O que meu filho aprendeu viajando

DUDU Louvre 1
Museu do Louvre, o lugar favorito de todas as viagens

Faço parte de um grupo super bacana no Facebook, composto de blogueiros e blogueiras que só escrevem sobre viagens em família. Ali, a gente encontra desde “gigantes”, como Sut-Mie Gilbert (Viajando com Pimpolhos), Cláudia Rodrigues (Felipe, o Pequeno Viajante) e Francine Agnoletto (Viagens que sonhamos), até autoras esporádicas que, como eu, escrevem somente por prazer e por hobby. O mais legal é que todos estão sempre dispostos a compartilhar dicas e experiências, mesmo aqueles que utilizam seus blogs de forma profissional. Na minha opinião, a grande marca do grupo é a generosidade.

Em homenagem ao dia das mães, combinamos uma “blogagem coletiva”, sobre aquilo que nossos filhos aprenderam nas diferentes viagens ao lado de mães e pais que têm a bússola viciada, sempre apontando pro aeroporto.

Ao longo das últimas semanas, venho observando as conversas dos blogueiros no grupo: todo mundo chocado com as respostas dos filhos, como foram surpreendentes os relatos. Ontem à noite, aos 45 do segundo tempo, gravei uma entrevista com o Dudu sobre o assunto e, como diria minha aluna gaúcha Kaanda Gontijo: me caiu os butiá do bolso! (Acho que Cláudia Rodrigues e Francine Agnoletto vão gostar dessa… 🙂 )

Na verdade, é fato que o aproveitamento de uma viagem será diferente em cada idade e em cada fase do desenvolvimento. Acredito sinceramente que crianças de quaisquer idades aproveitam muuuuuuuito uma viagem com os pais, não há uma diferença de quantidade ou qualidade, somente na forma como a viagem será percebida e apreendida. Um bebê, por exemplo, terá o privilégio de passar vários dias seguidos na companhia dos pais, vivendo momentos de felicidade e descontração. Isso vai ser importante na sua construção como indivíduo, mesmo que ele não se “lembre”: a experiência deixará marcas positivas inevitáveis.

Foi impossível para mim não refletir sobre as observações do Dudu com um viés profissional, já que trabalho com desenvolvimento psicomotor da criança há 20 anos. De fato, seus comentários me deram muito o que pensar, sobre ele e sobre mim. Na verdade, eu poderia até mudar o título do post: O que eu aprendi com as viagens do meu filho.

Dudu começou a entrevista dizendo: “de todas as viagens, de todas as visitas que fizemos em viagens, o que eu mais gosto são dos museus.

Ele, de fato, é louco por história. Às vezes diz que quer ser arquiteto quando crescer (além de jogador de futebol, é claro). Nas visitas aos museus, ele faz questão de ler as legendas, ouvir o audio guide, “espremer o caldinho” de tudo o que estiver ao seu alcance. Achei curioso, entretanto, ele dizer que aprende mais sobre a História nos museus do que nos castelos e monumentos. Aqui, ele fez questão de esclarecer que o legal dos museus é que eles o colocam em contato com a História e não com a Estória, explicando que não se trata de um conto inventado, e sim de algo que aconteceu de verdade. Perguntei, obviamente: e nos castelos? Não é assim? Bem, para ele, o incrível dos castelos é pensar que ele está pisando onde um rei e uma rainha também pisaram, e também imaginar quanto tempo levaram para construir aquela obra gigantesca… Descreveu com detalhes coisas que ele aprendeu ouvindo o audio guide do castelo da Mary Stuart, e de como foi importante ver, no Louvre, quadros como a “Mona Lisa” e “A Liberdade conduzindo o povo”. Aliás, sua parte favorita do Louvre foram justamente as pinturas.

