10 dicas de viagem que só uma mãe pode dar

Dicas de mae

O grupo das viciadas em Viagens em Família se uniu mais uma vez, para uma nova blogagem coletiva, desta vez em homenagem ao Dia das Mães. O que não nos falta é experiência em carregar a cria pelas estradas mundo afora, então vamos àquelas pequenas dicas que podem tornar o passeio mais simples, mais rico, mais divertido, mais perfeito!

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Visitar Salzburg ao lado dele… Sonho realizado!

1 – Não se preocupe se a criança vai “lembrar” da viagem. O importante é a experiência de vivenciar um tempo lúdico, largo e intenso com os pais. Pode ser a 2 horas de carro ou a 15 horas de avião, contanto que todos estejam juntos e felizes. Se o sonho dos pais é visitar a Capela Sistina, ou ver as cerejeiras em flor no Japão, ou simplesmente relaxar em uma pousada na serra, a realização do sonho terá mais brilho e mais graça ao lado das pessoinhas amadas… (este tema também está neste post aqui!)

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Crianças se comunicam pela linguagem universal: basta querer brincar

2 – Não se preocupe demais com a alimentação. Nenhuma criança vai ter danos permanentes e severas carências nutricionais se passar uma semana sem feijão, ou se não comer frutas e legumes por um ou dois dias. É claro que a gente procura dar o mais saudável possível, mas passar horas atrás de um restaurante brasileiro – ou escolher um hotel com cozinha, pra bater ponto todo dia na beira do fogão – pode fazer com que você perca um tempo precioso, que poderia ser melhor aproveitado, ainda que com um pouco mais de frituras e sanduíches do que o habitual. No retorno ao lar, tudo volta à “programação normal”!

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Na Escócia, como os escoceses: vamos de fish and chips

3- Incentive as crianças a participarem da preparação da viagem. Converse sobre o destino, mostre os guias, sites e blogs que você está pesquisando. Pergunte a elas o que gostariam de ver, faça com que elas também tomem decisões, desde a escolha do roteiro até a distribuição diária das atividades. Por exemplo: “se não der tempo de ver tudo, você prefere o Museu de Ciências ou o de História Natural?”. Eu falo bastante sobre a deliciosa fase de preparação das férias neste post aqui: Formulando encantamentos.

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Na casa de Mozart, com meu pequeno músico

4- Peça ao pediatra dos seus filhos uma lista de farmacinha básica. A gente sempre acredita que tudo vai ser perfeito, mas nem sempre é assim… Pode ser bem difícil comprar remédios em outro país, ou mesmo próximo ao hotel fazenda ou na cidade de interior. Além disso, se você tiver a lista que o médico recomendou, ele saberá exatamente com que medicamentos contar, caso você precise telefonar no meio da viagem.

5- Se as compras estiverem nos planos, faça um check up no armário das crianças pouco antes da viagem e liste o que elas REALMENTE precisam, sem esquecer de mencionar os tamanhos. Por exemplo, um filho pode precisar de calça jeans “para agora”, e o outro só um tamanho acima. Um pode ter camisetas para dar e vender, mas precisar de shorts. O outro tem várias chuteiras que estão em uso, mas não terá nenhuma quando estas ficarem pequenas. Assim, você evita comprar um excesso de coisas desnecessárias ou no tamanho inadequado. Menos bagagem e menos buraco na conta bancária! Uma ótima maneira de diminuir a quantidade de malas é, também, levar roupas de baixo “velhas”: meia encardida, cuequinha furada, calcinha manchada, camiseta “quase” pequena, mas que vai ficar por baixo do moletom… Aí, é só ir deixando pra trás, no hotel, à medida que for usando! E o melhor é que vai abrindo espaço para as roupas novas…

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É fundamental abrir espaço para os desejos deles também!

 

6- Evite, sempre que possível, trajetos muito compridos ao longo da viagem. Numa road trip, por exemplo, acho que 3 a 4 horas é o máximo que a família aguenta sem stress. Preferencialmente, busque um roteiro em que a maioria das viagens intermediárias seja de até 2 horas. E capriche na playlist!

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Castelo de Bamburg, a uma hora e meia de Edimburgo

7- Carrinho sempre! Na Disney, na Europa ou em São Paulo. Se a criança tem até 6 ou 7 anos, não pense duas vezes. O carrinho vai agilizar sua vida no aeroporto, nas caminhadas longas, vai servir de cadeira e “cama” para quando seu filho estiver cansado, vai acomodar sacolas de compras e casacos. Eu fiz um post sobre isso, está aqui: Levar ou não levar o carrinho, eis a questão!

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Projeto de lei correndo no Senado: viagem de férias é um direito de todas as famílias!

 

8- Tente minimizar as trocas de hotéis. Em vez de dormir cada noite em uma cidade diferente, veja se dá para ter uma “cidade base”, de onde vocês possam fazer “bate e volta” para outras, nas proximidades. O pouco tempo que você perde a mais na estrada, ganha em menor número de check-ins e check-outs, arrumação e desarrumação de bagagens, etc. Para as crianças, é muito mais tranquilo, também. Elas gostam de sentir o hotel como se fosse a casa delas fora de casa. É reconfortante para elas criar essa relação, nem que seja por 3 ou 4 dias.

