Museus em Paris que valem a visita – Parte 2

No post do dia 30 de agosto, comecei a série sobre museus interessantes em Paris, para quem quer algo além do Louvre e do Musée d’Orsay. Hoje, vou falar exclusivamente sobre aquele que pode ser considerado tão imprescindível quanto os dois anteriores: o Centre George Pompidou.

O museu de arte moderna de Paris conta com uma coleção impressionante dos maiores nomes da arte do século XX: Picasso, Kandinsky, Braque, Matisse e tantos outros, que é até difícil enumerar. Sem contar que o prédio, em si, é uma atração à parte. A fachada de canos aparentes e coloridos, a arquitetura absolutamente inusitada e as rampas e escadas externas, que permitem incríveis vistas da cidade, fazem do Pompidou um programa imperdível.

O museu abrigou algumas das exposições temporárias mais impressionantes que presenciei na vida, como a retrospectiva da obra completa de Kandinsky e a incrível mostra sobre as relações entre a Dança e as Artes Plásticas. Vale à pena entrar no site antes de viajar para conferir a programação e, conforme for, comprar ingresso antecipado. As melhores exposições costumam lotar e/ou ter filas enormes.

A livraria oferece muitas opções bacanas para estimular a sensibilidade artística nas crianças. Dudu adorou o livro sobre Kandinsky que eu comprei pra ele, cheio de adesivos para ele compor suas próprias obras, segundo o estilo do artista. Por causa disso, quando eu o levei a uma exposição de arte russa no Centro Cultural Banco do Brasil (aqui no Rio), ele reconheceu o Kandinsky de longe, em meio aos outros quadros.

Há toda uma programação voltada para as crianças, com oficinas de arte e atividades variadas. Minha amiga Anna levou suas meninas de 5 e 7 anos a Paris, e ambas concordaram em eleger o Pompidou o museu mais legal da cidade.

Centro George Pompidou Fonte: site Great Buildings
Centro George Pompidou
Fonte: site Great Buildings

 

Museus em Paris que valem a visita – Parte 1

Se você está indo a Paris pela primeira vez, seu roteiro passará obrigatoriamente pelo Louvre e pelo Musée d’Orsay. Atrações indiscutivelmente incontornáveis, já cantadas em prosa e verso pelos mais diversos veículos e autores, estes dois ícones parisienses foram deliberadamente excluídos desta lista singela. Exatamente por esta razão: dispensam recomendação, já estão previstos, com absoluta certeza. Depois de visitar estes gigantes imprescindíveis, a escolha entre os incontáveis museus e galerias espalhados pela cidade pode trazer dúvida – e até angústia – ao coração de quem gosta de arte e cultura. Eu definitivamente não conheço todos os museus de Paris (será que alguém conhece?!), mas já estive em um número considerável. Alguns eu gostei demais, outros não especialmente. Alguns bem óbvios, outros nem tanto. Alguns pretendo ainda visitar, outros não faço questão. Espero que a minha experiência possa te ajudar nessa “escolha de Sofia”, que é selecionar as igrejas, museus, parques, monumentos e outras atrações que caibam no número de dias programados para as férias às margens do Sena.

 

O Museu do Louvre e sua Pirâmide
O Museu do Louvre e sua Pirâmide

 

Musée d'Orsay
Musée d’Orsay
O Musée d'Orsay visto do Rio Sena
O Musée d’Orsay visto do Rio Sena

 

1- Musée Rodin

Este museu encantador foi o primeiro que visitei em Paris. É quase mágico, passear pelo jardim da casa em que viveu um dos maiores escultores da história, flanando entre obras de arte expostas ao ar livre. Para completar a experiência, não deixe de tomar um café ou um sorvete na cafeteria do jardim, depois visite o interior da casa, onde estão alguns dos mais famosos trabalhos de Auguste Rodin e Camille Claudel. O Musée Rodin fica muito perto do Musée d’Orsay e do Hôtel des Invalides, onde estão o túmulo de Napoleão e o Museu da Guerra. Se você tiver um cronograma apertado, pode ser uma boa ideia fazer os três no mesmo dia.

 

Musée Rodin
Musée Rodin
Pensador e Invalides
O Pensador em seus devaneios, entre as flores do jardim e o belo Dôme des Invalides
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Arte ao ar livre, no Musée Rodin
Dentro da casa onde viveu Rodin, algumas de suas mais belas obras
Dentro da casa onde viveu Rodin, algumas de suas mais belas obras
O beijo mais famoso da história da arte
O beijo mais famoso da história da arte
Uma "selfie" no Musée Rodin
Uma “selfie” no Musée Rodin

2- Musée de l’Orangerie

Quando você chega ao Jardin de Tuileries, vindo da Place de la Concorde, percebe que a entrada do parque que leva ao Louvre é ladeada por dois museus pequenos e simpáticos: à direita, o Musée de l’Orangerie; à esquerda, o Jeu de Paume. No Jeu de Paume você vai encontrar predominantemente exposições temporárias, e a programação pode ser conferida no indefectível Pariscope. Quanto ao Musée de l’Orangerie… Se você gosta de arte, deve realmente tentar incluir esta joia em seu roteiro! O museu tem uma pequena, porém expressiva, coleção de arte impressionista. Mas o ponto alto, de fato, são as duas grandes salas, em que painéis das Ninféias de Monet preenchem inteiramente cada uma das quatro paredes. De acordo com o local onde você se posiciona, em cada sala, os quadros imensos adquirem aspectos diversos, e a própria sala parece mudar.  A luz natural penetra, tornando a experiência diferente segundo o horário da visita. É possível se perder por um longo tempo, em meio a tamanha beleza…

