Um dia de arte e história no Rio de Janeiro

Sempre que uma exposição importante vem pro Rio, é a mesma novela: filas intermináveis, horas de espera. Com a mostra de Wassily Kandinsky, no Centro Cultural Banco do Brasil, não seria diferente. Resolvi tentar uma estratégia para burlar a multidão: escolhi uma manhã ensolarada de domingo, em que, presumivelmente, a arte abstrata teria dificuldades em competir com a praia. Sucesso absoluto! Salas praticamente vazias, nem sombra de fila!

Kandinsky no CCBB
Kandinsky no CCBB
Domingo de sol = museu sem fila!
Domingo de sol = museu sem fila!

Kandinsky é um de meus artistas favoritos e eu fiz toda uma “preleção” na véspera, para que o Dudu usufruísse da experiência de uma forma mais completa. Confesso, porém, que eu esperava mais… Embora divulgada como uma retrospectiva deste artista específico, o que encontramos foi uma mostra relativamente ampla de artistas russos contemporâneos de Kandinsky, entremeados por uma meia dúzia de quadros do próprio. Vale ressaltar, porém, que esta meia dúzia vale, sem sombra de dúvida, a visita. São obras de peso, que enchem os olhos e mexem com a nossa alma.

Descobrindo os encantos da arte abstrata
Descobrindo os encantos da arte abstrata

Como o programa acabou se revelando mais curto do que o previsto, meu marido Alexandre sugeriu esticarmos até o Paço Imperial. Havia 4 crianças em nosso grupo, e achamos que seria interessante desbravar um pouco o Centro do Rio com elas.

O pátio interno do Paço Imperial
O pátio interno do Paço Imperial
Paço Imperial
Paço Imperial
O Arco do Teles, resquicio da "belle époque" carioca
O Arco do Teles, resquicio da “belle époque” carioca

Foi uma tremenda bola dentro! Estava em cartaz no Paço uma exposição enorme do artista brasileiro Waldemar Cordeiro. Sua obra ia progredindo, ao longo de sua vida, de abstrata e geométrica, como no final da produção de Kandinsky, até chegar à arte concreta, mais contemporânea. Foi como uma continuação natural do programa anterior. Todo mundo curtiu e aprendeu muito!

Exposição Waldemar Cordeiro
Exposição Waldemar Cordeiro

No final, ainda visitamos a Sala da Moeda, para um contato mais próximo com a história do Brasil. Na verdade, História é a matéria favorita do Dudu na escola, e ele gostou muito de saber que foi ali que a república foi proclamada.

A Sala da Moeda
A Sala da Moeda
Descobrindo o nosso passado
Descobrindo o nosso passado
Terminais interativos mostram fotos antigas e passagens importantes da nossa história
Terminais interativos mostram fotos antigas e passagens importantes da nossa história

Só acho uma pena que o casario antigo do Centro do Rio esteja tão mal conservado… O lugar tem tanto potencial turístico quanto qualquer cidade européia, mas aqui não se dá o mesmo valor nem se tem o mesmo cuidado… Quem sabe todos estes projetos de revitalização ainda tragam bons frutos para esta parte da cidade? O Rio de Janeiro tem muitos atrativos além das belas praias. Nada impede, porém, que toda esta programação cultural possa terminar numa boa farra nas areias do Leblon…

Fim de tarde no Leblon
Fim de tarde no Leblon

 

Exposição Kandinsky: tudo começa num ponto

Centro Cultural Banco do Brasil (Rua Primeiro de Março, 66, Centro, Rio de Janeiro)

De 28/1 a 30/3, das 9 às 21h

Entrada Franca

 

Paço Imperial

Praça XV de Novembro, 48, Centro, Rio de Janeiro

Terça a domingo, das 12 às 18h

Entrada Franca

 

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Museu do Futebol: um programa incrível em São Paulo!

Hoje passamos uma manhã deliciosa no Estádio do Pacaembu. Nunca imaginei que fosse curtir tanto um museu inteiramente dedicado ao futebol. Dá pra avaliar o quanto meu filho – fanático pelo esporte – aproveitou a visita?