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Bed and breakfast em Oban (Escócia)

9- Não esqueça de levar um kit de brinquedos, especialmente para o avião. Mas você não precisa levar um container. Seu filho não sentirá falta de TODOS os brinquedos favoritos, porque ele verá milhares de coisas novas e, ainda por cima, certamente ganhará um ou outro presentinho. Sugiro estabelecer uma PEQUENA maleta ou mochila, e escolher, junto com ele, um conjunto de jogos, brinquedos, livrinhos e gibis que caibam na tal maletinha. O que não couber, não vai. Normalmente, ele vai usar o “kit” no trajeto de ida. Daí pra frente, as novidades tomam conta do coração dele até o fim da viagem!

 

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Interagindo com Matisse

10- Se o seu roteiro incluir museus, por que não transformá-los numa experiência mágica e inesquecível? Meu filho frequenta museus e galerias desde bebê, e existem mil maneiras de criar um ambiente lúdico e instigante em cada visita. Afinal, trata-se de um espaço imenso, cheio de cores, objetos inusitados e misteriosos, salas e mais salas repletas de histórias fantásticas, à espera de uma família disposta a soltar a imaginação (quem disse que a gente não pode inventar as nossas próprias histórias lá dentro?). Não tem como ser mais divertido do que isso! Todas as idades permitem um tipo diverso de exploração, de acordo, inclusive, com o temperamento da criança e o estilo da família. Acho que meu post favorito aqui no blog é, justamente, o que fala deste tema apaixonante. Dá uma espiada: Um dia (feliz) no museu.

 

 

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Criança viajante e feliz!

Há quase 3 anos, publiquei algumas Dicas básicas para viajar com crianças. Nem lembrava disso! Depois de escrever este texto de hoje, acabei me deparando com o antigo e percebi que reciclei uma ou outra sugestão, mas no anterior ainda há outras, diferentes… Mãe viajante sempre tem mais uma carta na manga!

Aproveite e visite os demais autores incríveis que participaram desta blogagem coletiva. Tem pra todos os gostos, estilos, bolsos e quantidade de crianças!

Feliz dia das mães para todas nós!!!

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Ao infinito… e além!

 

Blogs participantes:

10. Viajo com Filhos – viajocomfilhos.com.br/2017/05/10-dicas-de-viagem-que-so-uma-mae-pode-dar/
27 – Viajando em Familia – http://www.viajandoemfamilia.com.br/?p=2825
35. Família Viagem – Como viajar sem os filhos numa boa – http://www.familiaviagem.com.br/2017/05/11/como-viajar-sem-os-filhos-numa-boa/

Viajante secreto

Eu sei que já estamos quase a caminho do Carnaval, mas sempre é tempo de contar as coisas bacanas de que a gente tem a sorte de participar.

No final do ano, a turma animada de blogueiras do grupo Viagens em Família organizou um “Amigo Secreto Viajante”. Aqui no Rio, a gente chama a tradicional brincadeira de “Amigo Oculto”, mas eu já me rendi à denominação predominante nos outros lugares… 🙂

A ideia era enviar à “amiga oculta” um mimo, uma lembrança simbólica, que representasse, de certo modo, a sua cidade de origem ou o seu blog.

O sorteio foi feito pela internet, e era possível trocar mensagens anônimas, para obter endereços e ter ideias de presentes.

Pois bem, minha amiga secreta Daniela Zambelli Xavier, do blog Vem pro Parque, me fez uma supresa realmente incrível! Pelas trocas de mensagens, ela descobriu que eu coleciono enfeites de Natal dos lugares por onde viajo. Então, ela produziu estas “bolas” fantásticas, a partir de fotos que encontrou no Facebook e aqui no blog. Fiquei muito tocada pela atenção e disponibilidade de criar um presente tão customizado! Olha só como ficou lindo!

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O blog da Dani Xavier é especializado em parques brasileiros e vale certamente a visita!

A amiga blogueira que eu sorteei mora do outro lado do oceano, na Suíça. Mas eu enviei o presente para Minas Gerais, onde ela veio passar as festas com a família. Fernanda Diniz é autora do Viagens de Mãe, onde fala sobre o país que se tornou seu novo lar, além de outras experiências de viagem e também sobre a maternidade.

Eu achei que, em 2016, nada seria mais característico do Rio do que algo relacionado às Olimpíadas. Para uma blogueira de viagens, um tag de mala seria perfeito. Eu já tinha comprado um pro Dudu, muito fofo!

Só que os tags estavam esgotados nas lojas oficiais, então eu tive que mudar para um plano B. Escolhi outro tag, com motivos do Rio, e um pin dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. Espero que ela tenha gostado!

Esta é a foto que ela me enviou quando recebeu:

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A brincadeira serviu para integrar ainda mais o grupo, nos fez descobrir blogs e blogueiras com quem ainda não tínhamos feito contato. Na minha opinião, este foi o presente mais bacana! Que todas nós continuemos viajando muito em 2017!

 

Curso de pós-formação em cadeias musculares na França: passo a passo para comprar sua passagem com o desconto especial do evento!

Em novembro de 2017, mais um grupo de fisioterapeutas e educadores físicos brasileiros terá a oportunidade de “beber na fonte” fazendo um curso com o biomecanicista Philippe Campignion, em seu centro de formação no Pas de Calais (norte da França). Mais uma vez, conseguimos o apoio da Air France para aliviar um pouquinho o peso das passagens!

Publiquei este post na época em que o outro grupo estava se preparando, mas agora atualizei as informações para o evento do ano que vem e estou “reblogando”.

Quem for aproveitar, não esqueça de imprimir o contrato, que serve como comprovante de elegibilidade ao desconto e deve ser levado com os documentos de viagem, tanto no vôo de ida como no de volta. A Air France pode solicitar a apresentação.