Galerie Nationale du Jeu de Paume. Não tenho nenhuma foto do Musée de l'Orangerie...
Uma perspectiva “torta” da Galerie Nationale du Jeu de Paume. Não tenho nenhuma foto do Musée de l’Orangerie… 😦

 

3- Musée de l’Histoire de la Médecine

Este museu pequeno e impressionante fica dentro da Université Paris Descartes, na Rue de l’École de Médecine. Tem horários de funcionamento restritos e variáveis, então, mais uma vez, é necessário consultar o bom e velho Pariscope. A coleção inclui maletas com instrumentos de barbeiros-cirurgiões medievais, um estojo de medicamentos homeopáticos do século XIX, que pertenceu ao médico de Vincent Van Gogh, desenhos esquemáticos do cérebro humano, feitos por Sigmund Freud, modelos anatômicos do século XVIII, ferramentas cirúrgicas egípcias e outros tesouros. Se tudo isso já soa interessante para qualquer pessoa curiosa, imagine para alguém que trabalha na área da saúde!

Université Paris Descartes, onde funciona o Musée de l'Histoire de la Médecine
Université Paris Descartes, onde funciona o Musée de l’Histoire de la Médecine

No próximo post, vamos conversar sobre mais três museus que moram no meu coração. Esse papo ainda tem muito o que render…

 

Algumas dicas essenciais de Paris

Eu já falei sobre Paris diversas vezes aqui no blog. Citei o Pariscope como minha dica mais importante , dei o caminho das pedras para comprar ingressos para concertos, listei meus lugares favoritos para tomar chá (veja aqui e aqui) e revelei minhas preferências na hora das compras (veja aqui e aqui).

Ainda pretendo escrever muito sobre esta cidade que frequento com grande assiduidade, pelo trabalho e/ou pelo prazer de bater perna por suas ruas adoráveis. Hoje vou dar algumas dicas que considero imprescindíveis!

 

1- Paris Museum Pass: Você pode comprar pelo site ou em qualquer dos monumentos conveniados, é um passe que vale por 2, 4 ou 6 dias consecutivos (respectivamente 42, 56 e 69 euros), e inclui entrada ilimitada em quase todos os monumentos e museus de Paris (não inclui a Torre Eiffel). Além de economizar dinheiro, na maioria deles você fura a fila, essa é a principal vantagem. No Louvre, você vai adorar entrar livre, leve e solto por uma porta e ver a multidão esperando do outro lado… Em Versailles não tem jeito, tem que encarar a fila, mas pelo menos você só pega para entrar, evitando a de comprar ingresso. Uma sugestão: se você não comprar o passe pela internet, compre na Conciergerie, que fica ao lado da Sainte Chapelle, na Ile de la Cité. Lá nunca tem fila, e vale uma rápida visita às celas onde ficaram presos Robespierre, Maria Antonieta e vários heróis da Revolução Francesa. Depois, você pode ir na Sainte Chapelle e na Catedral de Notre Dame, que é quase do lado. O passe é válido para subir nas torres da Catedral. Na rua lateral, onde fica a fila para subir nas torres, tem umas carrocinhas que vendem crepes e galletes. Não perca! Uma delícia! Logo ao lado, na Ile St Louis, tem outra delícia imperdível: sorvetes Bertillon, os melhores de Paris. São vendidos em diversos locais na ilha, se você comprar no balcão, pra sair tomando pela rua, é bem mais barato.

A Vênus de Milo, uma das mais importantes e belas obras do acervo do Louvre
A Vênus de Milo, uma das mais importantes e belas obras do acervo do Louvre
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A subida no Arco do Triunfo está incluída no Paris Museum Pass

2- Hotel Clément: desde que conheci este hotel, nunca mais fiquei em outro. Fica no coração de St Germain de Près, ao lado do metro Mabillon (6, Rue Clément). Simples, porém limpo, silencioso, organizado, com ótimo atendimento e preço abaixo da média. Como a maioria dos hotéis em Paris, o elevador é minúsculo e o quarto poderia ser maior… Mas acho o custo-benefício excepcional! A suíte júnior é ideal para casais com uma criança. Infelizmente, não há quarto quádruplo.

3- Ingresso antecipado para a Torre Eiffel: o site oficial do principal ponto turístico de Paris tem uma versão em português, onde se pode adquirir ingressos antecipados para subir na famosa torre. Como esta possibilidade é relativamente nova, eu confesso que nunca subi, mesmo depois de ter ido umas 20 vezes à Cidade Luz! É que as filas são sempre tão grandes, que eu desanimo… Ano que vem, vou levar o Dudu, então vai rolar com certeza! É recomendável antecedência, pois há um número limitado de ingressos por dia.

