Lucerna e Salzburg: o coração da música

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No ano retrasado, escrevi este post sobre minha wish list, comentando que, até o meu aniversário de 2015, já teria realizado o primeiro sonho da lista. Terminei o texto dizendo que adoraria que este hábito se tornasse constante…. De fato, passei o último verão na Escócia e já contei um pouquinho aqui (neste post e também neste). Pois não é que este ano, bem no dia em que farei 44 primaveras, Daniel Barenboim vai reger a West Eastern Divan Orchestra (projeto que lhe rendeu uma indicação ao Nobel da Paz) “só pra mim”, em pleno Festival de Lucerna? Bem… Na verdade, só pra mim, pro Alexandre, pro Dudu, pra minha mãe, pro meu pai e  para todos os outros afortunados que garantiram ingressos para um dos maiores eventos de música clássica do mundo. Como se não bastasse, vamos emendar no Festival de Salzburg, com uns passeios de carro na Suíça, Alemanha e Áustria pelo meio. Afinal, temos concerto toda noite, mas o dia é longo e as distâncias são curtas!

cópia de barenboim

Para quem quer fugir da loucura do Rio nas Olimpíadas, é uma boa pedida. Para mim, foi perfeito, pois ambos os festivais acontecem sempre em agosto e, este ano, excepcionalmente, as férias escolares vão permitir esta escapada “fora de época”.

Alguns concertos já estão esgotados (eu mesma, apesar de madrugar no computador, não consegui lugares para o Gustavo Dudamel). Mas muita coisa boa ainda está disponível. Nosso programa inclui ainda a Ópera de Marionetes, super tradicional em Salzburg, em que assistiremos “A Noviça Rebelde”.

Claro que o Dudu só vai a alguns espetáculos. Embora seja fã de música, ele ainda é pequeno para esta maratona restrita aos viciados. Algumas noites, ele vai dar um passeio com o papai, enquanto mamãe, vovó e vovô estarão no teatro. Mas já fiz um super planejamento pra eles, que inclui, por exemplo, aluguel de bicicleta para circular em volta do Lago Lucerna, ou visitar o incrível Museu de História Natural de Salzburg. Ainda tenho muito pra contar, vamos aos poucos…

Se você se animou, pode checar o programa e comprar os ingressos nestes sites:

Festival de Salzburg: http://www.salzburgerfestspiele.at/summer

Festival de Lucerna: https://www.lucernefestival.ch/en/program/summer-festival-2016

Ópera de Marionetes em Salzburg: http://www.marionetten.at/index.php

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O roteiro inclui muitas outras delícias culturais, aventureiras, esportivas e gastronômicas, que vou desfiando aos pouquinhos… Espero continuar realizando um sonho a cada aniversário, sempre com a família em volta. Da próxima vez, quero irmão, cunhada e sobrinhos no bonde!

E aí, se animou? Quem sabe te encontro por lá? Como diriam os suíços… Bis dann!

Meu roteiro de 8 dias pela Escócia e norte da Inglaterra

Nas últimas férias, realizei um sonho antigo… A Escócia! Não dá pra descrever completamente a emoção e o deslumbramento de visitar lugares que povoaram, desde a infância, minha imaginação. Eu pesquisei tanto tanto tanto o roteiro que, no final das contas, foi tudo super “redondo”, eu realmente não mudaria nem uma vírgula. A partir de hoje, vou começar a compartilhá-lo com você.

A gentileza do povo escocês realmente faz a gente se sentir em casa
A gentileza do povo escocês realmente faz a gente se sentir em casa

Minha viagem durou, na verdade, um total de 28 dias. Fui direto para o norte da França, a trabalho. De lá, partimos para 8 dias fantásticos em Paris (a primeira vez do Dudu!), seguidos dos 8 dias escoceses. Retornamos, então, ao norte da França, para mais um pouco de trabalho, antes de voltar ao Brasil. Durante a maior parte do período de férias, contamos com a companhia dos nossos amigos Fernanda, Vinícius, Victor e Bernardo, que ajudaram a tornar cada momento ainda mais especial.

O trio mais animado da Grã-Bretanha!
O trio mais animado da Grã-Bretanha!

Como este blog já tem muitas dicas de Paris, resolvi começar a narrativa pelas aventuras do outro lado do Canal da Mancha. Nesta primeira postagem, vou apenas listar nosso roteiro, dia a dia. Depois, aos poucos, vou detalhando cada um destes dias e passeios, com links a partir deste “post índice”. Combinado?

Das muralhas do Castelo de Edimburgo, a vista do Mar do Norte
Das muralhas do Castelo de Edimburgo, a vista do Mar do Norte

24 de julho: Chegada em Edimburgo em vôo da Easy Jet, direto do Aeroporto de Paris – Charles de Gaulle. Vôo rápido, low cost, na medida. O aeroporto de Edimburgo é muito bem sinalizado, alugamos carro lá mesmo e foi ótimo. Chegamos no fim do dia, mas deu tempo de sair para jantar. Visitamos o famoso pub The Elephant, onde J.K. Rowling se sentava para escrever os livros de Harry Potter. Hospedagem no Holiday Inn Express Royal Mile.

No pub The Elephant, as referências à sua cliente mais ilustre
No pub The Elephant, as referências à sua cliente mais ilustre

25 e 26 de julho: Edimburgo. Quase não dá pra acreditar que aquela cidade existe. Parece um cenário! A paisagem dominada pelo imenso castelo no alto da colina, becos e ruelas que remetem a filmes de espionagem, um banho de história a cada passo. Para o nosso tipo  de programação, dois dias inteiros foram suficientes.