Então, pra não ter dúvida na hora de comprar, é só seguir o passo a passo!

1) Clique aqui para entrar no site da Kiné Clínica de Fisioterapia. Então, clique no retângulo vermelho embaixo do logo da Air France: Compre sua passagem
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2) Na página seguinte, clique em ” Para efetuar sua reserva, …”
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Observe que, no mesmo quadro, está o link para imprimir o contrato!
3) No campo Event ID vai aparecer nosso código: 29755AF
No campo Your country escolha Brazil
Clique em Validate
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4) Em Outbound Flight, no campo From, coloque a cidade de onde vc partirá (ex: Rio de Janeiro)
A mesma cidade aparecerá automaticamente no campo To do Inbound Flight.
No calendário, a área vermelha é o período do evento e a verde clara são os dias extras que eles dão para compra das passagens. Seu vôo e ida e volta precisa “caber” nestas datas.
No calendário da esquerda, clique em cima do dia que vc quer ir. No da direita, clique no dia que vc quer voltar. Estas duas datas aparecerão automaticamente nos campos embaixo.
Mais abaixo, vc pode escolher número de passageiros (travellers) e a classe.
Clique em Search
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5) Você vai visualizar todas as opções de vôos. Embaixo de cada opção, você pode clicar em Select, para confirmar sua escolha. Evite pesquisar no fim de semana, em geral os preços são mais baixos terças e quartas.
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A partir deste momento, é só inserir seus dados, conforme os campos indicados. No final, você receberá a confirmação da compra e, posteriormente, um e-mail, com o e-ticket e o comprovante de participação no evento. Imprima o documento, pois ele pode ser solicitado no check in.
Atenção: não é possível fazer “stopover”, isto é, passar uns dias na cidade de conexão, ou incluir outros trechos dentro da Europa. Para o vôo com desconto, somente ida e volta, do Brasil para Paris e retornando à mesma cidade no Brasil.
Se você pretende incluir destinos distantes de Paris no seu programa, antes ou depois do curso, sugiro comprar a passagem principal de ida e volta com o desconto, depois trecho menor em uma companhia low cost. Tem muito vôo barato, inclusive mais em conta do que os trens.
Só lembrando que o desconto promocional se estende por apenas 4 dias antes do início e 4 dias depois do fim do evento.
Agora é só fazer as malas!

Blogagem coletiva: Como conciliar viagens e ano letivo

Hoje estou participando de mais uma blogagem coletiva do grupo de viciados em viajar em família. Adoro estes movimentos, é tão legal ter a oportunidade de ler sobre o mesmo assunto sob tantas perspectivas diferentes!

Pois o tema que nos move, neste momento, é a difícil decisão entre baixa temporada com faltas à escola ou alta temporada sem prejudicar o ano letivo. Acredito que as opiniões vão divergir bastante entre os blogs, sobretudo porque as vantagens e desvantagens têm muito a ver com a idade das crianças (ou adolescentes!).

 

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A maioria das  viagens da minha família acontecem nas férias escolares, porque isso é mais interessante para mim, do ponto de vista profissional. Como trabalho muito com crianças e adolescentes, este é o período em que eles naturalmente se ausentam, então eu acabo seguindo o calendário deles. Entretanto, em três ocasiões, Dudu acabou faltando à escola para viajar.

Na primeira, ele ainda estava na educação infantil, perto de fazer 4 anos. Fomos a Londres e ele perdeu somente 3 dias de aula, pois foi um feriado emendado. Creio que isso só seria um problema para crianças que têm dificuldades de adaptação. Este é, sem dúvida, um fator bastante relevante! Há crianças que levam 1 mês até que o responsável seja “liberado” para deixá-las sozinhas na escola. Se a viagem acontece logo em seguida (na Semana Santa, por exemplo), pode-se ter, como resultado, um retrocesso em todo esse processo. Talvez isso não seja muito bom, mesmo com todos os indiscutíveis benefícios de uma viagem em família.

Não foi o nosso caso. Viajamos em outubro e tudo o que Dudu vivenciou foi muito bem aproveitado, inclusive pela professora, que se surpreendeu com a riqueza de detalhes que ele imprimiu em seus relatos. Ele desfrutou do passeio até a última gota e ainda teve a oportunidade de contar para a turma todas as “novidades”.

 

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Passar tempo com os pais, viver experiências diferentes, cercado de afeto, sem pressa, sem stress… Isso é tão importante para o desenvolvimento de uma criança!!!

 

A segunda vez, porém, nos levou à conclusão de que não dá mais pra perder muita aula… Foi no ano passado, Dudu no 4o ano Fundamental. Ele faltou duas semanas, pois eu e meu marido juntamos um compromisso profissional na França com turismo em Paris e na Escócia. Nosso trabalho “pegou” as duas primeiras semanas de aula, mas não tínhamos como mandar o Dudu de volta sozinho, então ele ficou por lá. Os amigos mandavam a matéria e ele fez alguns deveres, mas também brincou muito com os netos do nosso professor e “chefe”.

 

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Em contato com os amigos no Brasil, que enviavam fotos dos cadernos, enquanto mamãe e papai trabalhavam…

 

É óbvio que o aprendizado que ele extraiu desta experiência de convívio com crianças francesas, sem os pais colados o tempo todo, é indiscutível. Mas a carga de tarefas e matéria pra colocar em dia na volta foi muito pesada. O próprio Dudu pediu para a gente não fazer isso de novo, ele não gostaria de perder tantos dias de aula na próxima vez.

