Essa Marina, tão pequenina, já foi a Paris, Barcelona, Córsega, Sardenha…

A beleza indescritível da Córsega
A beleza indescritível da Córsega

Minha amiga Priscilla estava pronta pra me pedir umas dicas para a primeira viagem internacional da Marina, quando recebeu o e-mail que enviei somente ao círculo mais íntimo, contando a novidade do blog. Por isso, alguns dos primeiros posts que escrevi (como, por exemplo, este, este aqui e também este), foram dedicados a ela.

Como ela é super mega blaster adorável, enviou ao Roteiro Renatours um relato detalhado da epopéia, com direito a fotos e ao ponto de vista de uma mãe sensível sobre a experiência de viver esta aventura com uma criança bem pequena. Com vocês, Priscilla Menezes!

 

A carioquinha Marina desfila nas areias da Córsega
A carioquinha Marina desfila nas areias da Córsega

 

“A viagem foi excelente!!! Realizar um sonho de infância da minha mãe, ver minha filha se divertindo com tudo e meu maridão cuidando das três com a maior vontade de fazer tudo dar certo foi uma experiência maravilhosa! Claro que conciliar gostos e ritmos diferentes nem sempre é simples, mas de um modo geral tiramos de letra, demos boas risadas, vimos coisas lindas e conhecemos lugares inesquecíveis!

Priscilla, Guilherme, Marina e sua vovó Helena passaram momentos memoráveis juntos!
Priscilla, Guilherme, Marina e sua vovó Helena passaram momentos memoráveis juntos!

Só passamos um perrengue pra chegar em Paris… Fomos da Sardegna pra Córsega programados pra ficar uma noite e voltar. Acabamos ficando 3 dias presos por causa do vento forte que fechou o porto. Com isso perdemos o voo da Sardegna pra Paris e, pra finalizar, quando finalmente conseguimos comprar novas passagens e íamos embarcar, descobrimos que as malas tinham sido despachadas para Milão. Por sorte o avião ainda não tinha decolado e conseguimos resgatar as malas a tempo no maior sufoco! Mas deu certo. E valeu todo o perrengue! Só foi muuuito corrido. 5 dias só, ainda pegamos chuva que não estava nos planos, um feriado na segunda, que fez muita coisa fechar no domingo também (como o Bon Marché que vc tinha recomendado…   😦 ). Mas enfim, aproveitamos (MUITO) o que deu!

O fato de termos ficado em apartamentos alugados por onde passamos foi uma experiência muito positiva. Primeiro pelo preço que foi mais em conta, segundo porque podíamos fazer comidas que a Marina gosta e está familiarizada, então se um dia ela não almoçava muito bem, batia um pratão no jantar. Voltou até mais gordinha. E por último, pelo fato de ensinar a cuidar das coisas que não são nossas. No primeiro dia em Barcelona ela viu a cama e logo quis pular! Eu expliquei uma vez só que ali era uma casa emprestada, que não podíamos pular porque poderia quebrar e que tínhamos que tomar cuidado pra deixar tudo do jeito que recebemos. Não precisei falar duas vezes. Em todos os apartamentos, embora ela tenha se sentido super à vontade, foi super cautelosa, não pegava o que não podia, se preocupava em não sujar ou limpar o que sujava “pra moça não ficar chateada com a gente, né mãe?”. Sem querer foi uma lição e tanto pra ela!

De um modo geral a viagem com ela foi bem tranquila! É claro que foi cansativo, que minha lombar está um caco até agora e vou precisar de você pra me desentortar. Mas tirando isso e um ataque ou outro de mau humor nos momentos de sono ou cansaço, que foram contornáveis, posso dizer que foi mais fácil do que eu imaginei!!!

 

Versailles 2
Essa Marina, tão pequenina, sabe se divertir!

 

Barcelona é uma festa!
Barcelona é uma festa!

