Respirando ares franceses (post-índice)

Há 2 anos, duas turmas de brasileiros foram ao Pas de Calais, no norte da França, para fazer um curso de pós-formação em Cadeias Musculares e Articulares GDS, com um dos mais célebres fisioterapeutas da atualidade, o professor Philippe Campignion.

O post Fisioterapeutas a bordo foi o primeiro que escrevi no modo “guia de turismo fisioterapêutico” (kkkk) e conta um pouco da história deste projeto delicioso.

É hora de partir novamente com um bando de fisioterapeutas e educadores físicos brasucas, desta vez para um curso sobre a Respiração. Faltam menos de 4 meses, a aventura começa dia 11 de novembro.

 

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Lori Campignion com Dominique, dona do Chez Mimi, um dos albergues que vão receber nossa turma em novembro

 

Parceria com a Air France para desconto nas passagens; bilhetes de trem para Arras comprados, para todos no mesmo vagão; albergues exclusivos reservados em Camblain l’Abbé; carros alugados pra transportar a galera entre o Centre Philippe Campignion e o nosso querido restaurante La Rénardière (onde almoçaremos todos os dias)…. Preparativos finalizados! É só arrumar as malas!  Respirem fundo e preparem-se para ares gelados!

 

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Eu e o mestre Philippe Campignion, esperando vocês no reduto brasuca do Pas de Calais!

Encerrando oficialmente os trocadilhos com o tema do curso, organizei este post-índice para dar um pouco de inspiração àqueles que ainda não planejaram o pré e pós, e também para já dar um gostinho antes da partida. É só clicar no título para abrir o texto. E seja bem vindo a comentar e contribuir. Mesmo que você não vá estudar com a gente em Camblain, pode aproveitar as dicas. Afinal, não se vai a Paris somente pra trabalhar, né? 😉

 

Sobre Paris

Algumas dicas essenciais de Paris

Para não dar com a cara na porta: dias de fechamento das principais atrações de Paris

Museus em Paris que valem a visita – Parte 1

Museus em Paris que valem a visita – Parte 2

Museus em Paris que valem a visita – Parte 3

Museu Nacional de História Natural: um programa diferente em Paris

5 lojas de roupa de criança em Paris

5 lojas de brinquedos em Paris

5 dicas de uma chef brasileira em Paris

Pascade: uma experiência gastronômica única em Paris

Croissants e macarons

A arte francesa do chá

 

Sobre transportes, estações e planejamento em geral

Deslocamentos dentro da Europa: de trem ou de avião?

Aeroportos e estações de trem na França: modo de usar

Passo a passo para comprar sua passagem com o desconto especial do evento

Embarque autorizado para fisioterapeutas

 

Sobre Arras e o Centre de Formation Philippe Campignion

Fisioterapeutas a bordo

Diretamente do Norte da França!

Ainda pelo Norte da França

 

Sobre um toque especial e viajar com crianças

10 dicas de viagem que só uma mãe pode dar

Dicas básicas para viajar com crianças

Poupando suspiros

Formulando encantamentos

Um dia (feliz) no museu

O que meu filho aprendeu viajando

 

 

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Centre de Formation Philippe Campignion. Vai estar frio, mas é sempre lindo!

Lucerna e Salzburg: o coração da música

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No ano retrasado, escrevi este post sobre minha wish list, comentando que, até o meu aniversário de 2015, já teria realizado o primeiro sonho da lista. Terminei o texto dizendo que adoraria que este hábito se tornasse constante…. De fato, passei o último verão na Escócia e já contei um pouquinho aqui (neste post e também neste). Pois não é que este ano, bem no dia em que farei 44 primaveras, Daniel Barenboim vai reger a West Eastern Divan Orchestra (projeto que lhe rendeu uma indicação ao Nobel da Paz) “só pra mim”, em pleno Festival de Lucerna? Bem… Na verdade, só pra mim, pro Alexandre, pro Dudu, pra minha mãe, pro meu pai e  para todos os outros afortunados que garantiram ingressos para um dos maiores eventos de música clássica do mundo. Como se não bastasse, vamos emendar no Festival de Salzburg, com uns passeios de carro na Suíça, Alemanha e Áustria pelo meio. Afinal, temos concerto toda noite, mas o dia é longo e as distâncias são curtas!

cópia de barenboim

Para quem quer fugir da loucura do Rio nas Olimpíadas, é uma boa pedida. Para mim, foi perfeito, pois ambos os festivais acontecem sempre em agosto e, este ano, excepcionalmente, as férias escolares vão permitir esta escapada “fora de época”.

