5 obras de arte em Nova York

Nova York é uma das cidades mais atraentes do mundo para quem gosta de arte. Ela abriga alguns dos museus mais importantes do globo. Mais uma vez, é tarefa impossível elencar somente 5 obras, mas vou fazer uma escolha afetiva – como sempre – e deixar o espaço dos comentários pra você me contar as suas preferências, assim vai ficar mais divertido! Uma coisa é certa: deixar Nova York sem ter feito uma visitinha a estas verdadeiras referências culturais seria uma perda lastimável…

Não vou me estender nos comentários sobre cada obra. Sou uma apreciadora, não uma profunda conhecedora. Pelas minhas escolhas, você vai ver que tenho uma certa preferência pelos artistas do final do século XIX e século XX. Mas acredito, acima de tudo, que um quadro se torna um favorito pelo poder que ele tem de me impactar, de me prender, de me tocar emocionalmente. Então, minha seleção não segue um critério definido. Quadros que eu amo e pronto. Sem explicação.

 

1 – Dança (Henri Matisse) – Museu de Arte Moderna (MoMA)

Todo mundo conhece esse quadro, é um dos mais famosos da história da pintura, mas vê-lo ao vivo, em tamanho natural, me trouxe borboletas ao estômago.

Matisse: Dance
Matisse: Dance

 

2- Panel for Edwin R. Campbell, números 1 a 4 (Vasily Kandinsky) – Museu de Arte Moderna (MoMA)

Esta série de enormes painéis mostram a força da pintura de Kandinsky e me mantiveram hipnotizada por um longo tempo em frente a eles.

Kandinsky: Panel for Edwin R. Campbell n. 4
Kandinsky: Panel for Edwin R. Campbell n. 4

3- Noite estrelada (Vincent Van Gogh) – Museu de Arte Moderna (MoMA)

Minha visita ao MoMA foi a primeira vez em que vi um Van Vogh pessoalmente. As reproduções não traduzem nem de longe a textura e a vida que salta aos olhos no quadro original. Foi um momento único e inesquecível.

Van Gogh: The starry night
Van Gogh: The starry night

4- The dancing class (Edgard Degas)Metropolitan Museum of Art

O Met possui um enorme acervo da obra de Degas, entre pinturas e esculturas, de impressionante sensibilidade. Meu amor pelo ballet faz com que o conjunto me toque particularmente.

Degas: The dancing class
Degas: The dancing class

5- The unicorn tapestries (arte medieval, sul da Holanda) – The Cloisters

As sete tapeçarias que compõe a série do Unicórnio estão expostas neste claustro medieval trazido pedra por pedra da Europa, e que faz parte do sistema do Metropolitan Museum. Sou fascinada pela Idade Média, e estas belíssimas tapeçarias constituem uma das mais expressivas referências da arte deste período.

The unicorn in captivity
The unicorn in captivity

 

E você? Quais as obras de arte que mais te emocionaram? Ainda vou escrever sobre minhas preferências em outras cidades, mas estou louca para conhecer as suas! Escreve aqui nos comentários, estou esperando…

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De carro pelo Velho Oeste – Parte 4: Sedona e a Rota 66

Nesta série de posts, você conheceu os intrépidos Gustavo e Edith, que adoram viajar de carro pelos Estados Unidos. A viagem que eles compartilharam com a gente aqui no blog foi uma “roundtrip”, partindo de Las Vegas e seguindo para Salt Lake City, Parque Yellowstone, Cody, Gillete – Devil Tower – Rapid City (Monte Rushmore), Sidney (NE), Pueblo, Albuquerque, Flagstaff – Sedona e de volta a Las Vegas.

De todo este roteiro, o Gustavo selecionou os locais mais interessantes e contou pra nós, em ordem de aparição nos posts: Yellowstone (Parte 1), Cody e Devil’s Tower (Parte 2), Monte Rushmore (Parte 3) e, finalmente, Sedona, que será tema deste texto. Deixo a palavra com o Gustavo:

A cor avermelhada dos morros que caracterizam a região
A cor avermelhada dos morros que caracterizam a região

“Na continuação da nossa viagem, que começou e acabou em Las Vegas, passamos pelos estados do Novo México e do Arizona. Utilizamos a rodovia I-40, que em um bom trecho a partir de Oklahoma substituiu a romântica e carismática Route 66.

Vimos grupos de motoqueiros passeando na antiga Rota 66 quando ela não era sobreposta pela I-40.