 

A alegria da Marina na praça do Louvre
A alegria da Marina na praça do Louvre

Foi lindo de ver como ela se divertia, Re! As suas dicas valeram muito nesse sentido. Embora eu já viesse conversando com ela desde o inicio sobre a viagem, nos últimos dias, no meio da correria de arrumar tudo e não esquecer nada, eu parei para dar atenção a ela. Contei curiosidades dos lugares onde íamos passar, comprei livro, estimulei bastante a imaginação dela, mostrei cenas de lugares por onde passaríamos. E valeu muito, foi fundamental essa preparação mais cuidadosa. Levei na malinha também uns brinquedinhos de casa que ela gosta, cadernos de pintura, joguinhos, livros, tablets com apps novos, e ia tirando aos poucos da cartola. Mas confesso que usei bem menos do que imaginei. As novidades eram tantas e a expectativa tão grande que só isso já era suficiente na maior parte do tempo.

Até nos programas onde eu achei que ela poderia ficar entediada, ela aproveitou. Quando cansava, dormia no carrinho (que não abrimos mão de levar daqui, como vc tbm mencionou no blog), acordava e voltava a curtir. Curtiu tanto as bailarinas de Degas no  D’Orsay que me pediu pra fazer Ballet (eu já tinha perguntado várias vezes antes se ela queria e ela sempre dizia que não). Lutou contra o sono até conseguir ver a Monalisa (embora tenha ficado com uma cara de “ué?” com o tamanico dela, disse que gostou… rs). Ficou muito decepcionada porque a Rainha não estava em casa em Versailles – fomos no feriado e apenas o jardim estava aberto – mas correu muito pelos gramados do jardim dela! Tá abrindo boca de tubarão pra comer desde o dia do aquário de Barcelona, ficou impressionada! Amou a torre “muito enorme!!!” e soltou um “acheeii ele!!!” quando viu o carrossel que ela tinha visto no livro! No arco do triunfo me perguntava cadê o avião que passou no meio dele que ela tbm tinha visto no livrinho! Correu muito no Parque Güel, ficou eufórica no teleférico do Parque Montjuic, principalmente porque ele nos deixou pertinho do castelo – igual ao castelo do vento que a Peppa vai com a família dela! E, claro, nem preciso dizer da alegria dela nas praias maravilhosas da Córsega e da Sardegna! Ficava solta, fazia amizades, se comunicava do jeito dela e até chorava porque não queria ir embora e deixar o “amigo”. Então todos os dias foram muito divertidos pra ela e isso nos deixou tão felizes!

Amiguinho da Marina
Fazendo amizades na Sardenha
tubarao
Para encarar esse bocão de tubarão, só mesmo no colo do papai…

 

Sobrevoando a Torre Eiffel de carrossel
Sobrevoando a Torre Eiffel de carrossel
carrinho
Deixar o carrinho no Brasil? Nem pensar!!!
pri e marina
Foi no castelo de Montjuic que a Marina achou que a Priscilla era a Mamãe Pig!

 

Uma coisa que ajudou muito foi fazer um balanço no fim do dia, antes de dormir, de tudo o que fizemos. Enquanto relembrávamos, eu elogiava o comportamento, pontuava as atitudes positivas dela ao longo do dia, dizia o quanto eu estava feliz de viajar com ela e ela também dizia: “foi muito legal”, “também adorei isso”, “também estou amando nossas férias!”. E dava importância a isso. Quando fazia algo errado, depois me perguntava: Mamãe, você ainda está feliz comigo? (rs). Eu senti que não fomos só nós que nos preocupamos em fazer as coisas fluírem bem pra ela, a recíproca foi muito verdadeira. Foi uma delícia!

E foi a conta certa. Foram 20 dias intensos e no final ela já estava cheia de saudade das coisinhas dela, de casa, da escola, dos amigos e da família. Tanto é que na primeira noite de volta ao Brasil ela disse na cama: Ai, mamãe, que bom que a gente voltou pro Rio de Janeiro! Como quem diz: viajar é bom, mas nada como a nossa casa! rs.

Agora to aqui com aquele gostinho de quero mais, mais e mais! Ai, ai…

Super obrigada pela ajuda, pelas dicas, pelo carinho.

Um beijo enorme,

Pri.”

 

Europa com criança é tudo de bom!!!
Europa com criança é tudo de bom!!!

Eu é que agradeço, Pri, o privilégio de receber uma carta como esta! Que venham muitas outras aventuras viajantes para nossa pequenina Marina!

