Lucerna e Salzburg: o coração da música

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No ano retrasado, escrevi este post sobre minha wish list, comentando que, até o meu aniversário de 2015, já teria realizado o primeiro sonho da lista. Terminei o texto dizendo que adoraria que este hábito se tornasse constante…. De fato, passei o último verão na Escócia e já contei um pouquinho aqui (neste post e também neste). Pois não é que este ano, bem no dia em que farei 44 primaveras, Daniel Barenboim vai reger a West Eastern Divan Orchestra (projeto que lhe rendeu uma indicação ao Nobel da Paz) “só pra mim”, em pleno Festival de Lucerna? Bem… Na verdade, só pra mim, pro Alexandre, pro Dudu, pra minha mãe, pro meu pai e  para todos os outros afortunados que garantiram ingressos para um dos maiores eventos de música clássica do mundo. Como se não bastasse, vamos emendar no Festival de Salzburg, com uns passeios de carro na Suíça, Alemanha e Áustria pelo meio. Afinal, temos concerto toda noite, mas o dia é longo e as distâncias são curtas!

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Para quem quer fugir da loucura do Rio nas Olimpíadas, é uma boa pedida. Para mim, foi perfeito, pois ambos os festivais acontecem sempre em agosto e, este ano, excepcionalmente, as férias escolares vão permitir esta escapada “fora de época”.

Alguns concertos já estão esgotados (eu mesma, apesar de madrugar no computador, não consegui lugares para o Gustavo Dudamel). Mas muita coisa boa ainda está disponível. Nosso programa inclui ainda a Ópera de Marionetes, super tradicional em Salzburg, em que assistiremos “A Noviça Rebelde”.

Claro que o Dudu só vai a alguns espetáculos. Embora seja fã de música, ele ainda é pequeno para esta maratona restrita aos viciados. Algumas noites, ele vai dar um passeio com o papai, enquanto mamãe, vovó e vovô estarão no teatro. Mas já fiz um super planejamento pra eles, que inclui, por exemplo, aluguel de bicicleta para circular em volta do Lago Lucerna, ou visitar o incrível Museu de História Natural de Salzburg. Ainda tenho muito pra contar, vamos aos poucos…

Se você se animou, pode checar o programa e comprar os ingressos nestes sites:

Festival de Salzburg: http://www.salzburgerfestspiele.at/summer

Festival de Lucerna: https://www.lucernefestival.ch/en/program/summer-festival-2016

Ópera de Marionetes em Salzburg: http://www.marionetten.at/index.php

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O roteiro inclui muitas outras delícias culturais, aventureiras, esportivas e gastronômicas, que vou desfiando aos pouquinhos… Espero continuar realizando um sonho a cada aniversário, sempre com a família em volta. Da próxima vez, quero irmão, cunhada e sobrinhos no bonde!

E aí, se animou? Quem sabe te encontro por lá? Como diriam os suíços… Bis dann!

O que meu filho aprendeu viajando

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Museu do Louvre, o lugar favorito de todas as viagens

Faço parte de um grupo super bacana no Facebook, composto de blogueiros e blogueiras que só escrevem sobre viagens em família. Ali, a gente encontra desde “gigantes”, como Sut-Mie Gilbert (Viajando com Pimpolhos), Cláudia Rodrigues (Felipe, o Pequeno Viajante) e Francine Agnoletto (Viagens que sonhamos), até autoras esporádicas que, como eu, escrevem somente por prazer e por hobby. O mais legal é que todos estão sempre dispostos a compartilhar dicas e experiências, mesmo aqueles que utilizam seus blogs de forma profissional. Na minha opinião, a grande marca do grupo é a generosidade.

Em homenagem ao dia das mães, combinamos uma “blogagem coletiva”, sobre aquilo que nossos filhos aprenderam nas diferentes viagens ao lado de mães e pais que têm a bússola viciada, sempre apontando pro aeroporto.

Ao longo das últimas semanas, venho observando as conversas dos blogueiros no grupo: todo mundo chocado com as respostas dos filhos, como foram surpreendentes os relatos. Ontem à noite, aos 45 do segundo tempo, gravei uma entrevista com o Dudu sobre o assunto e, como diria minha aluna gaúcha Kaanda Gontijo: me caiu os butiá do bolso! (Acho que Cláudia Rodrigues e Francine Agnoletto vão gostar dessa…🙂 )

Na verdade, é fato que o aproveitamento de uma viagem será diferente em cada idade e em cada fase do desenvolvimento. Acredito sinceramente que crianças de quaisquer idades aproveitam muuuuuuuito uma viagem com os pais, não há uma diferença de quantidade ou qualidade, somente na forma como a viagem será percebida e apreendida. Um bebê, por exemplo, terá o privilégio de passar vários dias seguidos na companhia dos pais, vivendo momentos de felicidade e descontração. Isso vai ser importante na sua construção como indivíduo, mesmo que ele não se “lembre”: a experiência deixará marcas positivas inevitáveis.

