10 dicas de viagem que só uma mãe pode dar

Dicas de mae

O grupo das viciadas em Viagens em Família se uniu mais uma vez, para uma nova blogagem coletiva, desta vez em homenagem ao Dia das Mães. O que não nos falta é experiência em carregar a cria pelas estradas mundo afora, então vamos àquelas pequenas dicas que podem tornar o passeio mais simples, mais rico, mais divertido, mais perfeito!

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Visitar Salzburg ao lado dele… Sonho realizado!

1 – Não se preocupe se a criança vai “lembrar” da viagem. O importante é a experiência de vivenciar um tempo lúdico, largo e intenso com os pais. Pode ser a 2 horas de carro ou a 15 horas de avião, contanto que todos estejam juntos e felizes. Se o sonho dos pais é visitar a Capela Sistina, ou ver as cerejeiras em flor no Japão, ou simplesmente relaxar em uma pousada na serra, a realização do sonho terá mais brilho e mais graça ao lado das pessoinhas amadas… (este tema também está neste post aqui!)

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Crianças se comunicam pela linguagem universal: basta querer brincar

2 – Não se preocupe demais com a alimentação. Nenhuma criança vai ter danos permanentes e severas carências nutricionais se passar uma semana sem feijão, ou se não comer frutas e legumes por um ou dois dias. É claro que a gente procura dar o mais saudável possível, mas passar horas atrás de um restaurante brasileiro – ou escolher um hotel com cozinha, pra bater ponto todo dia na beira do fogão – pode fazer com que você perca um tempo precioso, que poderia ser melhor aproveitado, ainda que com um pouco mais de frituras e sanduíches do que o habitual. No retorno ao lar, tudo volta à “programação normal”!

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Na Escócia, como os escoceses: vamos de fish and chips

3- Incentive as crianças a participarem da preparação da viagem. Converse sobre o destino, mostre os guias, sites e blogs que você está pesquisando. Pergunte a elas o que gostariam de ver, faça com que elas também tomem decisões, desde a escolha do roteiro até a distribuição diária das atividades. Por exemplo: “se não der tempo de ver tudo, você prefere o Museu de Ciências ou o de História Natural?”. Eu falo bastante sobre a deliciosa fase de preparação das férias neste post aqui: Formulando encantamentos.

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Na casa de Mozart, com meu pequeno músico

4- Peça ao pediatra dos seus filhos uma lista de farmacinha básica. A gente sempre acredita que tudo vai ser perfeito, mas nem sempre é assim… Pode ser bem difícil comprar remédios em outro país, ou mesmo próximo ao hotel fazenda ou na cidade de interior. Além disso, se você tiver a lista que o médico recomendou, ele saberá exatamente com que medicamentos contar, caso você precise telefonar no meio da viagem.

5- Se as compras estiverem nos planos, faça um check up no armário das crianças pouco antes da viagem e liste o que elas REALMENTE precisam, sem esquecer de mencionar os tamanhos. Por exemplo, um filho pode precisar de calça jeans “para agora”, e o outro só um tamanho acima. Um pode ter camisetas para dar e vender, mas precisar de shorts. O outro tem várias chuteiras que estão em uso, mas não terá nenhuma quando estas ficarem pequenas. Assim, você evita comprar um excesso de coisas desnecessárias ou no tamanho inadequado. Menos bagagem e menos buraco na conta bancária! Uma ótima maneira de diminuir a quantidade de malas é, também, levar roupas de baixo “velhas”: meia encardida, cuequinha furada, calcinha manchada, camiseta “quase” pequena, mas que vai ficar por baixo do moletom… Aí, é só ir deixando pra trás, no hotel, à medida que for usando! E o melhor é que vai abrindo espaço para as roupas novas…

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É fundamental abrir espaço para os desejos deles também!

 

6- Evite, sempre que possível, trajetos muito compridos ao longo da viagem. Numa road trip, por exemplo, acho que 3 a 4 horas é o máximo que a família aguenta sem stress. Preferencialmente, busque um roteiro em que a maioria das viagens intermediárias seja de até 2 horas. E capriche na playlist!

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Castelo de Bamburg, a uma hora e meia de Edimburgo

7- Carrinho sempre! Na Disney, na Europa ou em São Paulo. Se a criança tem até 6 ou 7 anos, não pense duas vezes. O carrinho vai agilizar sua vida no aeroporto, nas caminhadas longas, vai servir de cadeira e “cama” para quando seu filho estiver cansado, vai acomodar sacolas de compras e casacos. Eu fiz um post sobre isso, está aqui: Levar ou não levar o carrinho, eis a questão!

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Projeto de lei correndo no Senado: viagem de férias é um direito de todas as famílias!

 

8- Tente minimizar as trocas de hotéis. Em vez de dormir cada noite em uma cidade diferente, veja se dá para ter uma “cidade base”, de onde vocês possam fazer “bate e volta” para outras, nas proximidades. O pouco tempo que você perde a mais na estrada, ganha em menor número de check-ins e check-outs, arrumação e desarrumação de bagagens, etc. Para as crianças, é muito mais tranquilo, também. Elas gostam de sentir o hotel como se fosse a casa delas fora de casa. É reconfortante para elas criar essa relação, nem que seja por 3 ou 4 dias.