Alguns concertos já estão esgotados (eu mesma, apesar de madrugar no computador, não consegui lugares para o Gustavo Dudamel). Mas muita coisa boa ainda está disponível. Nosso programa inclui ainda a Ópera de Marionetes, super tradicional em Salzburg, em que assistiremos “A Noviça Rebelde”.

Claro que o Dudu só vai a alguns espetáculos. Embora seja fã de música, ele ainda é pequeno para esta maratona restrita aos viciados. Algumas noites, ele vai dar um passeio com o papai, enquanto mamãe, vovó e vovô estarão no teatro. Mas já fiz um super planejamento pra eles, que inclui, por exemplo, aluguel de bicicleta para circular em volta do Lago Lucerna, ou visitar o incrível Museu de História Natural de Salzburg. Ainda tenho muito pra contar, vamos aos poucos…

Se você se animou, pode checar o programa e comprar os ingressos nestes sites:

Festival de Salzburg: http://www.salzburgerfestspiele.at/summer

Festival de Lucerna: https://www.lucernefestival.ch/en/program/summer-festival-2016

Ópera de Marionetes em Salzburg: http://www.marionetten.at/index.php

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O roteiro inclui muitas outras delícias culturais, aventureiras, esportivas e gastronômicas, que vou desfiando aos pouquinhos… Espero continuar realizando um sonho a cada aniversário, sempre com a família em volta. Da próxima vez, quero irmão, cunhada e sobrinhos no bonde!

E aí, se animou? Quem sabe te encontro por lá? Como diriam os suíços… Bis dann!

Pascade: uma experiência gastronômica única em Paris

Em minha última passagem pela capital mundial da gastronomia, tive a sorte de conhecer este pequeno bistrô, pertinho da Opera Garnier. Estava por lá a trabalho, com três amigas, e saímos para jantar com a professora Gisèle Harboux e seu marido Christien, parisienses apaixonados pela boa cozinha.

A parisiense Gisêle Harboux, além de compartilhar conosco seu conhecimento sobre cadeias musculares, nos fez descobrir algumas delícias gastronômicas da sua cidade!
A parisiense Gisêle Harboux, além de compartilhar conosco seu conhecimento sobre cadeias musculares, nos fez descobrir algumas delícias gastronômicas da sua cidade!

O chef Alexandre Bourdas pratica sua arte na Bretanha, há bastante tempo, no restaurante SaQuaNa: célebre, concorrido e estrelado no guia Michelin. Recentemente, abriu esta versão mais despojada e mais acessível, no centro de Paris, aparentemente sem perder a qualidade.

A Pascade é uma receita típica da Páscoa na região dos Pirineus, e se trata de uma espécie de massa de pão, crocante por fora e macia por dentro, que serve como “ninho” para todas as criações culinárias da casa, de massas a peixes, de saladas a sobremesas. Segundo a descrição do site: “crépe suflê da região do Aveyron, ligeiramente caramelizado, guarnecido de composições extraídas de nossa inspiração gourmet”. Diferente e delicioso! O fato de que todos os pratos sejam servidos dentro da pascade provoca, ainda, um efeito estético bastante interessante.

Eu escolhi uma salada com salmão, queijo de cabra e mil outros detalhes. Fui a única do grupo a não optar pelo menu completo.
Eu escolhi uma salada com salmão, queijo de cabra e mil outros detalhes. Fui a única do grupo a não optar pelo menu completo.

Pode-se escolher o menu a preço fixo (32 euros), com entrada, prato principal , salada e sobremesa, ou então opções à la carte. As sobremesas são um sonho! Há bons vinhos para todos os bolsos. Vale dizer que, apesar de estar na moda, ter uma qualidade excepcional e estar muito bem localizado, o restaurante não vai exigir que você penhore as jóias da família para pagar a conta: não é super barato, mas é perfeitamente viável. É aconselhável, entretanto, fazer reserva (neste link).

As indescritíveis "mini pascades sucrées" ou "pequenas pascades doces".
As indescritíveis “mini pascades sucrées” ou “pequenas pascades doces”.

O Pascade fica na Rue Daunou 14, 75002. Abre das 12 às 23h, de terça a sábado.  Atenção: o restaurante fecha por 2 semanas em agosto, para férias (tipicamente francês…). É bom consultar o site para confirmar as datas!

A poucos passos do Palais Garnier, é uma excelente opção para depois do espetáculo. Não deixa de ser uma maneira de perpetuar a experiência artística, mesmo depois de fecharem-se as cortinas…

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Terminados os aplausos para o Ballet da Opera de Paris, começaram os suspiros pela arte de Alexandre Bourdas!