Dudu se esbaldou no Museu do Futebol
Dudu se esbaldou no Museu do Futebol

Logo na entrada, os visitantes são recebidos por funcionários que explicam coisas como, por exemplo, de que maneira as bolas eram feitas antigamente, ou qual o significado da taça Jules Rimet.

As orientações são dadas de forma simpática e atenciosa
As orientações são dadas de forma simpática e atenciosa
A taça do mundo é nossa!
A taça do mundo é nossa!
Todo mundo participa!
Todo mundo participa e aproveita

O museu ocupa um espaço gigantesco, oferecendo o que há de melhor em tecnologia, interatividade e conteúdo.

Logo na primeira sala, monitores permitem ao visitante rever grandes jogadas de ídolos como Pelé, Garrincha e outros, narradas pelos maiores nomes do jornalismo esportivo brasileiro. Dudu teve a oportunidade de ver Armando Nogueira comentando um gol fantástico, fruto da genialidade de Jairzinho, Pelé e Carlos Alberto Torres. Depois, reviveu momentos memoráveis do ídolo de todo torcedor botafoguense, o incomparável Garrincha.

Futebol-arte nas pernas tortas de Garrincha
Futebol-arte nas pernas tortas de Garrincha

Uma galeria de quadros, fotografias, reportagens e material artístico e publicitário conta um pouco da história desta paixão nacional.

Dudu posou com orgulho ao lado do Fogão de áureos tempos...
Dudu posou com orgulho ao lado do Fogão de áureos tempos…
O acervo é realmente extenso!
O acervo é realmente extenso!

Ao entrar no vão para subir ao piso superior, a barulheira te assusta: você está no meio da torcida! Diversos telões, alternando imagens e sons das principais torcidas brasileiras, provocam essa sensação de estar em plena arquibancada!

Em seguida, chega-se à sala das copas do mundo, em que um terminal multimídia representa cada um dos campeonatos, mesclando textos informativos, citações, imagens e vídeos de jogos e referências históricas relacionadas.

As melhores jogadas de todas as copas estão à disposição dos visitantes
As melhores jogadas de todas as copas estão à disposição dos visitantes
A história das copas despertou a curiosidade das crianças
A história das copas despertou a curiosidade das crianças

Após um filme que contextualiza o futebol na história do Brasil, passando pela política, as artes plásticas, a música, o cinema e a literatura, você entra na sala do “Rito de Passagem”: o espectador acompanha, ao som de batidas do coração, a derrota por 2×1 para o Uruguai na década de 50, que inaugurou uma fase de grandes triunfos do nosso futebol.

O museu continua em direção a uma sequência super interessante de salas, que mostram os elementos “indispensáveis” ao jogo, e também as regras, os recordes e as curiosidades.

As primeiras chuteiras tinham travas de madeira!
As primeiras chuteiras tinham travas de madeira!
Pra não restar nenhuma dúvida, esta é a tal regra do Impedimento...
Pra não restar nenhuma dúvida, esta é a tal regra do Impedimento…
Essa frase é do tempo em que ele não estava na política!
Essa frase é do tempo em que ele não estava na política
O carioca Dudu curtiu o totó. Nossa anfitriã paulista Carol prefere o pebolim. Melhores amigos, com sotaques diferentes.
O carioca Dudu curtiu o totó. Nossa anfitriã paulista Carol prefere o pebolim. Melhores amigos, com sotaques diferentes.
Dudu e nossa anfitriã paulista Carol, no campo do Pacaembu
Dudu e Carol, no campo do Pacaembu

Em mais uma série de atrações interativas, as crianças jogaram sobre uma tela no chão e cobraram pênaltis contra um goleiro virtual. A garotada fazia fila para chutar de novo, de novo e de novo…

Gooooool do Dudu!!!!
Gooooool do Dudu!!!!

Já de saída, no estacionamento do estádio, nos deparamos com uma placa super convidativa… E terminamos o passeio de uma forma bem paulista! 🙂

E tudo terminou em pastel!
E tudo terminou em pastel!

O Museu do Futebol fica na Praça Charles Muller, S/N, Estádio do Pacaembu. Abre de terça a domingo, das 9 às 17h. Quando tem jogo no estádio, há alteração de horários. Os ingressos custam R$ 6,00 (inteira) e R$ 3,00 (meia). Crianças até 7 anos, professores da rede pública e portadores de deficiência (com um acompanhante) não pagam. Aos sábados, a entrada é gratuita para todos.