A surpresa, para mim, foi quando eu perguntei sobre o que ele aprendeu em outros tipos de viagem, como as Ilhas Escocesas, ou Sergipe (Mangue Seco, Cannion do São Francisco…). A resposta: não aprendi nada, são viagens somente de diversão. Ele adorou, sem dúvida, mas não associa as viagens “ecológicas” a aprendizagem, somente a diversão. Vou citar de novo a Kaanda: me caiu os butiá do bolso!!! Neste momento, eu parei pra pensar…. Porque nestes passeios eu tenho certeza absoluta de que eu e Alexandre valorizamos – e muito – os aspectos “educativos” do programa. Mostramos as focas que vivem nas pedras do Mar do Norte, as maravilhas de uma ilha inabitada onde se reproduzem, aos milhares, aves marinhas que só existem ali, mostramos a fauna e a flora do rio de água salgada em que nos banhamos a caminho do Mangue Seco. Mas, nestes casos, talvez a experiência dele tenha sido tão avassaladoramente sensorial, que ele não registrou nada além do prazer de estar no barco olhando as focas fazendo palhaçada no mar, ou a delícia daquele banho de rio. Voltando à história do bebê: a experiência fica marcada, mesmo que não seja no intelecto. Talvez ele simplesmente não tenha captado exatamente o sentido de “aprender”, e esteja associando aprendizagem ao formato escolar. Talvez não… Eu sou mais do museu do que da trilha, e ele tem muitos traços de personalidade que se identificam com os meus. Ou talvez isso esteja essencialmente ligado à fase do desenvolvimento dele…

Dudu tem 10 anos. Está exatamente naquele nebuloso período de transição da primeira infância para a pré-adolescência. A fisioterapeuta belga Godelieve Denys-Struyf, autora do método de Cadeias Musculares e Articulares GDS (em torno do qual gira toda a minha atividade profissional e que eu levo para minha vida pessoal), define o desenvolvimento psicomotor da criança na imagem de uma onda: a Onda do Crescimento. Nesta onda, desde o momento da concepção até o fim da primeira infância, a criança estrutura e internaliza os pilares básicos da personalidade e as referências mecânicas que vão organizar sua atitude corporal, sua postura e sua maneira de estar e se expressar no mundo.

Onda
A Onda do Crescimento, desenho de Godelieve Denys-Struyf (GDS)

Não vou dar aqui uma aula sobre GDS, mas basta saber que a primeira fase, que a gente chama de AM, vai até mais ou menos 3 anos e se caracteriza pela necessidade que o bebê-criança tem de um verdadeiro banho sensorial e afetivo. Por isso,  o “mero” fato de passar alguns dias de puro prazer junto aos pais é nutrição suficiente pra deixar este AM bem contente. Há quem diga que, neste caso, não importa o destino, e sim a presença dos pais com a criança. Eu discordo: se os pais estiverem no lugar que sempre sonharam, vivendo experiências únicas na vida deles, a alegria de compartilhar isso com seu bebê certamente será captada pelo pequeno sob forma de doses cavalares de “AM”. Só pra esclarecer, estas siglas se referem à disposição dos músculos no corpo, pois cada uma destas estruturas está ligada a uma cadeia muscular, e tanto a organização músculo-articular quanto a  atitude corporal vão se construindo concomitantemente ao desenvolvimento emocional. Mas eu não vou encher a paciência de vocês com isso! 🙂

A segunda fase, que chamamos PA, é o momento da fantasia, da magia. Em torno de 3 a 6 anos. Adoram ouvir estórias, se fantasiar de princesa e herói. Momento maravilhoso para ir à Disney, porque é nesta fase que eles acreditam que tudo aquilo é real.

Na terceira fase, a PM, chegamos ao Dudu. Começa em torno de 7 anos, quando, “coincidentemente”, a criança entra no ensino fundamental, aprende a ler, escrever, fazer contas. Tem provas na escola. Troca as brincadeiras mais imaginativas e essencialmente lúdicas por jogos com regras, seja nos tabuleiros ou nas quadras esportivas. É a fase de valorização do raciocínio lógico, da atividade intelectual.