De dentro do castelo, só um gostinho das atrações de Edimburgo... Depois conto tudo em detalhes!
De dentro do castelo, só um gostinho das atrações de Edimburgo… Depois conto tudo em detalhes!

27 de julho: Hogwarts! Descemos de carro em direção à Nortúmbria, a região norte da Inglaterra. Uma viagem de 2 horas nos levou ao Alnwick Castle, onde as cenas externas da célebre escola de magia e bruxaria foram filmadas. Foi um dos pontos altos da viagem e vai merecer um post inteirinho, exclusivo! Na volta, passamos pelo fascinante castelo de Bamburgh, à beira do Mar do Norte, que foi uma importante frente de defesa contra as invasões vickings.

Alnwick Castle
Alnwick Castle

Passamos direto por Edimburgo em direção à Escócia central, para dormir no Broomhall Castle, castelo restaurado transformado em hotel. Por uma noite, nos sentimos parte da nobreza. E quer saber? Diária mais barata que a do Holiday Inn de Edimburgo… Com o melhor café da manhã da viagem!

Broomhall Castle, nosso lar por uma noite
Broomhall Castle, nosso lar por uma noite

28 de julho: Rápido passeio em Stirling, seguido de uma deliciosa visita ao Doune Castle. O charme deste castelo em ruínas é ter sido o cenário do lendário filme Monty Phyton Em Busca do Cálice Sagrado. Toda a estrutura de visitação do castelo gira em torno disso. Esta foi a razão que me fez inclui-lo em meu roteiro, pois eu sou louca por este filme (e o Dudu também). Mais recentemente, ele vem atraindo também outros fãs, pois trata-se da locação do Castelo de Winterfell, de Game of Thrones. Winter is coming… De lá, atravessamos a região das Trossachs, com seus lagos cênicos e paisagens de tirar o fôlego, até chegarmos a Oban, na costa Oeste. É isso mesmo: você atravessa o país costa a costa, num ritmo suave (afinal, não é fácil dirigir “do lado errado”), em apenas 3 horas!

Brincando de Monty Phyton no Doune Castle
Brincando de Monty Phyton no Doune Castle

29 de julho: Passeio de barco pelas Ilhas Hébridas. Este também merecerá um post exclusivo. Foram 12 horas explorando ilhas inabitadas, observando a vida marinha, enchendo os olhos com a exuberância da natureza. Outro ponto alto da jornada! No final, pé na estrada para dormir 3 noites em Fort William.

Isle of Iona
Isle of Iona
Fingall's Cave, na Isle of Staffa
Fingall’s Cave, na Isle of Staffa

30 de julho: Hogwarts Express. O memorável passeio no trem a vapor The Jacobite, que foi utilizado nos filmes de Harry Potter. Ou seja, todo aquele trajeto, com paisagens impressionantes, inclusive o Glenfinnan Viaduct, onde o carro mágico de Ron Weasley sobrevoa o Expresso Hogwarts.

O "verdadeiro" Hogwarts Express
O “verdadeiro” Hogwarts Express
A entrada da nossa cabine dentro do trem, igualzinho ao filme!
A entrada da nossa cabine dentro do trem, igualzinho ao filme!

31 de julho: Loch Ness. O monstro não deu as caras, mas o lago é belíssimo, tanto visto de Fort Augustus, em sua extremidade sul, quanto da bela Inverness, em sua extremidade norte.

Nossa versão do monstro do Lago Ness
Nossa versão do monstro do Lago Ness

1 de agosto: Loch Lomond. Deixamos Fort William rumo a Edimburgo, parando no Loch Lomond Shores, um complexo de lazer, compras e gastronomia às margens do segundo lago mais famoso da Escócia. Chegamos em Edimburgo a tempo de curtir o último entardecer nesta cidade tão marcante.

Foi duro dizer adeus às Highlands! Tão lindas!!!!
Foi duro dizer adeus às Highlands! Tão lindas!!!!

2 de agosto: Aeroporto rumo à França.

Percebeu que terei muito assunto para os próximos posts, né? Continue acompanhando…

Dominando a colina, o Castelo de Edimburgo
Dominando a colina, o Castelo de Edimburgo

Um dia de arte e história no Rio de Janeiro

Sempre que uma exposição importante vem pro Rio, é a mesma novela: filas intermináveis, horas de espera. Com a mostra de Wassily Kandinsky, no Centro Cultural Banco do Brasil, não seria diferente. Resolvi tentar uma estratégia para burlar a multidão: escolhi uma manhã ensolarada de domingo, em que, presumivelmente, a arte abstrata teria dificuldades em competir com a praia. Sucesso absoluto! Salas praticamente vazias, nem sombra de fila!

Kandinsky no CCBB
Kandinsky no CCBB
Domingo de sol = museu sem fila!
Domingo de sol = museu sem fila!

Kandinsky é um de meus artistas favoritos e eu fiz toda uma “preleção” na véspera, para que o Dudu usufruísse da experiência de uma forma mais completa. Confesso, porém, que eu esperava mais… Embora divulgada como uma retrospectiva deste artista específico, o que encontramos foi uma mostra relativamente ampla de artistas russos contemporâneos de Kandinsky, entremeados por uma meia dúzia de quadros do próprio. Vale ressaltar, porém, que esta meia dúzia vale, sem sombra de dúvida, a visita. São obras de peso, que enchem os olhos e mexem com a nossa alma.