 

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Fazendo amigos e aprendendo uma nova língua

 

Este ano, ele também “matou” só 3 dias, pois foi com o papai jogar um torneio de futebol em Balneário Camboriú. Como as férias no Rio foram em agosto, por causa das Olimpíadas, ele teve de faltar à escola nos últimos dias de aula. Neste caso, foi zero problema. Já tinham acabado as provas, estavam todos já no ritmo dos Jogos.

 

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Além da experiência de jogar com times de vários lugares da América do Sul, ainda tirou foto com o Guga, no aeroporto de Floripa!

 

Minha conclusão pessoal sobre o tema: como para qualquer assunto, temos de usar o bom senso. A partir do ensino fundamental, pode ser muito pesada para a criança a sobrecarga de acompanhar o “bonde andando” e ainda recuperar o tempo perdido. Dudu é excelente aluno e, ainda assim, foi bem puxado para ele. Na educação infantil, não vejo tanto problema, salvo nos casos, já mencionados, de grandes dificuldades de adaptação. Ensino médio… Ainda não cheguei lá, mas acho bem complicado. Pelo que observo em meus pacientes “teen“, faltar aula para viajar é algo que eles nem cogitam! A não ser que sejam 1 ou 2 dias, no máximo!

Agora, na dúvida… É bom conversar com a escola. No ano passado, assim que defini a viagem, procurei a coordenadora, expliquei que havia um compromisso de trabalho, por isso nós não tínhamos total liberdade de escolha das datas, e pedi sugestões de como Dudu poderia lidar com a situação da melhor forma possível. Ela foi super parceira, assim como as professoras e, principalmente, os amigos.

Viajar com a família é uma das experiências mais enriquecedoras da vida de uma criança, seja para outro continente ou para a cidade vizinha. Faz parte do processo de educação, assim como os hábitos e valores transmitidos em casa e o aprendizado formal na escola. O ideal, no entanto, é que uma coisa não atropele a outra. Afinal, frequentar assiduamente a escola faz parte da responsabilidade da criança (a partir de uma certa idade, é claro, não me refiro a um pequenino ainda na primeira infância!). Creio que o costume de tirar férias em pleno período de aulas pode confundir um pouco essa noção de responsabilidade.

O que você pensa sobre isso? Adoraria conhecer sua opinião. Deixe seu comentário e não esqueça de visitar os outros blogueiros participantes, que estão listados aqui embaixo e têm muita coisa interessante a dizer!

Blogs participantes:

1. Viagens que Sonhamos – Como conciliar viagens e ano letivo | A nossa experiência http://www.viagensquesonhamos.com.br/2016/10/Viagens-com-criancas-durante-o-ano-escolar-sim-ou-nao.html
2. Viajar heiComo conciliar viagens e o ano letivo das crianças?http://www.viajarhei.com/2016/09/como-conciliar-viagens-e-o-ano-letivo-escolar-das-criancas.html
3. Vamos Por Aí Como conciliar viagens e o ano letivo das crianças?http://vamosporai.com/dicas/viagens-e-ano-letivo/
5. Viajo com filhos – Como conciliar as viagens e a escola das crianças http://viajocomfilhos.com.br/2016/10/como-conciliar-as-viagens-e-a-escola-das-criancas/
6. Felipe, o pequeno viajante Como conciliar a escola das crianças com as viagens da família – a nossa experiência http://www.felipeopequenoviajante.com/2016/10/como-conciliar-escola-das-criancas-com-viagens.html
8 – Família Viagem – Como conciliar viagens e escola dos filhos – http://www.familiaviagem.com.br/2016/10/09/como-conciliar-viagens-e-escola-dos-filhos/
9 – Viajando em Familia – Como conciliar viagens e escola dos filhos – http://www.viajandoemfamilia.com.br/blogagem-coletiva-como-conciliar-viagens-e-escola-dos-filhos/
11 – Passeiorama – Viajar em período letivo com filhos na educação infantil – tem problema? http://www.passeiorama.com/2016/10/viajar-em-periodo-letivo-com-filhos-na.html
22. Malas e Panelas – 5 Dicas para conciliar escola e viagem e não ter stress http://malasepanelas.com/5-dicas-para-conciliar-escola-e-viagem-e-nao-ter-stress
23. Para a Disney e além – O desafio de viajar com criança em época de aula http://www.paraadisneyealem.com.br/2016/10/o-desafio-de-viajar-com-crianca-em.html
24. Descansa na Volta – Como conciliar viagens e escola – Nossa Teoria da Resistência http://www.descansanavolta.com.br/2016/10/como-conciliar-viagens-e-escola.html
25. Roteiro Renatours – Blogagem Coletiva: Como conciliar viagens e ano letivohttps://roteirorenatours.com/2016/10/09/blogagem-coletiva-como-conciliar-viagens-e-ano-letivo
26. Espelho de si: Como conciliar ano letivo com as viagens?http://www.espelhodesi.com.br/2016/10/bc-como-conciliar-ano-letivo-com-as.html
27. Gosto e Pronto: Como conciliar ano letivo e viagens – Nossas experiências.
28. Vem Que Te Conto!: Viagens em Família e o Ano Letivo Escolar.
29. Malas & malinhas: Como conciliar viagens e escola
30. MEL a Mil pelo mundo: como conciliar escola com viagens pela nossa experiência

 

