Meu roteiro de 8 dias pela Escócia e norte da Inglaterra

Nas últimas férias, realizei um sonho antigo… A Escócia! Não dá pra descrever completamente a emoção e o deslumbramento de visitar lugares que povoaram, desde a infância, minha imaginação. Eu pesquisei tanto tanto tanto o roteiro que, no final das contas, foi tudo super “redondo”, eu realmente não mudaria nem uma vírgula. A partir de hoje, vou começar a compartilhá-lo com você.

A gentileza do povo escocês realmente faz a gente se sentir em casa
A gentileza do povo escocês realmente faz a gente se sentir em casa

Minha viagem durou, na verdade, um total de 28 dias. Fui direto para o norte da França, a trabalho. De lá, partimos para 8 dias fantásticos em Paris (a primeira vez do Dudu!), seguidos dos 8 dias escoceses. Retornamos, então, ao norte da França, para mais um pouco de trabalho, antes de voltar ao Brasil. Durante a maior parte do período de férias, contamos com a companhia dos nossos amigos Fernanda, Vinícius, Victor e Bernardo, que ajudaram a tornar cada momento ainda mais especial.

O trio mais animado da Grã-Bretanha!
O trio mais animado da Grã-Bretanha!

Como este blog já tem muitas dicas de Paris, resolvi começar a narrativa pelas aventuras do outro lado do Canal da Mancha. Nesta primeira postagem, vou apenas listar nosso roteiro, dia a dia. Depois, aos poucos, vou detalhando cada um destes dias e passeios, com links a partir deste “post índice”. Combinado?

Das muralhas do Castelo de Edimburgo, a vista do Mar do Norte
Das muralhas do Castelo de Edimburgo, a vista do Mar do Norte

24 de julho: Chegada em Edimburgo em vôo da Easy Jet, direto do Aeroporto de Paris – Charles de Gaulle. Vôo rápido, low cost, na medida. O aeroporto de Edimburgo é muito bem sinalizado, alugamos carro lá mesmo e foi ótimo. Chegamos no fim do dia, mas deu tempo de sair para jantar. Visitamos o famoso pub The Elephant, onde J.K. Rowling se sentava para escrever os livros de Harry Potter. Hospedagem no Holiday Inn Express Royal Mile.

No pub The Elephant, as referências à sua cliente mais ilustre
No pub The Elephant, as referências à sua cliente mais ilustre

25 e 26 de julho: Edimburgo. Quase não dá pra acreditar que aquela cidade existe. Parece um cenário! A paisagem dominada pelo imenso castelo no alto da colina, becos e ruelas que remetem a filmes de espionagem, um banho de história a cada passo. Para o nosso tipo  de programação, dois dias inteiros foram suficientes.

De dentro do castelo, só um gostinho das atrações de Edimburgo... Depois conto tudo em detalhes!
De dentro do castelo, só um gostinho das atrações de Edimburgo… Depois conto tudo em detalhes!

27 de julho: Hogwarts! Descemos de carro em direção à Nortúmbria, a região norte da Inglaterra. Uma viagem de 2 horas nos levou ao Alnwick Castle, onde as cenas externas da célebre escola de magia e bruxaria foram filmadas. Foi um dos pontos altos da viagem e vai merecer um post inteirinho, exclusivo! Na volta, passamos pelo fascinante castelo de Bamburgh, à beira do Mar do Norte, que foi uma importante frente de defesa contra as invasões vickings.

Alnwick Castle
Alnwick Castle

Passamos direto por Edimburgo em direção à Escócia central, para dormir no Broomhall Castle, castelo restaurado transformado em hotel. Por uma noite, nos sentimos parte da nobreza. E quer saber? Diária mais barata que a do Holiday Inn de Edimburgo… Com o melhor café da manhã da viagem!

Broomhall Castle, nosso lar por uma noite
Broomhall Castle, nosso lar por uma noite

28 de julho: Rápido passeio em Stirling, seguido de uma deliciosa visita ao Doune Castle. O charme deste castelo em ruínas é ter sido o cenário do lendário filme Monty Phyton Em Busca do Cálice Sagrado. Toda a estrutura de visitação do castelo gira em torno disso. Esta foi a razão que me fez inclui-lo em meu roteiro, pois eu sou louca por este filme (e o Dudu também). Mais recentemente, ele vem atraindo também outros fãs, pois trata-se da locação do Castelo de Winterfell, de Game of Thrones. Winter is coming… De lá, atravessamos a região das Trossachs, com seus lagos cênicos e paisagens de tirar o fôlego, até chegarmos a Oban, na costa Oeste. É isso mesmo: você atravessa o país costa a costa, num ritmo suave (afinal, não é fácil dirigir “do lado errado”), em apenas 3 horas!

Brincando de Monty Phyton no Doune Castle
Brincando de Monty Phyton no Doune Castle

29 de julho: Passeio de barco pelas Ilhas Hébridas. Este também merecerá um post exclusivo. Foram 12 horas explorando ilhas inabitadas, observando a vida marinha, enchendo os olhos com a exuberância da natureza. Outro ponto alto da jornada! No final, pé na estrada para dormir 3 noites em Fort William.