Ainda pelo Norte da França…

Bem, na verdade eu já estou de volta… Mas gostaria de compartilhar mais um pouquinho dos momentos bacanas desta semana que passei no Pas de Calais. A região da França que faz fronteira com a Bélgica tem como capital a linda cidade de Arras. Toda aquela área foi palco, por vários séculos, de disputas territoriais entre a “França” (mesmo antes de existir, de fato, o Estado francês) e Flandres, que hoje constitui, basicamente, a Bélgica. Por isso, a arquitetura de Arras é muito semelhante à que encontramos em Bruxelas ou Brugges, por exemplo, com as praças rodeadas por típicas construções em estilo flamengo.

Arquitetura flamenga e delícias culinárias em Arras
Arquitetura flamenga e delícias culinárias em Arras

O centro da cidade é pequeno e pode ser percorrido facilmente a pé. Tanto a Grande Place como a Place des Héros são cheias de restaurantes, bares e lojinhas.

Grande Place
Grande Place
No fim da rua, a Catedral de Arras
No fim da rua, a Catedral de Arras
Grande Place, com o Beffroi (o salão comunal da cidade)
Grande Place, com o Beffroi (o salão comunal da cidade)

O belo edifício do Beffroi (salão comunal de Arras) é o ponto de partida para uma curiosa visita aos subterrâneos. O Norte da França atrai muitos turistas  interessados nos locais marcados pela Segunda Guerra Mundial, particularmente na Normandia. Arras faz parte deste circuito e tem uma considerável importância histórica neste sentido. Todas as caves (adegas) da cidade são interligadas no subsolo. Durante a guerra, uma famosa batalha terminou em derrota para a Alemanha, pois os aliados conseguiram passar todo um exército por baixo da terra, surpreendendo os inimigos. Para percorrer estes caminhos, é necessário fazer uma visita guiada.

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Beffroi d’Arras

Desta vez, só tenho fotos noturnas. Estava em Camblain l’Abbé a trabalho e só fui ao centro de Arras para jantar. Aliás, o restaurante marroquino La Mamounia, ao lado da Grande Place, é uma completa perdição. Atendimento excelente, ambiente agradável e a comida… Nem tenho palavras! Eu escolhi o tajine de boulettes (uma espécie de almôndega de carne de vaca e cordeiro), com ameixas, damascos e amêndoas. O carro chefe da casa é o Cuscuz Royal.

Jantar delicioso no La Mamounia
Jantar delicioso no La Mamounia

Para chegar em Arras, é só pegar o TGV (trem de alta velocidade) na Gare du Nord (Paris) ou no próprio Aeroporto Charles de Gaulle. A viagem dura entre 45 e 50 minutos. E o povo do norte é conhecido como o mais acolhedor do país!

Até breve, Arras!
Até breve, Arras!

 

 

 

Diretamente do norte da França!

Hoje eu escrevo daqui de Camblain l’Abbé, na região do Pas de Calais, norte da França. Neste bucólico vilarejo vive o biomecanicista Philippe Campignion, diretor mundial da Formação em Cadeias Musculares e Articulares GDS, de quem tenho o privilégio de ser assistente. Enquanto trabalho no curso, aproveito para organizar os detalhes da “peregrinação” que os fisioterapeutas cadeístas brasileiros farão em 2015, para finalmente conhecerem o Centre Philippe Campignion. Toda essa produção é feita em parceria com Lori Campignion, esposa do Philippe, que responde por toda a administração do centro de formação. Bem pertinho da residência deles, onde fica a sala de cursos, está situado o albergue Le Refuge, também de propriedade do casal Campignion. Eles transformaram esta casa charmosa em um “gîte” (hospedagem rural), exclusivamente para abrigar os alunos.

Um dia lindo na casa de  Lori e Philippe Campignion
Um dia lindo no “gîte” Le Refuge
Lori e eu estamos preparando tudo para a chegada dos brasileiros no ano que vem!
Lori e eu estamos preparando tudo para a chegada dos brasileiros no ano que vem!

 

Desta vez, eu estava muito bem acompanhada por três amigas queridas e competentes: Sylvia Azevedo, Patrícia Gebara e Maíra Maneschy. Já testamos e aprovamos o restaurante onde todo o grupo vai almoçar nos dias de curso.

Brasileiras invadem o norte da França!
Brasileiras invadem o norte da França!
Recém inaugurada, esta pequena taberna tem um ambiente super acolhedor, e a comida estava uma delícia
Recém inaugurada, esta pequena taberna tem um ambiente super acolhedor, e a comida estava uma delícia
Com Philippe, curtindo um restaurante tipicamente francês
Com Philippe, curtindo um restaurante tipicamente francês

Nos intervalos do curso, é possível relaxar no jardim com uma xícara de chá. Demos a sorte de ter até um solzinho, todos os dias! Trabalhar assim é realmente um prazer!