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Mickey preparou uma surpresa pra você!

Você consegue avaliar a sensação do seu filho, ao chegar ao quarto do hotel na Disney, e se deparar com uma festa surpresa, preparada especialmente para ele, pelo Mickey “em pessoa”?

Eu vivi esta experiência e garanto que ficará em minha memória para sempre.

A Disneyworld oferece uma enorme gama de surpresas que podem ser entregues no seu quarto, desde que você esteja hospedado dentro do complexo do Walt Disney World Resort. As possibilidades vão desde balões, brinquedos e cestas de guloseimas, até as chamadas “In-room celebrations”. Você pode escolher uma festa de boas vindas ou de aniversário, com tema de piratas ou princesas, tem até opões para lua de mel e pedido de casamento!

Nós comemoramos o quinto aniversário do Dudu em Orlando, e encomendamos para ele uma dessas festas. No dia marcado, ao chegarmos no hotel, nos deparamos com uma linda faixa pendurada na porta do quarto!

 

Antes de entrar no quarto, o encanto já começou!
Antes de entrar no quarto, o encanto já começou!

 

Lá dentro, Dudu descobriu, maravilhado, as outras surpresas que o Mickey tinha preparado para ele: presentes, guloseimas, orelhas personalizadas, um porta-retrato assinado, um caderno de autógrafos com uma mensagem especial. Também um enorme balão musical e um banner. Um bolo de chocolate feito pela Minnie. E alguma coisa piscando atrás da cama… A Sininho passou para deixar um pouco de pó mágico!

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Foi puro encantamento! Ele ficou tão emocionado que resolveu encontrar um jeito de agradecer ao Mickey. Pegou um guardanapo e um canudo, desenhou o querido ratinho e fez uma bandeira. No dia seguinte, em que fomos novamente assistir ao show Fantasmic no Hollywood Studios, a cada vez em que o Mickey surgia em cena, Dudu agitava a bandeirinha e gritava: Thank you, Mickey!!!

 

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A festa que eu encomendei (Mickey’s Birthday Wish), custa hoje US$ 215,00. A Mickey and Pals Big Birthday Wish é mais “completa”, mas custa US$ 395,00. Há pequenas surpresas que começam em US$ 4,95, como o balão da Ariel escrito Happy Birthday. Enfim, possibilidades para todos os bolsos.

Para reservar sua celebração ou seu presente, entre no site da Disney Floral and Gifts e escolha a opção desejada. Depois, prepare o coração para presenciar a emoção do seu filho ao viver esse momento mágico!

 

 

Levar ou não levar o carrinho, eis a questão!

Muita gente me pergunta se deve levar o carrinho para a Disney, ou se é melhor alugar ou comprar lá. Peço que você tente visualizar as seguintes cenas de terror (melhor tirar as crianças da sala!):

 

Take 1: Você chega ao aeroporto de Orlando, após uma noite de viagem e uma possível conexão, e precisa ficar na fila da imigração. Seu filho estava dormindo no avião e continua exausto. Você tem bagagem de mão, casacos e um provável brinquedo pra carregar, além dos passaportes e demais papéis que precisam estar à mão. E seu filho quer colo.

 

Take 2: Acaba o pesadelo da imigração, você respira aliviado. E descobre que tem de andar léguas até o balcão de aluguel de carros, ou a recepção do Disney’s Magical Express (o ônibus da Disney, em outro post eu conto). E, mais uma vez, seu filho quer colo.

 

Take 3: Você alugou um daqueles lindos carrinhos dentro do parque da Disney. São 9 ou 10 horas da noite, seu filho está desmaiado no dito cujo, é hora de partir… E você tem que devolver o carrinho na saída do parque! Com mochila, casacos e o balão do Mickey, você vai levar uma criança adormecida no colo até o ponto do transporte que te leva até o estacionamento, depois andar até o carro, depois saltar no estacionamento do hotel e andar até o quarto.

 

Take 4: Você está no shopping, querendo comprar um enxoval completo para uma criança “ingrata”, que acha aquele programa uma chatice. Não consegue escolher nada, porque está apavorado com a possibilidade de perdê-la, já que ela não para de correr entre as araras de roupas.

 

Preciso continuar?