Lucerna e Salzburg: o coração da música

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No ano retrasado, escrevi este post sobre minha wish list, comentando que, até o meu aniversário de 2015, já teria realizado o primeiro sonho da lista. Terminei o texto dizendo que adoraria que este hábito se tornasse constante…. De fato, passei o último verão na Escócia e já contei um pouquinho aqui (neste post e também neste). Pois não é que este ano, bem no dia em que farei 44 primaveras, Daniel Barenboim vai reger a West Eastern Divan Orchestra (projeto que lhe rendeu uma indicação ao Nobel da Paz) “só pra mim”, em pleno Festival de Lucerna? Bem… Na verdade, só pra mim, pro Alexandre, pro Dudu, pra minha mãe, pro meu pai e  para todos os outros afortunados que garantiram ingressos para um dos maiores eventos de música clássica do mundo. Como se não bastasse, vamos emendar no Festival de Salzburg, com uns passeios de carro na Suíça, Alemanha e Áustria pelo meio. Afinal, temos concerto toda noite, mas o dia é longo e as distâncias são curtas!

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Para quem quer fugir da loucura do Rio nas Olimpíadas, é uma boa pedida. Para mim, foi perfeito, pois ambos os festivais acontecem sempre em agosto e, este ano, excepcionalmente, as férias escolares vão permitir esta escapada “fora de época”.

Alguns concertos já estão esgotados (eu mesma, apesar de madrugar no computador, não consegui lugares para o Gustavo Dudamel). Mas muita coisa boa ainda está disponível. Nosso programa inclui ainda a Ópera de Marionetes, super tradicional em Salzburg, em que assistiremos “A Noviça Rebelde”.

Claro que o Dudu só vai a alguns espetáculos. Embora seja fã de música, ele ainda é pequeno para esta maratona restrita aos viciados. Algumas noites, ele vai dar um passeio com o papai, enquanto mamãe, vovó e vovô estarão no teatro. Mas já fiz um super planejamento pra eles, que inclui, por exemplo, aluguel de bicicleta para circular em volta do Lago Lucerna, ou visitar o incrível Museu de História Natural de Salzburg. Ainda tenho muito pra contar, vamos aos poucos…

Se você se animou, pode checar o programa e comprar os ingressos nestes sites:

Festival de Salzburg: http://www.salzburgerfestspiele.at/summer

Festival de Lucerna: https://www.lucernefestival.ch/en/program/summer-festival-2016

Ópera de Marionetes em Salzburg: http://www.marionetten.at/index.php

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O roteiro inclui muitas outras delícias culturais, aventureiras, esportivas e gastronômicas, que vou desfiando aos pouquinhos… Espero continuar realizando um sonho a cada aniversário, sempre com a família em volta. Da próxima vez, quero irmão, cunhada e sobrinhos no bonde!

E aí, se animou? Quem sabe te encontro por lá? Como diriam os suíços… Bis dann!

O que meu filho aprendeu viajando

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Museu do Louvre, o lugar favorito de todas as viagens

Faço parte de um grupo super bacana no Facebook, composto de blogueiros e blogueiras que só escrevem sobre viagens em família. Ali, a gente encontra desde “gigantes”, como Sut-Mie Gilbert (Viajando com Pimpolhos), Cláudia Rodrigues (Felipe, o Pequeno Viajante) e Francine Agnoletto (Viagens que sonhamos), até autoras esporádicas que, como eu, escrevem somente por prazer e por hobby. O mais legal é que todos estão sempre dispostos a compartilhar dicas e experiências, mesmo aqueles que utilizam seus blogs de forma profissional. Na minha opinião, a grande marca do grupo é a generosidade.

Em homenagem ao dia das mães, combinamos uma “blogagem coletiva”, sobre aquilo que nossos filhos aprenderam nas diferentes viagens ao lado de mães e pais que têm a bússola viciada, sempre apontando pro aeroporto.

Ao longo das últimas semanas, venho observando as conversas dos blogueiros no grupo: todo mundo chocado com as respostas dos filhos, como foram surpreendentes os relatos. Ontem à noite, aos 45 do segundo tempo, gravei uma entrevista com o Dudu sobre o assunto e, como diria minha aluna gaúcha Kaanda Gontijo: me caiu os butiá do bolso! (Acho que Cláudia Rodrigues e Francine Agnoletto vão gostar dessa… 🙂 )

Na verdade, é fato que o aproveitamento de uma viagem será diferente em cada idade e em cada fase do desenvolvimento. Acredito sinceramente que crianças de quaisquer idades aproveitam muuuuuuuito uma viagem com os pais, não há uma diferença de quantidade ou qualidade, somente na forma como a viagem será percebida e apreendida. Um bebê, por exemplo, terá o privilégio de passar vários dias seguidos na companhia dos pais, vivendo momentos de felicidade e descontração. Isso vai ser importante na sua construção como indivíduo, mesmo que ele não se “lembre”: a experiência deixará marcas positivas inevitáveis.

Foi impossível para mim não refletir sobre as observações do Dudu com um viés profissional, já que trabalho com desenvolvimento psicomotor da criança há 20 anos. De fato, seus comentários me deram muito o que pensar, sobre ele e sobre mim. Na verdade, eu poderia até mudar o título do post: O que eu aprendi com as viagens do meu filho.

Dudu começou a entrevista dizendo: “de todas as viagens, de todas as visitas que fizemos em viagens, o que eu mais gosto são dos museus.