Um jardim agradável e convidativo para o bate-papo dos intervalos
Um jardim agradável e convidativo para o bate-papo dos intervalos
Em frente ao jardim, a sala de curso
Em frente ao jardim, a sala de curso

 

E então? Passagens compradas? Camblain l’Abbé está te esperando! Será uma experiência inesquecível…

 

5 dicas de uma chef brasileira em Paris

Joana Carvalho vive em Paris há 5 anos. Natural de Barra do Piraí, interior do estado do Rio de Janeiro, vem preparando delícias em lugares como Le méridien, Traiteur Lenôtre e Restaurant Pré-Catelan. Já ministrou uma série de oficinas de cozinha para crianças no Jardin d’Acclimatation e exercitou seus talentos de chefe patissière em boulangeries como Le Coquelicot e La Pompadour. Há dois anos, fundou sua Cuisine Rouge, onde dá cursos de culinária e Food Design, além de organizar jantares gourmet personalizados, em seu próprio apartamento em Montmartre.

Então, seremos brindados hoje com as 5 recomendações gastronômicas preciosas desta talentosa chef. Com a palavra, Joana Carvalho!

 

Joana Carvalho, chef brasileira em Paris
Joana Carvalho, chef brasileira em Paris. Fonte: Cuisinez au naturel
No Jardin d'Acclimatation, as crianças aprendem os segredos da patisserie
No Jardin d’Acclimatation, as crianças aprendem os segredos da patisserie

 

1- Todas as tortas de fruta da Tarterie les Petits Mitrons, que fica em Montmartre, na Rue Lepic.
Elas são simples e despretensiosas, ácidas na medida certa e o melhor, caramelizadas por baixo. Ainda não consegui descobrir o segredo deles, mas me aguardem. Provar frutas que não existem no Brasil como mirabelles ou ruibarbo, uma boa experiência gastronômica.
2-Comida vietnamita no Tintin, 17, rue Louis Bonnet no 11eme, principalmente se você é fã dos sabores agri-doces e texturas leves e frituras crocantes da cozinha asiática.
3- Le Caillebotte, neobistrot, ou seja, a cozinha de bistrot tipicamente francesa em versões mais leves e modernas, decoração de cores claras e materiais simples. O chef Franck Baranger, depois do sucesso do seu bistrot mais tradicional, o Pantruche, que ganhou vários prêmios nos guias da cidade resolveu apostar nesse novo projeto igualmente bem-sucedido, apesar do pouco tempo. Preços bacanas e excelente carta de vinhos.
4- Qualquer restaurante judeu da Rue de Rosiers, no Marais, você vai comer os falafels mais crocantes e saladas fresquinhas em forma de sandwiches ou em pratos cheios de variedade para as papilas. Hummmm
5- E a minha feijoada. Se bater saudade do Brasil em Paris é só ligar que eu recebo em casa ou levo até você uma feijoada especial, com linguiças francesas e carne seca, farofa, couve refogadinha, mandioca frita, laranja. Com direito a caipirinhas e já descrita como “a alta costura da feijoada”, por uma fã que não é a minha mãe 🙂
Clique aqui para acessar a página do Cuisine Rouge, laboratório onde Joana serve jantares em casa, dá cursos e testa as receitas dos projetos mais variados, que falam da sua maior paixão: comida!!!
Que tal um almoço gourmet a dois, num típico apartamento parisiense?
Que tal um almoço gourmet a dois, num típico apartamento parisiense?
Em sua Cuisine Rouge, Joana organiza jantares personalizados
Em sua Cuisine Rouge, Joana organiza jantares personalizados
A receita destas Aiguilletes de frango em tempura de cerveja estão no site Cuisinez au naturel
A receita destas Aiguilletes de frango em tempura de cerveja estão no site Cuisinez au naturel
Hoje estou embarcando para Paris. Espero experimentar alguma destas delícias! E você, ficou com água na boca?

De carro pelo Velho Oeste – Parte 4: Sedona e a Rota 66

Nesta série de posts, você conheceu os intrépidos Gustavo e Edith, que adoram viajar de carro pelos Estados Unidos. A viagem que eles compartilharam com a gente aqui no blog foi uma “roundtrip”, partindo de Las Vegas e seguindo para Salt Lake City, Parque Yellowstone, Cody, Gillete – Devil Tower – Rapid City (Monte Rushmore), Sidney (NE), Pueblo, Albuquerque, Flagstaff – Sedona e de volta a Las Vegas.