Foi impossível para mim não refletir sobre as observações do Dudu com um viés profissional, já que trabalho com desenvolvimento psicomotor da criança há 20 anos. De fato, seus comentários me deram muito o que pensar, sobre ele e sobre mim. Na verdade, eu poderia até mudar o título do post: O que eu aprendi com as viagens do meu filho.

Dudu começou a entrevista dizendo: “de todas as viagens, de todas as visitas que fizemos em viagens, o que eu mais gosto são dos museus.

Ele, de fato, é louco por história. Às vezes diz que quer ser arquiteto quando crescer (além de jogador de futebol, é claro). Nas visitas aos museus, ele faz questão de ler as legendas, ouvir o audio guide, “espremer o caldinho” de tudo o que estiver ao seu alcance. Achei curioso, entretanto, ele dizer que aprende mais sobre a História nos museus do que nos castelos e monumentos. Aqui, ele fez questão de esclarecer que o legal dos museus é que eles o colocam em contato com a História e não com a Estória, explicando que não se trata de um conto inventado, e sim de algo que aconteceu de verdade. Perguntei, obviamente: e nos castelos? Não é assim? Bem, para ele, o incrível dos castelos é pensar que ele está pisando onde um rei e uma rainha também pisaram, e também imaginar quanto tempo levaram para construir aquela obra gigantesca… Descreveu com detalhes coisas que ele aprendeu ouvindo o audio guide do castelo da Mary Stuart, e de como foi importante ver, no Louvre, quadros como a “Mona Lisa” e “A Liberdade conduzindo o povo”. Aliás, sua parte favorita do Louvre foram justamente as pinturas.

A surpresa, para mim, foi quando eu perguntei sobre o que ele aprendeu em outros tipos de viagem, como as Ilhas Escocesas, ou Sergipe (Mangue Seco, Cannion do São Francisco…). A resposta: não aprendi nada, são viagens somente de diversão. Ele adorou, sem dúvida, mas não associa as viagens “ecológicas” a aprendizagem, somente a diversão. Vou citar de novo a Kaanda: me caiu os butiá do bolso!!! Neste momento, eu parei pra pensar…. Porque nestes passeios eu tenho certeza absoluta de que eu e Alexandre valorizamos – e muito – os aspectos “educativos” do programa. Mostramos as focas que vivem nas pedras do Mar do Norte, as maravilhas de uma ilha inabitada onde se reproduzem, aos milhares, aves marinhas que só existem ali, mostramos a fauna e a flora do rio de água salgada em que nos banhamos a caminho do Mangue Seco. Mas, nestes casos, talvez a experiência dele tenha sido tão avassaladoramente sensorial, que ele não registrou nada além do prazer de estar no barco olhando as focas fazendo palhaçada no mar, ou a delícia daquele banho de rio. Voltando à história do bebê: a experiência fica marcada, mesmo que não seja no intelecto. Talvez ele simplesmente não tenha captado exatamente o sentido de “aprender”, e esteja associando aprendizagem ao formato escolar. Talvez não… Eu sou mais do museu do que da trilha, e ele tem muitos traços de personalidade que se identificam com os meus. Ou talvez isso esteja essencialmente ligado à fase do desenvolvimento dele…

Dudu tem 10 anos. Está exatamente naquele nebuloso período de transição da primeira infância para a pré-adolescência. A fisioterapeuta belga Godelieve Denys-Struyf, autora do método de Cadeias Musculares e Articulares GDS (em torno do qual gira toda a minha atividade profissional e que eu levo para minha vida pessoal), define o desenvolvimento psicomotor da criança na imagem de uma onda: a Onda do Crescimento. Nesta onda, desde o momento da concepção até o fim da primeira infância, a criança estrutura e internaliza os pilares básicos da personalidade e as referências mecânicas que vão organizar sua atitude corporal, sua postura e sua maneira de estar e se expressar no mundo.

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A Onda do Crescimento, desenho de Godelieve Denys-Struyf (GDS)

Não vou dar aqui uma aula sobre GDS, mas basta saber que a primeira fase, que a gente chama de AM, vai até mais ou menos 3 anos e se caracteriza pela necessidade que o bebê-criança tem de um verdadeiro banho sensorial e afetivo. Por isso,  o “mero” fato de passar alguns dias de puro prazer junto aos pais é nutrição suficiente pra deixar este AM bem contente. Há quem diga que, neste caso, não importa o destino, e sim a presença dos pais com a criança. Eu discordo: se os pais estiverem no lugar que sempre sonharam, vivendo experiências únicas na vida deles, a alegria de compartilhar isso com seu bebê certamente será captada pelo pequeno sob forma de doses cavalares de “AM”. Só pra esclarecer, estas siglas se referem à disposição dos músculos no corpo, pois cada uma destas estruturas está ligada a uma cadeia muscular, e tanto a organização músculo-articular quanto a  atitude corporal vão se construindo concomitantemente ao desenvolvimento emocional. Mas eu não vou encher a paciência de vocês com isso!🙂

A segunda fase, que chamamos PA, é o momento da fantasia, da magia. Em torno de 3 a 6 anos. Adoram ouvir estórias, se fantasiar de princesa e herói. Momento maravilhoso para ir à Disney, porque é nesta fase que eles acreditam que tudo aquilo é real.

