas, alces, “uapitis”, ursos negros e marrons, águias e eventualmente lobos, circulando absolutamente livres na natureza.

Fomos pela segunda vez em setembro e avistamos muito poucos bisões, raríssimos alces e nada mais. Um guarda florestal esclareceu que, com o grande afluxo de turistas no verão, os animais ficam mais arredios e devido à escassez de alimentos, os animais se embrenham na florestas. Não deixa de ser belo, mas incomparável com a exuberância de maio.

Búfalos na estrada
Manada de búfalos

 

Búfalos na estrada
Búfalos na estrada

 

Águia Careca no ninho
Águia Careca no ninho

 

Alce = elk = wapiti
Alce = elk = wapiti

 

Grizzly
Grizzly, o urso cinzento

Até meados de abril muitas estradas do parque ainda se encontram fechadas devido ao acúmulo de neve. Não creio que ir até Yellowstone entre outubro e o fim de março seja uma boa idéia; recomendo chegar de 20 de abril para a frente. É comum nevar por lá até o final de maio e, não raro, em pleno verão. Agasalhos são indispensáveis.

Três dias completos são suficientes para percorrer-se o parque com excelente aproveitamento.

Devido às dimensões do mesmo, as distâncias entre algumas atrações são relativamente grandes, embora compensadas por pavimentação impecável nas vias de circulação e a constante renovação de paisagens maravilhosas.

Uma boa dica : ao perceber alguns carros parados nos inúmeros acostamentos, prepare-se para parar também. Certamente há animais na área. Sem dúvida que os ursos são monitorados pois sempre que se aproximam da estrada há um guarda por perto.

Búfalos na neve
Búfalos na neve

São tantas as atrações ditas “imperdíveis” que é difícil mencioná-las todas mas, com absoluta certeza, nossos dois tops são o Old Faithful Geyser e o Morning Glory Pool. O primeiro esguicha jatos de água fervente a cerca de 40 metros de altura a intervalos em torno de 90 minutos (há um quadro prevendo o horário das erupções no interior do casarão central) e o segundo é um dos incontáveis poços de água quente de cores simplesmente deslumbrantes, que só uma foto pode dar uma pálida idéia de sua beleza. Chega-se ao Old Faithful de carro (amplo estacionamento) e para o Morning Glory é necessário uma caminhada de cerca de dois quilômetros através de uma espaçosa e segura passarela que serpenteia por entre os gêiseres; o caminho é tão bonito que os dois quilômetros passam sem que a gente os perceba, posto que há várias atrações nele.

 

Gustavo no Old Faithful Geyser
Gustavo no Old Faithful Geyser

 

Edith e os gêiseres
Edith e os gêiseres

 

Old Faithful Geyser
Old Faithful Geyser

 

Morning Glory Pool: o poço é assim chamado por sua semelhança com a flor de mesmo nome
Morning Glory Pool: o poço é assim chamado por sua semelhança com a flor de mesmo nome

 

Não há o que comprar, sequer para beber, fora do Posto Central. Previna-se, pois a necessidade de água é grande. Banheiros só no mesmo Posto, então o negócio é “desabastecer” e pegar o caminho de qualquer passarela, todas levam a um lugar bonito.

Camisetas, bonés, chaveiros, souvenirs em geral, com motivos do Parque, somente são encontrados nas duas lojas existentes no Posto Central. Na cidade de West Yellowstone não existem itens interessantes. Do Zé Colméia, o Yogi Bear, nem pensar, não há uma única menção sequer ao personagem. ”

 

Brazucas e os gêiseres
Brazucas e os gêiseres

 

Na próxima sexta feira, vamos continuar seguindo este casal adorável pelas estradas americanas, rumo ao Monte Rushmore e aos Contatos Imediatos do Terceiro Grau (clique neste link)… Até lá!