De todo este roteiro, o Gustavo selecionou os locais mais interessantes e contou pra nós, em ordem de aparição nos posts: Yellowstone (Parte 1), Cody e Devil’s Tower (Parte 2), Monte Rushmore (Parte 3) e, finalmente, Sedona, que será tema deste texto. Deixo a palavra com o Gustavo:

A cor avermelhada dos morros que caracterizam a região
A cor avermelhada dos morros que caracterizam a região

“Na continuação da nossa viagem, que começou e acabou em Las Vegas, passamos pelos estados do Novo México e do Arizona. Utilizamos a rodovia I-40, que em um bom trecho a partir de Oklahoma substituiu a romântica e carismática Route 66.

Vimos grupos de motoqueiros passeando na antiga Rota 66 quando ela não era sobreposta pela I-40.

Em alguns trechos, o traçado da antiga rodovia foi aproveitado e a nova se sobrepõe à antiga, só que bem mais ampla.

Por cerca de 600 quilômetros estivemos em pleno convívio com o charme do passado e a modernidade do presente.

O mapa da antiga Rota 66
O mapa da antiga Rota 66

Ao transitar por aquela(s) estrada(s) compreende-se o que significavam aquelas vastas planícies áridas e açoitadas, não raro, por fortes ventos a levantar sua poeira. Tivemos a oportunidade de apreciar o fenômeno de uma “tempestade de poeira” de intensidade muito fraca, já na planície do Arizona. Quando elas são fortes constituem problema sério.

Hospedamo-nos em Flagstaff, em setembro, fora da temporada de esqui, portanto. A cidade é ainda hoje cortada pelo traçado original da Rota 66, há inúmeras placas a nos lembrar disso.

De Flagstaff a Sedona, ambas no Arizona, não se leva uma hora, é rápido e o trajeto é surpreendentemente belo.

Sedona é uma cidade envolta em misticismo, cheia de histórias fantásticas e misteriosas, verdadeiras ou não,  e rodeada de morrotes e morros de cor avermelhada. A cidade não tem um Centro tal como conhecemos, ela é dispersa ao longo da própria estrada. Se o viajante não estiver atento e /ou não souber disso, passa direto, que foi o que nos aconteceu. Em um centro de Atendimento ao Turista fomos devidamente informados da particularidade da cidade, recebemos um mapa, e soubemos também que é a pergunta mais frequente :”Onde fica o Centro?” Não fica. Há muitas placas indicando o caminho para trilhas a pé, de graus diversos de dificuldade, que conduzem às partes altas dos morros que cercam a cidade.

Sedona
Sedona
Entrada para uma das trilhas
Entrada para uma das trilhas
Arredores de Sedona
Arredores de Sedona
Sedona
Sedona

Embora não estivesse na nossa programação entramos pela Coconino National Forest, um Parque de onde se tem acesso mais próximo às desafiadoras rochas vermelhas. Ali há uma pequena capela, incrustrada nas rochas, destoando completamente do meio-ambiente que a cerca, construída em cimento aparente e de gosto questionável. Mas serviu para as nossas preces de agradecimento por estar ali a passeio e desfrutando de boa saúde. É a Holy Cross Chapel.”

Holy Cross Chapel
Holy Cross Chapel

 

De lá, o casal seguiu de volta a Las Vegas para o fim da aventura. É claro que o Gustavo já está planejando a próxima… Vamos esperar ele contar aqui no blog!

Embarque autorizado para fisioterapeutas

Os preparativos começam a esquentar para os 40 brasileiros que vão para o norte da França em julho e agosto de 2015. O primeiro grupo fará sua reciclagem com o grande biomecanicista Philippe Campignion de 13 a 16 de julho, o segundo de 3 a 6 de agosto. Ontem, eu comprei minhas passagens. Vou com Alexandre e Dudu, de Air France, dia 11 de julho às 19:05 e só volto dia 8 de agosto às 23:25. Quem quiser pegar os mesmos vôos, pra ir com a gente no mesmo avião e trem, seja bem vindo! Estaremos presentes em ambos os cursos, não só porque estamos organizando, mas também porque serei responsável pela tradução para o português. Entre estas duas atividades, me restarão 17 lindos dias de verão para merecidas férias, que depois eu conto como serão… Se você quer mais informações sobre o curso, clique aqui!

No primeiro post que publiquei sobre o assunto das passagens, mostrei uma pesquisa de preços de bilhetes aéreos, com os links para as companhias. É preciso saber que pode haver alguma variação ao longo do tempo. Além disso, o euro andou subindo. Hoje, por exemplo, a Lufthansa já não está tão barata quanto antes. Por outro lado, o preço da Tap está excelente, apesar do vôo de volta ser diurno. É altamente recomendável refazer a pesquisa na hora de comprar. Sempre lembrando que a única que faz vôo direto Rio-Paris-Rio é a Air France.