A visita termina em uma loja bem bacana, que vende camisas de times nacionais e estrangeiros, chuteiras, bolas e diversas lembranças com o tema do futebol. Há um bar na saída, mas nenhum alimento ou bebida é vendido dentro do museu.

Em sua próxima visita a Sampa, não tenha dúvidas: o Museu do Futebol é um programa certeiro!

O Estádio do Pacaembu abriga esta atração imperdível em São Paulo
O Estádio do Pacaembu abriga este museu imperdível em São Paulo

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Encontro dos Viajantes, em São Paulo, com as dicas do Roteiro Renatours

Todos convidados!
Todos convidados!

O evento Encontro dos Viajantes é organizado mensalmente, desde 2010, pelo blogueiro Eder Rezende, do Quatro Cantos do Mundo. Em cada edição, um convidado diferente vem falar sobre um destino específico ou compartilhar sua experiência. A entrada é franca e todos os viajantes são bem vindos, amadores e profissionais, blogueiros e seguidores de blogs, enfim, todo mundo que curte viajar.

Na edição de 11 de outubro, às 17h, estarei no Hotel Ibis SP Expo, como palestrante deste já tradicional evento. Levarei também o Alexandre e o Dudu, meus companheiros de aventuras. Vou adorar contar meus segredos de como transformar a viagem com crianças em uma vivência mágica para pais e filhos. Na véspera do Dia da Criança, estas dicas podem vir bem a calhar!

Se você estiver pela cidade, vou adorar te encontrar por lá. Ouvi dizer que no final rola uma happy hour… 😉

 

5 programas favoritos do Dudu no Rio de Janeiro

Minha pequena família é nascida e criada no Rio de Janeiro. Nesta semana dedicada a destinos brasileiros, achei que seria uma boa ideia compartilhar com você as preferências do  Dudu aqui mesmo, na nossa cidade, tão propícia para o turismo. Perguntei a ele quais os 5 favoritos, e ele deu ótimas dicas! Tem carioca que diz: “eu moro onde os outros tiram férias”… Seguem, então, opções comprovadamente perfeitas para um fim de semana em família.

 

1- Praia

A opção mais óbvia! A pergunta mais frequentemente formulada pelo carioca é: será que vai dar praia? O blog Tempo Junto já até publicou um post muito legal com brincadeiras na areia, que teve participação do Dudu (ele é super amigo da Carol, filha da blogueira Patrícia Marinho). Se você for com crianças, existem dois “points” certeiros: O Ipabebê e o Baixo Bebê do Leblon. Eu prefiro, de longe o Ipabebê. Fica em frente à Rua Joaquim Nabuco, pertinho do Arpoador. Trata-se de uma associação organizada pela incrível Viviane Oliveira, em que os sócios contribuem para manter a limpeza, a segurança, o bom estado dos brinquedos e até mesmo festas e atividades diversas. O Ipabebê é aberto a todos, você não tem que ser sócio para frequentar! Tem estacionamento de carrinhos e o moço do quiosque coloca a água de coco fresquinha na mamadeira pra você…

 

No Posto 6, o destaque do cenário é o Forte de Copacabana
No Posto 6, o destaque do cenário é o Forte de Copacabana
Primeiros contatos com o mar de Ipanema
Primeiros contatos com o mar de Ipanema
Festa junina no Ipabebê
Festa junina no Ipabebê
Dudu fez amizades no Ipabebê que duram até hoje!
Dudu fez amizades no Ipabebê que duram até hoje!
Sossego em Grumari
Sossego em Grumari
Dudu e Carol na praia do Leblon
Dudu e Carol na praia do Leblon
Entendeu por que as pessoas aplaudem o por do Sol no Arpoador?
Entendeu por que as pessoas aplaudem o por do Sol no Arpoador?