O principal ícone parisiense
O principal ícone parisiense

4- Carrossel du Louvre: o centro comercial que fica no subsolo do Museu do Louvre é uma ótima opção para “quebrar” uma longa visita às galerias. Tem o Mariage Frères, minha casa de chá preferida; a incrível loja Nature et Découvertes, com uma diversidade de itens para amantes da natureza (aventureiros ou não); e a Apple Store, entre outras lojas e restaurantes. A propósito: muita gente diz que são necessários vários dias para visitar o Louvre. Bem, a não ser que você esteja fazendo doutorado em história da arte, não precisará de 2 ou 3 dias só neste museu. Um dia ou parte dele é suficiente. Há muita coisa pra ver em Paris, ainda mais se você dispuser de apenas uma semana ou menos!

5- Café da manhã fora do hotel: eu sei que muita gente gosta de tomar café da manhã no hotel, porque já sai “pronto”. A questão é que, em geral, o salão de “petit déjeuneur” fica no subsolo, fechado, em uma cidade que tem como uma de suas principais características, a profusão de cafeterias com as famosas mesinhas na calçada, viradas para o “movimento”. Eu considero a experiência de tomar um expresso acompanhado de um croissant ou uma tartine (baguette tostada com manteiga), sentada em um local como este, item fundamental em qualquer visita a Paris. Você entra no clima e se sente parte do contexto.

6- Maquiagem: a compra da maquiagem é praticamente incontornável, quando se visita Paris. Mesmo que você seja homem, pois terá levado, com certeza, uma listinha de encomendas. Mas se você for mulher, lembre-se de que nas lojas de departamentos, quando você for fazer suas comprinhas no quiosque das principais marcas, a atendente provavelmente vai se oferecer para te fazer uma linda maquiagem na hora. É claro, você vai se sentir bela como uma fada e vai querer comprar tudo. Mas, mesmo que só leve um batom, sairá de lá “toda trabalhada no glamour” rsrsrsrs. Então, aproveite para comprar maquiagem no dia que você já tiver programado um teatro, concerto ou jantar especial, pois a produção já estará prontinha! 😉

Minha amiga ficou ainda mais linda, toda produzida na Shiseido do Le Bon Marché
Minha amiga ficou ainda mais linda, toda produzida na Shiseido do Le Bon Marché

 

Ainda tenho muito a dizer sobre Paris… Restaurantes, museus, lojas, atrações para crianças… Essa é a parte mais divertida em se ter um blog, posso continuar o assunto em outros posts e prolongar nossa conversa sobre meu tema favorito!

Então, um abraço e até o próximo!

De carro pelo Velho Oeste – Parte 3: Monte Rushmore

Estamos chegando ao fim das aventuras de Gustavo e Edith pelo Velho Oeste americano. No post anterior, acompanhamos o intrépido casal desde Cody, a cidade de Buffalo Bill, até a misteriosa Devils Tower. Hoje eles chegarão ao destino final, Dakota do Sul, para visitar o célebre Mount Rushmore. Passo o bastão, mais uma vez, para Gustavo Monteiro:

 

“A apenas 30 minutos de Rapid City, Dakota do Sul, encontra-se o Monte Rushmore, com a efígie de quatro dos mais famosos presidentes americanos esculpidos na rocha viva.

Há uma ótima infraestrutura ao redor, com lanchonetes, bancos para descanso e toaletes em excelentes condições de higiene e limpeza.

Lanche com os presidentes, no Mount Rushmore
Lanche com os presidentes, no Mount Rushmore

Estivemos lá em setembro de 2013, a temperatura estava amena, agradabilíssima.

A entrada é paga e pode-se assistir a uma exibição de índios executando danças nativas. Os que se apresentaram diante de nós eram da tribo sioux, habitantes da região até a chegada dos europeus.

Índios Sioux exibem danças nativas
Índios Sioux exibem danças nativas

 

Paralisada há anos, há uma escultura não acabada, também em rocha viva, do grande chefe Cavalo Doido, que nasceu naquela região, da mesma tribo dos dançarinos, também denominada lakota ou dakota.

A efígie inacabada do Chefe Cavalo Doido, cenário para a dança dos índios Sioux
A efígie inacabada do Chefe Cavalo Doido, cenário para a dança dos índios Sioux

 

Pertinho de Rapid City, em Dakota do Sul, há a réplica de uma pequena capela norueguesa remontada naquela cidade americana pelos seus próprios projetistas. O madeirame foi transportado da Noruega para lá. É uma visita rapidíssima, que nos serviu para fazer uma prece agradecendo poder estar podendo viajar desfrutando de boa saúde e segurança.

A entrada é franca.”

Chapel in the Hills, South Dakota
Chapel in the Hills, South Dakota

 

Com tantas andanças na bagagem, acho que o Gustavo vai se tornar um colaborador regular do Roteiro Renatours. Só tenho a agradecer e esperar novas contribuições.

Um abraço e boas viagens!

De carro pelo Velho Oeste – Parte 2: Buffalo Bill e ficção científica

No post anterior, seguimos Gustavo e Edith em sua “road trip” que começou em Las Vegas e fez sua primeira parada no Parque Yellowstone. Hoje, vamos acompanhar as andanças do intrépido casal pelo Wyoming. Com a palavra, mais uma vez, Gustavo Monteiro!

 

” Deixamos o Parque Yellowstone pela saída Leste e em menos de 3 horas estávamos na pequenina cidade de Cody,  batizada em homenagem a William Frederick Cody, o Buffalo Bill. Pouco depois da saída do Parque encontra-se a Pahaska Tepee, segundo dizem é no local onde Buffalo Bill tinha a cabana de caça dele.

