Vista do segundo andar

Muitas vezes, a gente precisa organizar a visita a uma cidade levando em conta que há muito para ver em poucos dias, sem perder de vista que uma viagem de férias não deveria ser extenuante… Uma boa opção para economizar tempo e pernas é usufruir do serviço daqueles ônibus de dois andares, tipo “hop on hop off”.

Em Barcelona, ele se chama Bus Turistic, e foi uma tremenda mão na roda. Barcelona é uma cidade relativamente grande, com suas principais atrações espalhadas por diferentes regiões. Utilizamos o Bus Turistic efetivamente como um meio de transporte, com a vantagem de nos levar diretamente aonde queríamos ir, saltando na porta, sem desvios, sem labirintos pelo metrô, e ainda por cima vendo a cidade de cima. Compramos o passe de dois dias e valeu muito à pena.

 

Bus Turistic em Barcelona
Bus Turistic em Barcelona
Barcelona vista de cima
Barcelona vista de cima

 

Londres é uma cidade de locomoção fácil, mas o The Original Tour proporcionou descanso e diversão para o Dudu, na época com 4 anos. Pegamos o ônibus em frente ao Sherlock Holmes Museum e paramos na Torre de Londres. Ele adorou o passeio! E ainda ganhamos uma visita guiada para a troca da guarda, o que foi uma boa pedida (o guia ia levando a gente por uns atalhos para que pudéssemos acompanhar as diversas etapas do ritual, que acontecem em lugares diferentes quase simultaneamente).

 

Em Londres, no The Original Tour sightseeing bus
Em Londres, no The Original Tour sightseeing bus

 

Em ambas as cidades, o passe pode ser comprado diretamente no ônibus, em qualquer uma das paradas, e o preço varia de acordo com o número de dias em que será utilizado. Depois é só sentar e apreciar a paisagem!

Primeira parada: banca de jornal!

Se um amigo estivesse indo para Paris e eu tivesse a oportunidade de lhe dar uma única dica, eu certamente diria: Pariscope!

O Pariscope é uma revistinha semanal, que sai toda quarta-feira e é vendida em qualquer banca de jornal (inclusive no aeroporto, onde eu costumo comprar). Custa 50 centavos e cabe na bolsa. Ela contém toda a programação cultural daquela semana específica: shows, exposições, concertos, eventos, etc., além de listar os endereços e horários de funcionamento de todos os museus e galerias da Île de France.

Mesmo que você tenha um excelente guia da cidade, o Pariscope vai te informar se determinado museu está fechado naquela semana para reformas, evitando que você chegue lá e dê com a cara na porta. Ou talvez te mostre que, devido a um evento extraordinário, o mesmo museu estará aberto até mais tarde nos dias x, y e z, possibilitando um melhor planejamento do seu roteiro. Ou seja: ele é imprescindível.

Dependendo do seu dia de chegada e partida, não esqueça de que a programação de cada edição só cobre até a terça-feira, toda quarta-feira você deverá comprar uma nova.

Atualmente, existe o aplicativo do Pariscope, disponível para iPhone e Android. É grátis e vale muito à pena baixar. Entretanto, embora eu seja bastante adepta de tecnologias começadas pela letra i, ainda me mantenho apegada à boa e velha revistinha, que eu já vou marcando e sublinhando no trajeto do aeroporto até o hotel…

 

Qual a melhor idade para levar uma criança à Disney?

Todas! Principalmente se você tiver condições de planejar uma segunda visita, ou terceira, ou quarta… A Disney é como uma Terra do Nunca às avessas, ela vai se modificando à medida que a criança cresce. Ao ponto de ser o segundo destino mais procurado por casais em lua de mel (só perde para Paris), bem como por adolescentes que optam pelo Reino Mágico, em vez da festa de 15 anos.

Levei meu filho Dudu aos 3, aos 5 e aos 7 anos. Ele aproveitou loucamente as três viagens, de maneiras inteiramente diferentes.

Aos 3 anos, o encantamento de acreditar que tudo aquilo é de verdade: a emoção de abraçar o Mickey, de voar no tapete do Alladin, de andar no cavalo do Príncipe Encantado, de assistir a cada desfile com o coração aos pinotes. Tenho dezenas de fotos do rostinho dele, com uma expressão de puro deslumbramento.

 

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Aos 5 anos, ele olhou para o carrossel e falou:

  • Esse brinquedo, eu fui quando era pequeno. É de bebezinho…

Foi nesta ocasião que ele teve seu primeiro duelo – de muitos – com Darth Vader e se tornou um padawan diplomado. A Academia de Treinamento Jedi (Disney’s Hollywood Studios) praticamente define nossa segunda viagem.

 

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Aos 7 anos, ele descobriu as montanhas russas e os simuladores mais radicais. Foi a um jogo de basquete, ao Cirque du Soleil e ao Kennedy Space Center. E teve mais alguns embates com o velho amigo Vader e também com Darth Maul.

 

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Acho que 3 anos é uma boa idade para começar. Meu sobrinho aproveitou demais com 2 anos e meio, mas ele é bem maduro para a idade. Se você não acredita que poderá ir outras vezes, talvez seja melhor esperar até uns 5 ou 6 anos. A criança não vai andar na montanha russa do Hulk, mas quase te levará às lágrimas ao, literalmente, perder o fôlego porque conheceu o “verdadeiro Buzz Lightyear.”

No entanto, se as condições forem favoráveis, vá mais de uma vez! Pois cada uma delas será única. E a gente merece este momento de fantasia com nossos filhos…