Ele, de fato, é louco por história. Às vezes diz que quer ser arquiteto quando crescer (além de jogador de futebol, é claro). Nas visitas aos museus, ele faz questão de ler as legendas, ouvir o audio guide, “espremer o caldinho” de tudo o que estiver ao seu alcance. Achei curioso, entretanto, ele dizer que aprende mais sobre a História nos museus do que nos castelos e monumentos. Aqui, ele fez questão de esclarecer que o legal dos museus é que eles o colocam em contato com a História e não com a Estória, explicando que não se trata de um conto inventado, e sim de algo que aconteceu de verdade. Perguntei, obviamente: e nos castelos? Não é assim? Bem, para ele, o incrível dos castelos é pensar que ele está pisando onde um rei e uma rainha também pisaram, e também imaginar quanto tempo levaram para construir aquela obra gigantesca… Descreveu com detalhes coisas que ele aprendeu ouvindo o audio guide do castelo da Mary Stuart, e de como foi importante ver, no Louvre, quadros como a “Mona Lisa” e “A Liberdade conduzindo o povo”. Aliás, sua parte favorita do Louvre foram justamente as pinturas.

A surpresa, para mim, foi quando eu perguntei sobre o que ele aprendeu em outros tipos de viagem, como as Ilhas Escocesas, ou Sergipe (Mangue Seco, Cannion do São Francisco…). A resposta: não aprendi nada, são viagens somente de diversão. Ele adorou, sem dúvida, mas não associa as viagens “ecológicas” a aprendizagem, somente a diversão. Vou citar de novo a Kaanda: me caiu os butiá do bolso!!! Neste momento, eu parei pra pensar…. Porque nestes passeios eu tenho certeza absoluta de que eu e Alexandre valorizamos – e muito – os aspectos “educativos” do programa. Mostramos as focas que vivem nas pedras do Mar do Norte, as maravilhas de uma ilha inabitada onde se reproduzem, aos milhares, aves marinhas que só existem ali, mostramos a fauna e a flora do rio de água salgada em que nos banhamos a caminho do Mangue Seco. Mas, nestes casos, talvez a experiência dele tenha sido tão avassaladoramente sensorial, que ele não registrou nada além do prazer de estar no barco olhando as focas fazendo palhaçada no mar, ou a delícia daquele banho de rio. Voltando à história do bebê: a experiência fica marcada, mesmo que não seja no intelecto. Talvez ele simplesmente não tenha captado exatamente o sentido de “aprender”, e esteja associando aprendizagem ao formato escolar. Talvez não… Eu sou mais do museu do que da trilha, e ele tem muitos traços de personalidade que se identificam com os meus. Ou talvez isso esteja essencialmente ligado à fase do desenvolvimento dele…

Dudu tem 10 anos. Está exatamente naquele nebuloso período de transição da primeira infância para a pré-adolescência. A fisioterapeuta belga Godelieve Denys-Struyf, autora do método de Cadeias Musculares e Articulares GDS (em torno do qual gira toda a minha atividade profissional e que eu levo para minha vida pessoal), define o desenvolvimento psicomotor da criança na imagem de uma onda: a Onda do Crescimento. Nesta onda, desde o momento da concepção até o fim da primeira infância, a criança estrutura e internaliza os pilares básicos da personalidade e as referências mecânicas que vão organizar sua atitude corporal, sua postura e sua maneira de estar e se expressar no mundo.

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A Onda do Crescimento, desenho de Godelieve Denys-Struyf (GDS)

Não vou dar aqui uma aula sobre GDS, mas basta saber que a primeira fase, que a gente chama de AM, vai até mais ou menos 3 anos e se caracteriza pela necessidade que o bebê-criança tem de um verdadeiro banho sensorial e afetivo. Por isso,  o “mero” fato de passar alguns dias de puro prazer junto aos pais é nutrição suficiente pra deixar este AM bem contente. Há quem diga que, neste caso, não importa o destino, e sim a presença dos pais com a criança. Eu discordo: se os pais estiverem no lugar que sempre sonharam, vivendo experiências únicas na vida deles, a alegria de compartilhar isso com seu bebê certamente será captada pelo pequeno sob forma de doses cavalares de “AM”. Só pra esclarecer, estas siglas se referem à disposição dos músculos no corpo, pois cada uma destas estruturas está ligada a uma cadeia muscular, e tanto a organização músculo-articular quanto a  atitude corporal vão se construindo concomitantemente ao desenvolvimento emocional. Mas eu não vou encher a paciência de vocês com isso! 🙂

A segunda fase, que chamamos PA, é o momento da fantasia, da magia. Em torno de 3 a 6 anos. Adoram ouvir estórias, se fantasiar de princesa e herói. Momento maravilhoso para ir à Disney, porque é nesta fase que eles acreditam que tudo aquilo é real.

Na terceira fase, a PM, chegamos ao Dudu. Começa em torno de 7 anos, quando, “coincidentemente”, a criança entra no ensino fundamental, aprende a ler, escrever, fazer contas. Tem provas na escola. Troca as brincadeiras mais imaginativas e essencialmente lúdicas por jogos com regras, seja nos tabuleiros ou nas quadras esportivas. É a fase de valorização do raciocínio lógico, da atividade intelectual.

No desenvolvimento psicomotor saudável, após passar por esta Onda do Crescimento, o indivíduo deverá ter construído em si estes três grandes arquétipos da personalidade, podendo dispor de cada um deles à vontade, à medida que a vida for lhe oferencendo oportunidades e necessidades. Para isso, é preciso que estas fases sejam muito bem vivenciadas no momento certo, para que fiquem registradas como marcas de “lembranças felizes”.