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Bed and breakfast em Oban (Escócia)

9- Não esqueça de levar um kit de brinquedos, especialmente para o avião. Mas você não precisa levar um container. Seu filho não sentirá falta de TODOS os brinquedos favoritos, porque ele verá milhares de coisas novas e, ainda por cima, certamente ganhará um ou outro presentinho. Sugiro estabelecer uma PEQUENA maleta ou mochila, e escolher, junto com ele, um conjunto de jogos, brinquedos, livrinhos e gibis que caibam na tal maletinha. O que não couber, não vai. Normalmente, ele vai usar o “kit” no trajeto de ida. Daí pra frente, as novidades tomam conta do coração dele até o fim da viagem!

 

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Interagindo com Matisse

10- Se o seu roteiro incluir museus, por que não transformá-los numa experiência mágica e inesquecível? Meu filho frequenta museus e galerias desde bebê, e existem mil maneiras de criar um ambiente lúdico e instigante em cada visita. Afinal, trata-se de um espaço imenso, cheio de cores, objetos inusitados e misteriosos, salas e mais salas repletas de histórias fantásticas, à espera de uma família disposta a soltar a imaginação (quem disse que a gente não pode inventar as nossas próprias histórias lá dentro?). Não tem como ser mais divertido do que isso! Todas as idades permitem um tipo diverso de exploração, de acordo, inclusive, com o temperamento da criança e o estilo da família. Acho que meu post favorito aqui no blog é, justamente, o que fala deste tema apaixonante. Dá uma espiada: Um dia (feliz) no museu.

 

 

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Criança viajante e feliz!

Há quase 3 anos, publiquei algumas Dicas básicas para viajar com crianças. Nem lembrava disso! Depois de escrever este texto de hoje, acabei me deparando com o antigo e percebi que reciclei uma ou outra sugestão, mas no anterior ainda há outras, diferentes… Mãe viajante sempre tem mais uma carta na manga!

Aproveite e visite os demais autores incríveis que participaram desta blogagem coletiva. Tem pra todos os gostos, estilos, bolsos e quantidade de crianças!

Feliz dia das mães para todas nós!!!

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Ao infinito… e além!

 

Blogs participantes:

10. Viajo com Filhos – viajocomfilhos.com.br/2017/05/10-dicas-de-viagem-que-so-uma-mae-pode-dar/
27 – Viajando em Familia – http://www.viajandoemfamilia.com.br/?p=2825
35. Família Viagem – Como viajar sem os filhos numa boa – http://www.familiaviagem.com.br/2017/05/11/como-viajar-sem-os-filhos-numa-boa/

Blogagem coletiva: Como conciliar viagens e ano letivo

Hoje estou participando de mais uma blogagem coletiva do grupo de viciados em viajar em família. Adoro estes movimentos, é tão legal ter a oportunidade de ler sobre o mesmo assunto sob tantas perspectivas diferentes!

Pois o tema que nos move, neste momento, é a difícil decisão entre baixa temporada com faltas à escola ou alta temporada sem prejudicar o ano letivo. Acredito que as opiniões vão divergir bastante entre os blogs, sobretudo porque as vantagens e desvantagens têm muito a ver com a idade das crianças (ou adolescentes!).

 

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A maioria das  viagens da minha família acontecem nas férias escolares, porque isso é mais interessante para mim, do ponto de vista profissional. Como trabalho muito com crianças e adolescentes, este é o período em que eles naturalmente se ausentam, então eu acabo seguindo o calendário deles. Entretanto, em três ocasiões, Dudu acabou faltando à escola para viajar.

Na primeira, ele ainda estava na educação infantil, perto de fazer 4 anos. Fomos a Londres e ele perdeu somente 3 dias de aula, pois foi um feriado emendado. Creio que isso só seria um problema para crianças que têm dificuldades de adaptação. Este é, sem dúvida, um fator bastante relevante! Há crianças que levam 1 mês até que o responsável seja “liberado” para deixá-las sozinhas na escola. Se a viagem acontece logo em seguida (na Semana Santa, por exemplo), pode-se ter, como resultado, um retrocesso em todo esse processo. Talvez isso não seja muito bom, mesmo com todos os indiscutíveis benefícios de uma viagem em família.

Não foi o nosso caso. Viajamos em outubro e tudo o que Dudu vivenciou foi muito bem aproveitado, inclusive pela professora, que se surpreendeu com a riqueza de detalhes que ele imprimiu em seus relatos. Ele desfrutou do passeio até a última gota e ainda teve a oportunidade de contar para a turma todas as “novidades”.

 

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Passar tempo com os pais, viver experiências diferentes, cercado de afeto, sem pressa, sem stress… Isso é tão importante para o desenvolvimento de uma criança!!!

 

A segunda vez, porém, nos levou à conclusão de que não dá mais pra perder muita aula… Foi no ano passado, Dudu no 4o ano Fundamental. Ele faltou duas semanas, pois eu e meu marido juntamos um compromisso profissional na França com turismo em Paris e na Escócia. Nosso trabalho “pegou” as duas primeiras semanas de aula, mas não tínhamos como mandar o Dudu de volta sozinho, então ele ficou por lá. Os amigos mandavam a matéria e ele fez alguns deveres, mas também brincou muito com os netos do nosso professor e “chefe”.

 

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Em contato com os amigos no Brasil, que enviavam fotos dos cadernos, enquanto mamãe e papai trabalhavam…

 

É óbvio que o aprendizado que ele extraiu desta experiência de convívio com crianças francesas, sem os pais colados o tempo todo, é indiscutível. Mas a carga de tarefas e matéria pra colocar em dia na volta foi muito pesada. O próprio Dudu pediu para a gente não fazer isso de novo, ele não gostaria de perder tantos dias de aula na próxima vez.