Isle of Iona
Isle of Iona
Fingall's Cave, na Isle of Staffa
Fingall’s Cave, na Isle of Staffa

30 de julho: Hogwarts Express. O memorável passeio no trem a vapor The Jacobite, que foi utilizado nos filmes de Harry Potter. Ou seja, todo aquele trajeto, com paisagens impressionantes, inclusive o Glenfinnan Viaduct, onde o carro mágico de Ron Weasley sobrevoa o Expresso Hogwarts.

O "verdadeiro" Hogwarts Express
O “verdadeiro” Hogwarts Express
A entrada da nossa cabine dentro do trem, igualzinho ao filme!
A entrada da nossa cabine dentro do trem, igualzinho ao filme!

31 de julho: Loch Ness. O monstro não deu as caras, mas o lago é belíssimo, tanto visto de Fort Augustus, em sua extremidade sul, quanto da bela Inverness, em sua extremidade norte.

Nossa versão do monstro do Lago Ness
Nossa versão do monstro do Lago Ness

1 de agosto: Loch Lomond. Deixamos Fort William rumo a Edimburgo, parando no Loch Lomond Shores, um complexo de lazer, compras e gastronomia às margens do segundo lago mais famoso da Escócia. Chegamos em Edimburgo a tempo de curtir o último entardecer nesta cidade tão marcante.

Foi duro dizer adeus às Highlands! Tão lindas!!!!
Foi duro dizer adeus às Highlands! Tão lindas!!!!

2 de agosto: Aeroporto rumo à França.

Percebeu que terei muito assunto para os próximos posts, né? Continue acompanhando…

Dominando a colina, o Castelo de Edimburgo
Dominando a colina, o Castelo de Edimburgo
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Sergipe: banho de rio, dunas, praia, natureza, sombra e água fresca…

Esta semana, só vamos conversar sobre passeios no Brasil. Uma das melhores surpresas que tive em minha vida viajante foi a breve temporada que passei  em Aracaju. Sergipe é, talvez, o menos explorado dos estados nordestinos. Acredito que este quadro ainda mude, pois há atrativos fantásticos aguardando os turistas. Por outro lado, eu considero uma grande vantagem não encontrar multidões aglomeradas, como em outros destinos mais populares, mesmo tendo ido em pleno verão.

Meu primo Kiko se mudou para Aracaju há cerca de 8 anos. Recentemente, nós finalmente fomos visitar o “dindo” do Dudu. Kiko e Emily nos levaram a um passeio delicioso, que foi o ponto alto da viagem: a descida de barco pelo rio Piauitinga, até chegar ao Mangue Seco. Saindo de Aracaju, de carro, são uns 50 minutos até chegar a Porto do Mato, na direção da Praia do Saco, Município de Estância. Lá, você aluga um barquinho, que custa em torno de R$ 150,00 (total, independente do número de passageiros, com capacidade para 6 pessoas, mais o barqueiro). Ao longo do rio, há diversas paradas em pequenas ilhas fluviais, onde se pode tomar banho e apreciar a natureza quase intocada do local.

 

Descendo o Rio Piauitinga
Descendo o Rio Piauitinga
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Curtindo o padrinho em Sergipe
Nosso barquinha rio abaixo
Nosso barquinho rio abaixo
O melhor banho de rio das nossas vidas!
O melhor banho de rio das nossas vidas!
Ao longo do trajeto, pequenas ilhas, praias gostosas, rio de águas calmas e salgadas...
Ao longo do trajeto, pequenas ilhas, praias gostosas, rio de águas calmas e salgadas…
No caminho, cruzamos com um “ônibus” escolar!

Chegando à localidade de Mangue Seco (a primeira após cruzar a divisa com a Bahia), alugamos um bugre (em torno de R$ 90,00), que nos levou pelas dunas e até a praia. Fizemos uma pausa para o Dudu experimentar o “esqui-bunda” e ficamos encantados com a beleza da costa.

Dudu se esbaldou no "esqui-bunda"
Dudu se esbaldou no “esqui-bunda”
Brincando nas dunas
Brincando nas dunas
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Um dia bem aproveitado com Kiko e Emily!
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Descendo as dunas de bugre
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Bugre ou montanha russa?
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Os coqueiros “Romeu e Julieta” foram cenário da abertura da antiga novela Tieta. Neste dia, fizeram uma perfeita moldura para a foto dos recém-casados!

 

Já na praia do Mangue Seco, foi só curtir uma vidinha mais ou menos… Comer quitutes locais, tomar banho de mar, apreciar a paisagem e descansar na rede, afinal ninguém é de ferro!

 

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Praia de Mangue Seco
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Dudu adorou essa vidinha nordestina…

 

O motorista do bugre deixou a gente na praia e combinou a hora de vir nos buscar, para pegarmos o barco de volta a Porto do Mato. Tanto ele quanto o barqueiro foram ultra pontuais! Em Porto do Mato, tem estacionamento. Embora Mangue Seco já fique na Bahia, a localidade é mais explorada a partir de Aracaju, pois o acesso por ali é mais fácil. O programa dura o dia inteiro e é absolutamente imperdível!