Na terceira fase, a PM, chegamos ao Dudu. Começa em torno de 7 anos, quando, “coincidentemente”, a criança entra no ensino fundamental, aprende a ler, escrever, fazer contas. Tem provas na escola. Troca as brincadeiras mais imaginativas e essencialmente lúdicas por jogos com regras, seja nos tabuleiros ou nas quadras esportivas. É a fase de valorização do raciocínio lógico, da atividade intelectual.

No desenvolvimento psicomotor saudável, após passar por esta Onda do Crescimento, o indivíduo deverá ter construído em si estes três grandes arquétipos da personalidade, podendo dispor de cada um deles à vontade, à medida que a vida for lhe oferencendo oportunidades e necessidades. Para isso, é preciso que estas fases sejam muito bem vivenciadas no momento certo, para que fiquem registradas como marcas de “lembranças felizes”.

Portanto, logo depois de entrar num surto de culpa materna “meu filho não valoriza a natureza, de tanto eu estimular o lado intelectual ele agora não dá importância a nada além disso”, eu parei para refletir que, na verdade, ele está simplesmente manifestando a percepção de alguém que está no ápice de sua fase PM da Onda.

Eu optei, deliberadamente, por não espiar os posts dos outros blogueiros que já publicaram seus textos desde hoje de manhã. Tive de conter minha curiosidade, mas achei melhor escrever sem influências. Acabei escrevendo muito mais sobre criança do que sobre viagem. Talvez, mais até sobre o olhar da mãe, já que, afinal, hoje é o nosso dia. Minha conclusão é que a mesma pergunta, feita em momentos diferentes da vida dele, teria respostas diametralmente distintas. O que me dá vontade de repetir anualmente a entrevista, já que eu tenho o áudio gravado. Creio que será uma linda aquisição para meu acervo de lembranças…

Minha conversa com ele foi longa, eu tentei puxar vários temas, como idiomas, comidas, costumes, etc. Acabei centrando o post sobre o que achei mais relevante. Mas vou concluir transcrevendo a parte mais bonita do nosso papo, quando eu perguntei o que ele aprendeu sobre nós, o nosso funcionamento como família, o nosso relacionamento, o nosso jeito de ser.

– Aprendi que você, antes de viajar, você estuda muito bem pra onde ir. E o papai está disposto a dirigir, dirigir, dirigir.

– São coisas boas, né? Então cada um tem um papel na viagem. E qual você acha que é o seu papel na nossa família, viajando?

-Não sei, o que você acha?

-A entrevista é com você…

-O que você acha?

-A gente aprende muita coisa com você, eu e papai. Porque a gente planeja uma viagem, e você tem um olhar de criança, que presta atenção em muitas coisas diferentes, que a gente não tinha prestado.

-Então eu tenho o papel de observador.

Agora eu enxugo a lágrima e desejo a todos e todas um feliz dia das mães!

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Eu já participei de uma outra blogagem coletiva antes. Quer ver como foi? Clique aqui!

E aproveita para espiar o que os outros blogueiros escreveram sobre este tema tão rico!

1 – Viagens que Sonhamos
2- Felipe, o pequeno viajante
3- Malas e malinhas
4 – As Passeadeiras
5 – Do RS para o Mundo
6 – Família Viagem
7- Viagem Simplesmente
8- TripBaby
9- Ases a Bordo
10 – Malas e Panelas
11 – Vem Pro Parque
12 – No Mundo com a Gente
13 – Trilhas e Cantos
14 – Gosto e Pronto
15- Valentina na estrada
16- Retrip Viagens e Experiências
17 – Para a Disney e além
18 – Wanna Disney Pelo Mundo
19 – Com Filhos por aí!
20 – Cuore Curioso
21- Andreza Dica e Indica Disney
22 – Viajo com Filhos (Fernanda)
23 – Por aí com os Pires (Line Pires)
24 – Vida de Viajete:
25 – Cantinho de Ná (Cynara Vianna)
26. Viajo com Filhos (Patricia)
27. Carregando Malinhas (Aline Figueiredo)
28. De Primeira Viagem (Aline Aguiar)
29. Roteiro Renatours
30. Ferinhas Viajantes (Ana Paula Lima)
31-Os Caminhantes
32- Dicas da Rege
33 – Viajando em Família
34 – Pequenos pelo mundo
35 – Passeiorama
36. Viajando em Familia
37. O Rei do Hotel

Nossos lares escoceses: relato completo de hospedagem

No último post, listei nossas aventuras escocesas dia a dia. Se você colocou as terras do Coração Valente no topo da sua wish list, acredito que vai aproveitar bastante minhas dicas de hospedagem.