No desenvolvimento psicomotor saudável, após passar por esta Onda do Crescimento, o indivíduo deverá ter construído em si estes três grandes arquétipos da personalidade, podendo dispor de cada um deles à vontade, à medida que a vida for lhe oferencendo oportunidades e necessidades. Para isso, é preciso que estas fases sejam muito bem vivenciadas no momento certo, para que fiquem registradas como marcas de “lembranças felizes”.

Portanto, logo depois de entrar num surto de culpa materna “meu filho não valoriza a natureza, de tanto eu estimular o lado intelectual ele agora não dá importância a nada além disso”, eu parei para refletir que, na verdade, ele está simplesmente manifestando a percepção de alguém que está no ápice de sua fase PM da Onda.

Eu optei, deliberadamente, por não espiar os posts dos outros blogueiros que já publicaram seus textos desde hoje de manhã. Tive de conter minha curiosidade, mas achei melhor escrever sem influências. Acabei escrevendo muito mais sobre criança do que sobre viagem. Talvez, mais até sobre o olhar da mãe, já que, afinal, hoje é o nosso dia. Minha conclusão é que a mesma pergunta, feita em momentos diferentes da vida dele, teria respostas diametralmente distintas. O que me dá vontade de repetir anualmente a entrevista, já que eu tenho o áudio gravado. Creio que será uma linda aquisição para meu acervo de lembranças…

Minha conversa com ele foi longa, eu tentei puxar vários temas, como idiomas, comidas, costumes, etc. Acabei centrando o post sobre o que achei mais relevante. Mas vou concluir transcrevendo a parte mais bonita do nosso papo, quando eu perguntei o que ele aprendeu sobre nós, o nosso funcionamento como família, o nosso relacionamento, o nosso jeito de ser.

– Aprendi que você, antes de viajar, você estuda muito bem pra onde ir. E o papai está disposto a dirigir, dirigir, dirigir.

– São coisas boas, né? Então cada um tem um papel na viagem. E qual você acha que é o seu papel na nossa família, viajando?

-Não sei, o que você acha?

-A entrevista é com você…

-O que você acha?

-A gente aprende muita coisa com você, eu e papai. Porque a gente planeja uma viagem, e você tem um olhar de criança, que presta atenção em muitas coisas diferentes, que a gente não tinha prestado.

-Então eu tenho o papel de observador.

Agora eu enxugo a lágrima e desejo a todos e todas um feliz dia das mães!

IMG_0539

Eu já participei de uma outra blogagem coletiva antes. Quer ver como foi? Clique aqui!

E aproveita para espiar o que os outros blogueiros escreveram sobre este tema tão rico!

1 – Viagens que Sonhamos
2- Felipe, o pequeno viajante
3- Malas e malinhas
4 – As Passeadeiras
5 – Do RS para o Mundo
6 – Família Viagem
7- Viagem Simplesmente
8- TripBaby
9- Ases a Bordo
10 – Malas e Panelas
11 – Vem Pro Parque
12 – No Mundo com a Gente
13 – Trilhas e Cantos
14 – Gosto e Pronto
15- Valentina na estrada
16- Retrip Viagens e Experiências
17 – Para a Disney e além
18 – Wanna Disney Pelo Mundo
19 – Com Filhos por aí!
20 – Cuore Curioso
21- Andreza Dica e Indica Disney
22 – Viajo com Filhos (Fernanda)
23 – Por aí com os Pires (Line Pires)
24 – Vida de Viajete:
25 – Cantinho de Ná (Cynara Vianna)
26. Viajo com Filhos (Patricia)
27. Carregando Malinhas (Aline Figueiredo)
28. De Primeira Viagem (Aline Aguiar)
29. Roteiro Renatours
30. Ferinhas Viajantes (Ana Paula Lima)
31-Os Caminhantes
32- Dicas da Rege
33 – Viajando em Família
34 – Pequenos pelo mundo
35 – Passeiorama
36. Viajando em Familia
37. O Rei do Hotel
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44 comentários sobre “O que meu filho aprendeu viajando

  1. Fernanda 8 de maio de 2016 / 15:59

    Vc chorando e nos babando com esse Dudu maravilhoso e com sua mamãe sempre criança.