 

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Fazendo amigos e aprendendo uma nova língua

 

Este ano, ele também “matou” só 3 dias, pois foi com o papai jogar um torneio de futebol em Balneário Camboriú. Como as férias no Rio foram em agosto, por causa das Olimpíadas, ele teve de faltar à escola nos últimos dias de aula. Neste caso, foi zero problema. Já tinham acabado as provas, estavam todos já no ritmo dos Jogos.

 

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Além da experiência de jogar com times de vários lugares da América do Sul, ainda tirou foto com o Guga, no aeroporto de Floripa!

 

Minha conclusão pessoal sobre o tema: como para qualquer assunto, temos de usar o bom senso. A partir do ensino fundamental, pode ser muito pesada para a criança a sobrecarga de acompanhar o “bonde andando” e ainda recuperar o tempo perdido. Dudu é excelente aluno e, ainda assim, foi bem puxado para ele. Na educação infantil, não vejo tanto problema, salvo nos casos, já mencionados, de grandes dificuldades de adaptação. Ensino médio… Ainda não cheguei lá, mas acho bem complicado. Pelo que observo em meus pacientes “teen“, faltar aula para viajar é algo que eles nem cogitam! A não ser que sejam 1 ou 2 dias, no máximo!

Agora, na dúvida… É bom conversar com a escola. No ano passado, assim que defini a viagem, procurei a coordenadora, expliquei que havia um compromisso de trabalho, por isso nós não tínhamos total liberdade de escolha das datas, e pedi sugestões de como Dudu poderia lidar com a situação da melhor forma possível. Ela foi super parceira, assim como as professoras e, principalmente, os amigos.

Viajar com a família é uma das experiências mais enriquecedoras da vida de uma criança, seja para outro continente ou para a cidade vizinha. Faz parte do processo de educação, assim como os hábitos e valores transmitidos em casa e o aprendizado formal na escola. O ideal, no entanto, é que uma coisa não atropele a outra. Afinal, frequentar assiduamente a escola faz parte da responsabilidade da criança (a partir de uma certa idade, é claro, não me refiro a um pequenino ainda na primeira infância!). Creio que o costume de tirar férias em pleno período de aulas pode confundir um pouco essa noção de responsabilidade.

O que você pensa sobre isso? Adoraria conhecer sua opinião. Deixe seu comentário e não esqueça de visitar os outros blogueiros participantes, que estão listados aqui embaixo e têm muita coisa interessante a dizer!

Blogs participantes:

1. Viagens que Sonhamos – Como conciliar viagens e ano letivo | A nossa experiência http://www.viagensquesonhamos.com.br/2016/10/Viagens-com-criancas-durante-o-ano-escolar-sim-ou-nao.html
2. Viajar heiComo conciliar viagens e o ano letivo das crianças?http://www.viajarhei.com/2016/09/como-conciliar-viagens-e-o-ano-letivo-escolar-das-criancas.html
3. Vamos Por Aí Como conciliar viagens e o ano letivo das crianças?http://vamosporai.com/dicas/viagens-e-ano-letivo/
5. Viajo com filhos – Como conciliar as viagens e a escola das crianças http://viajocomfilhos.com.br/2016/10/como-conciliar-as-viagens-e-a-escola-das-criancas/
6. Felipe, o pequeno viajante Como conciliar a escola das crianças com as viagens da família – a nossa experiência http://www.felipeopequenoviajante.com/2016/10/como-conciliar-escola-das-criancas-com-viagens.html
8 – Família Viagem – Como conciliar viagens e escola dos filhos – http://www.familiaviagem.com.br/2016/10/09/como-conciliar-viagens-e-escola-dos-filhos/
9 – Viajando em Familia – Como conciliar viagens e escola dos filhos – http://www.viajandoemfamilia.com.br/blogagem-coletiva-como-conciliar-viagens-e-escola-dos-filhos/
11 – Passeiorama – Viajar em período letivo com filhos na educação infantil – tem problema? http://www.passeiorama.com/2016/10/viajar-em-periodo-letivo-com-filhos-na.html
22. Malas e Panelas – 5 Dicas para conciliar escola e viagem e não ter stress http://malasepanelas.com/5-dicas-para-conciliar-escola-e-viagem-e-nao-ter-stress
23. Para a Disney e além – O desafio de viajar com criança em época de aula http://www.paraadisneyealem.com.br/2016/10/o-desafio-de-viajar-com-crianca-em.html
24. Descansa na Volta – Como conciliar viagens e escola – Nossa Teoria da Resistência http://www.descansanavolta.com.br/2016/10/como-conciliar-viagens-e-escola.html
25. Roteiro Renatours – Blogagem Coletiva: Como conciliar viagens e ano letivohttps://roteirorenatours.com/2016/10/09/blogagem-coletiva-como-conciliar-viagens-e-ano-letivo
26. Espelho de si: Como conciliar ano letivo com as viagens?http://www.espelhodesi.com.br/2016/10/bc-como-conciliar-ano-letivo-com-as.html
27. Gosto e Pronto: Como conciliar ano letivo e viagens – Nossas experiências.
28. Vem Que Te Conto!: Viagens em Família e o Ano Letivo Escolar.
29. Malas & malinhas: Como conciliar viagens e escola
30. MEL a Mil pelo mundo: como conciliar escola com viagens pela nossa experiência

 

O que meu filho aprendeu viajando

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Museu do Louvre, o lugar favorito de todas as viagens

Faço parte de um grupo super bacana no Facebook, composto de blogueiros e blogueiras que só escrevem sobre viagens em família. Ali, a gente encontra desde “gigantes”, como Sut-Mie Gilbert (Viajando com Pimpolhos), Cláudia Rodrigues (Felipe, o Pequeno Viajante) e Francine Agnoletto (Viagens que sonhamos), até autoras esporádicas que, como eu, escrevem somente por prazer e por hobby. O mais legal é que todos estão sempre dispostos a compartilhar dicas e experiências, mesmo aqueles que utilizam seus blogs de forma profissional. Na minha opinião, a grande marca do grupo é a generosidade.