A escolha da companhia aérea é uma questão de prioridades. Você encontra preços mais baixos nos sites de passagens, porém vai ter que encarar longas esperas em conexões. Talvez você possa se permitir pagar R$ 200,00 a mais por um vôo direto num horário conveniente. Ou talvez esse valor realmente faça diferença no seu orçamento. Ou ainda pode ser que você não dê a mínima para baldeações ou vôos diurnos e prefira, de fato, pagar mais barato. A questão é justamente essa: quão mais caro estou disposta a pagar pelo conforto de um vôo direto?

Como no outro post eu fiz a pesquisa baseada nas datas da primeira turma, desta vez vou privilegiar o pessoal da segunda. Não sei se a maioria vai querer passear antes ou depois do curso, então busquei de 1 a 8 de agosto, somente uma semana. Lembre-se de que a data limite de volta para aproveitar o desconto do evento na Air France é 11 de agosto. Ou seja, se você quer ficar um tempão curtindo a Europa e aproveitar a tarifa reduzida, é melhor programar o lazer antes do dever!  Atenção: mesmo tendo comprado o bilhete no site com a id do evento, é obrigatório apresentar o comprovante de inscrição no curso no balcão do check in.

Ontem, nosso bilhete da Air France com desconto para participantes do evento custou R$ 3.711,29 (11 de julho a 8 de agosto). A tarifa normal, para as mesmas datas, estava R$ 3893,82.

 

Vamos ver como fica a comparação com as demais em agosto?

 

Air France com desconto do evento, vôo direto: R$ 3372,52

Air France com desconto do evento, escala em Amsterdam na volta: R$ 3197,90

Air France sem desconto, vôo direto: R$ 3535,98

Lufthansa, conexão em Frankfurt: R$ 3284,17

Tam, conexão em Guarulhos: R$ 4677,33

Tap, conexão em Lisboa: R$ 2838,73

 

Pois é, a Tap está com um belo preço! Mas no site eles avisam que são poucos lugares por este valor. Pessoalmente, prefiro o vôo direto, ainda mais porque vou com criança. Aliás, um detalhe para quem está levando os filhos: a tarifa reduzida da Air France para o evento não faz o preço diferenciado para crianças. Isto significa que talvez não valha a pena… No meu caso, fizemos assim: o Alexandre comprou com o desconto, eu e Dudu fomos pela tarifa normal. Se você tentar comprar os adultos com o desconto e só as crianças na tarifa normal vai sair uma loucura, pois incidirá a taxa de menor desacompanhado, que é alta. Eu chequei a opção de comprar a passagem do Dudu por telefone, fornecendo o código de reserva dos pais no mesmo vôo, para não constar como desacompanhado. Isso até é possível, só que, neste caso, você paga taxa de emissão do bilhete, o que não ocorre na compra pela internet. Resumo da ópera, se você optar pela Air France: compre um adulto e as crianças na tarifa normal e o outro com o desconto. É a melhor opção, se a sua prioridade for um vôo direto e noturno, na ida e na volta, e se você estiver disposto a pagar esta diferença.

 

A Gare d'Arras, onde o Expresso GDS vai chegar! ;-)
A Gare d’Arras, onde o Expresso GDS vai chegar! 😉

 

Quanto às passagens de TGV (trem de alta velocidade) entre Paris e Arras, só é possível comprar com dois meses de antecedência. Quanto antes, maiores as chances de encontrar promoções. Você provavelmente pagará entre 17 e 25 euros cada “perna”.  É possível pegar o TGV tanto no próprio aeroporto quanto na Gare du Nord, em Paris. Mais perto eu dou notícias precisas sobre horários de trem e o esquema para ir da Gare d’Arras (gare = estação de trens) até os alojamentos e o Centre de Formation Philippe Campignion.

A única dificuldade será manter a turma concentrada no curso depois do almoço, onde normalmente a refeição é regada a certas especialidades da Bélgica e do norte da França…

 

Os alunos europeus bebem cerveja no intervalo do curso e aguentam o tranco. E os brasileiros, vão encarar?
Os alunos europeus bebem cerveja no intervalo do curso e aguentam o tranco. E os brasileiros?

 

Eu estou super animada, e você? 🙂

 

5 restaurantes especiais em Teresópolis – RJ

O inverno está acabando, mas ainda dá tempo de curtir um friozinho na serra! E eu aproveito que hoje é o dia da pátria, para publicar meu primeiro post sobre destinos brasileiros.

