5 livros que me levaram para viajar

A literatura tem o poder de nos levar para outros lugares, sejam eles reais ou fictícios. Sou apaixonada por romances históricos, que me “pegam” por todos os lados: ficção envolvente, descoberta de lugares pouco explorados ou desconhecidos para mim, aprendizado sobre a vida em outras épocas e culturas. Alguns autores são mais rigorosos na pesquisa histórica do que outros, alguns são mais controversos, mas é sempre uma delícia viajar nas páginas de um bom livro.

Sou uma leitora voraz desde a infância, então seria impossível listar 5 livros que me deram mais prazer no transporte a outros lugares e tempos. Optei pelos que me vieram à cabeça primeiro, talvez eu repense a escolha a cada vez que me deparar com este post. Mas tudo bem, eu sempre poderei escrever outro sobre este assunto, quando der vontade, não é? 😉

 

Livros que me levam pelo mundo afora...
Livros que me levam pelo mundo afora…

1- Os Pilares de Terra (Ken Follet)

Em dois volumes, um dos meus livros preferidos de toda a vida. Fiquei emocionadíssima em visitar a Catedral de St Denis, ao norte de Paris, só de imaginar a importância dela para o livro – e para a história da arquitetura gótica, é claro. A vida cotidiana na Inglaterra medieval e a jornada do protagonista até a França, em busca do segredo de como construir uma catedral que chegasse até o céu, alinhavam uma narrativa rica, empolgante, envolvente. Ken Follet é, por vezes, associado somente aos livros de espionagem, como O Buraco da Agulha. Mas seus romances históricos são primorosos, amo de paixão! Sua trilogia recente, sobre o século XX, é absolutamente fantástica, estou na expectativa do lançamento do último volume, previsto para daqui a alguns dias.

 

2- Crônicas Saxônicas (Bernard Cornwell)

Uthred de Bebbanburg foi despojado de seu título e seu castelo (que de fato existe, na Nortúmbria, vou visitá-lo no ano que vem, quando for à Escócia). Uthred passa 7 volumes em meio aos ideais e batalhas de Alfredo, o Grande –  que sonha unir os reinos anglos e saxônicos para formar uma única Terra Angla (England) – e às invasões vikings, na tentativa de recuperar o que lhe foi tomado. O último livro foi lançado recentemente, acabei de ler há poucos dias! Bernard Cornwell é um dos principais romancistas históricos ingleses e escreveu também a série Crônicas de Arthur.

 

3- Os Reis Malditos (Maurice Druon)

A obra épica deste autor, conhecido no Brasil pelo infanto-juvenil O Menino do Dedo Verde, conta a história trágica da derrocada da dinastia dos Capetos na França do século XIV, depois que o último templário os amaldiçoou antes de ser executado. A vida da nobreza francesa e inglesa em icônicos castelos e catedrais, a “arte” dos venenos e outras “técnicas” de assassinato, as disputas pelo poder, as intrigas da corte…  Muito da trama envolve Roberto III, o Conde de Artois, e as batalhas contra Flandres, o que é particularmente interessante para mim, pois o Artois é justamente a região fronteiriça com a Bélgica, que frequento regularmente por conta do trabalho (é onde se situa o Centre de Formation Philippe Campignion, ao qual estou vinculada).

 

4- Trilogia (Henryk Sienkiewicz)

Este autor de nome difícil recebeu o Nobel de Literatura em 1905 e é considerado um dos escritores poloneses mais importantes da história. E olha que a Polônia é pródiga em escritores prêmio Nobel, vários já foram agraciados!

Minha curiosidade sobre este país tem a ver com o fato de meus avós paternos terem vindo de lá, mas esta trilogia em 7 volumes (é isso mesmo, a edição brasileira subdividiu os originais rsrsrs) me mostrou que se trata de um lugar incrível, pela história e pela natureza. Trata-se, de fato, de um dos principais destinos para turismo ecológico na Europa. O livro se inicia no apogeu na Polônia, no século XVIII, passando pelas guerras com ucranianos, suecos e russos, até o declínio frente ao Império Otomano. Ao fim de cada volume, as notas históricas separam os fatos da ficção. Aí vem o mais interessante: certas passagens são tão impressionantes que “só podem ser fictícias”. Aí você chega nas notas finais e descobre que aquilo aconteceu de verdade!!!

Prepare-se, no entanto, para a sopa de letrinhas dos nomes dos personagens. O desafio é conseguir pronunciá-los! Quem já leu Dostoievsky sabe do que estou falando: até você lembrar quem é quem leva um tempinho… Mas isso não é nada, perto do fascínio exercido por essa poderosa obra literária.