Descobrindo os encantos da arte abstrata
Descobrindo os encantos da arte abstrata

Como o programa acabou se revelando mais curto do que o previsto, meu marido Alexandre sugeriu esticarmos até o Paço Imperial. Havia 4 crianças em nosso grupo, e achamos que seria interessante desbravar um pouco o Centro do Rio com elas.

O pátio interno do Paço Imperial
O pátio interno do Paço Imperial
Paço Imperial
Paço Imperial
O Arco do Teles, resquicio da "belle époque" carioca
O Arco do Teles, resquicio da “belle époque” carioca

Foi uma tremenda bola dentro! Estava em cartaz no Paço uma exposição enorme do artista brasileiro Waldemar Cordeiro. Sua obra ia progredindo, ao longo de sua vida, de abstrata e geométrica, como no final da produção de Kandinsky, até chegar à arte concreta, mais contemporânea. Foi como uma continuação natural do programa anterior. Todo mundo curtiu e aprendeu muito!

Exposição Waldemar Cordeiro
Exposição Waldemar Cordeiro

No final, ainda visitamos a Sala da Moeda, para um contato mais próximo com a história do Brasil. Na verdade, História é a matéria favorita do Dudu na escola, e ele gostou muito de saber que foi ali que a república foi proclamada.

A Sala da Moeda
A Sala da Moeda
Descobrindo o nosso passado
Descobrindo o nosso passado
Terminais interativos mostram fotos antigas e passagens importantes da nossa história
Terminais interativos mostram fotos antigas e passagens importantes da nossa história

Só acho uma pena que o casario antigo do Centro do Rio esteja tão mal conservado… O lugar tem tanto potencial turístico quanto qualquer cidade européia, mas aqui não se dá o mesmo valor nem se tem o mesmo cuidado… Quem sabe todos estes projetos de revitalização ainda tragam bons frutos para esta parte da cidade? O Rio de Janeiro tem muitos atrativos além das belas praias. Nada impede, porém, que toda esta programação cultural possa terminar numa boa farra nas areias do Leblon…

Fim de tarde no Leblon
Fim de tarde no Leblon

 

Exposição Kandinsky: tudo começa num ponto

Centro Cultural Banco do Brasil (Rua Primeiro de Março, 66, Centro, Rio de Janeiro)

De 28/1 a 30/3, das 9 às 21h

Entrada Franca

 

Paço Imperial

Praça XV de Novembro, 48, Centro, Rio de Janeiro

Terça a domingo, das 12 às 18h

Entrada Franca

 

Pascade: uma experiência gastronômica única em Paris

Em minha última passagem pela capital mundial da gastronomia, tive a sorte de conhecer este pequeno bistrô, pertinho da Opera Garnier. Estava por lá a trabalho, com três amigas, e saímos para jantar com a professora Gisèle Harboux e seu marido Christien, parisienses apaixonados pela boa cozinha.

A parisiense Gisêle Harboux, além de compartilhar conosco seu conhecimento sobre cadeias musculares, nos fez descobrir algumas delícias gastronômicas da sua cidade!
A parisiense Gisêle Harboux, além de compartilhar conosco seu conhecimento sobre cadeias musculares, nos fez descobrir algumas delícias gastronômicas da sua cidade!

O chef Alexandre Bourdas pratica sua arte na Bretanha, há bastante tempo, no restaurante SaQuaNa: célebre, concorrido e estrelado no guia Michelin. Recentemente, abriu esta versão mais despojada e mais acessível, no centro de Paris, aparentemente sem perder a qualidade.

A Pascade é uma receita típica da Páscoa na região dos Pirineus, e se trata de uma espécie de massa de pão, crocante por fora e macia por dentro, que serve como “ninho” para todas as criações culinárias da casa, de massas a peixes, de saladas a sobremesas. Segundo a descrição do site: “crépe suflê da região do Aveyron, ligeiramente caramelizado, guarnecido de composições extraídas de nossa inspiração gourmet”. Diferente e delicioso! O fato de que todos os pratos sejam servidos dentro da pascade provoca, ainda, um efeito estético bastante interessante.

Eu escolhi uma salada com salmão, queijo de cabra e mil outros detalhes. Fui a única do grupo a não optar pelo menu completo.
Eu escolhi uma salada com salmão, queijo de cabra e mil outros detalhes. Fui a única do grupo a não optar pelo menu completo.

Pode-se escolher o menu a preço fixo (32 euros), com entrada, prato principal , salada e sobremesa, ou então opções à la carte. As sobremesas são um sonho! Há bons vinhos para todos os bolsos. Vale dizer que, apesar de estar na moda, ter uma qualidade excepcional e estar muito bem localizado, o restaurante não vai exigir que você penhore as jóias da família para pagar a conta: não é super barato, mas é perfeitamente viável. É aconselhável, entretanto, fazer reserva (neste link).

As indescritíveis "mini pascades sucrées" ou "pequenas pascades doces".
As indescritíveis “mini pascades sucrées” ou “pequenas pascades doces”.

O Pascade fica na Rue Daunou 14, 75002. Abre das 12 às 23h, de terça a sábado.  Atenção: o restaurante fecha por 2 semanas em agosto, para férias (tipicamente francês…). É bom consultar o site para confirmar as datas!

A poucos passos do Palais Garnier, é uma excelente opção para depois do espetáculo. Não deixa de ser uma maneira de perpetuar a experiência artística, mesmo depois de fecharem-se as cortinas…

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Terminados os aplausos para o Ballet da Opera de Paris, começaram os suspiros pela arte de Alexandre Bourdas!