Em homenagem ao dia das mães, combinamos uma “blogagem coletiva”, sobre aquilo que nossos filhos aprenderam nas diferentes viagens ao lado de mães e pais que têm a bússola viciada, sempre apontando pro aeroporto.

Ao longo das últimas semanas, venho observando as conversas dos blogueiros no grupo: todo mundo chocado com as respostas dos filhos, como foram surpreendentes os relatos. Ontem à noite, aos 45 do segundo tempo, gravei uma entrevista com o Dudu sobre o assunto e, como diria minha aluna gaúcha Kaanda Gontijo: me caiu os butiá do bolso! (Acho que Cláudia Rodrigues e Francine Agnoletto vão gostar dessa… 🙂 )

Na verdade, é fato que o aproveitamento de uma viagem será diferente em cada idade e em cada fase do desenvolvimento. Acredito sinceramente que crianças de quaisquer idades aproveitam muuuuuuuito uma viagem com os pais, não há uma diferença de quantidade ou qualidade, somente na forma como a viagem será percebida e apreendida. Um bebê, por exemplo, terá o privilégio de passar vários dias seguidos na companhia dos pais, vivendo momentos de felicidade e descontração. Isso vai ser importante na sua construção como indivíduo, mesmo que ele não se “lembre”: a experiência deixará marcas positivas inevitáveis.

Foi impossível para mim não refletir sobre as observações do Dudu com um viés profissional, já que trabalho com desenvolvimento psicomotor da criança há 20 anos. De fato, seus comentários me deram muito o que pensar, sobre ele e sobre mim. Na verdade, eu poderia até mudar o título do post: O que eu aprendi com as viagens do meu filho.

Dudu começou a entrevista dizendo: “de todas as viagens, de todas as visitas que fizemos em viagens, o que eu mais gosto são dos museus.

Ele, de fato, é louco por história. Às vezes diz que quer ser arquiteto quando crescer (além de jogador de futebol, é claro). Nas visitas aos museus, ele faz questão de ler as legendas, ouvir o audio guide, “espremer o caldinho” de tudo o que estiver ao seu alcance. Achei curioso, entretanto, ele dizer que aprende mais sobre a História nos museus do que nos castelos e monumentos. Aqui, ele fez questão de esclarecer que o legal dos museus é que eles o colocam em contato com a História e não com a Estória, explicando que não se trata de um conto inventado, e sim de algo que aconteceu de verdade. Perguntei, obviamente: e nos castelos? Não é assim? Bem, para ele, o incrível dos castelos é pensar que ele está pisando onde um rei e uma rainha também pisaram, e também imaginar quanto tempo levaram para construir aquela obra gigantesca… Descreveu com detalhes coisas que ele aprendeu ouvindo o audio guide do castelo da Mary Stuart, e de como foi importante ver, no Louvre, quadros como a “Mona Lisa” e “A Liberdade conduzindo o povo”. Aliás, sua parte favorita do Louvre foram justamente as pinturas.

A surpresa, para mim, foi quando eu perguntei sobre o que ele aprendeu em outros tipos de viagem, como as Ilhas Escocesas, ou Sergipe (Mangue Seco, Cannion do São Francisco…). A resposta: não aprendi nada, são viagens somente de diversão. Ele adorou, sem dúvida, mas não associa as viagens “ecológicas” a aprendizagem, somente a diversão. Vou citar de novo a Kaanda: me caiu os butiá do bolso!!! Neste momento, eu parei pra pensar…. Porque nestes passeios eu tenho certeza absoluta de que eu e Alexandre valorizamos – e muito – os aspectos “educativos” do programa. Mostramos as focas que vivem nas pedras do Mar do Norte, as maravilhas de uma ilha inabitada onde se reproduzem, aos milhares, aves marinhas que só existem ali, mostramos a fauna e a flora do rio de água salgada em que nos banhamos a caminho do Mangue Seco. Mas, nestes casos, talvez a experiência dele tenha sido tão avassaladoramente sensorial, que ele não registrou nada além do prazer de estar no barco olhando as focas fazendo palhaçada no mar, ou a delícia daquele banho de rio. Voltando à história do bebê: a experiência fica marcada, mesmo que não seja no intelecto. Talvez ele simplesmente não tenha captado exatamente o sentido de “aprender”, e esteja associando aprendizagem ao formato escolar. Talvez não… Eu sou mais do museu do que da trilha, e ele tem muitos traços de personalidade que se identificam com os meus. Ou talvez isso esteja essencialmente ligado à fase do desenvolvimento dele…

Dudu tem 10 anos. Está exatamente naquele nebuloso período de transição da primeira infância para a pré-adolescência. A fisioterapeuta belga Godelieve Denys-Struyf, autora do método de Cadeias Musculares e Articulares GDS (em torno do qual gira toda a minha atividade profissional e que eu levo para minha vida pessoal), define o desenvolvimento psicomotor da criança na imagem de uma onda: a Onda do Crescimento. Nesta onda, desde o momento da concepção até o fim da primeira infância, a criança estrutura e internaliza os pilares básicos da personalidade e as referências mecânicas que vão organizar sua atitude corporal, sua postura e sua maneira de estar e se expressar no mundo.