Em primeiro lugar, talvez seja importante explicar um pouco o jeito de viajar da minha família… Pois cada uma tem suas preferências e seu orçamento, não é? Eu diria que faço o estilo moderado. Hostel e motorhome definitivamente não são o meu número. Tampouco faço questão de luxo ou grande sofisticação. Fico bem num 2 estrelas que seja super limpo e bem situado, adoro um bed and breakfast bem charmoso e aconchegante, faço questão de um bom banho quente e um certo conforto, mas, entre conforto e localização, opto pela segunda. Acima de tudo, limpeza é fundamental!

Viajamos na alta temporada (julho), mas não há muitas opções em relação à Escócia: as condições climáticas só são favoráveis no verão. A hospedagem é cara, ainda mais em tempos de real desvalorizado. O café da manhã estava sempre incluído. Coloquei os links para todos os locais listados, para que se possa verificar disponibilidade e preços atualizados.  Oban foi a diária mais barata,  Fort William a mais cara. Edimburgo, porém, é proporcionalmente mais cara, tendo em vista a qualidade do hotel (atendeu muitíssimo bem às nossas necessidades, mas era mais caro que o castelo de Broomhall e apenas 5 libras mais barato que o espetacular hotel de Fort William. O campeão do custo-benefício, entretanto, foi Oban: bed and breakfast sensacional, pela diária mais barata (ok, menos cara) da viagem.

Segue então a lista completa!

Holiday Inn Express Royal Mile (Edimburgo) – Limpíssimo, muito bem localizado, café da manhã farto e variado, porém o quarto era um pouco apertado para 3 pessoas, mesmo que uma delas tivesse apenas 9 anos. Meus amigos Fernanda e Vinícius, que estavam com 2 crianças, ficaram ainda mais espremidos. O ponto forte, indiscutivelmente, foi o atendimento. Os recepcionistas Amanda e Daniel estão no topo da lista de mais gentis e prestativos da história! Edimburgo é uma cidade realmente bem cara. Embora este hotel não seja exatamente barato, os valores praticados na cidade são ainda maiores.

Recebendo a visita dos amigos no quarto
Recebendo a visita dos amigos no quarto

 

Broomhall Castle (Stirling) – uma noite memorável, para nos sentirmos como a própria realeza! Broomhal foi destruído durante a II Guerra, mas foi totalmente restaurado e hoje funciona como um hotel, abrigando também casamentos e eventos corporativos. O lugar é lindo, o restaurante é fantástico, o ambiente é incrível. O café da manhã… Só de lembrar fico com água na boca!!! Dudu comentou com seus amigos Victor e Bê que estava tendo uma experiência única, de passar a noite num castelo de verdade (eu estava pertinho tomando chá e escutei toda a conversa…🙂 ). Vamos lembrar disso para sempre! Entretanto… Em termos de hotelaria, ficou um pouco a desejar. Nosso quarto era lindo, porém a limpeza estava longe do esperado. O quarto da Fê e do Vini estava com a decoração meio “inacabada”, o que foi realmente uma pena, pois meio que comprometeu a atmosfera. Principalmente porque a Fê é arquiteta… Mesmo assim, valeu demais ter pertencido à nobreza por algumas horas!

Broomhall Castle
Broomhall Castle
Os meninos adoraram o brasão do castelo...
Os meninos adoraram o brasão do castelo…
O restaurante tinha menu infantil
O restaurante tinha menu infantil
Mas o dos adultos foi o ponto alto! Desde a entrada...
Mas o dos adultos foi o ponto alto!
A melhor sobremesa da viagem, um toffee pudding inesquecível!
A melhor sobremesa da viagem, um toffee pudding inesquecível!
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Brindando a uma noite memorável, em que celebramos nossos 15 anos de casamento!
Papo de rapazes
Papo de rapazes
Uma dose de whisky para fechar a noite!
Uma dose de whisky para fechar a noite!
Nosso quarto era muito bonito, embora a limpeza tenha deixado a desejar
Nosso quarto era muito bonito, embora a limpeza tenha deixado a desejar
Vai ficar na lembrança do Dudu, do Victor e do Bê para sempre!
Vai ficar na lembrança do Dudu, do Victor e do Bê para sempre!
De manhã, nos despedimos da querida família Ribeiro. Eles partiram para Londres e nós seguimos para as Highlands.
De manhã, nos despedimos da querida família Ribeiro. Eles partiram para Londres e nós seguimos para as Highlands.

 

Elderslie Guest House (Oban) – Nota dez com louvor! Oban foi o ponto de partida para nosso passeio de barco pelas Ilhas Hébridas, então ficamos apenas uma noite neste bed and breakfast adorável. Conforto, limpeza e atendimento muito acima do esperado. Os proprietários são extremamente simpáticos. Como deveríamos sair antes das 7 da manhã para pegar o barco, o café da manhã completo escocês ainda não estaria pronto para servir. Então, eles deixaram um cooler na porta do nosso quarto, com 3 pacotes carinhosamente preparados, contendo um verdadeiro banquete matinal. Sem contar os chocolates na cama do Dudu e o chá com biscoitos deliciosos para nós. Perfeito!