Ainda pelo Norte da França…

Bem, na verdade eu já estou de volta… Mas gostaria de compartilhar mais um pouquinho dos momentos bacanas desta semana que passei no Pas de Calais. A região da França que faz fronteira com a Bélgica tem como capital a linda cidade de Arras. Toda aquela área foi palco, por vários séculos, de disputas territoriais entre a “França” (mesmo antes de existir, de fato, o Estado francês) e Flandres, que hoje constitui, basicamente, a Bélgica. Por isso, a arquitetura de Arras é muito semelhante à que encontramos em Bruxelas ou Brugges, por exemplo, com as praças rodeadas por típicas construções em estilo flamengo.

Arquitetura flamenga e delícias culinárias em Arras
Arquitetura flamenga e delícias culinárias em Arras

O centro da cidade é pequeno e pode ser percorrido facilmente a pé. Tanto a Grande Place como a Place des Héros são cheias de restaurantes, bares e lojinhas.

Grande Place
Grande Place
No fim da rua, a Catedral de Arras
No fim da rua, a Catedral de Arras
Grande Place, com o Beffroi (o salão comunal da cidade)
Grande Place, com o Beffroi (o salão comunal da cidade)

O belo edifício do Beffroi (salão comunal de Arras) é o ponto de partida para uma curiosa visita aos subterrâneos. O Norte da França atrai muitos turistas  interessados nos locais marcados pela Segunda Guerra Mundial, particularmente na Normandia. Arras faz parte deste circuito e tem uma considerável importância histórica neste sentido. Todas as caves (adegas) da cidade são interligadas no subsolo. Durante a guerra, uma famosa batalha terminou em derrota para a Alemanha, pois os aliados conseguiram passar todo um exército por baixo da terra, surpreendendo os inimigos. Para percorrer estes caminhos, é necessário fazer uma visita guiada.

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Beffroi d’Arras

Desta vez, só tenho fotos noturnas. Estava em Camblain l’Abbé a trabalho e só fui ao centro de Arras para jantar. Aliás, o restaurante marroquino La Mamounia, ao lado da Grande Place, é uma completa perdição. Atendimento excelente, ambiente agradável e a comida… Nem tenho palavras! Eu escolhi o tajine de boulettes (uma espécie de almôndega de carne de vaca e cordeiro), com ameixas, damascos e amêndoas. O carro chefe da casa é o Cuscuz Royal.

Jantar delicioso no La Mamounia
Jantar delicioso no La Mamounia

Para chegar em Arras, é só pegar o TGV (trem de alta velocidade) na Gare du Nord (Paris) ou no próprio Aeroporto Charles de Gaulle. A viagem dura entre 45 e 50 minutos. E o povo do norte é conhecido como o mais acolhedor do país!

Até breve, Arras!
Até breve, Arras!

 

 

 

5 dicas de uma chef brasileira em Paris

Joana Carvalho vive em Paris há 5 anos. Natural de Barra do Piraí, interior do estado do Rio de Janeiro, vem preparando delícias em lugares como Le méridien, Traiteur Lenôtre e Restaurant Pré-Catelan. Já ministrou uma série de oficinas de cozinha para crianças no Jardin d’Acclimatation e exercitou seus talentos de chefe patissière em boulangeries como Le Coquelicot e La Pompadour. Há dois anos, fundou sua Cuisine Rouge, onde dá cursos de culinária e Food Design, além de organizar jantares gourmet personalizados, em seu próprio apartamento em Montmartre.

Então, seremos brindados hoje com as 5 recomendações gastronômicas preciosas desta talentosa chef. Com a palavra, Joana Carvalho!

 

Joana Carvalho, chef brasileira em Paris
Joana Carvalho, chef brasileira em Paris. Fonte: Cuisinez au naturel
No Jardin d'Acclimatation, as crianças aprendem os segredos da patisserie
No Jardin d’Acclimatation, as crianças aprendem os segredos da patisserie

 

1- Todas as tortas de fruta da Tarterie les Petits Mitrons, que fica em Montmartre, na Rue Lepic.
Elas são simples e despretensiosas, ácidas na medida certa e o melhor, caramelizadas por baixo. Ainda não consegui descobrir o segredo deles, mas me aguardem. Provar frutas que não existem no Brasil como mirabelles ou ruibarbo, uma boa experiência gastronômica.
2-Comida vietnamita no Tintin, 17, rue Louis Bonnet no 11eme, principalmente se você é fã dos sabores agri-doces e texturas leves e frituras crocantes da cozinha asiática.
3- Le Caillebotte, neobistrot, ou seja, a cozinha de bistrot tipicamente francesa em versões mais leves e modernas, decoração de cores claras e materiais simples. O chef Franck Baranger, depois do sucesso do seu bistrot mais tradicional, o Pantruche, que ganhou vários prêmios nos guias da cidade resolveu apostar nesse novo projeto igualmente bem-sucedido, apesar do pouco tempo. Preços bacanas e excelente carta de vinhos.
4- Qualquer restaurante judeu da Rue de Rosiers, no Marais, você vai comer os falafels mais crocantes e saladas fresquinhas em forma de sandwiches ou em pratos cheios de variedade para as papilas. Hummmm
5- E a minha feijoada. Se bater saudade do Brasil em Paris é só ligar que eu recebo em casa ou levo até você uma feijoada especial, com linguiças francesas e carne seca, farofa, couve refogadinha, mandioca frita, laranja. Com direito a caipirinhas e já descrita como “a alta costura da feijoada”, por uma fã que não é a minha mãe 🙂
Clique aqui para acessar a página do Cuisine Rouge, laboratório onde Joana serve jantares em casa, dá cursos e testa as receitas dos projetos mais variados, que falam da sua maior paixão: comida!!!
Que tal um almoço gourmet a dois, num típico apartamento parisiense?
Que tal um almoço gourmet a dois, num típico apartamento parisiense?
Em sua Cuisine Rouge, Joana organiza jantares personalizados
Em sua Cuisine Rouge, Joana organiza jantares personalizados
A receita destas Aiguilletes de frango em tempura de cerveja estão no site Cuisinez au naturel
A receita destas Aiguilletes de frango em tempura de cerveja estão no site Cuisinez au naturel
Hoje estou embarcando para Paris. Espero experimentar alguma destas delícias! E você, ficou com água na boca?