 

 

 

 

 

Essa Marina, tão pequenina, já foi a Paris, Barcelona, Córsega, Sardenha…

A beleza indescritível da Córsega
A beleza indescritível da Córsega

Minha amiga Priscilla estava pronta pra me pedir umas dicas para a primeira viagem internacional da Marina, quando recebeu o e-mail que enviei somente ao círculo mais íntimo, contando a novidade do blog. Por isso, alguns dos primeiros posts que escrevi (como, por exemplo, este, este aqui e também este), foram dedicados a ela.

Como ela é super mega blaster adorável, enviou ao Roteiro Renatours um relato detalhado da epopéia, com direito a fotos e ao ponto de vista de uma mãe sensível sobre a experiência de viver esta aventura com uma criança bem pequena. Com vocês, Priscilla Menezes!

 

A carioquinha Marina desfila nas areias da Córsega
A carioquinha Marina desfila nas areias da Córsega

 

“A viagem foi excelente!!! Realizar um sonho de infância da minha mãe, ver minha filha se divertindo com tudo e meu maridão cuidando das três com a maior vontade de fazer tudo dar certo foi uma experiência maravilhosa! Claro que conciliar gostos e ritmos diferentes nem sempre é simples, mas de um modo geral tiramos de letra, demos boas risadas, vimos coisas lindas e conhecemos lugares inesquecíveis!

Priscilla, Guilherme, Marina e sua vovó Helena passaram momentos memoráveis juntos!
Priscilla, Guilherme, Marina e sua vovó Helena passaram momentos memoráveis juntos!

Só passamos um perrengue pra chegar em Paris… Fomos da Sardegna pra Córsega programados pra ficar uma noite e voltar. Acabamos ficando 3 dias presos por causa do vento forte que fechou o porto. Com isso perdemos o voo da Sardegna pra Paris e, pra finalizar, quando finalmente conseguimos comprar novas passagens e íamos embarcar, descobrimos que as malas tinham sido despachadas para Milão. Por sorte o avião ainda não tinha decolado e conseguimos resgatar as malas a tempo no maior sufoco! Mas deu certo. E valeu todo o perrengue! Só foi muuuito corrido. 5 dias só, ainda pegamos chuva que não estava nos planos, um feriado na segunda, que fez muita coisa fechar no domingo também (como o Bon Marché que vc tinha recomendado…   😦 ). Mas enfim, aproveitamos (MUITO) o que deu!

O fato de termos ficado em apartamentos alugados por onde passamos foi uma experiência muito positiva. Primeiro pelo preço que foi mais em conta, segundo porque podíamos fazer comidas que a Marina gosta e está familiarizada, então se um dia ela não almoçava muito bem, batia um pratão no jantar. Voltou até mais gordinha. E por último, pelo fato de ensinar a cuidar das coisas que não são nossas. No primeiro dia em Barcelona ela viu a cama e logo quis pular! Eu expliquei uma vez só que ali era uma casa emprestada, que não podíamos pular porque poderia quebrar e que tínhamos que tomar cuidado pra deixar tudo do jeito que recebemos. Não precisei falar duas vezes. Em todos os apartamentos, embora ela tenha se sentido super à vontade, foi super cautelosa, não pegava o que não podia, se preocupava em não sujar ou limpar o que sujava “pra moça não ficar chateada com a gente, né mãe?”. Sem querer foi uma lição e tanto pra ela!

De um modo geral a viagem com ela foi bem tranquila! É claro que foi cansativo, que minha lombar está um caco até agora e vou precisar de você pra me desentortar. Mas tirando isso e um ataque ou outro de mau humor nos momentos de sono ou cansaço, que foram contornáveis, posso dizer que foi mais fácil do que eu imaginei!!!

 

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Essa Marina, tão pequenina, sabe se divertir!

 

Barcelona é uma festa!
Barcelona é uma festa!

 

A alegria da Marina na praça do Louvre
A alegria da Marina na praça do Louvre

Foi lindo de ver como ela se divertia, Re! As suas dicas valeram muito nesse sentido. Embora eu já viesse conversando com ela desde o inicio sobre a viagem, nos últimos dias, no meio da correria de arrumar tudo e não esquecer nada, eu parei para dar atenção a ela. Contei curiosidades dos lugares onde íamos passar, comprei livro, estimulei bastante a imaginação dela, mostrei cenas de lugares por onde passaríamos. E valeu muito, foi fundamental essa preparação mais cuidadosa. Levei na malinha também uns brinquedinhos de casa que ela gosta, cadernos de pintura, joguinhos, livros, tablets com apps novos, e ia tirando aos poucos da cartola. Mas confesso que usei bem menos do que imaginei. As novidades eram tantas e a expectativa tão grande que só isso já era suficiente na maior parte do tempo.