Minha resposta à fatídica pergunta é SEMPRE  a mesma: leve seu bom e velho carrinho tipo guarda-chuva.

Além de ser um ponto permanente de descanso para a criança (e para os pais), o carrinho serve de cabide para bolsas, casacos e compras, e até mesmo carrega as sacolas do carro até o quarto do hotel.

 

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Com a tralha pendurada no carrinho, as mãos ficam livres para brincar!

 

Optar por comprar lá vai te deixar descoberto no aeroporto, um dos lugares em que você mais precisará dele. No carrinho, a criança descansa, dorme, e ainda está segura pelo cinto.

Nas esperas mais longas (no shopping ou na imigração, por exemplo), você ainda pode lançar mão da arma secreta. E aqui eu peço um minuto silêncio pelo saudoso Steve Jobs, inventor do iPad, do iPhone, do iPod…

Ainda por cima, o casal pode aproveitar uma soneca do filhote para um brinde ou dois!

 

Uma taça de vinho em Epcot, na hora da soneca
Uma taça de vinho em Epcot, na hora da soneca

 

O carrinho não conta como bagagem e você despacha na entrada da aeronave. É um amigo para todas as horas, não o deixe para trás!

 


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Formulando encantamentos

Aqui no Rio de Janeiro, as férias escolares já chegaram. É tempo de escrever sobre viagens com crianças (talvez meu tema preferido…).

Em primeiro lugar, gostaria de dizer que não é preciso levar seu filho à Disney para que ele se sinta no reino da fantasia. Até mesmo logo ali, em Petrópolis, o Museu Imperial pode estar cercado de toda uma atmosfera mágica. Qualquer lugar do mundo pode ser encantado, basta um pouquinho de pó de fada. Para mim, o pó de fada se chama “preparação para a viagem”.

Dudu viaja conosco desde os 7 meses, mas foi aos 2 anos que começaram as “preparações”. Existem filmes e histórias infantis relacionados a quase qualquer roteiro que você puder escolher. Quando a criança toma contato com um local através de imagens e personagens que povoam seu imaginário, aquele lugar automaticamente se enche de magia. Por exemplo: aos 4 anos, quando Dudu visitou o Regent’s Park (Londres), ele estava passeando onde os dálmatas Pongo e Prenda (e seus donos) se conheceram. E o Big Ben é o relógio sobre cujos ponteiros Peter Pan pousou com Wendy e seus irmãos… Da mesma forma, o Zoo do Central Park (Nova York) é vivo na imaginação dos pequenos como cenário de Madagascar, e uma visita ao Museu de História Natural de Nova York pode ficar mais divertida após a exibição de Uma Noite no Museu. Paris é cenário de Aristogatas, Ratatouille, O Corcunda de Notre Dame, Os Três Mosqueteiros e tantos outros, e uma viagem ao interior da Itália merece ser precedida de uma sessão de Pinocchio (aliás, o boneco é presença garantida em lojas de brinquedos artesanais por aquelas bandas…). Mesmo a Disney ganha muito em aproveitamento, se a criança estiver mais familiarizada com o que ela verá.

 

O lago do Regent's Park, em Londres: cenário de 101 Dálmatas
O lago do Regent’s Park, em Londres: cenário de 101 Dálmatas

 

Harry Potter quebrou esta vitrine do Zoo de Londres, para libertar uma cobra e despertar a ira de seu tio Dursley!
Harry Potter fez desaparecer esta vitrine do Zoo de Londres, para libertar uma cobra e despertar a ira de seu tio Dursley!

 

Do alto da torre, Quasímodo e suas amigas gárgulas observavam Esmeralda lá embaixo, na praça de Notre Dame
Do alto da torre, Quasímodo e suas amigas gárgulas observavam Esmeralda lá embaixo, na praça de Notre Dame

 

A lista é quase infinita, passando pelos cinco continentes, entre desenhos animados, filmes “de pessoa” (como diz o Dudu) e livros que não viraram filmes, mas que nem por isso são menos estimulantes. Além disso, estratégias especiais também podem transformar museus e monumentos em grandes aventuras. Mas isso será assunto para próximos posts… Pouco a pouco, pretendo ir escrevendo sobre a preparação para meus destinos favoritos, e estou aberta a sugestões! Qual será o cenário das peripécias da sua família nestas férias?