 

5- Os príncipes da Irlanda (Edward Rutherfurd)

Não aparece na foto porque está emprestado 🙂

Um livro muito interessante sobre as origens da Irlanda, de 430 A.C. até meados de 1533, ou seja, trata da transição do tempo dos celtas, passando pela expansão do cristianismo através de São Patrício, pelas conturbadas relações com a Inglaterra e o país de Gales, tudo isso acompanhando as sucessivas gerações das famílias de certos personagens centrais. Um dado pitoresco: a principal destas famílias vivia, no início da história, às margens da Lagoa Escura, que em celta quer dizer Dubh Linn. Foi aí que floresceu a bela cidade, hoje conhecida por Dublin. Não tinha tanta curiosidade pela Irlanda até ler este livro.

 

Foi difícil escolher, deixei de fora Noah Gordon, Alexandre Dumas, Catherine Clément, Dan Brown e até nosso Érico Veríssimo. Do clássico ao best seller, estrangeiros e brasileiros… Sem contar aqueles que vou ficar lembrando todos os dias, e os que ainda vou ler. De qualquer modo, se você ainda não visitou essa turma aí em cima, aperte os cintos e embarque na viagem deles, vai valer à pena!

 

 

 

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Meus 5 destinos mais sonhados

Se eu fosse listar aqui todas as viagens que gostaria de fazer, acho que ficaria semanas só nisso… Escolhi então os 5 destinos que mais alimentam minha imaginação atualmente. Não quero chamar esta relação de “wish list”, prefiro “to do list”, pois todas já estão sendo programadas. Mesmo que eu não saiba ainda quando irão, de fato, acontecer…

1- Escócia e Nortúmbria
Esta já tem data e hora marcada, vai acontecer em julho de 2015. Estou na organização de um curso para que os praticantes de cadeias musculares GDS (método fisioterapêutico cuja formação eu coordeno, no Rio de Janeiro) possam conhecer nossa fonte, o Centro de Formação Philippe Campignion. Serão mais de 40 brasileiros invadindo o norte da França! Terminado o curso, parto com Alexandre e Dudu para esta viagem tão sonhada, que já está sendo planejada nos mínimos detalhes. Progressivamente, vou dando notícias do roteiro aqui no blog. Por ora, já adianto que teremos uma programação Harry Potter, com a visita ao Alnwick Castle, na Nortúmbria, e um passeio no trem a vapor The Jacobite, o autêntico Hogwarts Express. Fora os castelos, os lagos, as Highlands, Edimburgo… Mal posso esperar!!!

O trem a vapor The Jacobite passa pelo viaduto Glenfinnan, cenário dos filmes de Harry Potter Fonte: http://www.westcoastrailways.co.uk
O trem a vapor The Jacobite passa pelo viaduto Glenfinnan, cenário dos filmes de Harry Potter
Fonte: www.westcoastrailways.co.uk

2- Alemanha
Meu roteiro imaginário começa em Berlim, desce de carro pela Rota Romântica e chega em Munique. De lá, sigo para Salzburg e fecho a viagem com o maior festival de música clássica do mundo. Estive neste festival uma vez, sozinha, em 1997. Agora quero levar meus dois rapazes para viver comigo esta grande emoção. Por enquanto, vou aproveitando as dicas da minha amiga Viviane Ribas, que descreve seu passeio pela Alemanha no blog Vivi em Viagens, e da Francine Agnoletto, do blog Viagens que sonhamos

3- Egito

Pirâmides, o deserto, antigas civilizações, um cruzeiro pelo Rio Nilo… Chego a suspirar….

4- Praga

Do leste europeu, só conheço a Áustria. Gostaria de visitar a Polônia (de onde veio minha família paterna), a Hungria, a Croácia e a Eslovênia. Mas, em primeiro lugar, Praga. Cidade linda, bem conservada, onde se respira música. Espero que não demore a surgir a oportunidade!

5- Festivais de música clássica
Lucerna, Verbier, Tanglewood… Como mencionei acima, já estive no Festival de Salzburg. Para quem é amante da música como eu, é uma experiência incomparável. A cidade gira em torno do festival, há uma concentração de energia quase palpável. Eu assistia a dois concertos por dia, um de manhã e outro à noite. Os fantásticos festivais de Lucerna e Verbier me oferecem, ainda, a possibilidade de conhecer a Suíça. O de Tanglewood, onde meus queridos Yo Yo Ma, Lang Lang e Joshua Bell sempre marcam presença, pode ser facilmente combinado com um pulinho em Nova York. Difícil é escolher!

Salzburg, cidade dos sonhos de qualquer amante da música clássica
Salzburg, cidade dos sonhos de qualquer amante da música clássica
Gros Festspielhaus: principal teatro do Festival de Salzburg, onde vi Seiji Osawa reger a Filarmônica de Viena
Gros Festspielhaus: principal teatro do Festival de Salzburg, onde vi Seiji Osawa reger a Filarmônica de Viena

 

Esta semana fiz aniversário. No ano que vem, a esta altura, já terei cumprido a primeira missão desta lista. Espero que seja sempre assim, todo ano… 🙂