 

2- Jogar bola na Lagoa

A Lagoa Rodrigo de Freitas é um dos lugares mais lindos e bem aproveitados do Rio. Os quiosques ao redor oferecem inúmeras opções gastronômicas, há quadras de esportes, pista de skate, parquinhos infantis, uma enorme ciclovia e o cinema Lagoon, um dos melhores do Rio, que inclui ainda um complexo de restaurantes. Uma das coisas que o Dudu mais gosta de fazer no fim de semana é “aparecer” na quadra de futebol que fica na altura do Corte do Cantagalo, quase em frente ao Parque da Catacumba (também um programão, aliás!). Sempre há meninos jogando bola, é só chegar e participar. Dá pra ficar a manhã inteira nesta curtição. Depois, é tomar uma água de coco no quiosque Palaphita Kitch, para relaxar e apreciar a paisagem.

Os meninos se esbaldam no futebol da Lagoa
Os meninos se esbaldam no futebol da Lagoa
Vêm meninos de todas as idades! E tem sempre um pai pra ajudar a dividir os times...
Vêm meninos de todas as idades! E tem sempre um pai pra ajudar a dividir os times…
Merecido descanso
Merecido descanso

 

3- Maracanã

Não tem jeito, é a paixão nacional. Desde pequeno, Dudu já acompanha o papai na torcida pelo Fogão! Os momentos de maior emoção foram nas três vezes em que ele entrou em campo como mascote. Se tiver a oportunidade de estar no Rio em dia de jogo, não deixe escapar!

Torcendo pro Fogão, com a camisa autografada pelo Seedorf
Torcendo pro Fogão, com a camisa autografada pelo Seedorf
Tarde no Maraca
Tarde no Maraca

4- Theatro Municipal

Dudu foi acostumado com música desde a barriga. Aos 3 anos pediu pra estudar violino. Hoje em dia, é meu grande parceiro de Municipal, lugar que faz parte da minha história desde meus 5 anos. Juntos, já presenciamos concertos de grandes nomes da música, viver isso ao lado dele é uma experiência mais do que especial! O teatro é belíssimo e, por si só, vale a visita. Faz parte do lindo conjunto arquitetônico da Cinelândia, com o Museu de Belas Artes e a Biblioteca Nacional. Pérolas do Rio antigo….

A árvore de Natal do Theatro Municipal: enfeitado para o tradicional Quebra Nozes
A árvore de Natal do Theatro Municipal: enfeitado para o tradicional Quebra Nozes
O belo edifício histórico que é lar da música clássica no Rio
O belo edifício histórico que é lar da música clássica no Rio
Depois do concerto, o troféu: autógrafo e foto com o grande ídolo Joshua Bell
Depois do concerto, o troféu: autógrafo e foto com o grande ídolo Joshua Bell

 

5- Livraria da Travessa

É o perfeito complemento para o futebol na Lagoa! Além da área de leitura para as crianças, existe o delicioso restaurante Bazzar dentro da Travessa. Depois da água de coco no Palaphita, a gente vai passeando pela orla da Lagoa até a esquina da Rua Aníbal de Mendonça. Entramos em Ipanema por ali e  chegamos à Rua Visconde de Pirajá, já do ladinho da livraria mais legal da cidade, para um almoço caprichado e uma leitura sossegada. Nosso programa favorito para manhãs de sábado ou domingo.

 

Dudu se sente em casa na Livraria da Travessa
Dudu se sente em casa na Livraria da Travessa

 

E aí, o que você está esperando pra trazer seus filhotes para a Cidade Maravilhosa? O Dudu garante que eles vão se divertir!

Paraty: festa literária também para as crianças!

Todos os anos, no mês de julho, acontece a Festa Literária Internacional de Paraty, a famosa FLIP. Os debates entre autores brasileiros e estrangeiros atraem uma multidão de gente de todos os cantos para esta pitoresca cidade histórica, que fica no extremo sul do estado do Rio de Janeiro. As pessoas fazem plantão no telefone no dia de abertura das vendas de ingressos, para conseguir um disputado assento na platéia e presenciar conversas entre as cabeças pensantes da atualidade.

A linda Paraty, em clima de Flip
A linda Paraty, em clima de Flip

Paralelamente a este mergulho intelectual adulto, acontece um outro banho de cultura, dedicado aos pequenos e aos que se interessam por eles: a chamada “Flipinha”. Existe toda uma programação voltada para crianças e educadores, que envolve palestras e debates entre autores infantis (ameeei a palestra com Ilan Brenman, um dos maiores nomes da literatura infantil brasileira), shows de música, contação de histórias e toda uma ambientação criada para estimular o gosto pela leitura, além das diversas manifestações culturais que caracterizam o evento.