Portanto, logo depois de entrar num surto de culpa materna “meu filho não valoriza a natureza, de tanto eu estimular o lado intelectual ele agora não dá importância a nada além disso”, eu parei para refletir que, na verdade, ele está simplesmente manifestando a percepção de alguém que está no ápice de sua fase PM da Onda.

Eu optei, deliberadamente, por não espiar os posts dos outros blogueiros que já publicaram seus textos desde hoje de manhã. Tive de conter minha curiosidade, mas achei melhor escrever sem influências. Acabei escrevendo muito mais sobre criança do que sobre viagem. Talvez, mais até sobre o olhar da mãe, já que, afinal, hoje é o nosso dia. Minha conclusão é que a mesma pergunta, feita em momentos diferentes da vida dele, teria respostas diametralmente distintas. O que me dá vontade de repetir anualmente a entrevista, já que eu tenho o áudio gravado. Creio que será uma linda aquisição para meu acervo de lembranças…

Minha conversa com ele foi longa, eu tentei puxar vários temas, como idiomas, comidas, costumes, etc. Acabei centrando o post sobre o que achei mais relevante. Mas vou concluir transcrevendo a parte mais bonita do nosso papo, quando eu perguntei o que ele aprendeu sobre nós, o nosso funcionamento como família, o nosso relacionamento, o nosso jeito de ser.

– Aprendi que você, antes de viajar, você estuda muito bem pra onde ir. E o papai está disposto a dirigir, dirigir, dirigir.

– São coisas boas, né? Então cada um tem um papel na viagem. E qual você acha que é o seu papel na nossa família, viajando?

-Não sei, o que você acha?

-A entrevista é com você…

-O que você acha?

-A gente aprende muita coisa com você, eu e papai. Porque a gente planeja uma viagem, e você tem um olhar de criança, que presta atenção em muitas coisas diferentes, que a gente não tinha prestado.

-Então eu tenho o papel de observador.

Agora eu enxugo a lágrima e desejo a todos e todas um feliz dia das mães!

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Eu já participei de uma outra blogagem coletiva antes. Quer ver como foi? Clique aqui!

E aproveita para espiar o que os outros blogueiros escreveram sobre este tema tão rico!

1 – Viagens que Sonhamos
2- Felipe, o pequeno viajante
3- Malas e malinhas
4 – As Passeadeiras
5 – Do RS para o Mundo
6 – Família Viagem
7- Viagem Simplesmente
8- TripBaby
9- Ases a Bordo
10 – Malas e Panelas
11 – Vem Pro Parque
12 – No Mundo com a Gente
13 – Trilhas e Cantos
14 – Gosto e Pronto
15- Valentina na estrada
16- Retrip Viagens e Experiências
17 – Para a Disney e além
18 – Wanna Disney Pelo Mundo
19 – Com Filhos por aí!
20 – Cuore Curioso
21- Andreza Dica e Indica Disney
22 – Viajo com Filhos (Fernanda)
23 – Por aí com os Pires (Line Pires)
24 – Vida de Viajete:
25 – Cantinho de Ná (Cynara Vianna)
26. Viajo com Filhos (Patricia)
27. Carregando Malinhas (Aline Figueiredo)
28. De Primeira Viagem (Aline Aguiar)
29. Roteiro Renatours
30. Ferinhas Viajantes (Ana Paula Lima)
31-Os Caminhantes
32- Dicas da Rege
33 – Viajando em Família
34 – Pequenos pelo mundo
35 – Passeiorama
36. Viajando em Familia
37. O Rei do Hotel

Nossos lares escoceses: relato completo de hospedagem

No último post, listei nossas aventuras escocesas dia a dia. Se você colocou as terras do Coração Valente no topo da sua wish list, acredito que vai aproveitar bastante minhas dicas de hospedagem.

Em primeiro lugar, talvez seja importante explicar um pouco o jeito de viajar da minha família… Pois cada uma tem suas preferências e seu orçamento, não é? Eu diria que faço o estilo moderado. Hostel e motorhome definitivamente não são o meu número. Tampouco faço questão de luxo ou grande sofisticação. Fico bem num 2 estrelas que seja super limpo e bem situado, adoro um bed and breakfast bem charmoso e aconchegante, faço questão de um bom banho quente e um certo conforto, mas, entre conforto e localização, opto pela segunda. Acima de tudo, limpeza é fundamental!

Viajamos na alta temporada (julho), mas não há muitas opções em relação à Escócia: as condições climáticas só são favoráveis no verão. A hospedagem é cara, ainda mais em tempos de real desvalorizado. O café da manhã estava sempre incluído. Coloquei os links para todos os locais listados, para que se possa verificar disponibilidade e preços atualizados.  Oban foi a diária mais barata,  Fort William a mais cara. Edimburgo, porém, é proporcionalmente mais cara, tendo em vista a qualidade do hotel (atendeu muitíssimo bem às nossas necessidades, mas era mais caro que o castelo de Broomhall e apenas 5 libras mais barato que o espetacular hotel de Fort William. O campeão do custo-benefício, entretanto, foi Oban: bed and breakfast sensacional, pela diária mais barata (ok, menos cara) da viagem.

Segue então a lista completa!

Holiday Inn Express Royal Mile (Edimburgo) – Limpíssimo, muito bem localizado, café da manhã farto e variado, porém o quarto era um pouco apertado para 3 pessoas, mesmo que uma delas tivesse apenas 9 anos. Meus amigos Fernanda e Vinícius, que estavam com 2 crianças, ficaram ainda mais espremidos. O ponto forte, indiscutivelmente, foi o atendimento. Os recepcionistas Amanda e Daniel estão no topo da lista de mais gentis e prestativos da história! Edimburgo é uma cidade realmente bem cara. Embora este hotel não seja exatamente barato, os valores praticados na cidade são ainda maiores.