Pahaska Tepee, onde ficava a cabana de caça de Buffalo Bill
Pahaska Tepee, onde ficava a cabana de caça de Buffalo Bill

 

Lá, em Cody, há um surpreendentemente amplo, belo e ilustrativo museu acerca dos hábitos, costumes, armas, equipamentos, utensílios, tendas indígenas e tudo que se relacione com a vida nas planícies no tempo do chamado Velho Oeste. É o Buffalo Bill Historical Center.

Uma imensa coleção de armas, um precursor do canivete suíço, zorras e peças do vestuário utilizados naquela época.

Organizadíssimo e bem cuidado, cobra entrada de US16,00 por pessoa, bilhete válido por dois dias. Dispõe de lanchonete, restaurante e banheiros. De maio a setembro abre às 8:00 e fecha às 18:00h.

Pensamos em visitá-lo em menos de uma hora, ficamos por 4 horas e saímos com a sensação de não termos visto tudo.

 

Estátua de Buffalo Bill
Estátua de Buffalo Bill
Acampamento indígena, da tribo Arapaho
Acampamento indígena, da tribo Arapaho
 Índia, bebê e zorra
Índia, bebê e zorra
Winchester 73, original em cima, embaixo a réplica usada no filme de mesmo nome
Winchester 73, original em cima, embaixo a réplica usada no filme de mesmo nome

 

Precursor do canivete suíço, fabricação alemã, com 100 lâminas e um revólver 22 com 5 tiros
Precursor do canivete suíço, fabricação alemã, com 100 lâminas e um revólver 22 com 5 tiros

 

Edith e a tenda indígena
Edith e a tenda indígena

 

Cody dispõe de um um aeroporto para vôos domésticos.

Na primeira vez que estivemos lá optamos por devolver o carro em Cody pois seguiríamos de avião para Nova York. Nosso vôo era às 7 da manhã do dia seguinte e achei pouco provável que houvesse alguém da locadora para receber o carro antes das 6 da manhã, optando por devolvê-lo na véspera. Papai do Céu nos protegeu, pois o quiosque da locadora estava fechado no dia seguinte. Assim, descobrimos que a cidade de menos de 10 mil habitantes não dispõe de sistema de táxis. Arranjamos uma carona para o hotel e lá há um esquema de transporte até o aeroporto feito pelos próprios moradores.

Nosso roteiro, que se iniciara em Las Vegas passando pelo Parque Yellowstone, incluía Gillete, Wyoming, a caminho de Rapid City, Dakota do Sul, onde veríamos o Monte Rushmore, de nosso interesse.

Acontece que, com um pequeno desvio da rota, para o norte, chegamos a um impressionante Monumento Nacional chamado Devils Tower. Trata-se de uma montanha muito particular em sua formação geológica e que surge do nada na planície, imponente e misteriosa.

Serviu de locação para o filme “Contatos imediatos do terceiro grau”, de Steven Spielberg, e valeu à pena termos nos desviado por apenas uma hora do nosso rumo. O local é mágico e cercado de interessantes lendas indígenas das várias tribos que habitaram a área.

Vimos pessoas, digamos, inusitadas, a tocar instrumentos de sopro e percussão indígenas, o que envolveu nossa passagem em um ambiente bem singular. No local havia uma família de índios da tribo  arapaho em uma tenda típica.

Uma sugestiva placa na entrada da lanchonete, dá o tom western do local.

 

Para manter a limpeza do local...
Para manter a limpeza do local…

 

Gustavo e a Devils Tower
Gustavo e a Devils Tower
Aqui os extraterrestres fizeram contatos imediatos, no filme de Spielberg
Aqui os extraterrestres fizeram contatos imediatos, no filme de Spielberg

 

No arredores, em torno da Torre, são encontrados, sem qualquer dificuldade, cães-da-pradaria, um roedor de cerca de 40cm de comprimento e que cava buracos e túneis nos campos. São muito graciosos e curiosos, aproximam-se da gente sem muito receio. É proibido alimentá-los mas é difícil resistir a essa tentação pois é um recurso que os faz aproximarem-se a poucos centímetros das câmaras fotográficas. Cuidado, no entanto, pois apesar da simpatia, eles podem morder.

De Rapid City a Devils Tower são apenas duas horas de carro; estradas excelentes.

A entrada custa US$10,00 por veículo e há lanchonete, banheiros e loja de souvenirs.”

 

Cães-da-pradaria
Cães-da-pradaria

 

Como resistir a esta meiguice?
Como resistir a esta meiguice?

 

Agora eu vou contar uma peculiaridade das viagens de Gustavo e Edith. Eles tem um hábito super simpático: antes de partir daqui do Brasil, passam em uma loja de souvenirs para turistas e compram uma porção de bonés. Então, eles os guardam na mala e, sempre que recebem um atendimento excepcionalmente bom, ou fazem amizade com alguém do local, que se mostre especialmente cordial, eles dão um boné de presente. Segundo o Gustavo, não tem satisfação maior do que os sorrisos que recebem em troca. Sempre que narra uma história de excelente atendimento ou relacionamento numa viagem, ele conclui perguntando: “Aí você já sabe, né Renata? E respondemos em uníssono: “Boné!” É uma nova categoria de avaliação de atendimento: o “padrão boné”. 😉

 

Domingo é dia de “Meus 5 favoritos, então só chegaremos ao fim desta jornada na semana que vem, com Dakota do Sul e o célebre Monte Rushmore. Enquanto isso, continue aproveitando todas as outras dicas do Roteiro Renatours!