A praça enfeitada
A praça enfeitada
Danças típicas brasileiras apresentadas no meio da rua
Danças típicas brasileiras apresentadas no meio da rua

 

No pavilhão da Flipinha, há várias mesinhas com livros e material para desenhar e colorir, então os pais podem assistir às palestras enquanto os filhos se divertem.

 

O pavilhão da Flipinha
O pavilhão da Flipinha
Mamãe assistiu tranquila ao debate sobre literatura infantil, Dudu tinha diversão de sobra!
Mamãe assistiu tranquila ao debate sobre literatura infantil, Dudu tinha diversão de sobra!

 

A praça vira um verdadeiro parque temático literário. As árvores ficam carregadas de livros, que podem ser “colhidos” e “saboreados” nas esteiras que ficam à sombra delas. Bonecos gigantes e cenários espalhados pela área representavam obras clássicas, como O mágico de Oz, O Alienista, Viagens de Gulliver e outras.

 

Em Paraty, livro dá em árvore!
Em Paraty, livro dá em árvore!
Contação de histórias à sombra das árvores
Contação de histórias à sombra das árvores
Caminhando com o Leão, na estrada de tijolos amarelos
Caminhando com o Leão, na estrada de tijolos amarelos
O homem de lata também queria ir para Oz
O homem de lata também queria ir para Oz
Pobre Gulliver, o Dudu não conseguiu levantá-lo do chão!
Pobre Gulliver, o Dudu não conseguiu levantá-lo do chão!

 

O saci também veio dar uma alô
O saci também veio dar uma alô
Depois da apresentação dos bonecos mamulengos, as crianças podiam experimentar!
Depois da apresentação dos bonecos mamulengos, as crianças podiam experimentar!

Estive na Flip em 2008. Na época, Dudu tinha 2 anos e meio. Nem tomei conhecimento da programação adulta, eu e Alexandre queríamos mesmo era curtir com ele. Foi uma experiência absolutamente fantástica! Ele aproveitou cada momento, cada atividade. Recomendo fortemente que você comece a se programar para a Festa do ano que vem…

Uma forma linda de estimular a leitura!
Uma forma linda de estimular a leitura!

 

Sergipe: banho de rio, dunas, praia, natureza, sombra e água fresca…

Esta semana, só vamos conversar sobre passeios no Brasil. Uma das melhores surpresas que tive em minha vida viajante foi a breve temporada que passei  em Aracaju. Sergipe é, talvez, o menos explorado dos estados nordestinos. Acredito que este quadro ainda mude, pois há atrativos fantásticos aguardando os turistas. Por outro lado, eu considero uma grande vantagem não encontrar multidões aglomeradas, como em outros destinos mais populares, mesmo tendo ido em pleno verão.

Meu primo Kiko se mudou para Aracaju há cerca de 8 anos. Recentemente, nós finalmente fomos visitar o “dindo” do Dudu. Kiko e Emily nos levaram a um passeio delicioso, que foi o ponto alto da viagem: a descida de barco pelo rio Piauitinga, até chegar ao Mangue Seco. Saindo de Aracaju, de carro, são uns 50 minutos até chegar a Porto do Mato, na direção da Praia do Saco, Município de Estância. Lá, você aluga um barquinho, que custa em torno de R$ 150,00 (total, independente do número de passageiros, com capacidade para 6 pessoas, mais o barqueiro). Ao longo do rio, há diversas paradas em pequenas ilhas fluviais, onde se pode tomar banho e apreciar a natureza quase intocada do local.

 

Descendo o Rio Piauitinga
Descendo o Rio Piauitinga
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Curtindo o padrinho em Sergipe
Nosso barquinha rio abaixo
Nosso barquinho rio abaixo
O melhor banho de rio das nossas vidas!
O melhor banho de rio das nossas vidas!
Ao longo do trajeto, pequenas ilhas, praias gostosas, rio de águas calmas e salgadas...
Ao longo do trajeto, pequenas ilhas, praias gostosas, rio de águas calmas e salgadas…
No caminho, cruzamos com um “ônibus” escolar!