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A Onda do Crescimento, desenho de Godelieve Denys-Struyf (GDS)

Não vou dar aqui uma aula sobre GDS, mas basta saber que a primeira fase, que a gente chama de AM, vai até mais ou menos 3 anos e se caracteriza pela necessidade que o bebê-criança tem de um verdadeiro banho sensorial e afetivo. Por isso,  o “mero” fato de passar alguns dias de puro prazer junto aos pais é nutrição suficiente pra deixar este AM bem contente. Há quem diga que, neste caso, não importa o destino, e sim a presença dos pais com a criança. Eu discordo: se os pais estiverem no lugar que sempre sonharam, vivendo experiências únicas na vida deles, a alegria de compartilhar isso com seu bebê certamente será captada pelo pequeno sob forma de doses cavalares de “AM”. Só pra esclarecer, estas siglas se referem à disposição dos músculos no corpo, pois cada uma destas estruturas está ligada a uma cadeia muscular, e tanto a organização músculo-articular quanto a  atitude corporal vão se construindo concomitantemente ao desenvolvimento emocional. Mas eu não vou encher a paciência de vocês com isso! 🙂

A segunda fase, que chamamos PA, é o momento da fantasia, da magia. Em torno de 3 a 6 anos. Adoram ouvir estórias, se fantasiar de princesa e herói. Momento maravilhoso para ir à Disney, porque é nesta fase que eles acreditam que tudo aquilo é real.

Na terceira fase, a PM, chegamos ao Dudu. Começa em torno de 7 anos, quando, “coincidentemente”, a criança entra no ensino fundamental, aprende a ler, escrever, fazer contas. Tem provas na escola. Troca as brincadeiras mais imaginativas e essencialmente lúdicas por jogos com regras, seja nos tabuleiros ou nas quadras esportivas. É a fase de valorização do raciocínio lógico, da atividade intelectual.

No desenvolvimento psicomotor saudável, após passar por esta Onda do Crescimento, o indivíduo deverá ter construído em si estes três grandes arquétipos da personalidade, podendo dispor de cada um deles à vontade, à medida que a vida for lhe oferencendo oportunidades e necessidades. Para isso, é preciso que estas fases sejam muito bem vivenciadas no momento certo, para que fiquem registradas como marcas de “lembranças felizes”.

Portanto, logo depois de entrar num surto de culpa materna “meu filho não valoriza a natureza, de tanto eu estimular o lado intelectual ele agora não dá importância a nada além disso”, eu parei para refletir que, na verdade, ele está simplesmente manifestando a percepção de alguém que está no ápice de sua fase PM da Onda.

Eu optei, deliberadamente, por não espiar os posts dos outros blogueiros que já publicaram seus textos desde hoje de manhã. Tive de conter minha curiosidade, mas achei melhor escrever sem influências. Acabei escrevendo muito mais sobre criança do que sobre viagem. Talvez, mais até sobre o olhar da mãe, já que, afinal, hoje é o nosso dia. Minha conclusão é que a mesma pergunta, feita em momentos diferentes da vida dele, teria respostas diametralmente distintas. O que me dá vontade de repetir anualmente a entrevista, já que eu tenho o áudio gravado. Creio que será uma linda aquisição para meu acervo de lembranças…

Minha conversa com ele foi longa, eu tentei puxar vários temas, como idiomas, comidas, costumes, etc. Acabei centrando o post sobre o que achei mais relevante. Mas vou concluir transcrevendo a parte mais bonita do nosso papo, quando eu perguntei o que ele aprendeu sobre nós, o nosso funcionamento como família, o nosso relacionamento, o nosso jeito de ser.

– Aprendi que você, antes de viajar, você estuda muito bem pra onde ir. E o papai está disposto a dirigir, dirigir, dirigir.

– São coisas boas, né? Então cada um tem um papel na viagem. E qual você acha que é o seu papel na nossa família, viajando?

-Não sei, o que você acha?

-A entrevista é com você…

-O que você acha?

-A gente aprende muita coisa com você, eu e papai. Porque a gente planeja uma viagem, e você tem um olhar de criança, que presta atenção em muitas coisas diferentes, que a gente não tinha prestado.

-Então eu tenho o papel de observador.

Agora eu enxugo a lágrima e desejo a todos e todas um feliz dia das mães!

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Eu já participei de uma outra blogagem coletiva antes. Quer ver como foi? Clique aqui!

E aproveita para espiar o que os outros blogueiros escreveram sobre este tema tão rico!

1 – Viagens que Sonhamos
2- Felipe, o pequeno viajante
3- Malas e malinhas
4 – As Passeadeiras
5 – Do RS para o Mundo
6 – Família Viagem
7- Viagem Simplesmente
8- TripBaby
9- Ases a Bordo
10 – Malas e Panelas
11 – Vem Pro Parque
12 – No Mundo com a Gente
13 – Trilhas e Cantos
14 – Gosto e Pronto
15- Valentina na estrada
16- Retrip Viagens e Experiências
17 – Para a Disney e além
18 – Wanna Disney Pelo Mundo
19 – Com Filhos por aí!
20 – Cuore Curioso
21- Andreza Dica e Indica Disney
22 – Viajo com Filhos (Fernanda)
23 – Por aí com os Pires (Line Pires)
24 – Vida de Viajete:
25 – Cantinho de Ná (Cynara Vianna)
26. Viajo com Filhos (Patricia)
27. Carregando Malinhas (Aline Figueiredo)
28. De Primeira Viagem (Aline Aguiar)
29. Roteiro Renatours
30. Ferinhas Viajantes (Ana Paula Lima)
31-Os Caminhantes
32- Dicas da Rege
33 – Viajando em Família
34 – Pequenos pelo mundo
35 – Passeiorama
36. Viajando em Familia
37. O Rei do Hotel