 

 

 

De carro pelo Velho Oeste – Parte 1: Yellowstone

Hoje o blog abre oficialmente a sala de visitas! E o meu convidado para o primeiro post colaborativo não poderia ser outro além do Gustavo Monteiro, aquele que, de tanto trocarmos experiências de viagens, me deu o apelido de Renatours.

O Gustavo já rodou muita estrada nos Estados Unidos. Conhece a história e a geografia do oeste americano melhor do que muitos nativos. E vai compartilhar com a gente um pouco das suas aventuras e dicas preciosas.

Em setembro de 2013, Gustavo e Edith pegaram o carro em Las Vegas e foram até Dakota do Sul, passando pelo Parque Yellowstone (lar do Zé Colmeia), Gilette, Wyoming e muitas surpresas não programadas.

No post de hoje, o foco será Yellowstone, sobre o qual há muito a dizer. Com a palavra, Gustavo Monteiro!

 

“ O Parque Nacional de Yellowstone é completamente diferente de tudo o que se pode imaginar.

Apesar de um pouco “fora de mão”, fica no noroeste dos EEUU, na confluência dos estados de Idaho, Montana e Wyoming, vale a pena ! É inesquecível e único !

Fomos de Las Vegas até lá em duas etapas, de carro, com pernoite em Salt Lake City. A distância é de cerca de 1200km, a primeira etapa de 680km, sendo que o panorama é belíssimo nas duas “pernas”. Passa-se de terras áridas  às montanhas nevadas de Utah em poucas horas.

As estradas são excelentes e não há pedágio.

Há dois hotéis dentro do Parque. Muito mais econômico é hospedar-se em um dos vários hotéis tradicionais na pequenina cidade de West Yellowstone, Montana, que fica a não mais que 600 metros da entrada Oeste do Parque.

A entrada custa cerca de US$20,00 por veículo e vale por uma semana, não importa quantas pessoas estejam no carro; recebe-se um mapa detalhado do Parque.

Estivemos lá por duas vezes e recomendamos o mês de maio para quem vai pela primeira vez. Nesta época, os animais estão famintos devido ao inverno, que é muito rigoroso por lá, e se aproximam da rodovia do Parque, pastam livremente e sem qualquer receio com relação aos visitantes. São bisões, renas, alces, “uapitis”, ursos negros e marrons, águias e eventualmente lobos, circulando absolutamente livres na natureza.

Fomos pela segunda vez em setembro e avistamos muito poucos bisões, raríssimos alces e nada mais. Um guarda florestal esclareceu que, com o grande afluxo de turistas no verão, os animais ficam mais arredios e devido à escassez de alimentos, os animais se embrenham na florestas. Não deixa de ser belo, mas incomparável com a exuberância de maio.

Búfalos na estrada
Manada de búfalos

 

Búfalos na estrada
Búfalos na estrada

 

Águia Careca no ninho
Águia Careca no ninho

 

Alce = elk = wapiti
Alce = elk = wapiti

 

Grizzly
Grizzly, o urso cinzento

Até meados de abril muitas estradas do parque ainda se encontram fechadas devido ao acúmulo de neve. Não creio que ir até Yellowstone entre outubro e o fim de março seja uma boa idéia; recomendo chegar de 20 de abril para a frente. É comum nevar por lá até o final de maio e, não raro, em pleno verão. Agasalhos são indispensáveis.

Três dias completos são suficientes para percorrer-se o parque com excelente aproveitamento.

Devido às dimensões do mesmo, as distâncias entre algumas atrações são relativamente grandes, embora compensadas por pavimentação impecável nas vias de circulação e a constante renovação de paisagens maravilhosas.

Uma boa dica : ao perceber alguns carros parados nos inúmeros acostamentos, prepare-se para parar também. Certamente há animais na área. Sem dúvida que os ursos são monitorados pois sempre que se aproximam da estrada há um guarda por perto.

Búfalos na neve
Búfalos na neve

São tantas as atrações ditas “imperdíveis” que é difícil mencioná-las todas mas, com absoluta certeza, nossos dois tops são o Old Faithful Geyser e o Morning Glory Pool. O primeiro esguicha jatos de água fervente a cerca de 40 metros de altura a intervalos em torno de 90 minutos (há um quadro prevendo o horário das erupções no interior do casarão central) e o segundo é um dos incontáveis poços de água quente de cores simplesmente deslumbrantes, que só uma foto pode dar uma pálida idéia de sua beleza. Chega-se ao Old Faithful de carro (amplo estacionamento) e para o Morning Glory é necessário uma caminhada de cerca de dois quilômetros através de uma espaçosa e segura passarela que serpenteia por entre os gêiseres; o caminho é tão bonito que os dois quilômetros passam sem que a gente os perceba, posto que há várias atrações nele.