Dudu ficou bem confortável em seu quarto anexo ao nosso!
Dudu ficou bem confortável em seu quarto anexo ao nosso! Tinha até um bichinho de pelúcia na cabeceira da cama…
O bed and breakfast tinha cara de casa de campo
O bed and breakfast tinha cara de casa de campo
Fomos super mimados na Elderslie Guest House...
Fomos super mimados na Elderslie Guest House…
E ainda tínhamos uma bela vista!
E ainda tínhamos uma bela vista!

 

Glentower Lower Observatory (Fort William) – Nosso pouso nas Highlands ficou com o troféu de melhor hotel da viagem. Como sempre, antes de reservar, li comentários de clientes, pesquisei, comparei. Achei que valia à pena pagar um pouquinho mais caro para ficar neste, que de fato me pareceu ser muito bom. Nada disso me preparou, porém, para o que encontrei ao entrar no meu quarto. Superou largamente todas as minhas expectativas. Em todos os sentidos. O quarto é enorme, o banheiro maior ainda. Bonito, limpíssimo, super confortável. Às margens do Lago Linnhe, tem uma linda vista. O atendimento é impecável. O café da manhã é incrível. Suuuuuuuper recomendo, nota 10!

O fantástico Glentower Lower Observatory
O fantástico Glentower Lower Observatory
De frente para o Lago Linnhe
De frente para o Lago Linnhe
O quarto conta com uma cama de casal e duas de solteiro, com um enorme espaço de circulação.
O quarto conta com uma cama de casal e duas de solteiro, com um enorme espaço de circulação.
Espaçoso, agradável, aconchegante, perfeito!
Espaçoso, agradável, aconchegante, perfeito!
O banheiro imenso!
O banheiro imenso!
Melhor impossível...
Melhor impossível…

 

Bem, se o seu próximo destino é a Escócia, espero que estas dicas sejam úteis. Só de escrever sobre estes lugares, já me dá vontade de voltar lá… Todos estes locais receberam muito bem as crianças e eu me hospedaria de novo em cada um deles. Ah! E a propósito… No interior da Escócia se come salmão defumado no café da manhã diariamente, entre outras delícias… Fiquei muito mal acostumada!

No próximo post, conto mais sobre este país maravilhoso. Até breve!

Meu roteiro de 8 dias pela Escócia e norte da Inglaterra

Nas últimas férias, realizei um sonho antigo… A Escócia! Não dá pra descrever completamente a emoção e o deslumbramento de visitar lugares que povoaram, desde a infância, minha imaginação. Eu pesquisei tanto tanto tanto o roteiro que, no final das contas, foi tudo super “redondo”, eu realmente não mudaria nem uma vírgula. A partir de hoje, vou começar a compartilhá-lo com você.

A gentileza do povo escocês realmente faz a gente se sentir em casa
A gentileza do povo escocês realmente faz a gente se sentir em casa

Minha viagem durou, na verdade, um total de 28 dias. Fui direto para o norte da França, a trabalho. De lá, partimos para 8 dias fantásticos em Paris (a primeira vez do Dudu!), seguidos dos 8 dias escoceses. Retornamos, então, ao norte da França, para mais um pouco de trabalho, antes de voltar ao Brasil. Durante a maior parte do período de férias, contamos com a companhia dos nossos amigos Fernanda, Vinícius, Victor e Bernardo, que ajudaram a tornar cada momento ainda mais especial.

O trio mais animado da Grã-Bretanha!
O trio mais animado da Grã-Bretanha!

Como este blog já tem muitas dicas de Paris, resolvi começar a narrativa pelas aventuras do outro lado do Canal da Mancha. Nesta primeira postagem, vou apenas listar nosso roteiro, dia a dia. Depois, aos poucos, vou detalhando cada um destes dias e passeios, com links a partir deste “post índice”. Combinado?

Das muralhas do Castelo de Edimburgo, a vista do Mar do Norte
Das muralhas do Castelo de Edimburgo, a vista do Mar do Norte

24 de julho: Chegada em Edimburgo em vôo da Easy Jet, direto do Aeroporto de Paris – Charles de Gaulle. Vôo rápido, low cost, na medida. O aeroporto de Edimburgo é muito bem sinalizado, alugamos carro lá mesmo e foi ótimo. Chegamos no fim do dia, mas deu tempo de sair para jantar. Visitamos o famoso pub The Elephant, onde J.K. Rowling se sentava para escrever os livros de Harry Potter. Hospedagem no Holiday Inn Express Royal Mile.

No pub The Elephant, as referências à sua cliente mais ilustre
No pub The Elephant, as referências à sua cliente mais ilustre

25 e 26 de julho: Edimburgo. Quase não dá pra acreditar que aquela cidade existe. Parece um cenário! A paisagem dominada pelo imenso castelo no alto da colina, becos e ruelas que remetem a filmes de espionagem, um banho de história a cada passo. Para o nosso tipo  de programação, dois dias inteiros foram suficientes.