Frequento Teresópolis desde a vida intra-uterina e tenho uma relação mais do que afetiva com esta cidade da região serrana, que fica a 1h30min do Rio de Janeiro. Lá, meus pais têm uma casa que é ponto de encontro da família e dos amigos. Hoje em dia, Terê é mais conhecida como a sede da seleção brasileira de futebol, mas seus maiores tesouros são, de fato, o clima e a natureza, além dos excelentes hotéis e restaurantes.

Ficam aqui as recomendações dos meus 5 restaurantes preferidos. Todos são perfeitos tanto para um jantar romântico como para levar as crianças.

 

Comendo bem e curtindo a natureza em Terê
A natureza exuberante de Teresópolis

1- Dona Irene

Rua Tenente Luiz Meirelles, 1800, Bom Retiro. Tel: (21) 2742-2901

O banquete completo tradicional da nobreza russa do século XIX é um clássico há 40 anos. Irene era uma jovem nobre, apaixonada por culinária. Quando houve a Revolução de 1917,  sua família fugiu para a China e de lá, ela e o marido perambularam até chegar em Teresópolis, veja só! Eles logo fizeram amizade com o casal Emília e Hisbello, que se tornou a família deles no Brasil. Dona Irene e Seu Miguel (como eram conhecidos aqui, pois os nomes russos eram complicados…) já se foram há alguns anos, mas Emília e Hisbello perpetuam a tradição. O ambiente é perfeito, desde o atendimento até a decoração (as tradicionais pinturas no teto e paredes foram feitas por uma das filhas de D. Irene). A casa é repleta de fotos e objetos que pertenceram ao casal, inclusive uma fotografia em preto e branco de D. Irene jovem, vestida com a roupa típica de uma princesa russa. Ao fazer a reserva, você escolhe apenas o prato principal. Uma sequência interminável de maravilhosas entradas quentes e frias quase o torna dispensável, porque você tem a sensação de nunca ter comido tanto na vida. Mas é tudo tão gostoso, tão diferente, tão delicado, que sempre dá vontade de provar o próximo. Uma dica: como o prato principal vem servido em travessas, e não no prato propriamente dito, é interessante cada pessoa pedir uma opção distinta, para que todos possam experimentar um pouco. A vodka que acompanha a refeição é produzida na casa, aromatizada e vem à mesa dentro de um bloco de gelo, o que lhe confere uma consistência licorosa. Eu não costumo tomar vodka, mas nada combina tanto com aquela culinária quanto esta clássica bebida. Ainda mais porque Seu Hisbello sempre vem à mesa conduzir o brinde em russo: Na zdaróvia!

Uma pequena observação: a casa não aceita cartões de crédito.

 

Restaurante Dona Irene
Restaurante Dona Irene
O banquete tradicional russo do século XIX
O banquete tradicional russo do século XIX

2- Manjericão

Rua Flávio Bortoluzzi, 314, Alto. Tel: (21) 2642-4242

A melhor pizzaria de Teresópolis. Na verdade, uma das melhores de todo o Rio de Janeiro. Os irmãos André e Beth são vegetarianos, então não espere encontrar presunto ou calabresa no cardápio. Para mim, as pedidas inesquecíveis são a pizza de beringela, a de pesto de manjericão, a de azeitona… Não deixe de experimentar a sangria espetacular, e reserve um espaço para a sobremesa: goiabada cascão com catupiry, derretidos no forno a lenha. Dudu começou a frequentar o Manjericão aos 3 meses, é ótimo para levar crianças. Há inclusive uma salinha com uma única mesa de 10 lugares, ideal para a família completa. Chegue cedo ou faça reserva, se não quiser ficar na fila só sentindo o aroma de pizza quentinha!

Dudu se sente em casa no Manjericão
Dudu se sente em casa no Manjericão

 

3- Crémerie Genève

Estrada Teresópolis-Friburgo, km 16. Tel: (21) 3643-6391

É o único desta lista que não está no centro da cidade, fica no chamado Circuito Terê-Fri, a rota gastronômica e hoteleira entre Teresópolis e Friburgo. A Fazenda Genève produz queijo de cabra de nível internacional. Uma vez, quando o professor francês Dominique Chaland esteve no Rio dando um curso de cadeias musculares, levei-o a Terê e ele provou os ditos queijinhos. Pois ele disse que não deviam nada àqueles produzidos na região da Borgonha, onde ele vive. O restaurante que fica dentro da propriedade oferece culinária suíça de alta qualidade. O magret de pato é de comer suspirando, a truta recheada de queijo de cabra é um espanto, as fondues e raclettes são uma pedida certeira nas noites de inverno. Durante o dia, é possível visitar o capril, as crianças adoram ver os cabritinhos. Além disso, há também um parquinho para os pequenos. E os produtos Genève estão à venda na lojinha…