Até nos programas onde eu achei que ela poderia ficar entediada, ela aproveitou. Quando cansava, dormia no carrinho (que não abrimos mão de levar daqui, como vc tbm mencionou no blog), acordava e voltava a curtir. Curtiu tanto as bailarinas de Degas no  D’Orsay que me pediu pra fazer Ballet (eu já tinha perguntado várias vezes antes se ela queria e ela sempre dizia que não). Lutou contra o sono até conseguir ver a Monalisa (embora tenha ficado com uma cara de “ué?” com o tamanico dela, disse que gostou… rs). Ficou muito decepcionada porque a Rainha não estava em casa em Versailles – fomos no feriado e apenas o jardim estava aberto – mas correu muito pelos gramados do jardim dela! Tá abrindo boca de tubarão pra comer desde o dia do aquário de Barcelona, ficou impressionada! Amou a torre “muito enorme!!!” e soltou um “acheeii ele!!!” quando viu o carrossel que ela tinha visto no livro! No arco do triunfo me perguntava cadê o avião que passou no meio dele que ela tbm tinha visto no livrinho! Correu muito no Parque Güel, ficou eufórica no teleférico do Parque Montjuic, principalmente porque ele nos deixou pertinho do castelo – igual ao castelo do vento que a Peppa vai com a família dela! E, claro, nem preciso dizer da alegria dela nas praias maravilhosas da Córsega e da Sardegna! Ficava solta, fazia amizades, se comunicava do jeito dela e até chorava porque não queria ir embora e deixar o “amigo”. Então todos os dias foram muito divertidos pra ela e isso nos deixou tão felizes!

Amiguinho da Marina
Fazendo amizades na Sardenha
tubarao
Para encarar esse bocão de tubarão, só mesmo no colo do papai…

 

Sobrevoando a Torre Eiffel de carrossel
Sobrevoando a Torre Eiffel de carrossel
carrinho
Deixar o carrinho no Brasil? Nem pensar!!!
pri e marina
Foi no castelo de Montjuic que a Marina achou que a Priscilla era a Mamãe Pig!

 

Uma coisa que ajudou muito foi fazer um balanço no fim do dia, antes de dormir, de tudo o que fizemos. Enquanto relembrávamos, eu elogiava o comportamento, pontuava as atitudes positivas dela ao longo do dia, dizia o quanto eu estava feliz de viajar com ela e ela também dizia: “foi muito legal”, “também adorei isso”, “também estou amando nossas férias!”. E dava importância a isso. Quando fazia algo errado, depois me perguntava: Mamãe, você ainda está feliz comigo? (rs). Eu senti que não fomos só nós que nos preocupamos em fazer as coisas fluírem bem pra ela, a recíproca foi muito verdadeira. Foi uma delícia!

E foi a conta certa. Foram 20 dias intensos e no final ela já estava cheia de saudade das coisinhas dela, de casa, da escola, dos amigos e da família. Tanto é que na primeira noite de volta ao Brasil ela disse na cama: Ai, mamãe, que bom que a gente voltou pro Rio de Janeiro! Como quem diz: viajar é bom, mas nada como a nossa casa! rs.

Agora to aqui com aquele gostinho de quero mais, mais e mais! Ai, ai…

Super obrigada pela ajuda, pelas dicas, pelo carinho.

Um beijo enorme,

Pri.”

 

Europa com criança é tudo de bom!!!
Europa com criança é tudo de bom!!!

Eu é que agradeço, Pri, o privilégio de receber uma carta como esta! Que venham muitas outras aventuras viajantes para nossa pequenina Marina!

Turks & Caicos: um paraíso caribenho que os brasileiros começam a descobrir

Há vários anos, o Beaches Turks & Caicos Resort Villages and Spa vem recebendo prêmios, inclusive o Travel +Leisure World’s Best Awards, de melhor hotel do mundo para famílias. Eu tive o privilégio de passar uma semana neste paraíso, em janeiro de 2012, com meus dois rapazes, mais um casal de amigos queridíssimos e suas duas filhotas. Aliás, foi deles a dica deste destino imperdível, um brinde a Sérgio, Anna, Juju e Mari! Eles gostaram tanto que já voltaram duas vezes desde então, uma no Beaches Negril (Jamaica) e outra novamente em Turks & Caicos.

As ilhas Turks and Caicos são um território britânico ultramarino, situado a sudeste da Flórida, próximo à República Dominicana e Haiti. O idioma local é o inglês, mas muitos funcionários do hotel, de acordo com a proveniência, falam espanhol ou francês. O aeroporto de Providenciales, na ilha de Caicos, fica a 1h20min de Miami, onde ficamos por duas noites no final da viagem. O Beaches se responsabiliza pelo translado entre o hotel e o aeroporto.

Os hotéis Beaches fazem parte da famosa rede Sandals, com a diferença de serem mais voltados para famílias, e não para casais em lua-de-mel. O mais legal é que TODOS se divertem e aproveitam da mesma forma. Não somente há atrativos para todas as idades, como as coisas são pensadas de forma a permitir que cada um desfrute de tudo plenamente e sem atropelo.

O hotel é dividido em quatro “villages”, onde estão distribuídas as suítes, desde as mais “normais” – como as nossas – até as mais luxuosas. Cada “village” conta com um sistema de piscinas e restaurantes, mas todos os hóspedes do complexo têm acesso livre a qualquer um deles. Nós, por exemplo, nos hospedamos no Caribbean Village, mas adorávamos frequentar a piscina do Italian Village e almoçar no restaurante Mario’s, também nesta área.