De dentro do castelo, só um gostinho das atrações de Edimburgo... Depois conto tudo em detalhes!
De dentro do castelo, só um gostinho das atrações de Edimburgo… Depois conto tudo em detalhes!

27 de julho: Hogwarts! Descemos de carro em direção à Nortúmbria, a região norte da Inglaterra. Uma viagem de 2 horas nos levou ao Alnwick Castle, onde as cenas externas da célebre escola de magia e bruxaria foram filmadas. Foi um dos pontos altos da viagem e vai merecer um post inteirinho, exclusivo! Na volta, passamos pelo fascinante castelo de Bamburgh, à beira do Mar do Norte, que foi uma importante frente de defesa contra as invasões vickings.

Alnwick Castle
Alnwick Castle

Passamos direto por Edimburgo em direção à Escócia central, para dormir no Broomhall Castle, castelo restaurado transformado em hotel. Por uma noite, nos sentimos parte da nobreza. E quer saber? Diária mais barata que a do Holiday Inn de Edimburgo… Com o melhor café da manhã da viagem!

Broomhall Castle, nosso lar por uma noite
Broomhall Castle, nosso lar por uma noite

28 de julho: Rápido passeio em Stirling, seguido de uma deliciosa visita ao Doune Castle. O charme deste castelo em ruínas é ter sido o cenário do lendário filme Monty Phyton Em Busca do Cálice Sagrado. Toda a estrutura de visitação do castelo gira em torno disso. Esta foi a razão que me fez inclui-lo em meu roteiro, pois eu sou louca por este filme (e o Dudu também). Mais recentemente, ele vem atraindo também outros fãs, pois trata-se da locação do Castelo de Winterfell, de Game of Thrones. Winter is coming… De lá, atravessamos a região das Trossachs, com seus lagos cênicos e paisagens de tirar o fôlego, até chegarmos a Oban, na costa Oeste. É isso mesmo: você atravessa o país costa a costa, num ritmo suave (afinal, não é fácil dirigir “do lado errado”), em apenas 3 horas!

Brincando de Monty Phyton no Doune Castle
Brincando de Monty Phyton no Doune Castle

29 de julho: Passeio de barco pelas Ilhas Hébridas. Este também merecerá um post exclusivo. Foram 12 horas explorando ilhas inabitadas, observando a vida marinha, enchendo os olhos com a exuberância da natureza. Outro ponto alto da jornada! No final, pé na estrada para dormir 3 noites em Fort William.

Isle of Iona
Isle of Iona
Fingall's Cave, na Isle of Staffa
Fingall’s Cave, na Isle of Staffa

30 de julho: Hogwarts Express. O memorável passeio no trem a vapor The Jacobite, que foi utilizado nos filmes de Harry Potter. Ou seja, todo aquele trajeto, com paisagens impressionantes, inclusive o Glenfinnan Viaduct, onde o carro mágico de Ron Weasley sobrevoa o Expresso Hogwarts.

O "verdadeiro" Hogwarts Express
O “verdadeiro” Hogwarts Express
A entrada da nossa cabine dentro do trem, igualzinho ao filme!
A entrada da nossa cabine dentro do trem, igualzinho ao filme!

31 de julho: Loch Ness. O monstro não deu as caras, mas o lago é belíssimo, tanto visto de Fort Augustus, em sua extremidade sul, quanto da bela Inverness, em sua extremidade norte.

Nossa versão do monstro do Lago Ness
Nossa versão do monstro do Lago Ness

1 de agosto: Loch Lomond. Deixamos Fort William rumo a Edimburgo, parando no Loch Lomond Shores, um complexo de lazer, compras e gastronomia às margens do segundo lago mais famoso da Escócia. Chegamos em Edimburgo a tempo de curtir o último entardecer nesta cidade tão marcante.

Foi duro dizer adeus às Highlands! Tão lindas!!!!
Foi duro dizer adeus às Highlands! Tão lindas!!!!

2 de agosto: Aeroporto rumo à França.

Percebeu que terei muito assunto para os próximos posts, né? Continue acompanhando…

Dominando a colina, o Castelo de Edimburgo
Dominando a colina, o Castelo de Edimburgo

Aeroportos e estações de trem na França: modo de usar

Bem vindos à Gare du Nord, uma das principais Estações de Trem de Paris
Bem vindos à Gare du Nord, uma das principais Estações de Trem de Paris

Escrevo este post – bem “didático”, aliás – pensando na turma de fisioterapeutas brasileiros que vão fazer curso no Centre Philippe Campignion em julho. Entretanto, acredito que ele pode ser bastante útil para quaisquer outros viajantes que pretendam desbravar as estradas de ferro francesas.

Quem desembarca no Aeroporto Charles de Gaulle (ou mesmo em Orly) pode se sentir um pouco perdido frente às placas de sinalização. A primeira informação importante a reter é que existem basicamente dois tipos de estações (gares) de trens em Paris. As Gares SNCF são aquelas onde encontramos os trens de Grandes Linhas, isto é, que circulam entre diferentes cidades e países. Já os trens metropolitanos, os RER, partem de estações reguladas pela RATP, fazendo parte da mesma rede que inclui o metrô.