 

Gustavo no Old Faithful Geyser
Gustavo no Old Faithful Geyser

 

Edith e os gêiseres
Edith e os gêiseres

 

Old Faithful Geyser
Old Faithful Geyser

 

Morning Glory Pool: o poço é assim chamado por sua semelhança com a flor de mesmo nome
Morning Glory Pool: o poço é assim chamado por sua semelhança com a flor de mesmo nome

 

Não há o que comprar, sequer para beber, fora do Posto Central. Previna-se, pois a necessidade de água é grande. Banheiros só no mesmo Posto, então o negócio é “desabastecer” e pegar o caminho de qualquer passarela, todas levam a um lugar bonito.

Camisetas, bonés, chaveiros, souvenirs em geral, com motivos do Parque, somente são encontrados nas duas lojas existentes no Posto Central. Na cidade de West Yellowstone não existem itens interessantes. Do Zé Colméia, o Yogi Bear, nem pensar, não há uma única menção sequer ao personagem. ”

 

Brazucas e os gêiseres
Brazucas e os gêiseres

 

Na próxima sexta feira, vamos continuar seguindo este casal adorável pelas estradas americanas, rumo ao Monte Rushmore e aos Contatos Imediatos do Terceiro Grau (clique neste link)… Até lá!

Deslocamentos dentro da Europa: de trem ou de avião?

Existem alguns fatores que devem ser levados em conta na hora de tomar essa decisão. Os mais relevantes são: preço, tempo de viagem e comodidade.

Quando se trata de avaliar o preço, você deve orçar três opções possíveis:

 

  1. Um único bilhete de avião, com as paradas previstas. No site da companhia aérea, ao fazer a simulação, escolha a opção “múltiplos destinos” e já inclua todas as cidades. Por exemplo: Rio – Paris dia 28/9; Paris – Londres dia 4/10; Londres – Rio dia 10/10. Dependendo da companhia e do número de paradas, isto tanto pode sair caríssimo quanto uma ótima pedida. Confira também o valor do bilhete de ida e volta simples.
  2. Bilhete de avião interno em companhia low cost. Às vezes, há precinhos inacreditáveis! Sugiro que você pesquise em um site “genérico”, tipo  eDreams ou Decolar, escolha a companhia e depois, se for efetivamente comprar o bilhete, entre diretamente no site da companhia aérea, para comparar. Não esqueça de que os sites de busca cobram um taxa de serviço no final. Some o custo dos diferentes bilhetes internos com o do seu vôo do Brasil e compare com o anterior.
  3. O trem na Europa não é tão barato quanto você poderia pensar. Pode custar o mesmo que um bilhete de avião. Mas é possível encontrar uma boa promoção. Em geral, os sites das companhias ferroviárias de cada país oferecem melhores preços do que os sites “genéricos”, como o Rail Europe, mas você deve pesquisar. Seguem os links específicos de alguns países:

 

França

Reino Unido

Itália

Espanha

Portugal

Suíça

Alemanha

Outro fator importante é o tempo de viagem. Aqui, não se deve considerar somente a duração marcada no bilhete, mas o tempo total, incluindo o deslocamento para o aeroporto, tempo de check in, etc. Geralmente, os aeroportos são distantes do centro da cidade, enquanto as estações de trem costumam ser bastante acessíveis. Além disso, para o trem, você não precisa chegar com tanta antecedência. O trajeto Paris-Londres, por exemplo, acaba dando aproximadamente o mesmo tempo total, pois os aeroportos de Heathrow e Charles de Gaulle são distantes do centro e o Eurostar é um trem de alta velocidade, que faz o trajeto em 2h30min. Quando a distância é muito grande, ou não há trens diretos, o vôo pode compensar.

 

Finalmente, o fator comodidade. Se os dois quesitos anteriores empatarem, eu sempre vou preferir o trem. Aliás, mesmo que o avião ganhe de pouco, no preço e no tempo. Aeroporto é uma chatice, tem que despachar e resgatar malas, entrar em fila, passar no controle de passaporte, etc. Para pegar o trem, você chega na estação uns 20 minutos antes, entra com a sua mala (perto de cada porta de entrada há um local para deixar as bagagens), depois sai e pronto. A exceção é o Eurostar para Londres, onde você terá de chegar uma hora antes e passar pelo controle de passaporte, mas mesmo assim é beeeem mais prático do que pegar um avião. Sem contar o stress para quem tem medo de voar… A viagem de trem, ainda por cima, tem um benefício adicional: é um grande passeio. Você compra um lanchinho com champagne no vagão restaurante e relaxa, apreciando toda a paisagem na janela!

 

Quanto aos famosos passes de trem, eu acho que só valem à pena se você pretende visitar muitas cidades em um curto espaço de tempo. Neste caso, é bom comparar os preços com o aluguel de carro. Eu usei o Europass quando viajei sozinha, na casa dos 20 anos, e foi perfeito. Porém, se vão duas ou mais pessoas, dependendo do roteiro, o carro pode ser mais barato, além de dar mais liberdade. Por outro lado, o carro só é prático quando se trata de um passeio pelo interior, percorrendo pequenas cidades e vilarejos (Toscana, Costwolds ou Provence, por exemplo). Quando o roteiro foca nas capitais e cidades maiores, onde há dificuldade de estacionamento e o transporte público é eficiente, recomendo fortemente a opção pelo trem.