De carro pelo Velho Oeste – Parte 4: Sedona e a Rota 66

Nesta série de posts, você conheceu os intrépidos Gustavo e Edith, que adoram viajar de carro pelos Estados Unidos. A viagem que eles compartilharam com a gente aqui no blog foi uma “roundtrip”, partindo de Las Vegas e seguindo para Salt Lake City, Parque Yellowstone, Cody, Gillete – Devil Tower – Rapid City (Monte Rushmore), Sidney (NE), Pueblo, Albuquerque, Flagstaff – Sedona e de volta a Las Vegas.

De todo este roteiro, o Gustavo selecionou os locais mais interessantes e contou pra nós, em ordem de aparição nos posts: Yellowstone (Parte 1), Cody e Devil’s Tower (Parte 2), Monte Rushmore (Parte 3) e, finalmente, Sedona, que será tema deste texto. Deixo a palavra com o Gustavo:

A cor avermelhada dos morros que caracterizam a região
A cor avermelhada dos morros que caracterizam a região

“Na continuação da nossa viagem, que começou e acabou em Las Vegas, passamos pelos estados do Novo México e do Arizona. Utilizamos a rodovia I-40, que em um bom trecho a partir de Oklahoma substituiu a romântica e carismática Route 66.

Vimos grupos de motoqueiros passeando na antiga Rota 66 quando ela não era sobreposta pela I-40.

Em alguns trechos, o traçado da antiga rodovia foi aproveitado e a nova se sobrepõe à antiga, só que bem mais ampla.

Por cerca de 600 quilômetros estivemos em pleno convívio com o charme do passado e a modernidade do presente.

O mapa da antiga Rota 66
O mapa da antiga Rota 66

Ao transitar por aquela(s) estrada(s) compreende-se o que significavam aquelas vastas planícies áridas e açoitadas, não raro, por fortes ventos a levantar sua poeira. Tivemos a oportunidade de apreciar o fenômeno de uma “tempestade de poeira” de intensidade muito fraca, já na planície do Arizona. Quando elas são fortes constituem problema sério.

Hospedamo-nos em Flagstaff, em setembro, fora da temporada de esqui, portanto. A cidade é ainda hoje cortada pelo traçado original da Rota 66, há inúmeras placas a nos lembrar disso.

De Flagstaff a Sedona, ambas no Arizona, não se leva uma hora, é rápido e o trajeto é surpreendentemente belo.

Sedona é uma cidade envolta em misticismo, cheia de histórias fantásticas e misteriosas, verdadeiras ou não,  e rodeada de morrotes e morros de cor avermelhada. A cidade não tem um Centro tal como conhecemos, ela é dispersa ao longo da própria estrada. Se o viajante não estiver atento e /ou não souber disso, passa direto, que foi o que nos aconteceu. Em um centro de Atendimento ao Turista fomos devidamente informados da particularidade da cidade, recebemos um mapa, e soubemos também que é a pergunta mais frequente :”Onde fica o Centro?” Não fica. Há muitas placas indicando o caminho para trilhas a pé, de graus diversos de dificuldade, que conduzem às partes altas dos morros que cercam a cidade.

Sedona
Sedona
Entrada para uma das trilhas
Entrada para uma das trilhas
Arredores de Sedona
Arredores de Sedona
Sedona
Sedona

Embora não estivesse na nossa programação entramos pela Coconino National Forest, um Parque de onde se tem acesso mais próximo às desafiadoras rochas vermelhas. Ali há uma pequena capela, incrustrada nas rochas, destoando completamente do meio-ambiente que a cerca, construída em cimento aparente e de gosto questionável. Mas serviu para as nossas preces de agradecimento por estar ali a passeio e desfrutando de boa saúde. É a Holy Cross Chapel.”

Holy Cross Chapel
Holy Cross Chapel

 

De lá, o casal seguiu de volta a Las Vegas para o fim da aventura. É claro que o Gustavo já está planejando a próxima… Vamos esperar ele contar aqui no blog!

5 restaurantes especiais em Teresópolis – RJ

O inverno está acabando, mas ainda dá tempo de curtir um friozinho na serra! E eu aproveito que hoje é o dia da pátria, para publicar meu primeiro post sobre destinos brasileiros.

Frequento Teresópolis desde a vida intra-uterina e tenho uma relação mais do que afetiva com esta cidade da região serrana, que fica a 1h30min do Rio de Janeiro. Lá, meus pais têm uma casa que é ponto de encontro da família e dos amigos. Hoje em dia, Terê é mais conhecida como a sede da seleção brasileira de futebol, mas seus maiores tesouros são, de fato, o clima e a natureza, além dos excelentes hotéis e restaurantes.

Ficam aqui as recomendações dos meus 5 restaurantes preferidos. Todos são perfeitos tanto para um jantar romântico como para levar as crianças.