Em alguns trechos, o traçado da antiga rodovia foi aproveitado e a nova se sobrepõe à antiga, só que bem mais ampla.

Por cerca de 600 quilômetros estivemos em pleno convívio com o charme do passado e a modernidade do presente.

O mapa da antiga Rota 66
O mapa da antiga Rota 66

Ao transitar por aquela(s) estrada(s) compreende-se o que significavam aquelas vastas planícies áridas e açoitadas, não raro, por fortes ventos a levantar sua poeira. Tivemos a oportunidade de apreciar o fenômeno de uma “tempestade de poeira” de intensidade muito fraca, já na planície do Arizona. Quando elas são fortes constituem problema sério.

Hospedamo-nos em Flagstaff, em setembro, fora da temporada de esqui, portanto. A cidade é ainda hoje cortada pelo traçado original da Rota 66, há inúmeras placas a nos lembrar disso.

De Flagstaff a Sedona, ambas no Arizona, não se leva uma hora, é rápido e o trajeto é surpreendentemente belo.

Sedona é uma cidade envolta em misticismo, cheia de histórias fantásticas e misteriosas, verdadeiras ou não,  e rodeada de morrotes e morros de cor avermelhada. A cidade não tem um Centro tal como conhecemos, ela é dispersa ao longo da própria estrada. Se o viajante não estiver atento e /ou não souber disso, passa direto, que foi o que nos aconteceu. Em um centro de Atendimento ao Turista fomos devidamente informados da particularidade da cidade, recebemos um mapa, e soubemos também que é a pergunta mais frequente :”Onde fica o Centro?” Não fica. Há muitas placas indicando o caminho para trilhas a pé, de graus diversos de dificuldade, que conduzem às partes altas dos morros que cercam a cidade.

Sedona
Sedona
Entrada para uma das trilhas
Entrada para uma das trilhas
Arredores de Sedona
Arredores de Sedona
Sedona
Sedona

Embora não estivesse na nossa programação entramos pela Coconino National Forest, um Parque de onde se tem acesso mais próximo às desafiadoras rochas vermelhas. Ali há uma pequena capela, incrustrada nas rochas, destoando completamente do meio-ambiente que a cerca, construída em cimento aparente e de gosto questionável. Mas serviu para as nossas preces de agradecimento por estar ali a passeio e desfrutando de boa saúde. É a Holy Cross Chapel.”

Holy Cross Chapel
Holy Cross Chapel

 

De lá, o casal seguiu de volta a Las Vegas para o fim da aventura. É claro que o Gustavo já está planejando a próxima… Vamos esperar ele contar aqui no blog!

5 cosméticos que têm lugar garantido na minha mala

Produtos que não saem da lista de compras de viagem
Produtos que não saem da minha lista de compras de viagem

 

Eu não sou muito ligada em cosméticos ou maquiagem, mas depois dos 40 a gente começa a se cuidar mais um pouquinho… Aos poucos, fui criando a minha “cesta básica” de produtos, e os principais são estes:

 

1- Shiseido Pureness – Deep Cleansing Foam ou Créme Mousse Nettoyante

Você lava o rosto com essa espuma de limpeza profunda e parece que saiu de um spa. Se a sua pele não for oleosa, melhor usar apenas umas três vezes por semana. No verão, é perfeito todos os dias!

 

2- Vitamin C Skin Reviver – The Body Shop

Deixa a pele um veludo, é excelente antes da maquiagem.

 

3- Shiseido The Skincare –  Rinse-off Cleansing Gel ou Gel Démaquillant Nettoyant

Adoro este demaquilante. Não tem perfume, nem deixa a pele oleosa. Só precisa um pouquinho para remover toda a maquiagem, então, apesar de não ser barato, dura séculos.

 

4- Vichy Capital Soleil

Só compro protetor solar da Vichy. Amo!!! Para o rosto, sempre o Toque Seco (toucher sec). Para o Dudu, Vichy Enfants. Para o corpo, Lait Visage et Corps.

 

5- Nutriganics Revelateur de Jeunesse ou Drops of Youth – The Body Shop

Como diz o nome em francês, é um “revelador de juventude”. Você acorda de manhã com aquela cara inchada e amassada e, uma gota depois, está radiante! Tornou-se um item indispensável na minha nécessaire!