Ou seja: se você pretende sair do avião diretamente para o trem que te levará para cidades como Arras, Lyon, Brugges ou Amsterdan, partindo da estação de trem do próprio aeroporto, deve seguir as placas para a Gare SNCF. Se você vai ficar em Paris ou vai pegar um trem Grandes Linhas a partir de uma estação de trem no centro de Paris (como a Gare du Nord, a Gare de Lyon ou a Gare Montparnasse), deve seguir as placas “Paris by train” (RER). A única opção é o RER B (linha azul), que vai direto até a Gare du Nord. Caso prefira uma certa mordomia, o ponto de táxi também é muito bem sinalizado.

Placa de sinalização no corredor do Aeroporto Charles de Gaulle
Placa de sinalização no corredor do Aeroporto Charles de Gaulle

 

No caso da nossa turma animada, todo mundo vai pegar o trem na Gare du Nord rumo a Arras. Então, vou usar este percurso como exemplo, que vale para qualquer outro.

Quem tiver tempo de dar umas voltas em Paris antes de embarcar para o Norte, tem a opção de deixar as bagagens na estação. A Gare du Nord oferece este serviço. Basta seguir a placa “Consignes”.

Para deixar as bagagens na estação e dar umas voltas em Paris antes de embarcar, siga para "Consignes"
Para deixar as bagagens na estação e dar umas voltas em Paris antes de embarcar, siga para “Consignes”

 

Assim que você descer a escada rolante, verá a grande placa amarela indicando o local. Os valores vão de 5,50 a 9,50 euros por mala, dependendo do tamanho, e valem por 24 horas. Após esse período, são mais 5 euros por dia. O serviço de depósito de bagagens também está disponível nos aeroportos e demais estações ferroviárias.

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Depósito de bagagens na Gare du Nord

 

Chegado o momento de seguir viagem? Caso você tenha comprado seu bilhete pela internet e impresso o e-billet, é só embarcar. Não precisa apresentar o ticket na entrada do trem, mas deve tê-lo à mão caso o controlador o solicite durante o trajeto, o que acontece com grande frequência. Se você não o tiver, estará sujeito a uma bela multa.

Se você comprou a passagem na própria estação, terá de validá-la em uma das maquininhas amarelas que ficam na ponta de cada plataforma.

Ao chegar à Estação, você verá o painel das chegadas (arrivées) e partidas (départs). Você deve buscar seu horário de partida e o número do trem, e não sua cidade de destino, pois esta pode ser uma parada no meio de um percurso mais longo e, no painel, só constará o destino final. No exemplo da fotografia abaixo, eu estava indo para Arras no TGV (trem-bala) número 7141, das 17:46. No painel, neste horário, constava Valenciennes, mas o número do trem era o mesmo (não aparece na foto, mas apareceu logo em seguida, alternando com o aviso de que estava no horário – à l’heure). Pronto, sem stress! É só aguardar o número da plataforma (voie), que só aparece entre 10 e 20 minutos antes do horário. Observe que, no painel da figura, somente os três primeiros trens já têm plataforma definida, são os números nos quadradinhos à direita. Por isso é bom ficar ligado, pois você em geral não terá muito tempo para se dirigir à plataforma e embarcar.

Chegadas e Partidas na Gare du Nord

Quando seu quadradinho aparecer, é só rumar para a plataforma correta e aguardar o embarque, estando atento ao número do vagão (voiture) impresso no seu bilhete.

TGV para Arras, prontos para o embarque!
TGV para Arras, prontos para o embarque!

Ao chegar na Gare d’Arras, você também terá pouco tempo para saltar do trem, então é bom se dirigir à saída (junto à qual estão os porta-bagagens) com uns minutinhos de antecedência: é só conferir no seu bilhete o horário de chegada e ter em mente de que eles são extremamente pontuais.

Você vai descer na plataforma e terá de cruzar para o outro lado, para chegar à saída. Se você não curte a ideia de subir e descer escadas carregando sua mala, pode pegar o elevador. Coloquei uma foto dele aqui, pra facilitar.

Elevador na plataforma da Gare d'Arras
Elevador na plataforma da Gare d’Arras

Você desce pro nível inferior e sai num corredor comprido, com outros elevadores.

Passando por baixo da estrada de ferro
Passando por baixo da estrada de ferro

Para não se enganar, siga a placa para a saída (Sortie) da Pl. Marechal Foch.

Escolhendo a saída correta
Escolhendo a saída correta

Você vai saltar do elevador diretamente no saguão da Gare d’Arras, onde está o ponto de encontro do nosso grupo: o café Pomme de Pain (aliás, o único da pequena estação…). Você já notou que, na fotografia, aparece o painel igualzinho ao da Gare du Nord, o procedimento na volta será o mesmo…

Saguão da Gare d'Arras: ponto de encontro dos fisioterapeutas brazucas!
Saguão da Gare d’Arras: ponto de encontro dos fisioterapeutas brazucas!