 

Comendo bem e curtindo a natureza em Terê
A natureza exuberante de Teresópolis

1- Dona Irene

Rua Tenente Luiz Meirelles, 1800, Bom Retiro. Tel: (21) 2742-2901

O banquete completo tradicional da nobreza russa do século XIX é um clássico há 40 anos. Irene era uma jovem nobre, apaixonada por culinária. Quando houve a Revolução de 1917,  sua família fugiu para a China e de lá, ela e o marido perambularam até chegar em Teresópolis, veja só! Eles logo fizeram amizade com o casal Emília e Hisbello, que se tornou a família deles no Brasil. Dona Irene e Seu Miguel (como eram conhecidos aqui, pois os nomes russos eram complicados…) já se foram há alguns anos, mas Emília e Hisbello perpetuam a tradição. O ambiente é perfeito, desde o atendimento até a decoração (as tradicionais pinturas no teto e paredes foram feitas por uma das filhas de D. Irene). A casa é repleta de fotos e objetos que pertenceram ao casal, inclusive uma fotografia em preto e branco de D. Irene jovem, vestida com a roupa típica de uma princesa russa. Ao fazer a reserva, você escolhe apenas o prato principal. Uma sequência interminável de maravilhosas entradas quentes e frias quase o torna dispensável, porque você tem a sensação de nunca ter comido tanto na vida. Mas é tudo tão gostoso, tão diferente, tão delicado, que sempre dá vontade de provar o próximo. Uma dica: como o prato principal vem servido em travessas, e não no prato propriamente dito, é interessante cada pessoa pedir uma opção distinta, para que todos possam experimentar um pouco. A vodka que acompanha a refeição é produzida na casa, aromatizada e vem à mesa dentro de um bloco de gelo, o que lhe confere uma consistência licorosa. Eu não costumo tomar vodka, mas nada combina tanto com aquela culinária quanto esta clássica bebida. Ainda mais porque Seu Hisbello sempre vem à mesa conduzir o brinde em russo: Na zdaróvia!

Uma pequena observação: a casa não aceita cartões de crédito.

 

Restaurante Dona Irene
Restaurante Dona Irene
O banquete tradicional russo do século XIX
O banquete tradicional russo do século XIX

2- Manjericão

Rua Flávio Bortoluzzi, 314, Alto. Tel: (21) 2642-4242

A melhor pizzaria de Teresópolis. Na verdade, uma das melhores de todo o Rio de Janeiro. Os irmãos André e Beth são vegetarianos, então não espere encontrar presunto ou calabresa no cardápio. Para mim, as pedidas inesquecíveis são a pizza de beringela, a de pesto de manjericão, a de azeitona… Não deixe de experimentar a sangria espetacular, e reserve um espaço para a sobremesa: goiabada cascão com catupiry, derretidos no forno a lenha. Dudu começou a frequentar o Manjericão aos 3 meses, é ótimo para levar crianças. Há inclusive uma salinha com uma única mesa de 10 lugares, ideal para a família completa. Chegue cedo ou faça reserva, se não quiser ficar na fila só sentindo o aroma de pizza quentinha!

Dudu se sente em casa no Manjericão
Dudu se sente em casa no Manjericão

 

3- Crémerie Genève

Estrada Teresópolis-Friburgo, km 16. Tel: (21) 3643-6391

É o único desta lista que não está no centro da cidade, fica no chamado Circuito Terê-Fri, a rota gastronômica e hoteleira entre Teresópolis e Friburgo. A Fazenda Genève produz queijo de cabra de nível internacional. Uma vez, quando o professor francês Dominique Chaland esteve no Rio dando um curso de cadeias musculares, levei-o a Terê e ele provou os ditos queijinhos. Pois ele disse que não deviam nada àqueles produzidos na região da Borgonha, onde ele vive. O restaurante que fica dentro da propriedade oferece culinária suíça de alta qualidade. O magret de pato é de comer suspirando, a truta recheada de queijo de cabra é um espanto, as fondues e raclettes são uma pedida certeira nas noites de inverno. Durante o dia, é possível visitar o capril, as crianças adoram ver os cabritinhos. Além disso, há também um parquinho para os pequenos. E os produtos Genève estão à venda na lojinha…

 

O charme suíço da Crémerie Genève
O charme suíço da Crémerie Genève
Quando ainda não havia crianças na família...
Quando ainda não havia crianças na família…
Visitando os cabritinhos
Visitando os cabritinhos

4- Vila St. Gallen

Rua Augusto do Amaral Peixoto, 166, Alto. Tel: (21) 2642-1575

Uma pequena aldeia alemã está reproduzida neste lugar agradável, que divide seu amplo espaço entre uma cervejaria, um bistrô francês, um restaurante de fondue e a vila em si, onde se pode comprar sorvetes e chocolates, experimentar a culinária alemã, visitar a capela e degustar a já famosa cerveja Therezópolis. Atendimento excelente, cardápio interessante. Um programão!