 

Bem, cada pessoa tem um tipo de pele e eu não sou dermatologista. Mas esta é a listinha de 5 itens que valem cada milímetro que ocupam na minha mala de volta, e cada euro que invisto neles, ou melhor, em mim! 😉

De carro pelo Velho Oeste – Parte 3: Monte Rushmore

Estamos chegando ao fim das aventuras de Gustavo e Edith pelo Velho Oeste americano. No post anterior, acompanhamos o intrépido casal desde Cody, a cidade de Buffalo Bill, até a misteriosa Devils Tower. Hoje eles chegarão ao destino final, Dakota do Sul, para visitar o célebre Mount Rushmore. Passo o bastão, mais uma vez, para Gustavo Monteiro:

 

“A apenas 30 minutos de Rapid City, Dakota do Sul, encontra-se o Monte Rushmore, com a efígie de quatro dos mais famosos presidentes americanos esculpidos na rocha viva.

Há uma ótima infraestrutura ao redor, com lanchonetes, bancos para descanso e toaletes em excelentes condições de higiene e limpeza.

Lanche com os presidentes, no Mount Rushmore
Lanche com os presidentes, no Mount Rushmore

Estivemos lá em setembro de 2013, a temperatura estava amena, agradabilíssima.

A entrada é paga e pode-se assistir a uma exibição de índios executando danças nativas. Os que se apresentaram diante de nós eram da tribo sioux, habitantes da região até a chegada dos europeus.

Índios Sioux exibem danças nativas
Índios Sioux exibem danças nativas

 

Paralisada há anos, há uma escultura não acabada, também em rocha viva, do grande chefe Cavalo Doido, que nasceu naquela região, da mesma tribo dos dançarinos, também denominada lakota ou dakota.

A efígie inacabada do Chefe Cavalo Doido, cenário para a dança dos índios Sioux
A efígie inacabada do Chefe Cavalo Doido, cenário para a dança dos índios Sioux

 

Pertinho de Rapid City, em Dakota do Sul, há a réplica de uma pequena capela norueguesa remontada naquela cidade americana pelos seus próprios projetistas. O madeirame foi transportado da Noruega para lá. É uma visita rapidíssima, que nos serviu para fazer uma prece agradecendo poder estar podendo viajar desfrutando de boa saúde e segurança.

A entrada é franca.”

Chapel in the Hills, South Dakota
Chapel in the Hills, South Dakota

 

Com tantas andanças na bagagem, acho que o Gustavo vai se tornar um colaborador regular do Roteiro Renatours. Só tenho a agradecer e esperar novas contribuições.

Um abraço e boas viagens!

5 lojas de roupas e acessórios que eu adoro!

Agosto é o mês do meu aniversário, então a coluna Meus 5 favoritos vai me encher de mimos: destinos dos meus sonhos, cosméticos que sempre trago de viagem, restaurantes prediletos… Hoje vou contar quais as lojas das quais não consigo sair sem uma sacolinha, e que são paradas obrigatórias quando estou viajando.

 

1- Anthropologie

Minha favorita é a da Regent Street, em Londres, mas também tem em Orlando, Miami, Nova York, Edimburgo e muitos outros lugares. Infelizmente, não tem em Paris. Amo as roupas de lá, mas os itens de decoração e utensílios para a casa também me fazem suspirar…

Vitrine da Anthropologie - London, na King's Road. Fonte: site europeu da marca
Fachada da loja na King’s Road, Londres Fonte: site da Anthropologie – Europa

 

2- Caroll

Não vou a Paris sem passar na Caroll, sempre encontro peças ótimas para o dia-a-dia (trabalho, cinema, festa de criança…), lindas e confortáveis. Frequento mais a filial do Boulevard Saint Germain 156, porque é super perto do Hotel Clément, onde costumo me hospedar.

Caroll - Paris Fonte: website do fotógrafo  Rodolphe Parente
Caroll – Paris
Fonte: website do fotógrafo Rodolphe Parente

 

3- F. Pinet

A New Bond Street, em Londres, é um desfile de marcas famosas, como Channel, Zegna, Bulgari e afins. Em meio a estas estrelas inatingíveis, está a F. Pinet, que vende sapatos e bolsas feitos à mão, lindos, estilosos e confortáveis. Não é barata, mas é viável, e a qualidade vale largamente cada centavo. O atendimento não poderia ser melhor e, cada vez que eu uso meu scarpin que me faz sentir como se eu estivesse de tênis, penso que a F. Pinet foi, definitivamente, uma ótima descoberta!