 

O charme suíço da Crémerie Genève
O charme suíço da Crémerie Genève
Quando ainda não havia crianças na família...
Quando ainda não havia crianças na família…
Visitando os cabritinhos
Visitando os cabritinhos

4- Vila St. Gallen

Rua Augusto do Amaral Peixoto, 166, Alto. Tel: (21) 2642-1575

Uma pequena aldeia alemã está reproduzida neste lugar agradável, que divide seu amplo espaço entre uma cervejaria, um bistrô francês, um restaurante de fondue e a vila em si, onde se pode comprar sorvetes e chocolates, experimentar a culinária alemã, visitar a capela e degustar a já famosa cerveja Therezópolis. Atendimento excelente, cardápio interessante. Um programão!

 

Uma vila alemã em Teresópolis
Uma vila alemã em Teresópolis
A pequena capela da Vila St Gallen
A pequena capela da Vila St Gallen
A aldeia alemã da Vila St Gallen
A aldeia alemã da Vila St Gallen

 

Comida alemã e cerveja Therezópolis
Comida alemã e cerveja Therezópolis

5- Vagão

Av. Lúcio Meira, 855, Várzea. Tel: (21) 2643-3034

Parte das mesas estão na plataforma da estação, outras estão literalmente dentro do vagão de um trem antigo. Dudu simplesmente amou o clima deste restaurante de cardápio bastante variado. Os pratos têm os nomes das estações de trem de diversas cidades do mundo, trazendo um pouquinho da culinária de cada um destes lugares. O forte deles, entretanto, é a carta de cervejas. Alexandre se esbaldou nas loiras alemãs e belgas! Pode isso?! 😉

 

Cervejas alemãs em um antigo vagão de trem
Cerveja belga em um antigo vagão de trem

 

 

 

Museus em Paris que valem a visita – Parte 3

Continuando a série sobre museus em Paris, vamos conversar sobre Picasso, Monet e arte medieval. Mais uma vez, não esqueça de checar o Pariscope, para informações de acesso, dias e horários de funcionamento.

1- Musée Marmottan

A maior parte do acervo do Marmottan é dedicado à obra de Claude Monet. Muita gente deseja conhecer a famosa casa em Giverny, mas a maioria das pessoas nunca ouviu falar deste pequeno museu, dentro de Paris, bem pertinho do Bois de Boulogne. Aliás, “a boa” é combinar as duas visitas juntas, pois estas atrações ficam a uma curta distância a pé uma da outra. A coleção do Marmottan foi doada pelo filho do pintor e inclui um quadro que, por si só, vale a visita: Impressions, soleil levant (em português: Impressões, sol nascente). A denominação do movimento impressionista foi cunhada a partir deste quadro, que pode ser considerado sua pedra fundamental. Ainda neste lindo museu, eu gostei particularmente da coleção de iluminuras medievais, de uma beleza indescritível.

 

2- Musée de Cluny

Um charmoso castelo do século XIII, em uma pracinha aprazível no coração do Quartier Latin, abriga o museu nacional da Idade Média. De acesso fácil, sem fila, interessantíssimo tanto por suas coleções quanto pelo edifício em si, este local adorável merece ser incluído no seu roteiro. Você vai se surpreender com a variedade de peças inestimáveis em tapeçaria, ourivesaria, mobiliário, iluminuras (eu realmente adoro iluminuras medievais…) e outros tesouros.

O pátio do belo edifício que abriga o museu medieval
O pátio do belo edifício que abriga o museu medieval
musee de cluny
Musée de Cluny

 

3- Musée Picasso

Bem, Picasso dispensa apresentações. Localizado no delicioso bairro do Marais, o museu dedicado a este incomparável artista ficou um tempão fechado para reformas, mas reabrirá suas portas no dia 25 de outubro de 2014. Estou louca para revisitá-lo! Além de importantes obras de Picasso, o museu ainda abriga a coleção particular do artista, que inclui quadros de Cesanne, Seurat, Degas e outros gênios. Meu quadro favorito no museu é Violino e Partitura, de 1912. Mas os estudos para as célebres Demoiselles d’Avignon também me emocionaram.

 

Antes da grande reforma, assim era o pátio interno do Museu Picasso, onde havia uma cafeteira. Em poucos dias saberemos se alguma coisa mudou...
Antes da grande reforma, assim era o pátio interno do Museu Picasso, onde havia uma cafeteira. Em poucos dias saberemos se alguma coisa mudou…