Meu roteiro de 8 dias pela Escócia e norte da Inglaterra

Nas últimas férias, realizei um sonho antigo… A Escócia! Não dá pra descrever completamente a emoção e o deslumbramento de visitar lugares que povoaram, desde a infância, minha imaginação. Eu pesquisei tanto tanto tanto o roteiro que, no final das contas, foi tudo super “redondo”, eu realmente não mudaria nem uma vírgula. A partir de hoje, vou começar a compartilhá-lo com você.

A gentileza do povo escocês realmente faz a gente se sentir em casa
A gentileza do povo escocês realmente faz a gente se sentir em casa

Minha viagem durou, na verdade, um total de 28 dias. Fui direto para o norte da França, a trabalho. De lá, partimos para 8 dias fantásticos em Paris (a primeira vez do Dudu!), seguidos dos 8 dias escoceses. Retornamos, então, ao norte da França, para mais um pouco de trabalho, antes de voltar ao Brasil. Durante a maior parte do período de férias, contamos com a companhia dos nossos amigos Fernanda, Vinícius, Victor e Bernardo, que ajudaram a tornar cada momento ainda mais especial.

O trio mais animado da Grã-Bretanha!
O trio mais animado da Grã-Bretanha!

Como este blog já tem muitas dicas de Paris, resolvi começar a narrativa pelas aventuras do outro lado do Canal da Mancha. Nesta primeira postagem, vou apenas listar nosso roteiro, dia a dia. Depois, aos poucos, vou detalhando cada um destes dias e passeios, com links a partir deste “post índice”. Combinado?

Das muralhas do Castelo de Edimburgo, a vista do Mar do Norte
Das muralhas do Castelo de Edimburgo, a vista do Mar do Norte

24 de julho: Chegada em Edimburgo em vôo da Easy Jet, direto do Aeroporto de Paris – Charles de Gaulle. Vôo rápido, low cost, na medida. O aeroporto de Edimburgo é muito bem sinalizado, alugamos carro lá mesmo e foi ótimo. Chegamos no fim do dia, mas deu tempo de sair para jantar. Visitamos o famoso pub The Elephant, onde J.K. Rowling se sentava para escrever os livros de Harry Potter. Hospedagem no Holiday Inn Express Royal Mile.

No pub The Elephant, as referências à sua cliente mais ilustre
No pub The Elephant, as referências à sua cliente mais ilustre

25 e 26 de julho: Edimburgo. Quase não dá pra acreditar que aquela cidade existe. Parece um cenário! A paisagem dominada pelo imenso castelo no alto da colina, becos e ruelas que remetem a filmes de espionagem, um banho de história a cada passo. Para o nosso tipo  de programação, dois dias inteiros foram suficientes.

De dentro do castelo, só um gostinho das atrações de Edimburgo... Depois conto tudo em detalhes!
De dentro do castelo, só um gostinho das atrações de Edimburgo… Depois conto tudo em detalhes!

27 de julho: Hogwarts! Descemos de carro em direção à Nortúmbria, a região norte da Inglaterra. Uma viagem de 2 horas nos levou ao Alnwick Castle, onde as cenas externas da célebre escola de magia e bruxaria foram filmadas. Foi um dos pontos altos da viagem e vai merecer um post inteirinho, exclusivo! Na volta, passamos pelo fascinante castelo de Bamburgh, à beira do Mar do Norte, que foi uma importante frente de defesa contra as invasões vickings.

Alnwick Castle
Alnwick Castle

Passamos direto por Edimburgo em direção à Escócia central, para dormir no Broomhall Castle, castelo restaurado transformado em hotel. Por uma noite, nos sentimos parte da nobreza. E quer saber? Diária mais barata que a do Holiday Inn de Edimburgo… Com o melhor café da manhã da viagem!

Broomhall Castle, nosso lar por uma noite
Broomhall Castle, nosso lar por uma noite

28 de julho: Rápido passeio em Stirling, seguido de uma deliciosa visita ao Doune Castle. O charme deste castelo em ruínas é ter sido o cenário do lendário filme Monty Phyton Em Busca do Cálice Sagrado. Toda a estrutura de visitação do castelo gira em torno disso. Esta foi a razão que me fez inclui-lo em meu roteiro, pois eu sou louca por este filme (e o Dudu também). Mais recentemente, ele vem atraindo também outros fãs, pois trata-se da locação do Castelo de Winterfell, de Game of Thrones. Winter is coming… De lá, atravessamos a região das Trossachs, com seus lagos cênicos e paisagens de tirar o fôlego, até chegarmos a Oban, na costa Oeste. É isso mesmo: você atravessa o país costa a costa, num ritmo suave (afinal, não é fácil dirigir “do lado errado”), em apenas 3 horas!

Brincando de Monty Phyton no Doune Castle
Brincando de Monty Phyton no Doune Castle

29 de julho: Passeio de barco pelas Ilhas Hébridas. Este também merecerá um post exclusivo. Foram 12 horas explorando ilhas inabitadas, observando a vida marinha, enchendo os olhos com a exuberância da natureza. Outro ponto alto da jornada! No final, pé na estrada para dormir 3 noites em Fort William.