 

Uma vila alemã em Teresópolis
Uma vila alemã em Teresópolis
A pequena capela da Vila St Gallen
A pequena capela da Vila St Gallen
A aldeia alemã da Vila St Gallen
A aldeia alemã da Vila St Gallen

 

Comida alemã e cerveja Therezópolis
Comida alemã e cerveja Therezópolis

5- Vagão

Av. Lúcio Meira, 855, Várzea. Tel: (21) 2643-3034

Parte das mesas estão na plataforma da estação, outras estão literalmente dentro do vagão de um trem antigo. Dudu simplesmente amou o clima deste restaurante de cardápio bastante variado. Os pratos têm os nomes das estações de trem de diversas cidades do mundo, trazendo um pouquinho da culinária de cada um destes lugares. O forte deles, entretanto, é a carta de cervejas. Alexandre se esbaldou nas loiras alemãs e belgas! Pode isso?! 😉

 

Cervejas alemãs em um antigo vagão de trem
Cerveja belga em um antigo vagão de trem

 

 

 

Museus em Paris que valem a visita – Parte 1

Se você está indo a Paris pela primeira vez, seu roteiro passará obrigatoriamente pelo Louvre e pelo Musée d’Orsay. Atrações indiscutivelmente incontornáveis, já cantadas em prosa e verso pelos mais diversos veículos e autores, estes dois ícones parisienses foram deliberadamente excluídos desta lista singela. Exatamente por esta razão: dispensam recomendação, já estão previstos, com absoluta certeza. Depois de visitar estes gigantes imprescindíveis, a escolha entre os incontáveis museus e galerias espalhados pela cidade pode trazer dúvida – e até angústia – ao coração de quem gosta de arte e cultura. Eu definitivamente não conheço todos os museus de Paris (será que alguém conhece?!), mas já estive em um número considerável. Alguns eu gostei demais, outros não especialmente. Alguns bem óbvios, outros nem tanto. Alguns pretendo ainda visitar, outros não faço questão. Espero que a minha experiência possa te ajudar nessa “escolha de Sofia”, que é selecionar as igrejas, museus, parques, monumentos e outras atrações que caibam no número de dias programados para as férias às margens do Sena.

 

O Museu do Louvre e sua Pirâmide
O Museu do Louvre e sua Pirâmide

 

Musée d'Orsay
Musée d’Orsay
O Musée d'Orsay visto do Rio Sena
O Musée d’Orsay visto do Rio Sena

 

1- Musée Rodin

Este museu encantador foi o primeiro que visitei em Paris. É quase mágico, passear pelo jardim da casa em que viveu um dos maiores escultores da história, flanando entre obras de arte expostas ao ar livre. Para completar a experiência, não deixe de tomar um café ou um sorvete na cafeteria do jardim, depois visite o interior da casa, onde estão alguns dos mais famosos trabalhos de Auguste Rodin e Camille Claudel. O Musée Rodin fica muito perto do Musée d’Orsay e do Hôtel des Invalides, onde estão o túmulo de Napoleão e o Museu da Guerra. Se você tiver um cronograma apertado, pode ser uma boa ideia fazer os três no mesmo dia.

 

Musée Rodin
Musée Rodin
Pensador e Invalides
O Pensador em seus devaneios, entre as flores do jardim e o belo Dôme des Invalides
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Arte ao ar livre, no Musée Rodin
Dentro da casa onde viveu Rodin, algumas de suas mais belas obras
Dentro da casa onde viveu Rodin, algumas de suas mais belas obras
O beijo mais famoso da história da arte
O beijo mais famoso da história da arte
Uma "selfie" no Musée Rodin
Uma “selfie” no Musée Rodin

2- Musée de l’Orangerie

Quando você chega ao Jardin de Tuileries, vindo da Place de la Concorde, percebe que a entrada do parque que leva ao Louvre é ladeada por dois museus pequenos e simpáticos: à direita, o Musée de l’Orangerie; à esquerda, o Jeu de Paume. No Jeu de Paume você vai encontrar predominantemente exposições temporárias, e a programação pode ser conferida no indefectível Pariscope. Quanto ao Musée de l’Orangerie… Se você gosta de arte, deve realmente tentar incluir esta joia em seu roteiro! O museu tem uma pequena, porém expressiva, coleção de arte impressionista. Mas o ponto alto, de fato, são as duas grandes salas, em que painéis das Ninféias de Monet preenchem inteiramente cada uma das quatro paredes. De acordo com o local onde você se posiciona, em cada sala, os quadros imensos adquirem aspectos diversos, e a própria sala parece mudar.  A luz natural penetra, tornando a experiência diferente segundo o horário da visita. É possível se perder por um longo tempo, em meio a tamanha beleza…

Galerie Nationale du Jeu de Paume. Não tenho nenhuma foto do Musée de l'Orangerie...
Uma perspectiva “torta” da Galerie Nationale du Jeu de Paume. Não tenho nenhuma foto do Musée de l’Orangerie… 😦

 

3- Musée de l’Histoire de la Médecine

Este museu pequeno e impressionante fica dentro da Université Paris Descartes, na Rue de l’École de Médecine. Tem horários de funcionamento restritos e variáveis, então, mais uma vez, é necessário consultar o bom e velho Pariscope. A coleção inclui maletas com instrumentos de barbeiros-cirurgiões medievais, um estojo de medicamentos homeopáticos do século XIX, que pertenceu ao médico de Vincent Van Gogh, desenhos esquemáticos do cérebro humano, feitos por Sigmund Freud, modelos anatômicos do século XVIII, ferramentas cirúrgicas egípcias e outros tesouros. Se tudo isso já soa interessante para qualquer pessoa curiosa, imagine para alguém que trabalha na área da saúde!

Université Paris Descartes, onde funciona o Musée de l'Histoire de la Médecine
Université Paris Descartes, onde funciona o Musée de l’Histoire de la Médecine

No próximo post, vamos conversar sobre mais três museus que moram no meu coração. Esse papo ainda tem muito o que render…

 

Algumas dicas essenciais de Paris

Eu já falei sobre Paris diversas vezes aqui no blog. Citei o Pariscope como minha dica mais importante , dei o caminho das pedras para comprar ingressos para concertos, listei meus lugares favoritos para tomar chá (veja aqui e aqui) e revelei minhas preferências na hora das compras (veja aqui e aqui).