 

Da estação de trens no Aeroporto de Paris, é possível partir diretamente para toda a Europa
Da estação de trens no Aeroporto de Paris, é possível partir para qualquer lugar da Europa

 

Minha velha amiga Estação de Arras, rumo ao Centre de Formation Philippe Campignion
Minha velha amiga Gare d’Arras, para onde pegamos o TGV (trem de alta velocidade) rumo ao Centre de Formation Philippe Campignion

 

A Europa entrelaçada e conectada
A Europa entrelaçada e conectada

 

Bem, com todos estes elementos, acredito que você esteja devidamente equipado para tomar suas decisões. Agora é só escolher o roteiro!

E se precisar de mais alguma dica, poste aqui nos comentários. Será um prazer te ajudar.

Fisioterapeutas a bordo

Dentro de um ano, 40 fisioterapeutas brasileiros realizarão um sonho: fazer um curso com o célebre professor Philippe Campignion, em seu próprio centro de formação, no norte da França. A partir de hoje, começarei a dedicar posts regulares a este projeto que venho desenvolvendo com tanta empolgação!

O curso será restrito a fisioterapeutas com formação completa no método de Cadeias Musculares e Articulares GDS. As vagas se esgotaram nas primeiras horas de divulgação. Conseguimos uma parceria com a Air France, que concederá desconto nas passagens de participantes e acompanhantes, e dentro de alguns dias poderemos dar a largada nos preparativos. Todas as informações estão no site da Kiné Clínica de Fisioterapia e Centro de Formação.

 

É assim que nosso curso aparece no site da Air France, quando entramos com o código de acesso
É assim que nosso curso aparece no site da Air France, quando entramos com o código de acesso

 

As atividades no pequeno vilarejo de Camblain l’Abbé durarão apenas 4 dias, sendo a primeira turma de 13 a 16 de julho e a segunda de 3 a 6 de agosto de 2015. É óbvio que ninguém vai se despachar para o outro lado do oceano pra bater lá e voltar, já soube até que vai ter uma caravana dos maridos… 🙂 Por isso, vou publicar muitas dicas sobre onde ir e o que fazer antes e depois de queimar os neurônios com os estudos de casos do nosso mago da biomecânica.

Estou disponível para ajudar também com as passagens de trem, é só me avisar!

 

A viagem de Paris a Arras dura 50 minutos no trem de alta velocidade (TGV)
cópia de Camblain
Da estação de trens em Arras, vamos de táxi até Camblain l’Abbé

 

Minha primeira visita à França foi em 1997. Uma viagem que mudou minha vida para sempre. Fui fazer minha formação em Cadeias Musculares e Articulares GDS, onde conheci Philippe Campignion, professor que se tornou minha grande referência profissional e com quem trabalho até hoje. Foi também a primeira grande viagem que planejei (os primórdios da Renatours), ainda na idade da pedra da internet. Depois do curso, passei um mês e meio de sonho, pela Europa, sozinha, foi uma experiência e tanto! Fiz outros pequenos cursos, rodei pela Provence e, principalmente, vivi uma das grandes emoções da minha história: o Festival de Salzburg, uma dos maiores ícones mundiais em música clássica. Mas tudo isso é tema para outras publicações…

Naquela época, quem quisesse aprender o Método GDS de Cadeias Musculares, tinha que iniciar o curso em São Paulo e depois fazer dois módulos super intensivos na Europa (um na França e outro na Bélgica). Isso durou até o ano 2000, quando passamos a ter a formação completa em São Paulo. Desde 2008, a formação acontece também aqui no Rio, sob minha coordenação e com uma equipe de professores super competente, e é por isso que eu viajo tanto para a França! Nestes 14 anos, mais de 300 fisioterapeutas se formaram no Brasil. E a gente começou a perceber que muitos tinham um desejo secreto… Conhecer pessoalmente o Centro de Formação Philippe Campignion, para beber diretamente da fonte. Mas como, sem falar francês?!

Foi então que pintou essa ideia bacana! Organizar um curso para fisioterapeutas brasileiros, lá em Camblain l’Abbé, com tradução para o português. A proposta fez tanto sucesso que tivemos de abrir uma segunda turma, e mesmo assim estamos com uma longa fila de espera. Estou desconfiada de que ainda faremos mais “excursões terapêuticas” deste tipo…

Enquanto isso, renovem seus passaportes e preparem-se para nossa contagem regressiva coletiva!

 

Philippe e Lori Campignion, com seus netos, nos esperam no ano que vem!
Philippe e Lori Campignion, com seus netos, nos esperam no ano que vem!

Direto do cinema para o aeroporto

Na coluna “Meus 5 favoritos” de hoje, o assunto é cinema. Quando parei pra pensar nos filmes que me deram uma irresistível vontade de viajar imediatamente, a lista cresceu rapidinho. Mas a proposta é escolher cinco, então fiz uma opção eclética e afetiva… Vamos lá:

 

1- Todos dizem eu te amo, de Woody Allen (EUA, 1997)

Não dá nem pra enumerar quantos filmes lindos foram rodados em Paris, mas Woody Allen, dançando com Goldie Hawn, às margens do Sena, dá vontade de sair correndo para o primeiro balcão da Air France!!!

2- Mediterrâneo, de Gabriele Salvatore (Itália, 1991)

Uma comédia deliciosa, em que um grupo de soldados italianos é deixado para trás numa pacata ilha grega, durante a Segunda Guerra. Os rapazes logo descobrem que não poderia ter lhes acontecido nada melhor! Paisagens mediterrâneas de tirar o fôlego e cinema da melhor qualidade.