 

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Farra na piscina do Caribbean Village

 

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Conforto, mordomia, sossego à beira da piscina…

 

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Basquete na piscina do Caribbean Village
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Vista do nosso quarto no Caribbean Village

 

Piscinas do Italian Village
Piscinas do Italian Village
Motorizados no Italian Village
Motorizados no Italian Village
Jardins do French Village
Jardins do French Village

 

Mario's, nosso restaurante favorito para o almoço
Mario’s, nosso restaurante favorito para o almoço

 

Por falar em restaurante, o resort é all-inclusive, na plena acepção da palavra. Nos 16 restaurantes, a maioria à la carte, mais 12 bares, você vive uma verdadeira experiência gastronômica (vou escrever um post exclusivamente sobre isso), que inclui vinhos, espumantes, cervejas irlandesas, drinks no bar dentro da piscina, capuccino, chá e café expresso com patisserie francesa e um atendimento super personalizado. Além disso, rigorosamente todas as atividades de lazer estão incluídas, até mesmo o equipamento de mergulho. Vale dizer que este arquipélago de cerca de 40 ilhas abriga dezenas de pontos de scuba diving. É possível também pegar o barco do hotel para ver a natureza marinha de snorkel, junto à barreira de corais que circunda a área.

 

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Toda a estrutura para snorkelling e scuba diving é oferecida pelo resort

 

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Há toda uma variedade de esportes aquáticos

 

Na interseção entre as “villages”, há um centro de compras duty free e aquilo que foi o ponto alto da nossa estadia: a Pirate’s Island. Trata-se de um parque aquático com tobogans, lazy river (um “rio” que você desse deitado numa boia), piscina para aula de surf, brinquedos para os miudinhos, tudo cercado de confortáveis espreguiçadeiras para os pais relaxarem comendo as diversas e deliciosas frutas frescas disponíveis, à vontade, no restaurante anexo. Acompanhadas de uma taça de espumante, por que não? Ou, melhor ainda, sentados dentro da piscina quente, em torno da qual as crianças obrigatoriamente têm de passar para dar a volta e escorregar pela milésima vez no tobogan. Isto é, de dentro deste spa, você tem acesso visual a todo o percurso da brincadeira, então pode ficar lá na água quente, igual a um saquinho de chá, enquanto seu filho se esbalda em segurança.

 

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O tema do parque aquático é uma ilha de piratas
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Os tobogans fizeram a cabeça das nossas crianças
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Dudu e Juju se acabaram na Pirate’s Island
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Fontes de água no navio pirata
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A piscina dos tobogans era segura e divertida
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No restaurante dos piratas, além de sanduíches, sucos, frutas frescas e mil lanches que as crianças amam, uma máquina de sorvete e uma carrocinha de pipoca, self-service e totalmente liberadas
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O relaxante lazy river

 

O resort é povoado pelos personagens da Vila Sésamo, que circulam, tiram fotos com as crianças, fazem shows. Achei que não iam dar muito ibope com nossas crianças brasileiras não muito acostumadas, mas foi sucesso absoluto!

Existe uma área separada para os menores de 2 anos, com piscininha, parquinho e um salão fechado com brinquedos, que conta com babás treinadas. Por um custo adicional, é possível deixar o bebê aos cuidados de uma destas babás, para que os pais conheçam um dos dois restaurantes exclusivos para adultos. Não foi o nosso caso, então nada posso dizer sobre os restaurantes ou as babás…

Evidentemente, há o clubinho, mas nossas crianças ainda não falavam inglês, então não quiseram participar. Sinceramente? Embora parecesse ser bem bacana, havia tanta coisa para fazer que o clubinho não fez a menor falta! Mesmo o inevitável salão de jogos eletrônicos atraiu a atenção do Dudu somente no primeiro dia, durante os únicos 20 minutos de chuva que tivemos na semana toda (alguns dias nublados, mas fomos à praia e a piscina diariamente).

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Eles amaram o Garibaldo!

Se você está levando filhos adolescentes, há atividades planejadas também para eles. Por exemplo, uma danceteria exclusiva para jovens de 11 a 17 anos, onde eles podem fazer curso de DJ. Há também shows, festas, churrascos noturnos na praia. A boa notícia é que, se tudo o que você busca é sossego, estas atividades são planejadas para não interferirem no hotel como um todo, ou seja, você pode desfrutar calmamente de um sushi no restaurante japonês, sem tomar conhecimento do show de talentos que está acontecendo no palco central. Minha única recomendação: se você não é “do agito”, não se hospede na French Village, a mais próxima do palco e da danceteria.

Por toda parte, há barraquinhas com toalhas frescas, e um local para depositar as molhadas. Embora o hotel estivesse com ocupação completa, em nenhum momento foi necessário esperar por uma mesa de restaurante, ou disputar uma espreguiçadeira. Pelo contrário, o tempo todo a sensação era de que havia espaço de sobra. A praia é linda, mas a gente nem ficava lá muito tempo, porque as crianças queriam aproveitar os tobogans. Em geral, o programa era praia depois do café da manhã e ao por do sol, o resto do dia na Ilha dos Piratas. E nos restaurantes, é claro, que até hoje nos fazem suspirar…

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Anna, Mari e Dudu curtindo o mar do Caribe
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Turks and Caicos, lindo demais!