Chegando à localidade de Mangue Seco (a primeira após cruzar a divisa com a Bahia), alugamos um bugre (em torno de R$ 90,00), que nos levou pelas dunas e até a praia. Fizemos uma pausa para o Dudu experimentar o “esqui-bunda” e ficamos encantados com a beleza da costa.

Dudu se esbaldou no "esqui-bunda"
Dudu se esbaldou no “esqui-bunda”
Brincando nas dunas
Brincando nas dunas
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Um dia bem aproveitado com Kiko e Emily!
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Descendo as dunas de bugre
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Bugre ou montanha russa?
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Os coqueiros “Romeu e Julieta” foram cenário da abertura da antiga novela Tieta. Neste dia, fizeram uma perfeita moldura para a foto dos recém-casados!

 

Já na praia do Mangue Seco, foi só curtir uma vidinha mais ou menos… Comer quitutes locais, tomar banho de mar, apreciar a paisagem e descansar na rede, afinal ninguém é de ferro!

 

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Praia de Mangue Seco
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Dudu adorou essa vidinha nordestina…

 

O motorista do bugre deixou a gente na praia e combinou a hora de vir nos buscar, para pegarmos o barco de volta a Porto do Mato. Tanto ele quanto o barqueiro foram ultra pontuais! Em Porto do Mato, tem estacionamento. Embora Mangue Seco já fique na Bahia, a localidade é mais explorada a partir de Aracaju, pois o acesso por ali é mais fácil. O programa dura o dia inteiro e é absolutamente imperdível!

 

 

 

 

 

5 restaurantes especiais em Teresópolis – RJ

O inverno está acabando, mas ainda dá tempo de curtir um friozinho na serra! E eu aproveito que hoje é o dia da pátria, para publicar meu primeiro post sobre destinos brasileiros.

Frequento Teresópolis desde a vida intra-uterina e tenho uma relação mais do que afetiva com esta cidade da região serrana, que fica a 1h30min do Rio de Janeiro. Lá, meus pais têm uma casa que é ponto de encontro da família e dos amigos. Hoje em dia, Terê é mais conhecida como a sede da seleção brasileira de futebol, mas seus maiores tesouros são, de fato, o clima e a natureza, além dos excelentes hotéis e restaurantes.

Ficam aqui as recomendações dos meus 5 restaurantes preferidos. Todos são perfeitos tanto para um jantar romântico como para levar as crianças.

 

Comendo bem e curtindo a natureza em Terê
A natureza exuberante de Teresópolis

1- Dona Irene

Rua Tenente Luiz Meirelles, 1800, Bom Retiro. Tel: (21) 2742-2901

O banquete completo tradicional da nobreza russa do século XIX é um clássico há 40 anos. Irene era uma jovem nobre, apaixonada por culinária. Quando houve a Revolução de 1917,  sua família fugiu para a China e de lá, ela e o marido perambularam até chegar em Teresópolis, veja só! Eles logo fizeram amizade com o casal Emília e Hisbello, que se tornou a família deles no Brasil. Dona Irene e Seu Miguel (como eram conhecidos aqui, pois os nomes russos eram complicados…) já se foram há alguns anos, mas Emília e Hisbello perpetuam a tradição. O ambiente é perfeito, desde o atendimento até a decoração (as tradicionais pinturas no teto e paredes foram feitas por uma das filhas de D. Irene). A casa é repleta de fotos e objetos que pertenceram ao casal, inclusive uma fotografia em preto e branco de D. Irene jovem, vestida com a roupa típica de uma princesa russa. Ao fazer a reserva, você escolhe apenas o prato principal. Uma sequência interminável de maravilhosas entradas quentes e frias quase o torna dispensável, porque você tem a sensação de nunca ter comido tanto na vida. Mas é tudo tão gostoso, tão diferente, tão delicado, que sempre dá vontade de provar o próximo. Uma dica: como o prato principal vem servido em travessas, e não no prato propriamente dito, é interessante cada pessoa pedir uma opção distinta, para que todos possam experimentar um pouco. A vodka que acompanha a refeição é produzida na casa, aromatizada e vem à mesa dentro de um bloco de gelo, o que lhe confere uma consistência licorosa. Eu não costumo tomar vodka, mas nada combina tanto com aquela culinária quanto esta clássica bebida. Ainda mais porque Seu Hisbello sempre vem à mesa conduzir o brinde em russo: Na zdaróvia!