 

F. Pinet, na New Bond Street Fonte: London's Favourite Shopping Streets
F. Pinet, na New Bond Street
Fonte: London’s Favourite Shopping Streets

 

4- Kipling

Eu adoro as cores, o material, a praticidade. Tenho uma bolsa tipo carteiro que é a “oficial” das viagens. Minha mala de mão cor-de-rosa é uma companheira inseparável. Costumo recomendar inclusive às minhas pacientes: são muito mais leves do que bolsas de couro, o que faz uma grande diferença na hora de viajar, quando passamos o dia inteiro caminhando.

 

5- Richard’s

Bem, essa é no Brasil… Mas é a minha marca nacional favorita! Estou sempre de olho nas liquidações. Já que meu aniversário está chegando e os homens, às vezes, precisam de uma indireta… Alexandre, fica a dica! 😉

 

De carro pelo Velho Oeste – Parte 2: Buffalo Bill e ficção científica

No post anterior, seguimos Gustavo e Edith em sua “road trip” que começou em Las Vegas e fez sua primeira parada no Parque Yellowstone. Hoje, vamos acompanhar as andanças do intrépido casal pelo Wyoming. Com a palavra, mais uma vez, Gustavo Monteiro!

 

” Deixamos o Parque Yellowstone pela saída Leste e em menos de 3 horas estávamos na pequenina cidade de Cody,  batizada em homenagem a William Frederick Cody, o Buffalo Bill. Pouco depois da saída do Parque encontra-se a Pahaska Tepee, segundo dizem é no local onde Buffalo Bill tinha a cabana de caça dele.

Pahaska Tepee, onde ficava a cabana de caça de Buffalo Bill
Pahaska Tepee, onde ficava a cabana de caça de Buffalo Bill

 

Lá, em Cody, há um surpreendentemente amplo, belo e ilustrativo museu acerca dos hábitos, costumes, armas, equipamentos, utensílios, tendas indígenas e tudo que se relacione com a vida nas planícies no tempo do chamado Velho Oeste. É o Buffalo Bill Historical Center.

Uma imensa coleção de armas, um precursor do canivete suíço, zorras e peças do vestuário utilizados naquela época.

Organizadíssimo e bem cuidado, cobra entrada de US16,00 por pessoa, bilhete válido por dois dias. Dispõe de lanchonete, restaurante e banheiros. De maio a setembro abre às 8:00 e fecha às 18:00h.

Pensamos em visitá-lo em menos de uma hora, ficamos por 4 horas e saímos com a sensação de não termos visto tudo.

 

Estátua de Buffalo Bill
Estátua de Buffalo Bill
Acampamento indígena, da tribo Arapaho
Acampamento indígena, da tribo Arapaho
 Índia, bebê e zorra
Índia, bebê e zorra
Winchester 73, original em cima, embaixo a réplica usada no filme de mesmo nome
Winchester 73, original em cima, embaixo a réplica usada no filme de mesmo nome

 

Precursor do canivete suíço, fabricação alemã, com 100 lâminas e um revólver 22 com 5 tiros
Precursor do canivete suíço, fabricação alemã, com 100 lâminas e um revólver 22 com 5 tiros

 

Edith e a tenda indígena
Edith e a tenda indígena

 

Cody dispõe de um um aeroporto para vôos domésticos.

Na primeira vez que estivemos lá optamos por devolver o carro em Cody pois seguiríamos de avião para Nova York. Nosso vôo era às 7 da manhã do dia seguinte e achei pouco provável que houvesse alguém da locadora para receber o carro antes das 6 da manhã, optando por devolvê-lo na véspera. Papai do Céu nos protegeu, pois o quiosque da locadora estava fechado no dia seguinte. Assim, descobrimos que a cidade de menos de 10 mil habitantes não dispõe de sistema de táxis. Arranjamos uma carona para o hotel e lá há um esquema de transporte até o aeroporto feito pelos próprios moradores.

Nosso roteiro, que se iniciara em Las Vegas passando pelo Parque Yellowstone, incluía Gillete, Wyoming, a caminho de Rapid City, Dakota do Sul, onde veríamos o Monte Rushmore, de nosso interesse.

Acontece que, com um pequeno desvio da rota, para o norte, chegamos a um impressionante Monumento Nacional chamado Devils Tower. Trata-se de uma montanha muito particular em sua formação geológica e que surge do nada na planície, imponente e misteriosa.