 

A vida em Caicos é tão exaustiva...
A vida em Caicos é tão exaustiva…
Toda a faixa de praia ao longo do resort é privativa
Toda a faixa de praia ao longo do resort é privativa

Poderíamos ter passado a semana inteira sem mexer na carteira, pois o hotel é realmente all-inclusive. Mas vou contar três pequenas extravagâncias que valeram os dólares extras que investimos.

O resort possui uma estrutura muito bacana de esportes. Nas excelentes quadras de tênis, acontecem clínicas para crianças e adultos, em grupo, gratuitamente. Como o Dudu nunca tinha jogado tênis na vida, e é louco por esportes, resolvemos proporcionar a ele essa experiência. Só que, é evidente, a aula particular era paga e custava US$ 40,00. Valeu super à pena, o professor era um dominicano simpático, qualificado e competente, foi muito proveitoso.

 

 

Dudu e Juju estavam com 6 anos, Marianinha com 4. Ou seja, snorkel na barreira de corais talvez fosse meio puxado… Contratamos, então, um passeio de semi-submarino de uma agência local (não era um serviço do hotel), para ver as belezas marinhas de forma mais acessível aos pequenos. Isso vale também para as vovós e vovôs que eventualmente não sejam afeitos a maiores radicalismos…

Nossa turma reunida para o passeio de semi-submarino
Nossa turma reunida para o passeio de semi-submarino
Dudu ficou encantado em ver a arraia livre, no fundo do mar, de pertinho
Dudu ficou encantado em ver a arraia livre, no fundo do mar, de pertinho
Até a tartaruga marinha passou para dar um alô!
Até a tartaruga marinha passou para dar um alô!

 

Finalmente, um presentinho que ofereci a mim mesma: uma sessão de massagem no Red Lane Spa. Como fisioterapeuta, passo o ano inteiro cuidando do corpo dos outros, então resolvi me fazer este mimo e me entregar, por uma hora e meia, ao que eles chamam de Red Lane Signature West Indian Massage, um dos diversos tipos de tratamentos relaxantes e/ou estéticos disponíveis. Foi perfeito!

Se você estiver realmente a fim de gastar dinheiro, há serviços como um mordomo pessoal, com luvas brancas e certificado em Londres, bem como jantares exclusivos a dois, na praia e à luz de velas. Não foi o nosso caso… O resort oferece várias opções para casamento e lua-de-mel, tivemos a oportunidade de presenciar uma linda festa na piscina do Caribbean Village.

No próximo post, vou falar especificamente sobre os comes e bebes, a maior surpresa da viagem. Nunca pensei que pudesse encontrar tanta qualidade em um esquema “mega resort all-inclusive”. E aí? Já está com água na boca para conhecer este lugar de sonho?

 

Fim de tarde em Turks & Caicos
Fim de tarde em Turks & Caicos

 

De carro pelo Velho Oeste – Parte 2: Buffalo Bill e ficção científica

No post anterior, seguimos Gustavo e Edith em sua “road trip” que começou em Las Vegas e fez sua primeira parada no Parque Yellowstone. Hoje, vamos acompanhar as andanças do intrépido casal pelo Wyoming. Com a palavra, mais uma vez, Gustavo Monteiro!

 

” Deixamos o Parque Yellowstone pela saída Leste e em menos de 3 horas estávamos na pequenina cidade de Cody,  batizada em homenagem a William Frederick Cody, o Buffalo Bill. Pouco depois da saída do Parque encontra-se a Pahaska Tepee, segundo dizem é no local onde Buffalo Bill tinha a cabana de caça dele.

Pahaska Tepee, onde ficava a cabana de caça de Buffalo Bill
Pahaska Tepee, onde ficava a cabana de caça de Buffalo Bill

 

Lá, em Cody, há um surpreendentemente amplo, belo e ilustrativo museu acerca dos hábitos, costumes, armas, equipamentos, utensílios, tendas indígenas e tudo que se relacione com a vida nas planícies no tempo do chamado Velho Oeste. É o Buffalo Bill Historical Center.

Uma imensa coleção de armas, um precursor do canivete suíço, zorras e peças do vestuário utilizados naquela época.

Organizadíssimo e bem cuidado, cobra entrada de US16,00 por pessoa, bilhete válido por dois dias. Dispõe de lanchonete, restaurante e banheiros. De maio a setembro abre às 8:00 e fecha às 18:00h.

Pensamos em visitá-lo em menos de uma hora, ficamos por 4 horas e saímos com a sensação de não termos visto tudo.