3- Sob o sol da Toscana, de Audrey Wells (EUA e Itália, 2003)

Comédia romântica sessão da tarde, que te dá ímpetos incontroláveis de imitar a protagonista, partindo de mala e cuia para o interior da Itália.

4- Gabbeh, de Mohsen Makhmalbaf (Irã, França, Inglaterra e Alemanha, 1996)

Foi o primeiro de muitos filmes iranianos a que tive o prazer de assistir. Uma obra de arte cheia de sensibilidade, suavidade e beleza. A cultura persa desfiada nos detalhes de um tapete. Poucas vezes a fotografia e as paisagens em um filme me deixaram tão extasiada. Bateu um desejo de passear pelos desertos e oásis do Irã…

5- A noviça rebelde, de Robert Wise (EUA, 1965)

Por essa você não esperava, não é? Mas eu preciso confessar que, quando estive em Salzburg, em cada esquina me lembrava deste filme, um dos meus favoritos de toda a vida. A doida aqui chegou ao ponto de caminhar pela Mirabellplatz cantando Do Re Mi (na cabeça, em silêncio…), seguindo o trajeto (sem dançar…) e visualizando mentalmente a coreografia das crianças. Esse musical me lembra de como Salzburg é mágica e me faz querer voltar lá milhares de vezes.

 

As crianças von Trapp cantaram Do, Re, Mi na charmosa Mirabellplatz
As crianças von Trapp cantaram Do, Re, Mi na charmosa Mirabellplatz
Salzburg 2
Salzburg vista do convento em que viveu Maria von Trapp. Só no filme, pois na verdade a construção era uma fortaleza!

 

Esta é uma das minhas possíveis listas de 5 favoritos. E você? Que filmes te ejetam do sofá direto pro avião? Conta pra mim, aqui nos comentários! Já vou fazer a pipoca…

 

Croissants e macarrons

Este é o último post da série sobre o ritual do chá em Londres e Paris. Os lugares que vou citar hoje têm uma particularidade: ao contrário do Mariage Frères, tema do texto anterior, onde o chá propriamente dito é a “diva” absoluta, nestas casas a gulodice fala mais alto. Eles até oferecem chás deliciosos, mas você não irá até lá por causa disso, e sim pelas guloseimas inesquecíveis ou pelo local em si.
É o caso dos macarrons Ladurée, uma verdadeira instituição parisiense. Você os come com a boca e, principalmente, com os olhos. O de cereja é uma perdição. Ainda mais acompanhado de um chá de violeta, que eu sempre trago pra casa. Existem salões de chá Ladurée em diversos lugares, inclusive dentro das lojas de departamentos. Eu costumo frequentar o da Rue Bonaparte. Aliás, tornou-se uma tradição para mim: como o vôo chega de manhã, largo as malas no hotel e,  já que ainda não é hora do check in, vou tomar um brunch neste pequeno paraíso. A omelette que eles servem lá é a melhor que eu já comi na vida! E as viennoiseries… Não perca o croissant de pistache e amêndoas. Sem contar que o ambiente e a decoração são uma verdadeira viagem à belle époque. Atração incontornável!

 

Café da manhã na Maison Ladurée
Café da manhã na Maison Ladurée
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A viagem era a trabalho, mas me diverti muito com Mônica e Pat, tomando um brunch na Ladurée da Rue Bonaparte!

 

Ladurée na loja de departamentos Printemps
Ladurée na loja de departamentos Printemps

 

Outro local que gosto bastante, especialmente quando a idéia não é me perder em um ritual gastronômico sem hora para acabar, é o Paul. Tem em tudo quanto é canto, inclusive na estação de trem dentro do aeroporto. É o que eu mais frequento, aliás, pois muitas vezes, em minhas viagens de trabalho, nem chego a passar em Paris, vou direto para Arras. Eu sei, quase uma heresia, descer em Charles de Gaulle e não colocar meus pezinhos de fada na Cidade Luz (como diria minha amiga Anna). Mas nem sempre é possível… Enfim, o Paul também tem ótimos croissants, macarrons e sanduíches, além de opções de café da manhã ou brunch.

Um lugar especial, que eu conheço há pouco tempo, é o Museu Jacquemart-André. É um palacete belíssimo, que pertenceu a um casal de colecionadores de arte, e permanece decorado como no tempo em que eles lá viviam, no final do século XIX. Além dos móveis e objetos que te transportam para a vida deles, como em uma máquina do tempo, o acervo de obras de arte é de fato impressionante, principalmente se levarmos em conta que é uma coleção particular. Esta visita encantadora inclui um salão de chá, com vista para o jardim, onde você encontrará sanduíches, saladas e doces franceses de tirar o fôlego. O museu fica no Boulevard Haussmann 158. Todas as informações práticas estão disponíveis no website.

 

Mamãe escolheu a tartelette de amoras, no Café Jacquemart-André
Mamãe escolheu a tartelette de amoras, no Café Jacquemart-André

 

Finalmente, se você não está muito a fim de chá, pode experimentar o melhor chocolate quente de Paris, na Maison Angelina. Um salão decorado com o máximo requinte, atendimento excelente e a fina flor da patisserie francesa completam a receita para uma experiência inesquecível.

Difícil será escolher, entre todas essas delícias…