Isle of Iona
Isle of Iona
Fingall's Cave, na Isle of Staffa
Fingall’s Cave, na Isle of Staffa

30 de julho: Hogwarts Express. O memorável passeio no trem a vapor The Jacobite, que foi utilizado nos filmes de Harry Potter. Ou seja, todo aquele trajeto, com paisagens impressionantes, inclusive o Glenfinnan Viaduct, onde o carro mágico de Ron Weasley sobrevoa o Expresso Hogwarts.

O "verdadeiro" Hogwarts Express
O “verdadeiro” Hogwarts Express
A entrada da nossa cabine dentro do trem, igualzinho ao filme!
A entrada da nossa cabine dentro do trem, igualzinho ao filme!

31 de julho: Loch Ness. O monstro não deu as caras, mas o lago é belíssimo, tanto visto de Fort Augustus, em sua extremidade sul, quanto da bela Inverness, em sua extremidade norte.

Nossa versão do monstro do Lago Ness
Nossa versão do monstro do Lago Ness

1 de agosto: Loch Lomond. Deixamos Fort William rumo a Edimburgo, parando no Loch Lomond Shores, um complexo de lazer, compras e gastronomia às margens do segundo lago mais famoso da Escócia. Chegamos em Edimburgo a tempo de curtir o último entardecer nesta cidade tão marcante.

Foi duro dizer adeus às Highlands! Tão lindas!!!!
Foi duro dizer adeus às Highlands! Tão lindas!!!!

2 de agosto: Aeroporto rumo à França.

Percebeu que terei muito assunto para os próximos posts, né? Continue acompanhando…

Dominando a colina, o Castelo de Edimburgo
Dominando a colina, o Castelo de Edimburgo

Museu Nacional de História Natural: um programa diferente em Paris

Quando falamos em Museu de História Natural, vêm logo à cabeça os super hiper badalados “exemplares” de Nova York e Londres. Mas o Museu de História Natural de Paris também pode ser uma opção bem interessante. Especialmente para quem gosta de paleontologia e anatomia, isto é, como eles mesmos dizem, para “os amantes de ossos de todos os tipos”. Como este é definitivamente o meu caso, pretendo visitá-lo pela primeira vez este ano, pois já ouvi os melhores comentários possíveis.

Galerias de Anatomia Comparada e Paleontologia Fonte: site do MNHN
Galerias de Anatomia Comparada e Paleontologia
Fonte: site do MNHN

O MNHN fica dentro do Jardim Botânico, o Jardin des Plantes, um parque lindíssimo e excelente para levar as crianças (eu já estive no jardim, mas o museu estava fechado na ocasião).

Dentre as inúmeras atrações do complexo, estão a Grande Galeria da Evolução, as Galerias de Anatomia Comparada e Paleontologia (com uma incrível coleção de peças de esqueletos humanos, que atestam nossa evolução) e a Ménagerie, o charmoso zoológico histórico de Paris.

Há também a Galeria das Crianças, com ambientação e atividades voltadas para os pequenos.

O MNHN abre todos os dias, exceto terças-feiras, das 10 às 18h.

Para todas as informações sobre acesso e compra de bilhetes online, clique aqui.

Vamos descobrir os caminhos dos nossos antepassados?

Grande Galeria da Evolução Fonte: site no MNHN
Grande Galeria da Evolução
Fonte: site no MNHN

Um dia de arte e história no Rio de Janeiro

Sempre que uma exposição importante vem pro Rio, é a mesma novela: filas intermináveis, horas de espera. Com a mostra de Wassily Kandinsky, no Centro Cultural Banco do Brasil, não seria diferente. Resolvi tentar uma estratégia para burlar a multidão: escolhi uma manhã ensolarada de domingo, em que, presumivelmente, a arte abstrata teria dificuldades em competir com a praia. Sucesso absoluto! Salas praticamente vazias, nem sombra de fila!

Kandinsky no CCBB
Kandinsky no CCBB
Domingo de sol = museu sem fila!
Domingo de sol = museu sem fila!

Kandinsky é um de meus artistas favoritos e eu fiz toda uma “preleção” na véspera, para que o Dudu usufruísse da experiência de uma forma mais completa. Confesso, porém, que eu esperava mais… Embora divulgada como uma retrospectiva deste artista específico, o que encontramos foi uma mostra relativamente ampla de artistas russos contemporâneos de Kandinsky, entremeados por uma meia dúzia de quadros do próprio. Vale ressaltar, porém, que esta meia dúzia vale, sem sombra de dúvida, a visita. São obras de peso, que enchem os olhos e mexem com a nossa alma.

Descobrindo os encantos da arte abstrata
Descobrindo os encantos da arte abstrata

Como o programa acabou se revelando mais curto do que o previsto, meu marido Alexandre sugeriu esticarmos até o Paço Imperial. Havia 4 crianças em nosso grupo, e achamos que seria interessante desbravar um pouco o Centro do Rio com elas.

O pátio interno do Paço Imperial
O pátio interno do Paço Imperial
Paço Imperial
Paço Imperial
O Arco do Teles, resquicio da "belle époque" carioca
O Arco do Teles, resquicio da “belle époque” carioca

Foi uma tremenda bola dentro! Estava em cartaz no Paço uma exposição enorme do artista brasileiro Waldemar Cordeiro. Sua obra ia progredindo, ao longo de sua vida, de abstrata e geométrica, como no final da produção de Kandinsky, até chegar à arte concreta, mais contemporânea. Foi como uma continuação natural do programa anterior. Todo mundo curtiu e aprendeu muito!