 

Estátua de Buffalo Bill
Estátua de Buffalo Bill
Acampamento indígena, da tribo Arapaho
Acampamento indígena, da tribo Arapaho
 Índia, bebê e zorra
Índia, bebê e zorra
Winchester 73, original em cima, embaixo a réplica usada no filme de mesmo nome
Winchester 73, original em cima, embaixo a réplica usada no filme de mesmo nome

 

Precursor do canivete suíço, fabricação alemã, com 100 lâminas e um revólver 22 com 5 tiros
Precursor do canivete suíço, fabricação alemã, com 100 lâminas e um revólver 22 com 5 tiros

 

Edith e a tenda indígena
Edith e a tenda indígena

 

Cody dispõe de um um aeroporto para vôos domésticos.

Na primeira vez que estivemos lá optamos por devolver o carro em Cody pois seguiríamos de avião para Nova York. Nosso vôo era às 7 da manhã do dia seguinte e achei pouco provável que houvesse alguém da locadora para receber o carro antes das 6 da manhã, optando por devolvê-lo na véspera. Papai do Céu nos protegeu, pois o quiosque da locadora estava fechado no dia seguinte. Assim, descobrimos que a cidade de menos de 10 mil habitantes não dispõe de sistema de táxis. Arranjamos uma carona para o hotel e lá há um esquema de transporte até o aeroporto feito pelos próprios moradores.

Nosso roteiro, que se iniciara em Las Vegas passando pelo Parque Yellowstone, incluía Gillete, Wyoming, a caminho de Rapid City, Dakota do Sul, onde veríamos o Monte Rushmore, de nosso interesse.

Acontece que, com um pequeno desvio da rota, para o norte, chegamos a um impressionante Monumento Nacional chamado Devils Tower. Trata-se de uma montanha muito particular em sua formação geológica e que surge do nada na planície, imponente e misteriosa.

Serviu de locação para o filme “Contatos imediatos do terceiro grau”, de Steven Spielberg, e valeu à pena termos nos desviado por apenas uma hora do nosso rumo. O local é mágico e cercado de interessantes lendas indígenas das várias tribos que habitaram a área.

Vimos pessoas, digamos, inusitadas, a tocar instrumentos de sopro e percussão indígenas, o que envolveu nossa passagem em um ambiente bem singular. No local havia uma família de índios da tribo  arapaho em uma tenda típica.

Uma sugestiva placa na entrada da lanchonete, dá o tom western do local.

 

Para manter a limpeza do local...
Para manter a limpeza do local…

 

Gustavo e a Devils Tower
Gustavo e a Devils Tower
Aqui os extraterrestres fizeram contatos imediatos, no filme de Spielberg
Aqui os extraterrestres fizeram contatos imediatos, no filme de Spielberg

 

No arredores, em torno da Torre, são encontrados, sem qualquer dificuldade, cães-da-pradaria, um roedor de cerca de 40cm de comprimento e que cava buracos e túneis nos campos. São muito graciosos e curiosos, aproximam-se da gente sem muito receio. É proibido alimentá-los mas é difícil resistir a essa tentação pois é um recurso que os faz aproximarem-se a poucos centímetros das câmaras fotográficas. Cuidado, no entanto, pois apesar da simpatia, eles podem morder.

De Rapid City a Devils Tower são apenas duas horas de carro; estradas excelentes.

A entrada custa US$10,00 por veículo e há lanchonete, banheiros e loja de souvenirs.”

 

Cães-da-pradaria
Cães-da-pradaria

 

Como resistir a esta meiguice?
Como resistir a esta meiguice?

 

Agora eu vou contar uma peculiaridade das viagens de Gustavo e Edith. Eles tem um hábito super simpático: antes de partir daqui do Brasil, passam em uma loja de souvenirs para turistas e compram uma porção de bonés. Então, eles os guardam na mala e, sempre que recebem um atendimento excepcionalmente bom, ou fazem amizade com alguém do local, que se mostre especialmente cordial, eles dão um boné de presente. Segundo o Gustavo, não tem satisfação maior do que os sorrisos que recebem em troca. Sempre que narra uma história de excelente atendimento ou relacionamento numa viagem, ele conclui perguntando: “Aí você já sabe, né Renata? E respondemos em uníssono: “Boné!” É uma nova categoria de avaliação de atendimento: o “padrão boné”. 😉

 

Domingo é dia de “Meus 5 favoritos, então só chegaremos ao fim desta jornada na semana que vem, com Dakota do Sul e o célebre Monte Rushmore. Enquanto isso, continue aproveitando todas as outras dicas do Roteiro Renatours!

 

 

 

De carro pelo Velho Oeste – Parte 1: Yellowstone

Hoje o blog abre oficialmente a sala de visitas! E o meu convidado para o primeiro post colaborativo não poderia ser outro além do Gustavo Monteiro, aquele que, de tanto trocarmos experiências de viagens, me deu o apelido de Renatours.

O Gustavo já rodou muita estrada nos Estados Unidos. Conhece a história e a geografia do oeste americano melhor do que muitos nativos. E vai compartilhar com a gente um pouco das suas aventuras e dicas preciosas.

Em setembro de 2013, Gustavo e Edith pegaram o carro em Las Vegas e foram até Dakota do Sul, passando pelo Parque Yellowstone (lar do Zé Colmeia), Gilette, Wyoming e muitas surpresas não programadas.

No post de hoje, o foco será Yellowstone, sobre o qual há muito a dizer. Com a palavra, Gustavo Monteiro!