Agora é fazer as malas, dar aquela última revisada na biomecânica e partir pra aventura. Estaremos esperando por vocês!

Eu e Lori Campignion, as produtoras da farra!
Eu e Lori Campignion, as produtoras da farra!

Museu Nacional de História Natural: um programa diferente em Paris

Quando falamos em Museu de História Natural, vêm logo à cabeça os super hiper badalados “exemplares” de Nova York e Londres. Mas o Museu de História Natural de Paris também pode ser uma opção bem interessante. Especialmente para quem gosta de paleontologia e anatomia, isto é, como eles mesmos dizem, para “os amantes de ossos de todos os tipos”. Como este é definitivamente o meu caso, pretendo visitá-lo pela primeira vez este ano, pois já ouvi os melhores comentários possíveis.

Galerias de Anatomia Comparada e Paleontologia Fonte: site do MNHN
Galerias de Anatomia Comparada e Paleontologia
Fonte: site do MNHN

O MNHN fica dentro do Jardim Botânico, o Jardin des Plantes, um parque lindíssimo e excelente para levar as crianças (eu já estive no jardim, mas o museu estava fechado na ocasião).

Dentre as inúmeras atrações do complexo, estão a Grande Galeria da Evolução, as Galerias de Anatomia Comparada e Paleontologia (com uma incrível coleção de peças de esqueletos humanos, que atestam nossa evolução) e a Ménagerie, o charmoso zoológico histórico de Paris.

Há também a Galeria das Crianças, com ambientação e atividades voltadas para os pequenos.

O MNHN abre todos os dias, exceto terças-feiras, das 10 às 18h.

Para todas as informações sobre acesso e compra de bilhetes online, clique aqui.

Vamos descobrir os caminhos dos nossos antepassados?

Grande Galeria da Evolução Fonte: site no MNHN
Grande Galeria da Evolução
Fonte: site no MNHN

Para não dar com a cara na porta: dias de fechamento das principais atrações de Paris

Nem todo mundo gosta de viajar com tudo planejado. É verdade que, muitas vezes, é super gostoso ficar apenas “flanando”, fazendo aquilo que der vontade, na hora que quiser.

Mesmo assim, é aconselhável ter algumas referências básicas, para não perder tempo nem a oportunidade de visitar aquele local específico, que estava no topo da sua lista de desejos.

Paris é uma cidade que convida a perambular pelas ruas, sem hora marcada. Mas é fundamental ter em mente que muitas das atrações mais concorridas fecham em algum dia da semana, em geral segunda ou terça. Já pensou? Você deixa o Museu do Louvre para o último dia, para guardar na lembrança a imagem da Mona Lisa como sua experiência de despedida, na cidade dos seus sonhos. Só que é uma terça-feira, então você dá com a cara na porta e tem que voltar pro Brasil sem ter prestado sua homenagem à misteriosa beldade…

Por fora, um espetáculo. Mas o Louvre também merece ser visto por dentro...
Por fora, um espetáculo. Mas o Louvre também merece ser visto por dentro…

 

É claro que a quantidade de museus, galerias e monumentos de Paris é inesgotável, e por isso é tão importante seguir minha dica master e comprar o Pariscope. Até mesmo porque, independente dos horários normais, algumas vezes ocorrem fechamentos inesperados para obras de reforma ou restauração. Mas eu aproveito e adianto aqui o dia da semana em que fecham os “tops”, aqueles que não podem faltar em um roteiro cultural parisiense que se preze.

Fecham na segunda-feira:

Chateau de Versailles

Musée d’Orsay

Musée Rodin (no momento, está apenas parcialmente aberto, mas os jardins estão funcionando normalmente)

Musée Picasso

A beleza impactante do Musée d'Orsay
A beleza impactante do Musée d’Orsay

 

Fecham na terça-feira:

Musée du Louvre

Musée de l’Orangerie

Centre Pompidou

O Hôtel des Invalides, com o túmulo de Napoleão, não fecha nenhum dia da semana, assim como o Panthéon. Também abrem diariamente as torres de Notre Dame, a Sainte Chapelle e a Torre Eiffel. Para visitar esta última, no entanto, sugiro comprar ingresso antecipado (aqui), com hora marcada, para evitar as filas gigantescas.

De diversos pontos de Paris se pode vislumbrar a imponência dourada do Dôme des Invalides
De diversos pontos de Paris se pode vislumbrar a imponência dourada do Dôme des Invalides

 

O pêndulo de Foucault e os túmulos de "gigantes" como Rousseau e Voltaire podem ser visitados todos os dias da semana
O Pêndulo de Foucault e os túmulos de “gigantes” como Rousseau e Voltaire podem ser visitados todos os dias da semana

 

Resumo da ópera: a boa é passear à vontade, porém com um mínimo de planejamento. Assim, a gente não fica “engessado” por um roteiro excessivamente pré-estabelecido, mas também não perde tempo indo parar em museu fechado.

Vamos bater perna em Paris?😉