Recebendo a visita dos amigos no quarto
Recebendo a visita dos amigos no quarto

 

Broomhall Castle (Stirling) – uma noite memorável, para nos sentirmos como a própria realeza! Broomhal foi destruído durante a II Guerra, mas foi totalmente restaurado e hoje funciona como um hotel, abrigando também casamentos e eventos corporativos. O lugar é lindo, o restaurante é fantástico, o ambiente é incrível. O café da manhã… Só de lembrar fico com água na boca!!! Dudu comentou com seus amigos Victor e Bê que estava tendo uma experiência única, de passar a noite num castelo de verdade (eu estava pertinho tomando chá e escutei toda a conversa… 🙂 ). Vamos lembrar disso para sempre! Entretanto… Em termos de hotelaria, ficou um pouco a desejar. Nosso quarto era lindo, porém a limpeza estava longe do esperado. O quarto da Fê e do Vini estava com a decoração meio “inacabada”, o que foi realmente uma pena, pois meio que comprometeu a atmosfera. Principalmente porque a Fê é arquiteta… Mesmo assim, valeu demais ter pertencido à nobreza por algumas horas!

Broomhall Castle
Broomhall Castle
Os meninos adoraram o brasão do castelo...
Os meninos adoraram o brasão do castelo…
O restaurante tinha menu infantil
O restaurante tinha menu infantil
Mas o dos adultos foi o ponto alto! Desde a entrada...
Mas o dos adultos foi o ponto alto!
A melhor sobremesa da viagem, um toffee pudding inesquecível!
A melhor sobremesa da viagem, um toffee pudding inesquecível!
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Brindando a uma noite memorável, em que celebramos nossos 15 anos de casamento!
Papo de rapazes
Papo de rapazes
Uma dose de whisky para fechar a noite!
Uma dose de whisky para fechar a noite!
Nosso quarto era muito bonito, embora a limpeza tenha deixado a desejar
Nosso quarto era muito bonito, embora a limpeza tenha deixado a desejar
Vai ficar na lembrança do Dudu, do Victor e do Bê para sempre!
Vai ficar na lembrança do Dudu, do Victor e do Bê para sempre!
De manhã, nos despedimos da querida família Ribeiro. Eles partiram para Londres e nós seguimos para as Highlands.
De manhã, nos despedimos da querida família Ribeiro. Eles partiram para Londres e nós seguimos para as Highlands.

 

Elderslie Guest House (Oban) – Nota dez com louvor! Oban foi o ponto de partida para nosso passeio de barco pelas Ilhas Hébridas, então ficamos apenas uma noite neste bed and breakfast adorável. Conforto, limpeza e atendimento muito acima do esperado. Os proprietários são extremamente simpáticos. Como deveríamos sair antes das 7 da manhã para pegar o barco, o café da manhã completo escocês ainda não estaria pronto para servir. Então, eles deixaram um cooler na porta do nosso quarto, com 3 pacotes carinhosamente preparados, contendo um verdadeiro banquete matinal. Sem contar os chocolates na cama do Dudu e o chá com biscoitos deliciosos para nós. Perfeito!

Dudu ficou bem confortável em seu quarto anexo ao nosso!
Dudu ficou bem confortável em seu quarto anexo ao nosso! Tinha até um bichinho de pelúcia na cabeceira da cama…
O bed and breakfast tinha cara de casa de campo
O bed and breakfast tinha cara de casa de campo
Fomos super mimados na Elderslie Guest House...
Fomos super mimados na Elderslie Guest House…
E ainda tínhamos uma bela vista!
E ainda tínhamos uma bela vista!

 

Glentower Lower Observatory (Fort William) – Nosso pouso nas Highlands ficou com o troféu de melhor hotel da viagem. Como sempre, antes de reservar, li comentários de clientes, pesquisei, comparei. Achei que valia à pena pagar um pouquinho mais caro para ficar neste, que de fato me pareceu ser muito bom. Nada disso me preparou, porém, para o que encontrei ao entrar no meu quarto. Superou largamente todas as minhas expectativas. Em todos os sentidos. O quarto é enorme, o banheiro maior ainda. Bonito, limpíssimo, super confortável. Às margens do Lago Linnhe, tem uma linda vista. O atendimento é impecável. O café da manhã é incrível. Suuuuuuuper recomendo, nota 10!

O fantástico Glentower Lower Observatory
O fantástico Glentower Lower Observatory
De frente para o Lago Linnhe
De frente para o Lago Linnhe
O quarto conta com uma cama de casal e duas de solteiro, com um enorme espaço de circulação.
O quarto conta com uma cama de casal e duas de solteiro, com um enorme espaço de circulação.
Espaçoso, agradável, aconchegante, perfeito!
Espaçoso, agradável, aconchegante, perfeito!
O banheiro imenso!
O banheiro imenso!
Melhor impossível...
Melhor impossível…

 

Bem, se o seu próximo destino é a Escócia, espero que estas dicas sejam úteis. Só de escrever sobre estes lugares, já me dá vontade de voltar lá… Todos estes locais receberam muito bem as crianças e eu me hospedaria de novo em cada um deles. Ah! E a propósito… No interior da Escócia se come salmão defumado no café da manhã diariamente, entre outras delícias… Fiquei muito mal acostumada!

No próximo post, conto mais sobre este país maravilhoso. Até breve!