 

“ O Parque Nacional de Yellowstone é completamente diferente de tudo o que se pode imaginar.

Apesar de um pouco “fora de mão”, fica no noroeste dos EEUU, na confluência dos estados de Idaho, Montana e Wyoming, vale a pena ! É inesquecível e único !

Fomos de Las Vegas até lá em duas etapas, de carro, com pernoite em Salt Lake City. A distância é de cerca de 1200km, a primeira etapa de 680km, sendo que o panorama é belíssimo nas duas “pernas”. Passa-se de terras áridas  às montanhas nevadas de Utah em poucas horas.

As estradas são excelentes e não há pedágio.

Há dois hotéis dentro do Parque. Muito mais econômico é hospedar-se em um dos vários hotéis tradicionais na pequenina cidade de West Yellowstone, Montana, que fica a não mais que 600 metros da entrada Oeste do Parque.

A entrada custa cerca de US$20,00 por veículo e vale por uma semana, não importa quantas pessoas estejam no carro; recebe-se um mapa detalhado do Parque.

Estivemos lá por duas vezes e recomendamos o mês de maio para quem vai pela primeira vez. Nesta época, os animais estão famintos devido ao inverno, que é muito rigoroso por lá, e se aproximam da rodovia do Parque, pastam livremente e sem qualquer receio com relação aos visitantes. São bisões, renas, alces, “uapitis”, ursos negros e marrons, águias e eventualmente lobos, circulando absolutamente livres na natureza.

Fomos pela segunda vez em setembro e avistamos muito poucos bisões, raríssimos alces e nada mais. Um guarda florestal esclareceu que, com o grande afluxo de turistas no verão, os animais ficam mais arredios e devido à escassez de alimentos, os animais se embrenham na florestas. Não deixa de ser belo, mas incomparável com a exuberância de maio.

Búfalos na estrada
Manada de búfalos

 

Búfalos na estrada
Búfalos na estrada

 

Águia Careca no ninho
Águia Careca no ninho

 

Alce = elk = wapiti
Alce = elk = wapiti

 

Grizzly
Grizzly, o urso cinzento

Até meados de abril muitas estradas do parque ainda se encontram fechadas devido ao acúmulo de neve. Não creio que ir até Yellowstone entre outubro e o fim de março seja uma boa idéia; recomendo chegar de 20 de abril para a frente. É comum nevar por lá até o final de maio e, não raro, em pleno verão. Agasalhos são indispensáveis.

Três dias completos são suficientes para percorrer-se o parque com excelente aproveitamento.

Devido às dimensões do mesmo, as distâncias entre algumas atrações são relativamente grandes, embora compensadas por pavimentação impecável nas vias de circulação e a constante renovação de paisagens maravilhosas.

Uma boa dica : ao perceber alguns carros parados nos inúmeros acostamentos, prepare-se para parar também. Certamente há animais na área. Sem dúvida que os ursos são monitorados pois sempre que se aproximam da estrada há um guarda por perto.

Búfalos na neve
Búfalos na neve

São tantas as atrações ditas “imperdíveis” que é difícil mencioná-las todas mas, com absoluta certeza, nossos dois tops são o Old Faithful Geyser e o Morning Glory Pool. O primeiro esguicha jatos de água fervente a cerca de 40 metros de altura a intervalos em torno de 90 minutos (há um quadro prevendo o horário das erupções no interior do casarão central) e o segundo é um dos incontáveis poços de água quente de cores simplesmente deslumbrantes, que só uma foto pode dar uma pálida idéia de sua beleza. Chega-se ao Old Faithful de carro (amplo estacionamento) e para o Morning Glory é necessário uma caminhada de cerca de dois quilômetros através de uma espaçosa e segura passarela que serpenteia por entre os gêiseres; o caminho é tão bonito que os dois quilômetros passam sem que a gente os perceba, posto que há várias atrações nele.

 

Gustavo no Old Faithful Geyser
Gustavo no Old Faithful Geyser

 

Edith e os gêiseres
Edith e os gêiseres

 

Old Faithful Geyser
Old Faithful Geyser

 

Morning Glory Pool: o poço é assim chamado por sua semelhança com a flor de mesmo nome
Morning Glory Pool: o poço é assim chamado por sua semelhança com a flor de mesmo nome

 

Não há o que comprar, sequer para beber, fora do Posto Central. Previna-se, pois a necessidade de água é grande. Banheiros só no mesmo Posto, então o negócio é “desabastecer” e pegar o caminho de qualquer passarela, todas levam a um lugar bonito.

Camisetas, bonés, chaveiros, souvenirs em geral, com motivos do Parque, somente são encontrados nas duas lojas existentes no Posto Central. Na cidade de West Yellowstone não existem itens interessantes. Do Zé Colméia, o Yogi Bear, nem pensar, não há uma única menção sequer ao personagem. ”

 

Brazucas e os gêiseres
Brazucas e os gêiseres

 

Na próxima sexta feira, vamos continuar seguindo este casal adorável pelas estradas americanas, rumo ao Monte Rushmore e aos Contatos Imediatos do Terceiro Grau (clique neste link)… Até lá!