  2. Fran Agnoletto 8 de maio de 2016 / 17:06

    Que lindo!!!
    É muito bom ouvir deles que estamos no caminho certo!
    E obrigada pelo “gigante”, embora eu me ache super pequena kkkk

    Feliz Dia das Mães!
    beijão,

    Fran @ViagensqueSonhamos

    • Renata Ungier 8 de maio de 2016 / 20:16

      Francine, acho que talvez você seja gigante para mim, porque amo seu blog e uso sempre como referência… Além disso, você é tão presente no grupo que eu te vejo no “Olimpo” das blogueiras! kkkk Obrigada pelo carinho! Beijos!

  3. Kaanda Gontijo 8 de maio de 2016 / 17:12

    Que demaaaais Rê!!! Obrigada pelas citações!! Os meus butiás eu tô procurando até agora pq se atiraram dos meus bolsos!!! 😜 Mesmo não sendo gaúcha de nascença, de todos os lugares que já morei, Porto Alegre me tem há quase 11 anos!! A mineira aqui acaba sendo mais gaúcha do que de Minas mesmo e as expressões daqui me divertem muito!!! Depois de mando um dicionário gauchês sensacional que achamos aquiem casa!! Heheheh Muuuuito legal toda essa experiência que tu proporcionas ao Dudu!! E gostei da entrevista, quando chegar a minha vez vou querer reproduzí-la!!! Parabéns pelo dia de hoje Rê!!! E tudo de bom pra vocês!! Bjo grande!!!

    • Renata Ungier 8 de maio de 2016 / 20:14

      Obrigada, Kaa! Estes butiás ficarão para sempre no meu vocabulário! Beijo carinhoso!

  4. Daniela Xavier 8 de maio de 2016 / 17:32

    Fantástico Renata! Como aprendí com seu post… obrigada. Feliz dia das mães! Bjo grande.

  5. dicas da rege 8 de maio de 2016 / 19:45

    rsrsrsrs adorei ele definir e distinguir bem qual tipo de viagem é para aprender algo e qual é apenas para se divertir…kkkk nunca tinha pensado nisso.
    ahhhhhhhhhh e tbm me emocionei, parabéns pelo lindo post!!!!!!!!!!!!!!!!!

    • Renata Ungier 8 de maio de 2016 / 20:12

      Obrigada, Rege! Ainda não consegui ler nenhum post, hoje mais tarde vou mergulhar! Beijos!

  6. Rafaela 9 de maio de 2016 / 21:36

    Rê, demais! Amei a entrevista e as divagações ❤ Beijo grande e felizes dias!

    • Renata Ungier 9 de maio de 2016 / 21:43

      Rafa querida, obrigada! Espero que vc tenha passado um dia muito feliz com sua duplinha!!!! Bjs!

  7. Juceia 10 de maio de 2016 / 07:27

    Adorei Re, legal mesmo!!! Super Dudu!!
    Parabéns querida, sempre uma super mãe . Bjs

    • Renata Ungier 10 de maio de 2016 / 10:51

      Obrigada, Ju! Você também é daquelas mães que enchem a Helena de doses cavalares de bom AM, PA, PM… Por isso ela é esse encanto de criança! Beijos!

  8. Carlos Augusto Monteiro 10 de maio de 2016 / 09:38

    Renata do céu!! 🙂 Que post maravilhoso. Aprendi bastante lendo-o! Adorei que você colocou sua experiência profissional no texto. E tá vendo como o Dudu é um lorde! 🙂 O garoto ama museus!! Sensacional. Parabéns por estar no caminho certo como mãe e profissional. Beijos do Carlos e da Isabel.