Exposição Waldemar Cordeiro
Exposição Waldemar Cordeiro

No final, ainda visitamos a Sala da Moeda, para um contato mais próximo com a história do Brasil. Na verdade, História é a matéria favorita do Dudu na escola, e ele gostou muito de saber que foi ali que a república foi proclamada.

A Sala da Moeda
A Sala da Moeda
Descobrindo o nosso passado
Descobrindo o nosso passado
Terminais interativos mostram fotos antigas e passagens importantes da nossa história
Terminais interativos mostram fotos antigas e passagens importantes da nossa história

Só acho uma pena que o casario antigo do Centro do Rio esteja tão mal conservado… O lugar tem tanto potencial turístico quanto qualquer cidade européia, mas aqui não se dá o mesmo valor nem se tem o mesmo cuidado… Quem sabe todos estes projetos de revitalização ainda tragam bons frutos para esta parte da cidade? O Rio de Janeiro tem muitos atrativos além das belas praias. Nada impede, porém, que toda esta programação cultural possa terminar numa boa farra nas areias do Leblon…

Fim de tarde no Leblon
Fim de tarde no Leblon

 

Exposição Kandinsky: tudo começa num ponto

Centro Cultural Banco do Brasil (Rua Primeiro de Março, 66, Centro, Rio de Janeiro)

De 28/1 a 30/3, das 9 às 21h

Entrada Franca

 

Paço Imperial

Praça XV de Novembro, 48, Centro, Rio de Janeiro

Terça a domingo, das 12 às 18h

Entrada Franca

 

Vida de pirata na Disney

Um dos pré-requisitos para se tornar um autêntico pirata é saber cantar a plenos pulmões: Yo-ho Yo-ho, a pirate’s life for me! Para isso, as crianças contam com a divertida equipe de marujos do Magic Kingdom.

Em nossa última visita a Orlando, Dudu estava com 7 anos e era super fã do desenho Jake e os Piratas da Terra do Nunca, do canal Disney Junior. Nossas atividades “marítimas” incluíram a participação no Pirate’s League e um almoço com Jake “em pessoa”.

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O time de piratas, pronto para zarpar!

 

Ao lado do célebre brinquedo Piratas do Caribe fica o Pirate’s League, a versão pirata da Bibbidi Bobbidi Boutique. Lá, a criança (menino ou menina) pode se transformar em pirata ou sereia, com uma grande variedade de opções de fantasias e maquiagens. Dudu escolheu o pacote Jake and the Neverland Pirates, que, aliás, é o mais barato, pois a produção é beeeem mais simples: só a peruca com bandana e as costeletas (além dos itens que são comuns a todos os pacotes). Há todo um ritual de preparação: depois de caracterizado, seu filho ganhará espada, faixa e o cordão com a moeda da sorte, que garante entrada na sala secreta do Jack Sparrow. Então, ele receberá um nome oficial e um diploma de pirata, e participará de um desfile com os outros membros da “Liga”. Dudu detesta maquiagem, nem na festa junina ele me deixa pintar o “bigodinho”. Então, não permitiu que a adorável peruana que se encarregou dele fizesse as costeletas do Jake. Ele amou todo o processo, principalmente o segredo da sala do Capitão Sparrow… 😉

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Hora da transformação…

 

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Para ter os cabelos arrepiados do Jake, só com peruca!

 

Os pacotes variam entre U$ 30,00 (Jake) e U$ 75,00 (sereia luxo), e devem ser reservados pelo telefone: (407) 939-7895. Só são permitidas crianças a partir de 3 anos. Adultos são bem vindos!

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Oficialmente um membro da Liga dos Piratas

 

Tudo pronto com meu “piratículo” (pra quem não sabe, é assim que o Capitão Gancho chama o Jake), então fomos para o cenário que fica do lado de fora da atração, onde  acontece o Captain Jack Sparrow’s Pirate Tutorial. Este “treinamento de pirata” acontece em horários pré-determinados, disponíveis na entrada do parque. É semelhante ao treinamento jedi, só que as crianças que sobem no palco são escolhidas aleatoreamente, na hora. Dudu deu sorte! Aprendeu a ser pirata com o mais famoso dos Sete Mares!

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O navio do Capitão Sparrow nunca teve um tripulante mais malvado

 

 

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A equipe da Disney organiza o desfile
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A tripulação reunida

 

O show é muito bacana, e o ator que faz o Jack Sparrow… Você é capaz de jurar que está diante do Johnny Depp!

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Jack Sparrow em pessoa, treinando aspirantes a piratas!
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Instruções com o mestre
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Será que alguém vai andar na prancha?

 

Outra atração imperdível para piratinhas mirins é o almoço no Hollywood & Vine, no Disney’s Hollywood Studios. No Disney Junior Play’n Dine, seu filhote brinca com o Jake, a Doutora Brinquedos, a Princesa Sofia e o Manny Mãos à Obra. Nós sempre reservamos este Character Dining, em que os personagens variam segundo a moda da época: já foram os Mini Einsteins, o Agente Especial Urso, o palhacinho Jojo, enfim, eles estão sempre atualizados!

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Encontro com Jake no Hollywood & Vine

 

 

O mais bacana foi quando o Jake viu a faixa da Pirate’s League do Dudu: fez a maior farra com ele, lutou espada com canudos, foi uma festa. Meu piratículo se divertiu aos montes, foi uma experiência inesquecível!

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Esgrimindo com canudos!

 

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Pra ficar na memória…