Serviu de locação para o filme “Contatos imediatos do terceiro grau”, de Steven Spielberg, e valeu à pena termos nos desviado por apenas uma hora do nosso rumo. O local é mágico e cercado de interessantes lendas indígenas das várias tribos que habitaram a área.

Vimos pessoas, digamos, inusitadas, a tocar instrumentos de sopro e percussão indígenas, o que envolveu nossa passagem em um ambiente bem singular. No local havia uma família de índios da tribo  arapaho em uma tenda típica.

Uma sugestiva placa na entrada da lanchonete, dá o tom western do local.

 

Para manter a limpeza do local...
Para manter a limpeza do local…

 

Gustavo e a Devils Tower
Gustavo e a Devils Tower
Aqui os extraterrestres fizeram contatos imediatos, no filme de Spielberg
Aqui os extraterrestres fizeram contatos imediatos, no filme de Spielberg

 

No arredores, em torno da Torre, são encontrados, sem qualquer dificuldade, cães-da-pradaria, um roedor de cerca de 40cm de comprimento e que cava buracos e túneis nos campos. São muito graciosos e curiosos, aproximam-se da gente sem muito receio. É proibido alimentá-los mas é difícil resistir a essa tentação pois é um recurso que os faz aproximarem-se a poucos centímetros das câmaras fotográficas. Cuidado, no entanto, pois apesar da simpatia, eles podem morder.

De Rapid City a Devils Tower são apenas duas horas de carro; estradas excelentes.

A entrada custa US$10,00 por veículo e há lanchonete, banheiros e loja de souvenirs.”

 

Cães-da-pradaria
Cães-da-pradaria

 

Como resistir a esta meiguice?
Como resistir a esta meiguice?

 

Agora eu vou contar uma peculiaridade das viagens de Gustavo e Edith. Eles tem um hábito super simpático: antes de partir daqui do Brasil, passam em uma loja de souvenirs para turistas e compram uma porção de bonés. Então, eles os guardam na mala e, sempre que recebem um atendimento excepcionalmente bom, ou fazem amizade com alguém do local, que se mostre especialmente cordial, eles dão um boné de presente. Segundo o Gustavo, não tem satisfação maior do que os sorrisos que recebem em troca. Sempre que narra uma história de excelente atendimento ou relacionamento numa viagem, ele conclui perguntando: “Aí você já sabe, né Renata? E respondemos em uníssono: “Boné!” É uma nova categoria de avaliação de atendimento: o “padrão boné”. 😉

 

Domingo é dia de “Meus 5 favoritos, então só chegaremos ao fim desta jornada na semana que vem, com Dakota do Sul e o célebre Monte Rushmore. Enquanto isso, continue aproveitando todas as outras dicas do Roteiro Renatours!

 

 

 

De carro pelo Velho Oeste – Parte 1: Yellowstone

Hoje o blog abre oficialmente a sala de visitas! E o meu convidado para o primeiro post colaborativo não poderia ser outro além do Gustavo Monteiro, aquele que, de tanto trocarmos experiências de viagens, me deu o apelido de Renatours.

O Gustavo já rodou muita estrada nos Estados Unidos. Conhece a história e a geografia do oeste americano melhor do que muitos nativos. E vai compartilhar com a gente um pouco das suas aventuras e dicas preciosas.

Em setembro de 2013, Gustavo e Edith pegaram o carro em Las Vegas e foram até Dakota do Sul, passando pelo Parque Yellowstone (lar do Zé Colmeia), Gilette, Wyoming e muitas surpresas não programadas.

No post de hoje, o foco será Yellowstone, sobre o qual há muito a dizer. Com a palavra, Gustavo Monteiro!

 

“ O Parque Nacional de Yellowstone é completamente diferente de tudo o que se pode imaginar.

Apesar de um pouco “fora de mão”, fica no noroeste dos EEUU, na confluência dos estados de Idaho, Montana e Wyoming, vale a pena ! É inesquecível e único !

Fomos de Las Vegas até lá em duas etapas, de carro, com pernoite em Salt Lake City. A distância é de cerca de 1200km, a primeira etapa de 680km, sendo que o panorama é belíssimo nas duas “pernas”. Passa-se de terras áridas  às montanhas nevadas de Utah em poucas horas.

As estradas são excelentes e não há pedágio.