    • Renata Ungier 10 de maio de 2016 / 10:49

      Obrigada, meus queridos! Espero que a gente possa se encontrar de novo em breve! Quem sabe vejo vocês no evento Star Wars do dia 21?… Um beijo carinhoso!!!

  9. Aline Figueiredo 11 de maio de 2016 / 12:44

    Uau! Tô aqui de queixo caído! Continuaria lendo mais e mais! Minha filha mais velha também tem 10 anos e está nessa transição para a pré-adolescência! E sinto que ela agora busca mais coisas que ela possa levar para a vida dela na prática- na maior parte reforço do currículo escolar. Atualmente os passeios que ela mais pede são museus, observatórios, etc. E minha filha mais nova já está entrando na PM também (em breve 7). E eu que sou mais das trilhas que dos museus , vou entrar na nova fase mais consciente. Foi muito legal saber mais sobre isso!
    Virei fã do seu blog viu?!
    Beijos

    • Renata Ungier 11 de maio de 2016 / 13:35

      Obrigada, Aline! Que bom que você aproveitou! Eu sou muito apaixonada por tudo isso: viagens, crianças, meu trabalho terapêutico, escrever… Amei seu blog também! E pode ter certeza de que na trilha e no acampamento você terá muitas oportunidades de estimular a boa PM das suas malinhas.
      Poderíamos ficar um tempão conversando sobre isso! Você mora no Rio? Se um dia quiser visitar meu espaço, tomar um café comigo e trazer as crianças para conhecerem , fique à vontade. Em janeiro, vai ter até uma colônia de férias, toda baseada na Onda do Crescimento, reunindo trabalho corporal e artes integradas…. Beijo!

  10. Nina 11 de maio de 2016 / 17:33

    Renatinha, eu simplesmente amei seu texto! É tão bom a gente se aprofundar e curtir cada fase da vida
    dos nosso pimpolhos! Seu texto me emocionou! Simplesmente líndo!!!!
    Parabéns pelo filhote e pela sua sensibilidade!
    beijinhos,
    Nina

    • Renata Ungier 11 de maio de 2016 / 20:26

      Obrigada, Nina querida! Que nossos pimpolhos ainda brinquem muito juntos por essa vida! Beijos!

  11. Aline Pires 11 de maio de 2016 / 20:22

    Adorei a entrevista do Dudu.. Também me surpreendi com várias respostas dos meus filhos, mas uma bem engraçadinha “Mamãe nos EUA eles não sabem fazer arroz, é sempre sem sabor.. por isso não como!” rs
    Eles aprendem muito e é o máximo eles aprenderem tudo isso!!!

    Bjs Line PIres (Por aí com os Pires)

    • Renata Ungier 11 de maio de 2016 / 20:27

      Muito bom! Dudu também “encrenca” com o arroz de lá…. Beijo!

    • Renata Ungier 12 de maio de 2016 / 16:47

      Obrigada! É uma delícia poder curtir cada etapa, né? Beijo!

  12. Susana 18 de maio de 2016 / 22:36

    Adorei ler teus relatos. Bom aproveitar, as “crianças ” crescem muito rápido e junto trazem um aprendizado inigualável . Abç

  13. Cynara Vianna (@cantinhodena) 29 de maio de 2016 / 10:31

    Renata, quando estava escrevendo o meu post, fui uma das que se surpreendeu com as respostas dos meninos. No meu caso, pedi pra eles fazerem uma lista do que haviam aprendido até hoje em nossas viagens. A emoção de vermos o que estamos proporcionando a eles é pra lá de compensadora e concordo totalmente quando você disse que nós aprendemos com eles muito mais do que o contrário.

    • Renata Ungier 29 de maio de 2016 / 16:38

      É verdade, Cynara. Este foi um dos posts que mais gostei de escrever. Foi uma grande descoberta, não é mesmo? Um beijo e obrigada pela visita!

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