 

Vista do segundo andar

Muitas vezes, a gente precisa organizar a visita a uma cidade levando em conta que há muito para ver em poucos dias, sem perder de vista que uma viagem de férias não deveria ser extenuante… Uma boa opção para economizar tempo e pernas é usufruir do serviço daqueles ônibus de dois andares, tipo “hop on hop off”.

Em Barcelona, ele se chama Bus Turistic, e foi uma tremenda mão na roda. Barcelona é uma cidade relativamente grande, com suas principais atrações espalhadas por diferentes regiões. Utilizamos o Bus Turistic efetivamente como um meio de transporte, com a vantagem de nos levar diretamente aonde queríamos ir, saltando na porta, sem desvios, sem labirintos pelo metrô, e ainda por cima vendo a cidade de cima. Compramos o passe de dois dias e valeu muito à pena.

 

Bus Turistic em Barcelona
Bus Turistic em Barcelona
Barcelona vista de cima
Barcelona vista de cima

 

Londres é uma cidade de locomoção fácil, mas o The Original Tour proporcionou descanso e diversão para o Dudu, na época com 4 anos. Pegamos o ônibus em frente ao Sherlock Holmes Museum e paramos na Torre de Londres. Ele adorou o passeio! E ainda ganhamos uma visita guiada para a troca da guarda, o que foi uma boa pedida (o guia ia levando a gente por uns atalhos para que pudéssemos acompanhar as diversas etapas do ritual, que acontecem em lugares diferentes quase simultaneamente).

 

Em Londres, no The Original Tour sightseeing bus
Em Londres, no The Original Tour sightseeing bus

 

Em ambas as cidades, o passe pode ser comprado diretamente no ônibus, em qualquer uma das paradas, e o preço varia de acordo com o número de dias em que será utilizado. Depois é só sentar e apreciar a paisagem!

Qual a melhor idade para levar uma criança à Disney?

Todas! Principalmente se você tiver condições de planejar uma segunda visita, ou terceira, ou quarta… A Disney é como uma Terra do Nunca às avessas, ela vai se modificando à medida que a criança cresce. Ao ponto de ser o segundo destino mais procurado por casais em lua de mel (só perde para Paris), bem como por adolescentes que optam pelo Reino Mágico, em vez da festa de 15 anos.

Levei meu filho Dudu aos 3, aos 5 e aos 7 anos. Ele aproveitou loucamente as três viagens, de maneiras inteiramente diferentes.

Aos 3 anos, o encantamento de acreditar que tudo aquilo é de verdade: a emoção de abraçar o Mickey, de voar no tapete do Alladin, de andar no cavalo do Príncipe Encantado, de assistir a cada desfile com o coração aos pinotes. Tenho dezenas de fotos do rostinho dele, com uma expressão de puro deslumbramento.

 

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Aos 5 anos, ele olhou para o carrossel e falou:

  • Esse brinquedo, eu fui quando era pequeno. É de bebezinho…

Foi nesta ocasião que ele teve seu primeiro duelo – de muitos – com Darth Vader e se tornou um padawan diplomado. A Academia de Treinamento Jedi (Disney’s Hollywood Studios) praticamente define nossa segunda viagem.

 

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Aos 7 anos, ele descobriu as montanhas russas e os simuladores mais radicais. Foi a um jogo de basquete, ao Cirque du Soleil e ao Kennedy Space Center. E teve mais alguns embates com o velho amigo Vader e também com Darth Maul.

 

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Acho que 3 anos é uma boa idade para começar. Meu sobrinho aproveitou demais com 2 anos e meio, mas ele é bem maduro para a idade. Se você não acredita que poderá ir outras vezes, talvez seja melhor esperar até uns 5 ou 6 anos. A criança não vai andar na montanha russa do Hulk, mas quase te levará às lágrimas ao, literalmente, perder o fôlego porque conheceu o “verdadeiro Buzz Lightyear.”

No entanto, se as condições forem favoráveis, vá mais de uma vez! Pois cada uma delas será única. E a gente merece este momento de fantasia com nossos filhos…