Há dois hotéis dentro do Parque. Muito mais econômico é hospedar-se em um dos vários hotéis tradicionais na pequenina cidade de West Yellowstone, Montana, que fica a não mais que 600 metros da entrada Oeste do Parque.

A entrada custa cerca de US$20,00 por veículo e vale por uma semana, não importa quantas pessoas estejam no carro; recebe-se um mapa detalhado do Parque.

Estivemos lá por duas vezes e recomendamos o mês de maio para quem vai pela primeira vez. Nesta época, os animais estão famintos devido ao inverno, que é muito rigoroso por lá, e se aproximam da rodovia do Parque, pastam livremente e sem qualquer receio com relação aos visitantes. São bisões, renas, alces, “uapitis”, ursos negros e marrons, águias e eventualmente lobos, circulando absolutamente livres na natureza.

Fomos pela segunda vez em setembro e avistamos muito poucos bisões, raríssimos alces e nada mais. Um guarda florestal esclareceu que, com o grande afluxo de turistas no verão, os animais ficam mais arredios e devido à escassez de alimentos, os animais se embrenham na florestas. Não deixa de ser belo, mas incomparável com a exuberância de maio.

Búfalos na estrada
Manada de búfalos

 

Búfalos na estrada
Búfalos na estrada

 

Águia Careca no ninho
Águia Careca no ninho

 

Alce = elk = wapiti
Alce = elk = wapiti

 

Grizzly
Grizzly, o urso cinzento

Até meados de abril muitas estradas do parque ainda se encontram fechadas devido ao acúmulo de neve. Não creio que ir até Yellowstone entre outubro e o fim de março seja uma boa idéia; recomendo chegar de 20 de abril para a frente. É comum nevar por lá até o final de maio e, não raro, em pleno verão. Agasalhos são indispensáveis.

Três dias completos são suficientes para percorrer-se o parque com excelente aproveitamento.

Devido às dimensões do mesmo, as distâncias entre algumas atrações são relativamente grandes, embora compensadas por pavimentação impecável nas vias de circulação e a constante renovação de paisagens maravilhosas.

Uma boa dica : ao perceber alguns carros parados nos inúmeros acostamentos, prepare-se para parar também. Certamente há animais na área. Sem dúvida que os ursos são monitorados pois sempre que se aproximam da estrada há um guarda por perto.

Búfalos na neve
Búfalos na neve

São tantas as atrações ditas “imperdíveis” que é difícil mencioná-las todas mas, com absoluta certeza, nossos dois tops são o Old Faithful Geyser e o Morning Glory Pool. O primeiro esguicha jatos de água fervente a cerca de 40 metros de altura a intervalos em torno de 90 minutos (há um quadro prevendo o horário das erupções no interior do casarão central) e o segundo é um dos incontáveis poços de água quente de cores simplesmente deslumbrantes, que só uma foto pode dar uma pálida idéia de sua beleza. Chega-se ao Old Faithful de carro (amplo estacionamento) e para o Morning Glory é necessário uma caminhada de cerca de dois quilômetros através de uma espaçosa e segura passarela que serpenteia por entre os gêiseres; o caminho é tão bonito que os dois quilômetros passam sem que a gente os perceba, posto que há várias atrações nele.

 

Gustavo no Old Faithful Geyser
Gustavo no Old Faithful Geyser

 

Edith e os gêiseres
Edith e os gêiseres

 

Old Faithful Geyser
Old Faithful Geyser

 

Morning Glory Pool: o poço é assim chamado por sua semelhança com a flor de mesmo nome
Morning Glory Pool: o poço é assim chamado por sua semelhança com a flor de mesmo nome

 

Não há o que comprar, sequer para beber, fora do Posto Central. Previna-se, pois a necessidade de água é grande. Banheiros só no mesmo Posto, então o negócio é “desabastecer” e pegar o caminho de qualquer passarela, todas levam a um lugar bonito.

Camisetas, bonés, chaveiros, souvenirs em geral, com motivos do Parque, somente são encontrados nas duas lojas existentes no Posto Central. Na cidade de West Yellowstone não existem itens interessantes. Do Zé Colméia, o Yogi Bear, nem pensar, não há uma única menção sequer ao personagem. ”

 

Brazucas e os gêiseres
Brazucas e os gêiseres

 

Na próxima sexta feira, vamos continuar seguindo este casal adorável pelas estradas americanas, rumo ao Monte Rushmore e aos Contatos Imediatos do Terceiro Grau (clique neste link)… Até lá!