Uma pequena observação: a casa não aceita cartões de crédito.

 

Restaurante Dona Irene
Restaurante Dona Irene
O banquete tradicional russo do século XIX
O banquete tradicional russo do século XIX

2- Manjericão

Rua Flávio Bortoluzzi, 314, Alto. Tel: (21) 2642-4242

A melhor pizzaria de Teresópolis. Na verdade, uma das melhores de todo o Rio de Janeiro. Os irmãos André e Beth são vegetarianos, então não espere encontrar presunto ou calabresa no cardápio. Para mim, as pedidas inesquecíveis são a pizza de beringela, a de pesto de manjericão, a de azeitona… Não deixe de experimentar a sangria espetacular, e reserve um espaço para a sobremesa: goiabada cascão com catupiry, derretidos no forno a lenha. Dudu começou a frequentar o Manjericão aos 3 meses, é ótimo para levar crianças. Há inclusive uma salinha com uma única mesa de 10 lugares, ideal para a família completa. Chegue cedo ou faça reserva, se não quiser ficar na fila só sentindo o aroma de pizza quentinha!

Dudu se sente em casa no Manjericão
Dudu se sente em casa no Manjericão

 

3- Crémerie Genève

Estrada Teresópolis-Friburgo, km 16. Tel: (21) 3643-6391

É o único desta lista que não está no centro da cidade, fica no chamado Circuito Terê-Fri, a rota gastronômica e hoteleira entre Teresópolis e Friburgo. A Fazenda Genève produz queijo de cabra de nível internacional. Uma vez, quando o professor francês Dominique Chaland esteve no Rio dando um curso de cadeias musculares, levei-o a Terê e ele provou os ditos queijinhos. Pois ele disse que não deviam nada àqueles produzidos na região da Borgonha, onde ele vive. O restaurante que fica dentro da propriedade oferece culinária suíça de alta qualidade. O magret de pato é de comer suspirando, a truta recheada de queijo de cabra é um espanto, as fondues e raclettes são uma pedida certeira nas noites de inverno. Durante o dia, é possível visitar o capril, as crianças adoram ver os cabritinhos. Além disso, há também um parquinho para os pequenos. E os produtos Genève estão à venda na lojinha…

 

O charme suíço da Crémerie Genève
O charme suíço da Crémerie Genève
Quando ainda não havia crianças na família...
Quando ainda não havia crianças na família…
Visitando os cabritinhos
Visitando os cabritinhos

4- Vila St. Gallen

Rua Augusto do Amaral Peixoto, 166, Alto. Tel: (21) 2642-1575

Uma pequena aldeia alemã está reproduzida neste lugar agradável, que divide seu amplo espaço entre uma cervejaria, um bistrô francês, um restaurante de fondue e a vila em si, onde se pode comprar sorvetes e chocolates, experimentar a culinária alemã, visitar a capela e degustar a já famosa cerveja Therezópolis. Atendimento excelente, cardápio interessante. Um programão!

 

Uma vila alemã em Teresópolis
Uma vila alemã em Teresópolis
A pequena capela da Vila St Gallen
A pequena capela da Vila St Gallen
A aldeia alemã da Vila St Gallen
A aldeia alemã da Vila St Gallen

 

Comida alemã e cerveja Therezópolis
Comida alemã e cerveja Therezópolis

5- Vagão

Av. Lúcio Meira, 855, Várzea. Tel: (21) 2643-3034

Parte das mesas estão na plataforma da estação, outras estão literalmente dentro do vagão de um trem antigo. Dudu simplesmente amou o clima deste restaurante de cardápio bastante variado. Os pratos têm os nomes das estações de trem de diversas cidades do mundo, trazendo um pouquinho da culinária de cada um destes lugares. O forte deles, entretanto, é a carta de cervejas. Alexandre se esbaldou nas loiras alemãs e belgas! Pode isso?! 😉

 

Cervejas alemãs em um antigo vagão de trem
Cerveja belga em um antigo vagão de trem