Ainda pretendo escrever muito sobre esta cidade que frequento com grande assiduidade, pelo trabalho e/ou pelo prazer de bater perna por suas ruas adoráveis. Hoje vou dar algumas dicas que considero imprescindíveis!

 

1- Paris Museum Pass: Você pode comprar pelo site ou em qualquer dos monumentos conveniados, é um passe que vale por 2, 4 ou 6 dias consecutivos (respectivamente 42, 56 e 69 euros), e inclui entrada ilimitada em quase todos os monumentos e museus de Paris (não inclui a Torre Eiffel). Além de economizar dinheiro, na maioria deles você fura a fila, essa é a principal vantagem. No Louvre, você vai adorar entrar livre, leve e solto por uma porta e ver a multidão esperando do outro lado… Em Versailles não tem jeito, tem que encarar a fila, mas pelo menos você só pega para entrar, evitando a de comprar ingresso. Uma sugestão: se você não comprar o passe pela internet, compre na Conciergerie, que fica ao lado da Sainte Chapelle, na Ile de la Cité. Lá nunca tem fila, e vale uma rápida visita às celas onde ficaram presos Robespierre, Maria Antonieta e vários heróis da Revolução Francesa. Depois, você pode ir na Sainte Chapelle e na Catedral de Notre Dame, que é quase do lado. O passe é válido para subir nas torres da Catedral. Na rua lateral, onde fica a fila para subir nas torres, tem umas carrocinhas que vendem crepes e galletes. Não perca! Uma delícia! Logo ao lado, na Ile St Louis, tem outra delícia imperdível: sorvetes Bertillon, os melhores de Paris. São vendidos em diversos locais na ilha, se você comprar no balcão, pra sair tomando pela rua, é bem mais barato.

A Vênus de Milo, uma das mais importantes e belas obras do acervo do Louvre
A Vênus de Milo, uma das mais importantes e belas obras do acervo do Louvre
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A subida no Arco do Triunfo está incluída no Paris Museum Pass

2- Hotel Clément: desde que conheci este hotel, nunca mais fiquei em outro. Fica no coração de St Germain de Près, ao lado do metro Mabillon (6, Rue Clément). Simples, porém limpo, silencioso, organizado, com ótimo atendimento e preço abaixo da média. Como a maioria dos hotéis em Paris, o elevador é minúsculo e o quarto poderia ser maior… Mas acho o custo-benefício excepcional! A suíte júnior é ideal para casais com uma criança. Infelizmente, não há quarto quádruplo.

3- Ingresso antecipado para a Torre Eiffel: o site oficial do principal ponto turístico de Paris tem uma versão em português, onde se pode adquirir ingressos antecipados para subir na famosa torre. Como esta possibilidade é relativamente nova, eu confesso que nunca subi, mesmo depois de ter ido umas 20 vezes à Cidade Luz! É que as filas são sempre tão grandes, que eu desanimo… Ano que vem, vou levar o Dudu, então vai rolar com certeza! É recomendável antecedência, pois há um número limitado de ingressos por dia.

O principal ícone parisiense
O principal ícone parisiense

4- Carrossel du Louvre: o centro comercial que fica no subsolo do Museu do Louvre é uma ótima opção para “quebrar” uma longa visita às galerias. Tem o Mariage Frères, minha casa de chá preferida; a incrível loja Nature et Découvertes, com uma diversidade de itens para amantes da natureza (aventureiros ou não); e a Apple Store, entre outras lojas e restaurantes. A propósito: muita gente diz que são necessários vários dias para visitar o Louvre. Bem, a não ser que você esteja fazendo doutorado em história da arte, não precisará de 2 ou 3 dias só neste museu. Um dia ou parte dele é suficiente. Há muita coisa pra ver em Paris, ainda mais se você dispuser de apenas uma semana ou menos!

5- Café da manhã fora do hotel: eu sei que muita gente gosta de tomar café da manhã no hotel, porque já sai “pronto”. A questão é que, em geral, o salão de “petit déjeuneur” fica no subsolo, fechado, em uma cidade que tem como uma de suas principais características, a profusão de cafeterias com as famosas mesinhas na calçada, viradas para o “movimento”. Eu considero a experiência de tomar um expresso acompanhado de um croissant ou uma tartine (baguette tostada com manteiga), sentada em um local como este, item fundamental em qualquer visita a Paris. Você entra no clima e se sente parte do contexto.

6- Maquiagem: a compra da maquiagem é praticamente incontornável, quando se visita Paris. Mesmo que você seja homem, pois terá levado, com certeza, uma listinha de encomendas. Mas se você for mulher, lembre-se de que nas lojas de departamentos, quando você for fazer suas comprinhas no quiosque das principais marcas, a atendente provavelmente vai se oferecer para te fazer uma linda maquiagem na hora. É claro, você vai se sentir bela como uma fada e vai querer comprar tudo. Mas, mesmo que só leve um batom, sairá de lá “toda trabalhada no glamour” rsrsrsrs. Então, aproveite para comprar maquiagem no dia que você já tiver programado um teatro, concerto ou jantar especial, pois a produção já estará prontinha! 😉

Minha amiga ficou ainda mais linda, toda produzida na Shiseido do Le Bon Marché
Minha amiga ficou ainda mais linda, toda produzida na Shiseido do Le Bon Marché

 

Ainda tenho muito a dizer sobre Paris… Restaurantes, museus, lojas, atrações para crianças… Essa é a parte mais divertida em se ter um blog, posso continuar o assunto em outros posts e prolongar nossa conversa sobre meu tema favorito!

Então, um abraço e até o próximo!